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Fluminense vence Fla-Flu com falha de Rossi, freia o líder e incendeia o Brasileirão

Em um clássico eletrizante e com roteiro imprevisível no Maracanã, o Fluminense impôs uma derrota amarga ao Flamengo por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com gols de Lucho Acosta e Kevin Serna no primeiro tempo, o Tricolor aproveitou os erros do rival, que só conseguiu diminuir com Jorginho, e colocou fogo na disputa pelo título nacional.

A vitória foi crucial para as pretensões do Fluminense, que se consolidou na sexta posição com 54 pontos, abrindo uma confortável vantagem de dez pontos para o oitavo colocado e se firmando no G7. Para o Flamengo, a noite foi de pura frustração. Após o tropeço do vice-líder Palmeiras, o Rubro-Negro tinha a chance de ouro para disparar na liderança, mas estacionou nos 71 pontos e viu a distância para o rival paulista (69 pontos) encurtar para apenas dois.

O jogo

O Fluminense construiu sua vitória com inteligência e oportunismo na primeira etapa. Aos 24 minutos, o maestro do time, Lucho Acosta, abriu o placar com sua marca registrada: recebeu a bola na entrada da área e bateu com categoria, no canto, sem chances para o goleiro Rossi.

O golpe mais duro para o Flamengo, no entanto, veio aos 32 minutos, em uma falha bizarra do goleiro Rossi. Ao tentar dominar um recuo de bola, o argentino se atrapalhou de forma inacreditável e praticamente presenteou o atacante Kevin Serna, que, atento ao lance, só teve o trabalho de roubar a bola e empurrar para o gol vazio, levando a torcida tricolor ao delírio.

No segundo tempo, o Flamengo voltou disposto a reverter o prejuízo e partiu para a pressão. A equipe rondou a área tricolor e teve sua grande chance aos 35 minutos, quando Plata cabeceou para uma defesa espetacular do veterano Fábio. No rebote, a bola tocou na mão de Renê, e o árbitro, com auxílio do VAR, marcou o pênalti. Jorginho foi para a cobrança e diminuiu a desvantagem.

Apesar da pressão rubro-negra nos minutos finais e do clima de tensão no Maracanã, o Fluminense demonstrou maturidade defensiva para segurar o resultado e garantir três pontos importantíssimos no clássico.

Próximos desafios

Fluminense: O Tricolor terá um confronto direto na parte de cima da tabela.

  • Adversário: Palmeiras
  • Data e Horário: 22/11 (sábado), às 21h30
  • Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)

Flamengo: O Rubro-Negro busca a recuperação em casa para se manter na liderança.

  • Adversário: Red Bull Bragantino
  • Data e Horário: 22/11 (sábado), às 21h30
  • Local: Maracanã.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 2 X 1 FLAMENGO

  • Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
  • Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
  • Data: 19 de novembro de 2025
  • Horário: 21h30 (de Brasília)

Arbitragem

  • Árbitro: Davi De Oliveira Lacerda (ES)
  • Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Douglas Pagung (ES)
  • Quarto Árbitro: Jefferson Ferreira de Moraes (GO)
  • VAR: Wagner Reway (SC)

Cartões

  • Amarelos: Lucho Acosta, Samuel Xavier, Renê e Everaldo (Fluminense); Saul, Ayrton Lucas e Pulgar (Flamengo)

Gols

  • Fluminense: Lucho Acosta (aos 24′ do 1ºT) e Kevin Serna (aos 32′ do 1ºT)
  • Flamengo: Jorginho (aos 39′ do 2ºT)

FLUMINENSE Fábio; Samuel Xavier, Thiago Silva, Freytes e Renê; Martinelli, Hércules (Bernal) e Lucho Acosta (Nonato); Serna (Ignacio), Canobbio e Everaldo (John Kennedy). Técnico: Luis Zubeldía

FLAMENGO Rossi; Emerson Royal, João Victor (Danilo), Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar, Saul e Carrascal; Luiz Araújo (Juninho), Bruno Henrique e Samuel Lino (Everton Cebolinha). Técnico: Filipe Luís

Fonte: Esportes

Santos apenas empata com o Mirassol e segue ameaçado pelo rebaixamento

A noite que começou com festa e alívio na Vila Belmiro terminou em frustração e com a calculadora na mão para o torcedor do Santos. Em uma atuação de protagonista com roteiro agridoce, Neymar quebrou um longo jejum de gols, mas também cometeu o pênalti que resultou no empate em 1 a 1 com o Mirassol, nesta quarta-feira, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado mantém o Peixe perigosamente próximo da zona de rebaixamento.

Com apenas um ponto somado, o Santos chega aos 37 e permanece na 16ª posição, apenas um ponto à frente do Vitória, primeiro time dentro do Z-4. A situação se agrava pois o time baiano arrancou um ponto do Palmeiras na mesma rodada. Já o Mirassol, com uma campanha sólida, segue tranquilo na quarta colocação, com 60 pontos.

O jogo

Empurrado por uma Vila Belmiro lotada, o Santos começou a partida de forma avassaladora. Logo aos três minutos, a estrela da casa brilhou: Neymar recebeu um lançamento preciso de Lautaro Díaz, avançou sozinho e tocou com categoria para encerrar um jejum de 105 dias sem balançar as redes. O gol incendiou o estádio e deu a impressão de que a noite seria tranquila.

O time da casa continuou melhor e poderia ter ampliado ainda no primeiro tempo. O goleiro Walter, do Mirassol, começou a se destacar ao fazer boas defesas em chutes de Neymar e Willian Arão. A chance mais clara, no entanto, foi de Barreal, que finalizou cruzado e viu a bola passar raspando a trave.

O que parecia controlado, porém, desandou na segunda etapa. O castigo pelas chances perdidas veio aos 11 minutos, e dos pés do herói da noite. Em um lance dentro da área santista, Neymar derrubou Reinaldo. Após revisão no VAR, o árbitro confirmou o pênalti. Na cobrança, o próprio Reinaldo deslocou o goleiro e deixou tudo igual, jogando um balde de água fria na torcida alvinegra.

O gol abalou o Santos e deu confiança ao Mirassol, que passou a controlar o ritmo do jogo. O time da casa só reencontrou seu ímpeto ofensivo nos minutos finais, quando partiu para o tudo ou nada. Foi então que o goleiro Walter se agigantou, operando defesas cruciais em uma finalização de Robinho Jr. e em uma cobrança de falta de Neymar, garantindo o valioso ponto para os visitantes.

Próximos compromissos:

Santos: O Peixe terá outra batalha direta na luta contra o rebaixamento.

  • Adversário: Internacional
  • Data e Horário: 24/11 (segunda-feira), às 21h
  • Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)

Mirassol: O Leão busca se manter no G-4 do campeonato.

  • Adversário: Ceará
  • Data e Horário: 24/11 (segunda-feira), às 19h
  • Local: Estádio José Campos Maia, em Mirassol (SP)

FICHA TÉCNICA

SANTOS 1 X 1 MIRASSOL

  • Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
  • Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
  • Data: 19 de novembro de 2025
  • Horário: 21h30 (de Brasília)
  • Público: 14.317 pessoas
  • Renda: R$ 767.026,25

Arbitragem

  • Árbitro: Matheus Delgado Candançan (SP)
  • Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
  • VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)

Cartões

  • Amarelos: Zé Ivaldo (Santos); Shaylon e Neto Moura (Mirassol)

Gols

  • Santos: Neymar, aos 3 minutos do 1º tempo.
  • Mirassol: Reinaldo, aos 15 minutos do 2º tempo.

SANTOS Gabriel Brazão; Igor Vinicius (Mayke), Adonis Frías, Zé Ivaldo e Souza; João Schmidt (Rollheiser), Willian Arão, Zé Rafael (Bontempo) e Barreal (Robinho Jr.); Neymar e Lautaro Díaz (Guilherme).

MIRASSOL Walter; Lucas Ramon, João Victor, Jemmes e Reinaldo; José Aldo (Neto Moura), Danielzinho e Gabriel (Guilame Marques); Negueba (Carlos Eduardo), Alesson (Shaylon) e Cristian (Chico da Costa).

Fonte: Esportes

Ministro Carlos Fávaro destaca avanço histórico da produção indígena

Durante os debates e painéis da COP30, a insegurança alimentar e os impactos das mudanças climáticas sobre os sistemas produtivos ganharam destaque, especialmente quando relacionados às comunidades indígenas e à gestão sustentável de seus territórios. Nesse contexto, ocorreu nesta quarta-feira (19), na AgriZone, o lançamento do documentário Hanama.

Durante o lançamento, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da obra para conscientizar a sociedade e ampliar o entendimento sobre o papel das comunidades indígenas na produção sustentável.

“O documentário Hanama cumpre um papel fundamental ao mostrar a realidade das comunidades indígenas brasileiras sem estereótipos, com profundidade e respeito. Ele revela como os povos tradicionais têm construído soluções próprias, sustentáveis e inovadoras para enfrentar desafios como a insegurança alimentar e a adaptação às mudanças climáticas”, afirmou Fávaro.

A produção retrata a trajetória dos povos Haliti-Paresi, Nambikwara e Manoki desde o início dos anos 2000, quando identificaram o potencial agrícola de suas terras como caminho para superar a insegurança alimentar e melhorar as condições de saúde e bem-estar das aldeias. Por meio do cultivo de soja, milho e feijão, organizado pela Cooperativa Agropecuária Coopihanama, as comunidades desenvolveram um modelo próprio de agricultura mecanizada, que concilia produtividade com conservação, mantendo mais de 98% do território preservado e utilizando menos de 2% para cultivo.

Em outubro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio dos Ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e da Agricultura e Pecuária, concedeu a licença de operação para que os povos indígenas pudessem produzir legalmente em suas terras. A medida abriu caminho para acesso a financiamentos públicos e privados com juros mais baixos, exportação de produtos e comercialização em todo o território nacional.

O ministro Carlos Fávaro também ressaltou que a COP30 marca um ponto de virada na valorização dos povos indígenas no debate climático e produtivo. “Esta conferência nos lembra que o futuro passa pelo reconhecimento da capacidade produtiva e pela valorização do conhecimento dos povos indígenas. Tenho certeza de que estamos construindo um legado importante e duradouro”, completou.

Informações à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Brasil reforça integração regional para ação climática na agropecuária

Nesta quarta-feira (19), durante a COP30, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou de mais uma mesa de debate: o painel ‘PLACA Ministerial – Impulso à ação climática coordenada no setor agropecuário’. A discussão ocorreu no Auditório Cumaru do Pavilhão Brasil na Blue Zone.

Com o objetivo de fortalecer capacidades técnicas, promover a troca de conhecimentos e ampliar a coordenação política no setor agroalimentar, a Plataforma de Ação Climática na Agricultura para a América Latina e o Caribe (PLACA) atua como um mecanismo estratégico que conecta a agenda agrícola da América Latina e do Caribe à agenda global de cooperação climática. A iniciativa reúne 18 ministérios da Agricultura da região.

Representando o Mapa no debate, o diretor do Departamento de Produção Sustentável da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Bruno Brasil, destacou a importância da integração regional para reforçar a agricultura e a segurança alimentar como parte das soluções climáticas, enfatizando ainda a urgência de discutir a degradação de terras.

“A degradação de terras é um desafio urgente: mais de 20% das áreas agrícolas do mundo estão comprometidas, impactando a segurança alimentar, a biodiversidade e o clima. A COP30 representa uma oportunidade estratégica para mobilizar parcerias técnicas, financeiras e políticas voltadas à restauração dessas áreas, unindo ministérios da Agricultura e diferentes instituições em torno desse esforço”, afirmou Bruno.

Como exemplo de iniciativas já desenvolvidas no Brasil, destacam-se o Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+) e o Programa Caminho Verde Brasil, que apresentam metas ambiciosas de recuperação de pastagens e utilizam instrumentos inovadores de gestão e financiamento, como a proposta de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas ao longo de dez anos, fortalecendo a segurança alimentar e a resiliência climática.

“Acreditamos na força da PLACA como fórum de integração e sinergia de políticas, capacitação técnica, troca de experiências e atração de investimentos. Oferecemos o compromisso do Brasil de cooperação técnica, partilha de experiências e apoio na mobilização de parceiros multilaterais e do setor privado”, destacou ainda o diretor, reforçando a convicção de que a agricultura pode ser solução para a crise climática quando pautada por políticas integradas, pela ciência e pela cooperação regional.

PLACA

A iniciativa tem a liderança do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru (MIDAGRI) na presidência da PLACA, e do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) na vice-presidência, além da colaboração com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que atua como secretaria da plataforma.

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

II Encontro Justiça e Promoção da Igualdade Racial reforça protagonismo negro e propõe enfrentamento estrutural ao racismo no Brasil

Ministro Lewandowski e o embaixador de Camarões no Brasil, Martin Agbor Mbeng durante abertura do II Encontro Justiça e Promoção da Igualdade Racial, no edifício sede do MJSP. Foto: Tom Costa

Brasília, 19/11/2025 – A promoção da igualdade racial no Brasil não pode ser tratada como pauta circunstancial. Ela exige o enfrentamento direto às raízes econômicas, institucionais e históricas do racismo. Essa foi a tônica do II Encontro Justiça e Promoção da Igualdade Racial, realizado, nesta quarta-feira (19), no Palácio da Justiça. O evento foi organizado pela Assessoria de Participação Social e Diversidade (Aspad), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e reuniu autoridades, lideranças negras, pesquisadores e representantes de movimentos sociais.

Na abertura, a chefe da Aspad, Adriana Marques, enfatizou que as desigualdades raciais não são meramente estatísticas, mas estruturam a vida cotidiana da população negra no Brasil.

“Falar de justiça racial é falar de justiça econômica. O racismo estrutura desigualdades que atravessam o mercado de trabalho, o acesso ao crédito, à moradia, à terra, à renda e à dignidade. Sem enfrentar o racismo que molda essas exclusões, qualquer proposta de equidade será incompleta”, ressaltou.

Adriana também chamou atenção para o que definiu como “racismo predatório”, uma lógica de violência sistemática que transforma corpos negros em alvos. “Não se trata de casos isolados, mas de uma engrenagem histórica que considera algumas vidas descartáveis. A cor da pele ainda define quem vive e quem morre no Brasil, e isso é inaceitável em um Estado que se pretende democrático de direito”, ponderou.

A gestora pontuou, ainda, que encontros como esse devem servir como convocatória permanente à responsabilidade institucional. “Estamos reunidos não apenas para celebrar o Novembro Negro, mas para assumir compromissos concretos com o futuro do País, enfrentando desigualdades que foram naturalizadas por séculos”, concluiu.

Ao recordar sua atuação no Supremo Tribunal Federal (STF), quando relatou a ação sobre a constitucionalidade das cotas raciais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou que essas políticas continuam essenciais. “Não há democracia plena sem justiça racial. A valorização da vida negra exige mais do que discursos; demanda políticas que alterem estruturas e rompam lógicas que historicamente silenciam e oprimem”.

Ele frisou, ainda, que a segurança pública não pode ser tratada como uma política isolada, mas deve estar articulada à proteção da vida e aos direitos fundamentais. “Não enfrentaremos a criminalidade enquanto determinados grupos forem vistos como inimigos. A vida negra importa nas escolas, nas ruas e nas instituições. Empatia é importante, mas precisamos de ação antirracista”.

O ministro reiterou que a formação policial deve incorporar cultura e letramento racial como compromisso institucional.

Compromissos Estruturais e Protagonismo Negro

O encontro contou com a presença da reitora da UnB, Rozana Reigota Naves; do ministro-conselheiro de Botsuana, Osenotse Arnold Seeketso; do embaixador de Camarões, Martin Agbor Mbeng; da secretária de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

Sheila de Carvalho, primeira mulher negra a ocupar a Secretaria de Acesso à Justiça, reforçou a importância de reconhecer que a cor da pele ainda define riscos, trajetórias e oportunidades. “Não enfrentaremos o racismo sem reconhecer que ele organiza as relações sociais no Brasil. Igualdade racial é compromisso estrutural, não agenda ocasional”, comentou.

Programação

O painel Letramento Racial na Segurança Pública Federal reuniu especialistas para discutir ações de formação, combate ao racismo institucional e práticas de diversidade no serviço público.

O evento ratificou o compromisso do MJSP em ampliar iniciativas que promovam equidade e valorizem a contribuição da população negra para a construção do País.

No encerramento, foi salientada a importância de transformar o Novembro Negro em um movimento permanente, sustentado por políticas eficazes, presença institucional contínua e compromisso real com a promoção da igualdade racial em todas as áreas do Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Brasil reforça integração regional para ação climática na agropecuária na BlueZone

Nesta quarta-feira (19), durante a COP30, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou de mais uma mesa de debate: o painel ‘PLACA Ministerial – Impulso à ação climática coordenada no setor agropecuário’. A discussão ocorreu no Auditório Cumaru do Pavilhão Brasil na BlueZone.

Com o objetivo de fortalecer capacidades técnicas, promover a troca de conhecimentos e ampliar a coordenação política no setor agroalimentar, a Plataforma de Ação Climática na Agricultura para a América Latina e o Caribe (PLACA) atua como um mecanismo estratégico que conecta a agenda agrícola da América Latina e do Caribe à agenda global de cooperação climática. A iniciativa reúne 18 ministérios da Agricultura da região.

Representando o Mapa no debate, o diretor do Departamento de Produção Sustentável da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Bruno Brasil, destacou a importância da integração regional para reforçar a agricultura e a segurança alimentar como parte das soluções climáticas, enfatizando ainda a urgência de discutir a degradação de terras.

“A degradação de terras é um desafio urgente: mais de 20% das áreas agrícolas do mundo estão comprometidas, impactando a segurança alimentar, a biodiversidade e o clima. A COP30 representa uma oportunidade estratégica para mobilizar parcerias técnicas, financeiras e políticas voltadas à restauração dessas áreas, unindo ministérios da Agricultura e diferentes instituições em torno desse esforço”, afirmou Bruno.

Como exemplo de iniciativas já desenvolvidas no Brasil, destacam-se o Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+) e o Programa Caminho Verde Brasil, que apresentam metas ambiciosas de recuperação de pastagens e utilizam instrumentos inovadores de gestão e financiamento, como a proposta de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas ao longo de dez anos, fortalecendo a segurança alimentar e a resiliência climática.

“Acreditamos na força da PLACA como fórum de integração e sinergia de políticas, capacitação técnica, troca de experiências e atração de investimentos. Oferecemos o compromisso do Brasil de cooperação técnica, partilha de experiências e apoio na mobilização de parceiros multilaterais e do setor privado”, destacou ainda o diretor, reforçando a convicção de que a agricultura pode ser solução para a crise climática quando pautada por políticas integradas, pela ciência e pela cooperação regional.

PLACA

A iniciativa tem a liderança do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru (MIDAGRI) na presidência da PLACA, e do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) na vice-presidência, além da colaboração com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que atua como secretaria da plataforma.

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Mapa apresenta Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária na AgriZone

Durante os painéis da AgriZone desta quarta-feira (19), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou o Programa Nacional de Rastreabilidade Voluntária, após a assinatura do protocolo de intenções para a melhora da rastreabilidade das cadeias produtivas do agronegócio no Brasil.

A assinatura ocorreu na última terça-feira (18) entre o secretário-executivo da Pasta, Irajá Lacerda, e representantes da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (Anatc) e do Rio Portos. Na COP30, a apresentação ocorreu no painel principal da AgriZone, o AgriTalks, pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro.

O Programa irá criar um modelo nacional de rastreabilidade, garantindo mais proteção, eficiência, segurança, rapidez e produtividade. A tecnologia adotada permitirá a leitura automatizada, integrando dados públicos e privados em um sistema unificado de rastreamento. O modelo utiliza um padrão público e nacional, baseado em tecnologias avançadas e sistemas integrados que possibilitem monitorar e rastrear toda a cadeia produtiva e logística, do produtor rural ao destino.

“O Brasil dá um passo decisivo rumo a um agro mais moderno e transparente. Com o Brasil-ID, estamos criando um sistema capaz de oferecer mais proteção, eficiência, rapidez e segurança para toda a cadeia produtiva”, afirmou o secretário Marcelo Fiadeiro.

Fiadeiro destacou ainda que a rastreabilidade voluntária não é apenas uma exigência de mercado, mas uma ferramenta estratégica para a sanidade animal e vegetal, segurança alimentar e fortalecimento da credibilidade internacional. Organismos internacionais, como a FAO, têm reiterado que sistemas robustos de rastreabilidade são fundamentais para assegurar transparência, reduzir riscos sanitários e ampliar a confiança do consumidor.

Além disso, o novo modelo reforça a capacidade do Brasil de atrair parcerias, ampliar mercados e intensificar a cooperação internacional.

O PNRV integrará o Programa Agro Brasil + Sustentável em um ecossistema digital que reúne rastreabilidade, boas práticas e sustentabilidade. A adesão é voluntária e os benefícios são diretos.

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Mapa apresenta ações para ampliar a agricultura regenerativa em painel internacional na AgriZone

O Ministério da Agricultura e Pecuária participou nesta quarta-feira (19) do painel “Scaling Regenerative Landscapes”, realizado na AgriZone, em Belém, durante a COP30, apresentando as políticas que impulsionam práticas regenerativas no campo e reforçam o papel do Brasil na agenda de sustentabilidade. Representando o Mapa, o coordenador-geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento, Jonathas de Alencar, destacou como o crédito, os instrumentos de mercado e os mecanismos de blended finance têm ampliado o acesso dos produtores a tecnologias de baixo impacto.

O encontro reuniu representantes de empresas globais como Danone e Bayer, além da Fundação Rockefeller, em uma discussão sobre financiamento, métricas harmonizadas e políticas públicas que permitam escalar a agricultura regenerativa. Jonathas apresentou os avanços do crédito rural oficial, com linhas que oferecem juros menores a projetos sustentáveis, e a ampliação do uso de títulos privados, como a Cédula de Produto Rural (CPR), que permite ao produtor captar recursos diretamente no mercado financeiro.

Ele também detalhou o programa Caminho Verde Brasil, iniciativa do Mapa voltada à recuperação de áreas degradadas. Jonathas explicou que o programa conta com a parceria com o Ministério da Fazenda por meio do Leilão Eco Invest, mecanismo em que o Tesouro Nacional compartilha riscos e oferece condições mais vantajosas para atrair investidores. Esse modelo fortalece o ambiente para ampliar práticas regenerativas de forma economicamente viável.

Durante o debate, Jonathas abordou a relação entre biodiversidade e financiamento. Ele ressaltou que o Código Florestal garante a preservação mínima de 20% das propriedades rurais, podendo chegar a 80% na Amazônia, o que já assegura uma contribuição ambiental relevante por parte dos produtores. Ele citou ainda o estímulo ao uso de bioinsumos, à rotação de culturas e à integração lavoura-pecuária-floresta, como mecanismos que fortalecem a biodiversidade do solo e aumentam a resiliência produtiva.

O representante do Mapa destacou ainda que o desafio central está na escala da agricultura brasileira, que exige tecnologias acessíveis e monitoramento eficiente. O ministério trabalha para ampliar o alcance dos instrumentos financeiros e fortalecer políticas que tornem a transição regenerativa possível para pequenos, médios e grandes produtores.

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Palmeiras tropeça em casa, empata com o Vitória e se complica na disputa pelo título

A noite que poderia ser de aproximação ao líder transformou-se em um poço de frustração para o Palmeiras. Em uma partida marcada pela ineficiência ofensiva e uma atuação de gala do goleiro adversário, o Verdão não conseguiu sair do 0 a 0 com o Vitória, em jogo antecipado da 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputado no Allianz Parque. O resultado amplia a sequência sem vitórias do time para três jogos e abre caminho para que o Flamengo, líder com 71 pontos, aumente sua vantagem na ponta da tabela.

Com o empate, o Palmeiras chega aos 69 pontos e permanece na vice-liderança, mas agora depende de um tropeço do rival carioca, que enfrenta o Fluminense na rodada, para não ver o sonho do título ficar mais distante. Para o Vitória, o ponto conquistado em São Paulo é valioso, mas não o suficiente para tirar a equipe da 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento, com 36 pontos.

O Jogo

Desde o apito inicial, o roteiro do jogo foi claro: o Palmeiras com a posse de bola, buscando espaços, e o Vitória em um bloco defensivo sólido, esperando por uma chance no contra-ataque. Apesar do domínio, o time da casa sofreu para transformar a superioridade em gols. No primeiro tempo, Allan foi o jogador mais lúcido, criando as melhores jogadas. Em uma delas, exigiu boa defesa do goleiro Thiago Couto e, em outra, fez grande jogada individual, mas ninguém apareceu para completar seu cruzamento. O Vitória, por sua vez, assustou em uma cobrança de falta de Cantalapiedra, bem defendida por Carlos Miguel.

Na segunda etapa, o técnico Abel Ferreira tentou dar mais poder de fogo à equipe com as entradas de Felipe Anderson e Vitor Roque. A pressão aumentou, e as chances se multiplicaram. A principal delas veio em uma sequência incrível: Allan finalizou para uma defesa espetacular de Thiago Couto, e, no rebote, o goleiro cresceu novamente para bloquear a tentativa à queima-roupa de Raphael Veiga.

O bombardeio palmeirense continuou até o fim. Aníbal Moreno arriscou de longe, Allan quase marcou um golaço de bicicleta, e nos minutos finais, Facundo Torres e Gustavo Gómez pararam em mais duas intervenções milagrosas de Thiago Couto, que se consagrou como o grande nome da partida. No apagar das luzes, Felipe Anderson ainda teve uma última chance, mas o goleiro do Vitória espalmou, selando o placar em branco e o gosto amargo do empate para a torcida alviverde.

Próximos desafios

Palmeiras O time alviverde volta a campo no próximo sábado (22), às 21h30, para um confronto direto na parte de cima da tabela contra o Fluminense, novamente no Allianz Parque, pela 35ª rodada.

Vitória A luta do Leão contra o rebaixamento continua no domingo (23), às 18h30, em um clássico nordestino contra o Sport, na Ilha do Retiro, em Recife, também pela 35ª rodada.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 x 0 VITÓRIA

  • Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada
  • Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
  • Data: 19 de novembro de 2025
  • Horário: 19h30 (de Brasília)
  • Público: 39.080 torcedores
  • Renda: R$ 2.632.317,00

Arbitragem

  • Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR)
  • Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Thiaggo Americano Labes (SC)
  • VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)

Cartões

  • Amarelos: Aníbal Moreno, Andreas Pereira (Palmeiras); Erick, Lucas Halter, Willian Oliveira e Cantalapiedra (Vitória)
  • Vermelho: Andreas Pereira (Palmeiras)

PALMEIRAS: Carlos Miguel; Bruno Fuchs, Murilo e Micael (Felipe Anderson); Allan, Andreas Pereira, Raphael Veiga (Aníbal Moreno), Mauricio (Facundo Torres) e Jefté (Gustavo Gómez); Bruno Rodrigues (Vitor Roque) e Flaco López. Técnico: Abel Ferreira

VITÓRIA: Thiago Couto; Raúl Cáceres, Edu, Camutanga e Lucas Halter; Ramon, Baralhas (Ricardo Ryller), Willian Oliveira (Dudu) e Aitor Cantalapiedra (Matheuzinho); Erick (Lucas Braga) e Renzo López (Renato Kayzer).
Técnico: Jair Ventura

Fonte: Esportes

Sérgio Ricardo integra Comissão Interinstitucional para fortalecer transparência e controle das emendas impositivas

Crédito: Thiago
Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
Ilustração
O trabalho será conduzido de forma interinstitucional reunindo TCE-MT, MPC-MT e ALMT, representantes do Poder Executivo estadual e do Ministério Público do Estado (MPMT). Clique aqui para ampliar.

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, passou a integrar a Comissão Interinstitucional de Convergência Normativa da Legislação Estadual Atinente às Emendas Impositivas, instalada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (19). O grupo tem a finalidade de sugerir alterações na Lei Estadual nº 10.587/2017 e em normas correlatas, aprimorando a rastreabilidade, a transparência e o controle da execução das emendas parlamentares no estado.

Segundo o presidente, a união entre os Poderes e órgãos de controle permitirá avançar em soluções efetivas. “Estamos construindo essa solução para seguir as orientações do Supremo Tribunal Federal, mas a Assembleia já vem fazendo isso há bastante tempo. Vamos apenas melhorar ainda mais, juntamente com o Ministério Público do Estado e o Governo, dar ainda mais transparência e mais fiscalização lá na ponta. Hoje, temos pelo menos 1.200 obras paralisadas nos municípios, e isso não vai mais ocorrer”, destacou.

Sérgio Ricardo chamou atenção ainda para a urgência em dar andamento aos trabalhos, tendo em vista o ano eleitoral. “A partir de janeiro, todas as decisões que estamos construindo juntos passam a valer. Será um ano atípico, em que a Assembleia terá apenas sete meses para executar as emendas, e por isso já estamos trabalhando com agilidade para garantir total conformidade e eficiência.”

Visando ao cumprimento integral das determinações constantes da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854 do STF, relatada pelo ministro Flávio Dino, a Comissão foi criada pelo Ato nº 036/2025 para adaptar a legislação estadual aos novos padrões nacionais de controle e publicidade das emendas impositivas.

Além do conselheiro-presidente, o TCE-MT será representado por dois auditores públicos externos designados para compor tecnicamente o grupo de trabalho, além do procurador-geral do Ministério Público de Contas de Mato Grosso (MPC-MT), Alisson Carvalho de Alencar.

Na abertura da reunião, o procurador-geral do MPC destacou o dever das instituições de aprimorar a política pública. “É o papel do Ministério Público de Contas e do Tribunal de Contas proporcionar a Mato Grosso, com a contribuição do Ministério Público do Estado, da Assembleia e do Governo, uma sistemática de emendas que alcance cada vez mais eficiência e segurança à população.”

A Comissão terá a responsabilidade de revisar a legislação vigente, propor ajustes e construir recomendações alinhadas ao modelo federal de controle das emendas parlamentares.

O presidente da ALMT, deputado Max Russi, ressaltou que Mato Grosso já possui um sistema avançado de rastreabilidade, mas que o trabalho conjunto garantirá mais aprimoramentos. “Mato Grosso já tem um dos melhores sistemas de rastreabilidade das emendas. Aqui não existe emenda PIX nem emenda secreta, mas sempre podemos melhorar. Fizemos uma reunião produtiva com o Tribunal de Contas, Ministério Público e Governo, e a criação desta comissão vai aperfeiçoar o monitoramento, garantindo a boa aplicação da emenda e resultados para a população.”

O grupo deverá avaliar as normas atuais relacionadas às emendas impositivas, elaborar propostas de atualização normativa e procedimental, apresentar relatório final com recomendações e minutas de alteração legislativa e desenvolver novos mecanismos de controle e acompanhamento, inclusive com possibilidade de integração ao sistema Fiplan.

O trabalho será conduzido de forma interinstitucional reunindo, além do TCE-MT, MPC-MT e ALMT, representantes do Poder Executivo estadual e do Ministério Público do Estado (MPMT), reforçando a atuação conjunta entre os órgãos de controle e gestão pública para garantir transparência, rastreabilidade e segurança jurídica na execução das emendas parlamentares.

O procurador-geral de Justiça do MPMT, Rodrigo Fonseca Costa, reforçou que a discussão sobre aperfeiçoamento das emendas já vinha ocorrendo antes da decisão do STF:
“Há meses já estamos discutindo formas de aumentar a transparência e eficiência das emendas. Já queríamos melhorar ainda mais a regulamentação, especialmente no que diz respeito ao terceiro setor. Agora, com a decisão do STF, estamos construindo uma resolução com o TCE-MT para regulamentar como o terceiro setor participa das emendas e garantir uma fiscalização praticamente online da sua execução”, declarou Costa.

O deputado estadual Beto Dois a Um parabenizou os órgãos envolvidos e destacou a importância da medida. “Transparência não é um detalhe da política, é fundamento. Quem lida com dinheiro público precisa ter clareza, responsabilidade e respeito absoluto pela sociedade. Por isso, parabenizo o TCE-MT, o Ministério Público de Contas, o Ministério Público Estadual e todos os órgãos que assumiram essa comissão. Este é um passo histórico e necessário”, afirmou o parlamentar.

Na ocasião, o deputado Carlos Avallone ressaltou que Mato Grosso já opera com alto nível de publicidade, mas reconheceu a importância da modernização normativa.
“Todas as emendas de Mato Grosso são transparentes e estão registradas, mas todo sistema pode melhorar, e é isso que estamos fazendo aqui. Pela determinação do Supremo, estamos reunidos para aperfeiçoar os procedimentos”, pontuou. 

Resolução Normativa

Na última semana, o Tribunal de Contas de Mato Grosso aprovou uma resolução normativa que regulamenta a fiscalização e o acompanhamento da execução das emendas parlamentares estaduais e municipais. A medida estabelece regras e procedimentos para assegurar transparência, rastreabilidade e correta aplicação dos recursos públicos dessas transferências. 

Construída em consonância com as decisões do STF na ADPF 854, a resolução segue o modelo federal de controle determinado para todos os estados e municípios, fortalecendo o papel do TCE-MT como órgão central de fiscalização e integridade das políticas públicas financiadas por emendas.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

MEC assina ACT para criação de hospital universitário da UFRN

Em agenda nesta quarta-feira, 19 de novembro, na cidade de Caicó, o ministro Camilo Santana participou da solenidade de assinatura de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o governo do Rio Grande do Norte, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para implantação do Hospital Universitário da UFRN, a ser construído no município.

“Não tenho dúvida de que esse hospital será um marco para a região. Será um hospital com mais de 180 leitos e que vai atender pelo SUS os 25 municípios da região do Seridó, ficando aqui em Caicó. Também vai ser importante para a formação dos nossos profissionais de saúde. Nossa ideia é levar os hospitais universitários para o interior para atender não só as universidades que foram para o interior, mas também a população, através da atenção à saúde”, explicou Santana.

O chefe da pasta também anunciou a criação de dois novos cursos de graduação no campus Caicó da UFRN, a partir do primeiro semestre de 2026: bacharelado em arqueologia, com 25 vagas anuais; e bacharelado em engenharia de computação, com 40 vagas anuais.

A UFRN conta hoje com 2.163 docentes e 29.219 estudantes. Destes, 344 são residentes de medicina, que cursam um dos cinco programas de residência da universidade: cirurgia geral; clínica médica; medicina de família e comunidade; medicina de família e comunidade – saúde do campo da floresta e das águas; e medicina de família e comunidade – saúde mental. Além disso, outros 212 alunos cursam a residência multiprofissional em atenção à saúde da mulher e da criança.

Novo PAC – O Hospital Universitário da UFRN em Caicó é um dos muitos investimentos que o MEC tem feito no Rio Grande do Norte. Os recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento totalizam R$ 707 milhões em diferentes níveis de ensino. São investimentos de R$ 509,6 milhões para a educação básica, R$ 88,6 milhões destinados à educação profissional e tecnológica e R$ 108,7 milhões voltados à educação superior. Os recursos permitem a construção de 24 escolas em tempo integral e 50 creches; além da aquisição de 129 ônibus escolares, beneficiando 16 municípios maranhenses. O programa também viabiliza a criação de três novos campi do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) — em Touros, São Miguel e Umarizal — e a realização de 29 obras de melhoria em universidades e institutos federais já existentes, distribuídas por 16 municípios, ampliando o alcance e a qualidade da educação pública no estado.

Agendas – Ainda no município, Santana visitou as obras da Creche Municipal Professor Oriel Segundo de Oliveira, na zona norte de Caicó, que recebeu investimentos de R$ 3,5 milhões do MEC, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Implementada no padrão arquitetônico Tipo 1 do FNDE, a unidade pode atender até 376 crianças em dois turnos, ou 188 em período integral, na faixa etária que vai de 0 a 1 ano (berçário) e de 1 a 3 anos (maternal 1 e 2). As atividades seguem no prazo estabelecido, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2026.

O ministro também participou da abertura da 3ª Caravana Federativa Estadual do Rio Grande do Norte, em Caicó, ao lado da governadora do estado, Fátima Bezerra. A iniciativa tem como objetivo aproximar os governos federal e estadual e as prefeituras municipais, fortalecendo o diálogo e a cooperação técnica para acelerar a execução de investimentos estratégicos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e de outras políticas públicas essenciais. Durante as caravanas, são realizadas oficinas temáticas, além de painéis de capacitação e atendimentos especializados, com foco na execução de políticas públicas e investimentos do Novo PAC.

Resumo | Mais Educação para o Rio Grande do Norte

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

Brasil apresenta avanços na vigilância de populações expostas à poluição do ar

Belém (PA) — Em meio às discussões globais da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o Ministério da Saúde apresentou, na última semana, um conjunto de informações estratégicas do painel de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (Vigiar), ferramenta que integra dados ambientais e de saúde para orientar ações de proteção à população brasileira. De acordo com os dados monitorados, a exposição a partículas poluentes presentes no ar (material particulado fino – MP2,5) esteve associada a 95 mil mortes no Brasil em 2024.

Para a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Agnes Soares, os números ilustram o impacto crescente da poluição do ar na saúde, agravado por secas extremas, queimadas e incêndios florestais, e ressaltam a necessidade de fortalecer a vigilância em saúde ambiental e climática em todo o país. Os impactos incluem doenças respiratórias, cardiovasculares e o agravamento de condições crônicas.

“Diante da tendência de aumento na frequência e intensidade desses eventos em um contexto de mudança do clima, é fundamental que os serviços de saúde estejam preparados para responder de forma rápida e eficaz à crescente demanda decorrente de episódios críticos”, afirmou Agnes.

Em resposta a esse cenário, o Ministério da Saúde busca o alinhamento entre os dados do Vigiar e o Plano de Adaptação à Mudança do Clima do Setor Saúde (AdaptaSUS), que traz ações estratégicas voltadas ao fortalecimento das capacidades do setor saúde para enfrentar os efeitos da mudança do clima, com foco na preparação dos serviços, na redução de vulnerabilidades e na melhoria da resposta a eventos extremos.

Em nível internacional, durante a COP30, o Brasil também lançou o Plano de Ação em Saúde de Belém, com soluções de adaptação dos sistemas de saúde que incluem o fortalecimento da vigilância ambiental e ações concretas para melhorar a saúde da população frente às mudanças climáticas. No Brasil, o AdaptaSUS é a estratégia do setor saúde para apoiar a implementação do Plano de Ação em Saúde de Belém.

Agnes Soares lembrou ainda que o país está avançando nas metodologias de integração entre saúde, clima e ambiente. “Estamos estruturando uma resposta robusta, baseada em ciência, que permite antecipar riscos e proteger a população. As mudanças

climáticas ampliam incêndios, secas e poluição; por isso, a importância de iniciativas como o Vigiar. Para construir sistemas de saúde resilientes, é preciso reforçar os sistemas de vigilância e promover a integração e a interoperabilidade de dados de saúde, de clima e ambientais.”

Reforço na vigilância ambiental

O Vigiar é uma das ferramentas digitais do Ministério da Saúde que se destaca no apoio à Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos, por ser uma plataforma pública que monitora níveis de poluição do ar em todos os municípios brasileiros desde 2010. Além disso, o painel conta com uma aba específica sobre poluição intradomiciliar, que apresenta as mortes atribuíveis à exposição doméstica decorrente do uso de lenha ou carvão para cozinhar.

Outra ferramenta apresentada por Agnes Soares com função importante no monitoramento da qualidade do ar é o Sistema de Informações Ambientais Integradas à Saúde (SISAM), que se encontra em fase final de atualização pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O sistema integrará dados sobre poluentes atmosféricos, focos de queimadas e variáveis climáticas, constituindo um instrumento estratégico para o monitoramento e a resposta a episódios críticos de fumaça na Amazônia e no Centro-Oeste.

Agnes reforçou o papel desses instrumentos para a saúde pública: “São tecnologias que ampliam nossa capacidade de agir. Produção de dados de qualidade, comunicação de riscos e capacitação dos profissionais são pilares da adaptação climática no setor saúde.”

Incêndios florestais intensificam violações do padrão da OMS

Em 2024, longos períodos de seca agravaram a dispersão de fumaça por grandes áreas do país, levando diversos municípios a ultrapassar o limite diário de MP2,5 recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para enfrentar o cenário, o Ministério da Saúde vem publicando semanalmente os Informes de Monitoramento de Incêndios Florestais, utilizados por equipes estaduais no gerenciamento de riscos à saúde, e ampliando campanhas nacionais de comunicação para orientar a população sobre proteção durante episódios críticos.

“O Brasil está assumindo seu papel de liderança ao integrar vigilância climática, ciência e políticas públicas. Não existe adaptação em saúde sem olhar para a poluição do ar, para as queimadas e para os impactos reais da crise climática sobre as pessoas”, reforçou Agnes.

Vanessa Aquino
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Moretto apresenta pacote de leis em defesa do consumidor e do produtor rural

Na manhã desta quarta-feira (19), o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) apresentou, durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), um conjunto de proposições construídas a partir das demandas ouvidas em audiências públicas realizadas em Cáceres e Pontes e Lacerda. Segundo o parlamentar, as manifestações da sociedade precisam se transformar em ações concretas.

“A gente ouviu as reclamações nas Audiências Públicas sobre os serviços prestados pela Energisa. A nossa obrigação agora é transformar isso em projeto de lei”, afirmou Moretto.

Uma das proposições estabelece um prazo mínimo de notificação antecipada antes que qualquer débito de consumidores inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) seja levado a protesto. A medida busca garantir que famílias de baixa renda tenham tempo adequado para regularizar suas pendências, evitando surpresas e prejuízos financeiros.

Moretto também apresentou um projeto de lei que isenta as famílias de baixa renda das taxas de protesto e demais despesas cartorárias. A iniciativa surgiu após denúncias de cobranças consideradas abusivas.

O deputado criticou a taxa por microfilmagem, que é um método mais antigo de arquivamento físico de imagens, que não é o método principal ou exclusivo divulgado para interação direta com o cliente atualmente. “Na era digital, não faz mais sentido o cidadão pagar por microfilme. Estamos pedindo o cancelamento dessa cobrança”.

Outra proposição apresentada dispõe sobre a proteção ao consumidor vulnerável, estabelecendo regras que proíbem a interrupção de serviços públicos essenciais, como energia elétrica, água e gás, para famílias inscritas no Cadastro Único.

Moretto apresentou ainda projeto de lei que prevê a autorização da limpeza e a manutenção preventiva das faixas de servidão das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica.

A proposta sugere que, após a limpeza, as áreas sejam replantadas com gramíneas, como braquiária ou mombaça, evitando que árvores se regenerem rapidamente e reduzindo riscos de interrupção no fornecimento de energia.

O parlamentar encerrou sua fala reforçando que todas as proposições foram construídas com base nas necessidades reais da população: “Ouvimos atentamente cada reclamação e transformamos essas demandas em propostas que buscam justiça, economia e segurança para os nossos cidadãos e produtores rurais”.

Fonte: ALMT – MT

Polícia Civil prende jovem faccionado envolvido com o tráfico de drogas em Matupá

PC-MT

Um jovem investigado por envolvimento com o comércio de entorpecentes em Matupá, e suspeito de integrar uma facção criminosa atuante no município, foi preso pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (19.11).

O suspeito, de 20 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa.

As diligências iniciaram após a Delegacia de Matupá receber informações da Delegacia de Guarantã do Norte, sobre um furto ocorrido no dia 11 de novembro, cujo autor seria morador do município e com suspeitas de atuar como traficante vinculado à uma facção.

Com base nas informações, os policiais civis foram até a residência do jovem. No local familiares contaram que ele havia praticado o furto em Guarantã do Norte, bem como vinha causando desordem e cometendo outros delitos.

Diante dos indícios a equipe deslocou até outro endereço, onde o suspeito foi avistado. Ao perceber a presença dos investigadores, o rapaz tentou fugir, porém sem êxito. No interior da casa foi localizada uma porção grande de maconha, balança de precisão, além de um cigarro do mesmo entorpecente.

Durante a abordagem o jovem confessou o furto registrado em Guarantã do Norte, relatando que já havia vendido o ouro subtraído pelo valor de R$ 600 no distrito de União do Norte.

Em seguida, o suspeito que possui passagens criminais por furto e violência psicológica contra mulher, registradas em 2024, foi encaminhado até a Delegacia de Matupá.

O conduzido foi interrogado e autuado em flagrante por tráfico de drogas e organização criminosa. Após a confecção dos autos, o preso foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

MEC apoia realização do encontro nacional de grupos do PET

Foto: Divulgação/MEC

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), apoia a realização do 30º Encontro Nacional dos Grupos do Programa de Educação Tutorial (Enapet), que ocorrerá de 21 a 23 de novembro na Universidade de Brasília (UnB). O evento é organizado pelo Comitê Nacional de Programas de Educação Tutorial (Cenapet), que reúne bolsistas do Programa de Educação Tutorial (PET), entre professores tutores e estudantes.

A organização do evento estima a participação de cerca de 1,5 mil pessoas, entre discentes e tutores dos grupos PET, representantes do MEC, do Conselho Superior do PET, da Comissão de Monitoramento e Avaliação do PET, além de pesquisadores, estudantes de extensão universitária, professores com atuação na temática do encontro, avaliadores de políticas públicas e demais membros da comunidade acadêmica, bem como representantes da sociedade civil.

Gestores do MEC participarão de várias mesas temáticas, previstas na programação do evento, incluindo a mesa de abertura, que contará também com a presença da reitora da UnB, Rozana Naves, e de representante do Ministério da Saúde. A abertura ocorrerá às 9h, no Centro Comunitário Athos Bulcão da UnB.

Em seguida, no mesmo espaço, uma conferência abordará o tema do evento, Inteligência artificial e direitos humanos: desafios éticos para o século XXI, com a participação dos especialistas Rusvênia Luiza, professora da Universidade Federal de Goiânia (UFG), que abordará o tema da inteligência artificial (IA) e a educação para as relações étnico-raciais; Sandro Renato, professor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet/MG), que versará sobre racismo algorítmico; e Juliana Cézar Nunes, pesquisadora e funcionária da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que tratará de IA, raça e gênero.

Espaço interativo – Além de apoiar financeiramente a organização do evento com mais de R$ 214 mil, o MEC terá um estande próprio para divulgação de suas ações e acolhimento dos participantes do evento, que funcionará nos dias 21 e 22, na ala norte do Instituto Central de Ciências (ICC-Norte) da UnB.

PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação e bolsas de tutoria a professores-tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu

Fonte: Ministério da Educação

UFMA lança satélites no 1º voo espacial comercial do Brasil

Foto: Carlos Brito/UFMA

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), viverá um momento histórico no sábado, 22 de novembro, com o lançamento dos nanossatélites Jussara K e Pion BR2 – Cientistas de Alcântara, durante a Operação Spaceward 2025. Partindo do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), ambos seguirão a bordo do foguete sul-coreano HANBIT-Nano no primeiro voo comercial de um veículo espacial a partir do território brasileiro.

A expectativa é que a universidade acompanhe o início da operação espacial e, posteriormente, colete os dados transmitidos diretamente à estação terrestre da UFMA — um avanço que fortalece a consolidação da universidade em todo o ciclo de desenvolvimento, operação e monitoramento espacial. “É um divisor de águas para o Programa Espacial Brasileiro, e a UFMA está participando disso com a entrega de satélites. Isso nos possibilitou um conhecimento relacionado ao ciclo espacial, ou seja, nós aprendemos desde a produzir um satélite até como fazer o lançamento”, detalha Carlos Brito, professor de Engenharia Aeroespacial da UFMA.

Inovação nacional – O Jussara-K é um CubeSat desenvolvido no Laboratório de Eletrônica e Sistemas Embarcados Espaciais (Labesee) da UFMA e reúne diversas tecnologias nacionais. Entre elas estão as antenas produzidas em parceria com o Laboratório Integrado de Sistemas Espaciais (Lise), da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), e o sistema de energia, incluindo os painéis solares, fabricados no próprio laboratório da UFMA.

Sua missão principal é coletar dados ambientais de plataformas terrestres equipadas com sensores em áreas de lagoas, florestas e regiões de cultivo. O satélite será capaz de captar informações como temperatura, umidade e níveis de monóxido de carbono, que são úteis para identificar focos de queimadas. 

Além disso, o Jussara-K leva um módulo de processamento de inteligência artificial, fruto de parceria com a startup paulista Epic of Sun, para testar o desempenho da tecnologia em ambiente espacial.

Já o Pion BR2 – Cientistas de Alcântara é fruto de uma parceria entre a UFMA, por meio do DARTi Lab e do Baites — o Núcleo de Inovação e Tecnologia da UFMA—, com a Agência Espacial Brasileira (AEB); a Fundação Sousândrade; o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud); e a startup brasileira Pion, especializada em nanossatélites. O satélite nasceu do projeto “Cientistas de Alcântara”, que tem o objetivo de aproximar as comunidades da cidade de Alcântara a tecnologias espaciais, com foco no protagonismo de crianças quilombolas.

O satélite levará ao espaço mensagens produzidas por cerca de 300 crianças participantes do projeto. O Pion-BR2 – Cientistas de Alcântara enviará sinais que poderão ser captados por estações de telemetria em diversas partes do mundo.

Além da missão educacional, o satélite também será utilizado para testes e validações tecnológicas, incluindo gerenciamento de energia e desempenho dos painéis solares, testes e qualificação do módulo de comunicação e antena, bem como testes e qualificação do computador de voo.

Alcântara – A proximidade geográfica com o CLA, principal centro de lançamento do país, fortalece projetos, parcerias e vivências práticas dos estudantes. Para Carlos Brito, essa conexão transforma a UFMA em um polo estratégico para a pesquisa aeroespacial no Brasil. “Essa proximidade com Alcântara traz muitos benefícios para a universidade em termos de pesquisa, desenvolvimento, extensão, além de aprimorar os nossos conhecimentos voltados para um campo tão específico quanto o espaço”, pontua. 

O avanço também consolida o curso de engenharia aeroespacial da UFMA como uma das novas referências nacionais na área. “Ver dois satélites com forte participação da comunidade acadêmica sendo lançados no mesmo mês representa mais do que um marco técnico, é a afirmação da capacidade científica e formadora da universidade. E, assim, a gente está se tornando realmente referência. Os estudantes estão saindo e ocupando espaços importantes no mercado espacial”, conclui Brito.

Selo - O Melhor das Federais
Selo – O Melhor das Federais

Este conteúdo é uma produção da UFMA, com apoio da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

Polícia Civil cumpre mandado contra homem investigado por tentativa de feminicídio

Um homem, investigado pelo crime de tentativa de feminicídio, foi preso pela Polícia Civil em Nobres, nesta quarta-feira (19.11), em ação para cumprimento de mandados judiciais. Uma arma de fogo também foi apreendida.

O suspeito, de 39 anos, teve a ordem de prisão preventiva decretada pela Justiça, embasada nas investigações da Delegacia de Nobres para apurar o crime. A tentativa de feminícido ocorreu no dia 4 de outubro, após a vítima ser esfaqueada.

Durante as diligências investigativas, foram colhidos indícios de autoria e materialidade da conduta criminosa, concluindo que o suspeito agiu com a intenção de matar sua companheira.

Diante dos fatos, a Delegacia de Nobres representou pelo pedido de prisão preventiva do investigado e pelo mandado de busca e apreensão, deferidos pelo Poder Judiciário.

De posse das ordem judiciais, os policiais foram até o endereço no suspeito, situado na zona rural do município. No local, a equipe apreendeu uma arma de fogo (espingarda de calibre 22), bem como efetuou a prisão do investigado.

Em seguida, o homem foi conduzido para a providências cabíveis e, posteriormente, apresentado e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Aquicultura como solução climática: MPA apresenta visão de baixo carbono e sistemas alimentares resilientes na COP30

A aquicultura é uma solução climática estratégica, capaz de contribuir para adaptação, mitigação e transformação dos sistemas alimentares. Essa foi a mensagem do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) na COP30, em Belém, nos painéis dedicados à inovação, aos modelos produtivos sustentáveis, à bioeconomia azul e ao papel das algas na resposta global às mudanças do clima, capitaneados pela Secretaria Nacional de Aquicultura do MPA.

Durante as apresentações, a secretária nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, reforçou o potencial da atividade diante das mudanças climáticas. “A aquicultura, quando apoiada por tecnologia, ordenamento territorial e manejo responsável, oferece vantagens ambientais em comparação com outras cadeias de proteína animal, posicionando o Brasil como ator relevante na agenda internacional de sistemas alimentares de baixo carbono”, afirmou.

Os debates também destacaram a necessidade de políticas integradas que combinem ciência, inovação e adaptação climática. Para Luciene Mignan, diretora de Desenvolvimento e Inovação do MPA, essa articulação é essencial. “Estamos lidando com variáveis climáticas que já estão em curso. A aquicultura precisa estar preparada para responder a esse novo contexto, com inovação, ordenamento e políticas que tragam segurança tanto para o produtor quanto para o território”, disse.

Luciene Mignani fala sobre inovação em painel na AgriZone
Luciene Mignani fala sobre inovação em painel na AgriZone

A relação entre modelagem climática, tomada de decisão e resiliência produtiva foi reforçada por Felipe Bodens, coordenador-geral de Aquicultura em Águas da União. “A mudança do clima impõe desafios imediatos. Nosso esforço é mostrar que a aquicultura tem condições de responder com rapidez, incorporando dados, previsões e soluções que tornem a produção mais resiliente e sustentável”, afirmou.

Felipe Bodens em painel na Agrizone
Felipe Bodens em painel na Agrizone

Entre os setores produtivos que melhor ilustram esse potencial está a algicultura. As cadeias de algas e macroalgas sintetizam, de forma concreta, os benefícios ambientais e produtivos da atividade: são sistemas naturalmente eficientes em sequestro de carbono, demandam baixo uso de insumos, contribuem para a adaptação costeira e geram aplicações em bioinsumos, nutrição, biotecnologia e inovação. Por isso, a algicultura foi apresentada na COP30 como um dos exemplos mais completos de como a aquicultura pode oferecer soluções sustentáveis e escaláveis para a crise climática.

“A algicultura traduz de forma muito clara aquilo que defendemos aqui na COP30: sistemas produtivos que capturam carbono, regeneram ambientes e, ao mesmo tempo, geram alimento, energia e inovação. É uma fronteira tecnológica que demonstra como a aquicultura pode ser parte ativa da solução climática”, concluiu a secretária Fernanda de Paula.

Secretária Fernanda ao lado de painelistas de uma das apresentações propostas pela SNA
Secretária Fernanda ao lado de painelistas de uma das apresentações propostas pela SNA

Agenda segue para a Green Zone

A programação dedicada à aquicultura segue nesta semana. Amanhã (20), o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, participa do painel “Algas: Bioinsumos aquáticos para sistemas alimentares resilientes, adaptados e sustentáveis”, no Pavilhão Brasil da Green Zone.

O encontro reúne lideranças internacionais e nacionais, entre elas UNCTAD, FAO, Embrapa, representantes do Japão e atores comunitários, para discutir como a algicultura pode acelerar soluções climáticas, fortalecer bioinsumos e apoiar sistemas alimentares adaptados às novas realidades do clima. A sessão será moderada pela secretária nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula.

Convite do painel do dia 20
Convite do painel do dia 20

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Ministro Fávaro e presidente da Embrapa recebem governador do Pará na AgriZone

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, receberam o governador do Pará, Helder Barbalho, nesta quarta-feira (19), na AgriZone, a Casa da Agricultura Sustentável. O espaço, montado na Embrapa Amazônia Oriental durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), tem sido palco de reuniões bilaterais e diálogos com delegações internacionais, pesquisadores e representantes do setor produtivo. Durante a visita, Fávaro e Massruhá apresentaram ao governador os principais estandes e vitrines tecnológicas do local.

A estrutura reúne demonstrações de sistemas produtivos, experiências imersivas e painéis sobre o uso sustentável do solo no Brasil. Na ocasião, também ocorreu o descerramento da placa da AgriZone, um marco que registra o espaço na história da Embrapa.

Para Fávaro, o ambiente representa uma oportunidade única de aproximar o mundo real da pesquisa. “Aqui temos a oportunidade de mostrar de fato o mundo real. E nós inovamos. Foi o primeiro país do mundo que levou tecnologias da agropecuária dentro do centro de pesquisa”, afirmou.

A presidente da Embrapa destacou a importância da presença do governador e da parceria tripartite entre Mapa, Embrapa e Governo do Pará para viabilizar o espaço.

Já Helder Barbalho ressaltou o protagonismo brasileiro na agenda ambiental e produtiva. Segundo ele, o país combina preservação florestal, inovação e tecnologia, consolidando-se como ator estratégico na segurança alimentar global e na promoção de uma produção de alimentos sustentável.

AGRIZONE

A Casa da Agricultura Sustentável abriu suas portas na segunda-feira (10) para o público geral. Organizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pelo Mapa, em parceria com os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da Pesca e Aquicultura (MPA), a AgriZone está localizada na área da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), a 1,8 quilômetro das áreas oficiais da COP30, a Blue Zone e a Green Zone.

A AgriZone ficará aberta todos os dias, das 10h às 18h, e contará com uma programação plural: 378 atividades técnicas em 11 dias, exposição de 45 cultivares e 30 sistemas agropecuários sustentáveis distribuídos em pavilhões, vitrines vivas de protocolos de baixo carbono, vitrines tecnológicas para a agricultura familiar, mostras de tecnologias sociais, apresentações de Capoeira do Black, centro de alimentação com valorização da gastronomia regional fornecida por pequenos empreendedores locais, entre outros atrativos.

A AgriZone foi incluída na rota oficial de ônibus da COP30. Os participantes podem pegar a linha 11, que fará o trajeto entre a AgriZone e a Blue Zone. No total, são 15 linhas de ônibus e 250 veículos, sendo 40 elétricos e os demais equipados com tecnologia Euro 6, de baixa emissão de poluentes, que operarão 24 horas por dia, entre 1º e 23 de novembro. As rotas conectam hotéis, navios de hospedagem e pontos estratégicos da cidade aos espaços oficiais da Conferência.

Informações à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Patrulha Rural prende homem e apreende caminhão adulterado com 4 toneladas de agrotóxicos

Policiais militares da Patrulha Rural do 14º Comando Regional apreenderam um caminhão com placas adulteradas com quatro toneladas de agrotóxicos transportados irregularmente, na tarde desta quarta-feira (19.11), em Nova Mutum. Na ação, um homem que dirigia o caminhão, de 26 anos, foi preso em flagrante.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu informações sobre um caminhão que supostamente estava transitando com placas adulteradas pela rodovia MT-235, nas proximidades da comunidade rural de Novo Horizonte.

Diante das informações recebidas, os policiais iniciaram patrulhamento pela região e encontraram um caminhão com as mesmas características da denúncia. Os militares fizeram verificação e constataram que as placas de identificação expostas estavam com números e letras diferentes, nas partes dianteira e traseira.

Os policiais também encontraram pouco mais de quatro toneladas de agrotóxicos na carroceria do caminhão. Os produtos estavam sendo transportados de modo irregular, sem as normas de segurança necessárias.

Em depoimento, o motorista afirmou que os agrotóxicos estavam sendo levados para uma fazenda, em Sorriso. Para a PM, o homem apresentou algumas notas dos produtos mas afirmou não possuir curso de Movimentação Operacional de Produtos Perigosos (MOPP) para transportar os defensivos.

O homem foi informado sobre todas as irregularidades e recebeu voz de prisão da PM, sendo conduzido para a delegacia de Nova Mutum para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

Polícia Civil cumpre mandado contra homem investigado por tentativa de feminicídio

PC-MT

Um homem, investigado pelo crime de tentativa de feminicídio, foi preso pela Polícia Civil em Nobres, nesta quarta-feira (19.11), em ação para cumprimento de mandados judiciais. Uma arma de fogo também foi apreendida.

O suspeito, de 39 anos, teve a ordem de prisão preventiva decretada pela Justiça, embasada nas investigações da Delegacia de Nobres para apurar o crime. A tentativa de feminícido ocorreu no dia 4 de outubro, após a vítima ser esfaqueada.

Durante as diligências investigativas, foram colhidos indícios de autoria e materialidade da conduta criminosa, concluindo que o suspeito agiu com a intenção de matar sua companheira.

Diante dos fatos, a Delegacia de Nobres representou pelo pedido de prisão preventiva do investigado e pelo mandado de busca e apreensão, deferidos pelo Poder Judiciário.

De posse das ordem judiciais, os policiais foram até o endereço no suspeito, situado na zona rural do município. No local, a equipe apreendeu uma arma de fogo (espingarda de calibre 22), bem como efetuou a prisão do investigado.

Em seguida, o homem foi conduzido para a providências cabíveis e, posteriormente, apresentado e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

Primeira teleconsulta marca início da parceria entre o Município, Estado e Hospital Albert Einstein

(Foto: Ascom

A Secretaria Municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde realizou na tarde desta quarta-feira (19), a primeira teleconsulta, por meio da parceria entre o Governo do Estado de Mato Grosso e o Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

A consulta foi realizada no Espaço Saúde, após o treinamento da equipe médica, de enfermagem e administrativo da Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Primaveras, onde o projeto será desenvolvido.

Segundo a supervisora da Atenção Primária à Saúde Gabrielle Vidal, a consulta é um marco para a saúde pública de Lucas do Rio Verde, aproximando os pacientes dos profissionais e possibilitando um atendimento mais rápido.

Serão ofertadas 12 especialidades médicas, cardiologia, neurologia, neurologia pediátrica, endocrinologia, pneumologia, psiquiatria e reumatologia, voltadas ao público adulto e infantil.

“Existem especialidades que não temos no município e outras em que a demanda é muito maior do que a oferta de profissionais, o que causa demora no atendimento, deslocamento até Cuiabá. O que nós estamos fazendo é trazer esses especialistas pra mais perto de Lucas do Rio Verde”, ressalta a supervisora.

A iniciativa faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde e que tem como parceiro, o Hospital Albert Einstein. Em todo o estado, foram implantados 25 pontos.

A dona de casa Albina Rodrigues de Arruda foi a primeira paciente atendida por meio da parceria. Aos 65 anos de idade, ela foi atendida por um cardiologista que está a centenas de quilômetros de distância.

“Foi muito bom, ótimo. Tomara que o projeto dê certo. Estou me sentindo privilegiada, tirei minhas dúvidas, a médica pediu uma bateria de exames, que eu espero fazer e encontrar o tratamento adequado, para que eu fique boa logo”.

Nos próximos dias, os pacientes da UBS Jardim Primaveras que necessitam de uma das consultas especializadas ofertadas pela parceria, serão inseridos na plataforma do programa de saúde digital para o agendamento da consulta.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

Patrulha Rural prende homem e apreende caminhão adulterado com 4 toneladas de agrotóxicos

Policiais militares da Patrulha Rural do 14º Comando Regional apreenderam um caminhão com placas adulteradas com quatro toneladas de agrotóxicos transportados irregularmente, na tarde desta quarta-feira (19.11), em Nova Mutum. Na ação, um homem que dirigia o caminhão, de 26 anos, foi preso em flagrante.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu informações sobre um caminhão que supostamente estava transitando com placas adulteradas pela rodovia MT-235, nas proximidades da comunidade rural de Novo Horizonte.

Diante das informações recebidas, os policiais iniciaram patrulhamento pela região e encontraram um caminhão com as mesmas características da denúncia. Os militares fizeram verificação e constataram que as placas de identificação expostas estavam com números e letras diferentes, nas partes dianteira e traseira.

Os policiais também encontraram pouco mais de quatro toneladas de agrotóxicos na carroceria do caminhão. Os produtos estavam sendo transportados de modo irregular, sem as normas de segurança necessárias.

Em depoimento, o motorista afirmou que os agrotóxicos estavam sendo levados para uma fazenda, em Sorriso. Para a PM, o homem apresentou algumas notas dos produtos mas afirmou não possuir curso de Movimentação Operacional de Produtos Perigosos (MOPP) para transportar os defensivos.

O homem foi informado sobre todas as irregularidades e recebeu voz de prisão da PM, sendo conduzido para a delegacia de Nova Mutum para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

Reajuste aos servidores do TJ fortalece mobilização dos demais poderes, diz Lúdio

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) comemorou a aprovação do Projeto de Lei nº 1398/2025, que concede reajuste de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ). A aprovação, em segunda e última votação, aconteceu nesta quarta-feira (19) e o projeto agora segue para sanção do governador Mauro Mendes (União).

“Até que enfim, depois de três meses, aprovamos este projeto. A mobilização dos servidores e dos desembargadores foi importante, porque nós conseguimos aprovar por ampla maioria. Havia ainda possibilidade de sobrestamento da pauta, para votação de vetos, e a bancada do governo não fez isso. Agora, é manter o processo de mobilização para que o governador sancione o projeto ou para que, caso não sancione, ele espere passar o prazo para que a Assembleia promulgue a lei. Há possibilidade de o governador vetar e, nesse caso, nós voltaremos a analisar os vetos. Mas como tem sido um processo de luta e resistência, o fato de termos chegado até aqui com a aprovação é para se comemorar. É uma vitória, parcial ainda, mas é uma vitória. Vamos prosseguir na luta para que a lei seja publicada e entre em vigor”, disse Lúdio, ao final da votação.

O projeto chegou à Assembleia Legislativa em setembro. Proposto pela presidência do Tribunal de Justiça, o texto altera as tabelas salariais dos servidores públicos de nível médio e superior do Poder Judiciário com ganho real de 6,8%. O PL nº 1398/2025 foi encaminhado com as devidas previsões financeiras dentro do orçamento do TJMT.

“É um reajuste justo e digno ao trabalho que esses servidores prestam, e um exemplo para os demais Poderes e órgãos. Parabéns ao Poder Judiciário. Agora, seguiremos na luta para que o projeto seja sancionado e os servidores possam ter esse reajuste nos seus salários o mais rápido possível”, defendeu o deputado.

Para o deputado, o reajuste aos trabalhadores e trabalhadoras do Judiciário reforça a possível mobilização de servidores dos demais Poderes e órgãos constitucionais de Mato Grosso por ganhos salariais, em especial para compensar perdas inflacionárias dos últimos anos. Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) apontou que os servidores do Poder Executivo tiveram perdas salariais de 19,52% com a falta de pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) desde 2020.

“É exatamente por causa disso que o governo não queria que fosse aprovado. Porque cria um contraste mais do que evidente entre o Poder Judiciário, que dá aumento real, e o Poder Executivo, que sequer paga as RGAs (Reajuste Geral Atual) atrasadas, que já são quase 20%. A aprovação do reajuste do Judiciário fortalece a mobilização dos servidores dos outros Poderes, da Assembleia, do Tribunal de Contas, do Ministério Público e, especialmente, do Executivo”, afirmou o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

Deputados aprovam reajuste de 6,8% para os servidores do TJMT em segunda e última votação

Em votação unânime, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda e última votação, durante sessão ordinária nesta quarta-feira (19), o Projeto de Lei 1398/2025, de autoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que altera a Lei nº 8.814, de 15 de janeiro de 2008, que institui o Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso e dá outras providências, para dispor sobre a alteração dos valores das tabelas salariais dos cargos de provimento efetivo do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

O projeto de Lei veio acompanhado de justificativa, estudo de impacto orçamentário e financeiro e corrige sete tabelas salariais das carreiras da Justiça como um todo.

O PL concede reajuste linear de salário de 6,8% aos servidores do Judiciário, Durante a votação, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), fez questão de destacar o empenho da base de sustentação do governo em votar a matéria. “Quero fazer um registro aqui e agradecer à Casa Civil e aos deputados da base, até porque caberia mais um instrumento de obstrução da pauta, que é a questão de trancar a pauta pelos vetos que estão vencidos, mas a base não usou desse instrumento”, disse Russi.

“Muitos poderiam não compreender, mas é um mecanismo da minoria que poderia ter sido usado para impedir a análise até que se votassem todos os vetos”, disse o presidente da Casa de Leis.

O Projeto de Lei prevê o reajuste do salário de cerca de 3,5 mil servidores do Judiciário segue agora para análise do governador Mauro Mendes (União), que poderá vetá-lo ou sancioná-lo. Em discussão do projeto, o deputado Paulo Araújo (PP), de forma online, destacou que não vota contra o servidor. “Eu não voto matéria contra o servidor, em nenhuma hipótese”, disse o parlamentar.

Chico Guarnieri (PRD), que pediu vista do projeto, ainda em primeira votação, registrou que defende aumento de salário para todas as categorias. “Eu defendo aumento de salário para todas as categorias. Não sou contra o servidor público. Eu defendo salário digno para todos os servidores de Mato Grosso”, disse o parlamentar na tribuna. O parlamentar cobrou – ainda – a instalação de novas comarcas e citou como exemplo a comarca criada de Nova Olímpia, que ainda não foi instalada após década de criação.

A deputada Janaína Riva (MDB), destacou a presença em plenário do desembargador Orlando Perri e da desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, vice-presidente do Tribunal de Justiça em uma clara demonstração de transparência e respeito mútuo entre os Poderes Constituídos, já que o interesse maior é contemplar os servidores que prestam serviço para a população e para Mato Grosso.

“Com todo respeito, eu gostaria mais uma vez de reforçar os argumentos que nos levaram a votar favorável a esse reajuste dos servidores do Judiciário. Cito o artigo 99 da Constituição Federal, que diz em seu parágrafo 1: Ao Poder Judiciário é assegurada a autonomia administrativa e financeira”, observou a deputada.

“O argumento do governo de que o reajuste do TJMT pode provocar um efeito cascata é falso. Não existe efeito cascata. Temos precedente, em 2022, votamos um aumento desse, sem nenhum efeito cascata. Esse argumento é só uma cortina de fumaça”, destacou Janaína Riva.

Valdir Barranco (PT), endossou as palavras da deputada emedebista. “É inverídica a versão apresentada pelo governo. Esse reajuste é um direito dos servidores e do Tribunal de Justiça”. Para completar, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr. João José, falou do seu voto favorável ao projeto e argumentou que caso haja veto por parte do governo, vai registrar o seu voto pela derrubada. “Se o projeto for vetado pelo governo, vou registrar o meu voto de forma transparente”, argumentou em plenário. o Dep Dr. João José de Matos (MDB).

Fonte: ALMT – MT

Consciência negra: Djamila Ribeiro fala sobre democracia diante do racismo e sexismo

Hoje, véspera do Dia da Consciência Negra (20/11), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) divulga uma inédita entrevista com a professora, filósofa e escritora Djamila Ribeiro, que traz à reflexão diversos temas como o apagamento histórico da população negra, conceito de lugar de fala, discurso da meritocracia, redistribuição de renda, entre muitos outros. A nova edição do programa Magistratura e Sociedade tem como tema ‘Desafios da democracia brasileira diante do racismo e do sexismo’ e a entrevista foi conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia Gonçalo Antunes de Barros Neto.

Djamila é autora de livros como “Lugar de Fala”, “Quem tem medo do Feminismo Negro?” e “Pequeno manual antirracista”. Mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo, é imortal da Academia Paulista de Letras e professora convidada da Universidade de Nova York e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

A entrevista tem início com um debate sobre a relevância da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. Segundo a entrevistada, a iniciativa foi muito importante como um mecanismo legal para corrigir toda essa invisibilidade. No entanto, ela alertou que a ausência de sanções na norma faz com que sua aplicação dependa da vontade política. “No Brasil, temos muito mais políticas de governo do que de Estado. Um governo avança, outro retrocede, e isso atrapalha a efetividade da lei”.

A filósofa também comentou sobre o conceito de “lugar de fala”, popularizado após a publicação de seu livro em 2017. Segundo Djamila, houve interpretações equivocadas que associaram a ideia à censura, o que não corresponde à proposta original. Ela explica que lugar de fala não tem nada a ver com impedir alguém de falar – muito pelo contrário. O objetivo é ampliar vozes historicamente excluídas.

“A gente está falando de lugar social, que os grupos partem de lugares sociais. Há grupos que partem de lugares marcados por desigualdades históricas e, por conta disso, esses grupos vão ter menos acesso de oportunidade, menos acesso a fala, a discurso. E quando eu digo discurso, não é só no sentido de emitir palavras. A gente vai ter menos produções acadêmicas, menos chances de publicação. A gente está falando que o lugar social vai impactar diretamente nas oportunidades de determinados grupos, ao passo que grupos que partem de um lugar de privilégio vão ter muito mais oportunidades de se manterem nesse lugar hegemônico, da manutenção dessa hegemonia, é disso que se trata”, explicou.

Djamila critica o discurso da meritocracia, que considera violento por ignorar desigualdades estruturais. “Não tenho problema com mérito, mas como comparar pessoas que partem de lugares radicalmente diferentes?”, questionou. Ela lembrou que políticas afirmativas, como as cotas, foram fundamentais para romper ciclos de exclusão: “Eu mesma só tive acesso à universidade graças a políticas públicas. Hoje minha filha parte de outro lugar de oportunidade porque eu pude estudar”.

A professora também alertou para retrocessos recentes em relação a políticas públicas e defendeu a regulação das redes sociais para combater discursos de ódio: “Essas plataformas lucram com o ódio. Precisamos de mecanismos para impedir a exploração econômica do racismo e da misoginia.”

Reconhecimento

Djamila foi laureada pelo Prêmio Prince Claus de 2019, concedido pelos Países Baixos a pessoas que utilizam a cultura para transformar a sociedade. No mesmo ano foi considerada pela BBC uma das 100 mulheres mais influentes do mundo. Em 2020, ganhou o Prêmio Jabuti, o mais importante do meio literário brasileiro, na categoria Ciências Humanas, pelo “Pequeno manual antirracista”. Em 2021, foi a primeira pessoa brasileira da história a ser homenageada pelo BET Awards, concedido pela comunidade negra estadunidense. Em 2023, recebeu o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos.

Conteúdo social

O programa Magistratura e Sociedade é uma iniciativa da Esmagis-MT, em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, com objetivo de inserir magistrados e magistradas nas ciências sociais como forma de apropriação de conteúdo social e humanitário.

Clique neste link para assistir ao episódio completo.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: esmagis@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Ministério da Saúde alerta para riscos do tétano e destaca avanços e desafios na vacinação

A vacinação permanece como a forma mais eficaz de prevenção do tétano — doença grave, imunoprevenível e potencialmente fatal — e segue como prioridade do Ministério da Saúde (MS) para evitar a reemergência do tétano neonatal e manter o controle do tétano acidental no país. Embora o Brasil mantenha, desde 2003, a eliminação do tétano materno e neonatal como problema de saúde pública, especialistas alertam que a queda das coberturas vacinais, associada às falhas na imunização de gestantes e na assistência ao parto, aumenta o risco de novos casos. Nos últimos anos, o país registrou, em média, 200 casos anuais de tétano acidental, com letalidade em torno de 28%, além de persistirem desafios epidemiológicos em municípios mais vulneráveis.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (19), durante o webinário “Desafios e Estratégias para Manutenção da Eliminação do Tétano Neonatal e Prevenção de Casos Acidentais”, promovido pelo Ministério da Saúde. O encontro reuniu profissionais de todas as regiões do país e destacou a urgência de proteger populações vulneráveis, reforçar ações de vigilância e ampliar a cobertura vacinal, especialmente entre gestantes, crianças e idosos.

Greice Madeleine Ikeda do Carmo, coordenadora-geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do MS, chamou atenção para o risco da complacência frente à doença. “Mesmo após a eliminação do tétano neonatal, o país precisa manter estratégias sólidas para evitar novos registros e proteger populações mais vulneráveis”, afirmou.

Segundo os dados apresentados por Greice, o Brasil registrava, nas décadas de 1980 e 1990, centenas de casos por ano de tétano neonatal, cenário revertido com ações intensivas de vacinação e melhoria do cuidado ao parto. A série histórica mostra redução expressiva, chegando a zero casos em quase todos os estados na última década, com registros isolados em Minas Gerais (2014), Rio Grande do Sul (2016) e Amapá (2020).

Ana Catarina de Melo Araújo, coordenadora-geral de Incorporação Científica e Imunização do MS, destacou a importância da vacinação em todas as fases da vida e reforçou a necessidade de atualizar esquemas incompletos. “A vacina contra o tétano é extremamente eficaz, mas depende dos reforços a cada 10 anos para garantir proteção. Muitas pessoas têm o esquema primário, mas deixam de fazer os reforços e acabam adoecendo”, explicou.

A imunização das gestantes é essencial para proteger o recém-nascido, já que os anticorpos são transferidos da mãe para o bebê durante a gestação. “Garantir que cada gestante receba a vacina dTpa em todas as gestações é uma das principais medidas para mantermos o tétano neonatal eliminado no país”, reforçou a coordenadora.

Os especialistas também ressaltaram o aumento da vulnerabilidade entre idosos para o tétano acidental, grupo que, muitas vezes, abandona os reforços após a aposentadoria e se expõe a acidentes domésticos, quedas e ferimentos, situações comuns que podem levar à infecção. Outras populações de risco identificadas incluem trabalhadores rurais, homens adultos (que representam 85% dos casos de tétano acidental) e pessoas em regiões com menor acesso aos serviços de saúde.

Ações

Para enfrentar esses desafios, o Ministério da Saúde vem intensificando estratégias como capacitações para profissionais da Atenção Primária, busca ativa de gestantes sem registro vacinal, ampliação do acesso às vacinas dT, dTpa e pentavalente, além do reforço de campanhas sazonais, especialmente durante a campanha de vacinação contra influenza, quando idosos são orientados a atualizar seus esquemas.

Durante o encontro, Greice Madeleine reforçou a responsabilidade compartilhada entre vigilância, assistência e imunização para evitar retrocessos. “O tétano é uma doença grave, letal e totalmente evitável com cuidados simples e vacinação. Manter a vigilância ativa e a cobertura vacinal elevada é fundamental para que o país não volte a conviver com casos que já deveriam estar no passado”, concluiu. No encerramento do webinário, ocorreu o lançamento do infográfico sobre o tétano neonatal e acidental, produzido em parceria entre a Coordenação-Geral de Incorporação Científica e Imunização e a Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, ambas do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI). O material apresenta informações sobre sinais de alerta, situações de risco e medidas de prevenção contra o tétano.

O evento integra uma série de ações do Ministério da Saúde voltadas à atualização técnica e ao fortalecimento das equipes de saúde em todo o país, além de servir como instrumento de orientação à população sobre a importância da vacinação como medida essencial de prevenção. Assista ao webinário em: Desafios e Estratégias para Manutenção da Eliminação do Tétano Neonatal e Prevenção de Casos Acidentais. Assista o webinário em: Desafios e Estratégias para Manutenção da Eliminação do Neonatal e da Prevenção de Casos Acidentais. Saiba mais em: Saúde de A a Z – tétano neonatal e tétano acidental

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Ceplac apresenta projeto “Cacau Brasil Agrofloresta” na AgriZone

Representantes da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) apresentaram o projeto “Cacau Brasil Agrofloresta” durante o painel “Os Biomas Floresta Amazônica e Mata Atlântica”, promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) nesta quarta-feira (19), na AgriZone.

O projeto “Mitigação e adaptação às mudanças climáticas em sistemas agroflorestais na produção de cacau nos biomas Amazônia e Mata Atlântica” (Cacau Brasil Agrofloresta) foi lançado oficialmente em 11 de novembro, em parceria entre IICA, Ceplac e o Fundo Verde para o Clima. O objetivo da apresentação foi detalhar o processo de desenvolvimento e estruturação da iniciativa, concebida em alinhamento aos compromissos do Brasil no Acordo de Paris, à crescente pressão por desmatamento na região e à necessidade de preservar a biodiversidade desses biomas.

O diretor da Ceplac, Thiago Guedes, ressaltou a importância estratégica da iniciativa, destacando o papel histórico e nacional da instituição na construção de políticas públicas para o cacau. “A Ceplac está aqui para implementar com ciência, inovação e tecnologia ações que reposicionam o Brasil na liderança dos desafios climáticos”, afirmou. 

Guedes lembrou que a Ceplac atua há 68 anos em diversos biomas e que o projeto dialoga com uma trajetória de pesquisa consolidada, assistência técnica e integração com agricultores familiares. Ele reafirmou que ampliar crédito, fortalecer a assistência técnica e investir em pesquisa são pilares essenciais para que o cacau em sistemas agroflorestais contribua para mitigar emissões, gerar renda e expandir a produção sustentável no país. 

A iniciativa busca reverter a tendência de desmatamento a partir do plantio direto de cacaueiros em sistemas agroflorestais (SAFsno Pará e na Bahia, utilizando tecnologias voltadas à produção sustentável. O projeto terá duração de quatro anos e contará com investimentos de US$ 31 milhões, sendo mais de US$ 23 milhões provenientes do Fundo Verde para o Clima e US$ 7,8 milhões da Ceplac. A expectativa é implantar mais de 12 mil hectares em SAFs e sequestrar cerca de cinco milhões de toneladas de carbono.

Durante a apresentação, o representante técnico da Ceplac, Fernando Teixeira, destacou que o projeto irá atender principalmente jovens e mulheres produtores rurais. Ele ressaltou que será realizado um diagnóstico detalhado dos níveis de degradação das propriedades para orientar ações de mitigação, enfatizando que bons exemplos devem ser multiplicados. Teixeira também explicou que a iniciativa prevê a conexão de corredores ecológicos entre áreas de floresta, o fortalecimento da formação técnica e o acompanhamento próximo às famílias produtoras. Segundo ele, todo esse esforço contribuirá para ampliar a renda, a dependência dos produtores e consolidar sistemas agrícolas sustentáveis com base no cacau. 

Serão beneficiados 69 mil beneficiários na Bahia e Pará. 

O projeto é uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio da Ceplac, o IICA e o Sistema Faepa/Senar 

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Oficina nacional reforça atenção à saúde mental da população em situação de rua

Foto: divulgação/MS

O Ministério da Saúde realizou em Brasília, nos dias 17 e 18 de novembro de 2025, a Oficina Nacional de Atenção à Saúde Mental da População em Situação de Rua. Organizado em parceria com a Fiocruz Brasília, o encontro reuniu gestores federais, profissionais da Rede de Atenção Psicossocial, especialistas, movimentos sociais, entidades parceiras e representantes de órgãos públicos, reforçando o compromisso com o cuidado em liberdade e com o aprimoramento das políticas públicas.

O representante do Ministério da Saúde, diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Marcelo Kimati, destacou que ampliar o cuidado à população em situação de rua é um dever do Estado e um compromisso central da política de saúde mental. Ele lembrou que o SUS se orienta pelo princípio da equidade e tem a responsabilidade de reduzir desigualdades. Segundo ele, “populações mais vulneráveis precisam de mais atenção, porque ainda enfrentam barreiras de acesso que limitam direitos e afastam as pessoas dos serviços”. Para Kimati, a oficina contribui diretamente para enfrentar essas barreiras ao formular estratégias de cuidado a partir da escuta da própria população.

A coordenadora-geral de Saúde Mental e Direitos Humanos do Ministério da Saúde, Adriane Wollmann, reforçou a importância de reunir representações das cinco regiões do país e garantir voz aos movimentos sociais. Ela afirmou que “escutar quem vive e atua nos territórios é fundamental para construir políticas públicas efetivas e adequadas às realidades locais”. Adriane ressaltou também que o cuidado em saúde mental dessa população precisa considerar as múltiplas formas de violência às quais ela é submetida, incluindo estigma, discriminação e violências institucionais. Ela explicou que o departamento trabalha para desenvolver novas estratégias de cuidado, qualificar equipes e ampliar o acesso, especialmente diante das barreiras relatadas pelos movimentos.

O primeiro dia da oficina concentrou-se na escuta qualificada dos movimentos sociais, que apresentaram demandas e experiências sobre estigma, barreiras de acesso e desafios enfrentados nos territórios. O segundo dia reuniu oito Grupos de Trabalho que discutiram temas estratégicos como acolhimento, expansão da RAPS, redução de danos, urgências em saúde mental, qualificação das equipes, arte e cultura no cuidado, redução do estigma e dimensões do cuidado nos CAPS.

Durante as discussões, o coordenador de Projetos de Desinstitucionalização do MS, Daniel Adolpho, destaca prioridades para o fortalecimento da RAPS e para o cuidado à população em situação de rua. Ele lembrou que há grande demanda por cuidados em saúde mental e atenção ao uso de álcool e outras drogas, e reforçou a importância de serviços de baixa exigência como dispositivos essenciais para reorganização da vida e retomada de projetos. “Uma oficina como essa garante dois direitos fundamentais. O direito à saúde mental, ao contribuir para aprimorar a política, e o direito à participação, que é um pilar do SUS”, disse. Para ele, a presença ativa de movimentos sociais e de pessoas que vivem ou já viveram nas ruas fortalece a legitimidade das propostas. “Nada melhor do que os próprios titulares dos direitos participando dessa construção”.

A oficina também permitiu atualizar a gestão sobre a realidade dos territórios, mostrando como as pessoas têm acessado os serviços e quais obstáculos ainda precisam ser superados. Esses debates oferecem um panorama concreto das necessidades apresentadas no cotidiano e orientam a formulação de ações mais qualificadas. As sínteses produzidas pelos grupos de trabalhos foram apresentadas em plenárias e sistematizadas pelas relatorias, com encaminhamentos voltados à qualificação dos fluxos de cuidado, fortalecimento da rede intersetorial e ampliação do acesso a serviços que assegurem proteção, autonomia e dignidade.

Ao final, o Ministério da Saúde reafirmou o compromisso com políticas mais justas, efetivas e alinhadas às necessidades reais dos territórios. As contribuições coletadas orientarão ações estratégicas do MS para fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial e avançar em práticas intersetoriais que promovam direitos e garantam cuidado integral à população em situação de rua em todo o país.

Kathlen Amado
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Mapa e IUCN promovem debate sobre finanças inovadoras para a agricultura sustentável

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) promoveram, nesta quarta-feira (19), o painel “Ampliando a Restauração para uma Agricultura Sustentável por meio de Finanças Inovadoras: Desbloqueando Paisagens para a Prosperidade”, realizado na AgriZone.

O evento buscou identificar caminhos para financiar a restauração de áreas agrícolas degradadas de forma sustentável. A sessão está alinhada ao tema da COP30 voltado às finanças para implementação de medidas capazes de transformar compromissos de alto nível em projetos financiáveis, que atendam tanto produtores rurais quanto instituições financeiras. O diálogo também enfatizou a inclusão, garantindo que organizações de produtores, cooperativas e comunidades indígenas possam participar diretamente das discussões sobre financiamento da restauração e enfrentar barreiras estruturais para sua implementação.

O Mapa foi representado pelo coordenador-geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento, Jonathas de Alencar, que destacou que o Brasil possui condições de desenvolver políticas capazes de financiar produtores rurais de maneira robusta e eficiente. Ele apresentou que o país reúne diferentes modelos de financiamento público, privado e híbrido, que tornam possível ampliar investimentos na produção sustentável.

Alencar destacou que participar de um seminário voltado a ampliar a restauração apoiada por inovação financeira é particularmente oportuno na COP30. “A agricultura não deve ser vista como um problema, mas como parte essencial da solução climática. O setor tem papel estratégico na redução das emissões e na adaptação climática”, disse.

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que 65% do território nacional permanece coberto por vegetação nativa e que 29% dessa vegetação está dentro de propriedades rurais, o que evidencia o papel do produtor na preservação de recursos naturais.

O Brasil avança agora com o Sistema Nacional de Taxonomia, que vai classificar o nível de sustentabilidade das atividades agrícolas, com o objetivo de dar segurança ao mercado financeiro para que investidores possam aportar recursos com confiança. A inclusão da agricultura na taxonomia é um passo decisivo para direcionar recursos a práticas de baixo impacto ambiental e alta eficiência produtiva.

Participaram do painel o assessor sênior e enviado especial para a Presidência da COP30, Marcelo Behar; o secretário-geral da World Farmer Organization, Andrea Porro; e o especialista técnico líder da Divisão de Meio Ambiente, Clima, Gênero e Inclusão Social do International Fund for Agricultural Development, Jahan-Zeb Chowdhury.

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária