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MCTI avança na construção da Bolsa Conhecimento Brasil, que será apresentada no Fórum do Confap

Encontro reforçou o protagonismo do MCTI na coordenação das ações federais de fomento. Foto: Luara Baggi/MCTI

Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) se reuniram nesta quarta-feira (19), em Brasília (DF), para alinhar os últimos pontos da nova chamada nacional Bolsa Conhecimento Brasil. O encontro reforçou o protagonismo do MCTI na coordenação das ações federais de fomento e consolidou a construção colaborativa do edital, que será lançado oficialmente durante o 70º Fórum Nacional do Confap, que ocorrerá de 3 a 5 de dezembro, em Goiânia (GO). 

A reunião contou com a participação do secretário-executivo do MCTI, Luís Fernandes; do diretor de Fundos e Investimentos do MCTI, Raphael Padula; e da chefe de gabinete da Secretaria Executiva, Luiza Rangel. Também estavam o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Márcio de Araújo; o presidente em exercício do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire; e o presidente substituto da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Antônio Gomes de Souza Filho, reforçando a integração entre os principais órgãos de pesquisa do País. 

Durante a reunião, Luís Fernandes reforçou a importância de fortalecer a infraestrutura científica brasileira para dar sustentação ao novo edital. “O objetivo é colocar o Brasil em condições de desenvolver projetos científicos e tecnológicos de ponta, focados no apoio a programas estratégicos nacionais”, disse ele, retomando um discurso que já havia usado ao anunciar programas de recuperação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

A Bolsa Conhecimento Brasil visa aproximar demandas nacionais e regionais, fortalecendo redes de pesquisa, apoiando talentos em formação e estimulando soluções alinhadas aos desafios estratégicos do desenvolvimento brasileiro. Segundo os organizadores, a chamada pretende se tornar um marco na articulação federativa do fomento científico ao promover uma ciência em rede, conectada aos territórios e capaz de gerar impacto social e econômico. 

A construção conjunta do edital — envolvendo governo federal e Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa — busca ampliar a capacidade científica do país e garantir que projetos estruturantes avancem de forma coordenada entre União e estados. 

70º Fórum do Confap 

Goiânia sediará, de 3 a 5 de dezembro de 2025, a 70ª edição do Fórum Nacional Consecti & Confap, encontro que reunirá dirigentes das 27 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, secretários estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação, além de representantes de agências nacionais e internacionais de fomento. O evento, que celebra os 20 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás, terá como foco a integração das agendas estratégicas de CT&I e o fortalecimento da articulação entre sistemas estaduais e federais. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

MTE se reúne com trabalhadores que atuam no carnaval de Salvador

O secretário de Qualificação, Emprego e Renda, do Ministério do Trabalho e Emprego, Magno Lavigne, reuniu-se hoje (19/11) com os representantes dos trabalhadores do Carnaval de Salvador para apresentar o Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente, do Empreendedorismo e do Desenvolvimento Econômico no Carnaval. O encontro aconteceu na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia e contou com a presença dos parceiros do pacto, os governos do estado e da prefeitura.

Segundo Lavigne, o encontro teve por objetivo escutar as demandas dos trabalhadores que atuam na maior festa do país “O carnaval tem que ser de festa, e tem que ser a festa também para os trabalhadores que produzem o carnaval. Hoje eles trouxeram as suas pautas para serem incorporadas aos planos de trabalho, garantindo ações mais efetiva para a promoção do trabalho decente”, explicou Lavigne.

Estima-se que cerca de 20 mil trabalhadores atuem diretamente nas atividades da maior festa popular do país, como vendedores ambulantes, catadores de recicláveis e cordeiros. “O carnaval de Salvador movimenta milhares de postos de trabalho, sendo um importante vetor de renda e dinamização da economia. O Pacto é um marco institucional inédito, que promove um desenvolvimento mais justo, seguro e inclusivo, assegurando que o impacto econômico se traduza em valorização social e dignidade laboral”, destacou o secretário.

De iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego, esta foi a primeira ação do Pacto após sua assinatura, realizada em 7 de novembro pelo ministro Luiz Marinho, juntamente com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis.

O Pacto tem como objetivo fortalecer as políticas públicas voltadas à valorização do trabalho decente, à inclusão produtiva e à melhoria das condições laborais de trabalhadores e trabalhadoras que integram a cadeia produtiva do Carnaval de Salvador.

Quem pode aderir ao Pacto

Empresas patrocinadoras ou não do Carnaval na Bahia, comprometidas com responsabilidade social, trabalho decente e sustentabilidade, poderão aderir ao Pacto por um Carnaval Socialmente Responsável. A adesão também está aberta a entes públicos de qualquer esfera federativa interessados em apoiar ou replicar as ações do Pacto, além de representações de trabalhadores da indústria do Carnaval — como sindicatos, associações, cooperativas, ligas profissionais e outras organizações que desejem contribuir para a construção coletiva de políticas voltadas à melhoria das condições de trabalho.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Cuiabá detalha regulamentação sobre grandes geradores de lixo

Emanoele Daiane

A Câmara Municipal de Cuiabá realizou, na tarde desta quarta-feira (19), audiência pública presidida pelo vereador Chico 2000 para discutir o Decreto Municipal nº 11.372/2025, que regulamenta a cobrança pelo serviço de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos produzidos pelos grandes geradores da capital. O encontro contou com a presença do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, além do secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, e do diretor-presidente da Limpurb, Fellipe Welaton, que esclareceram pontos técnicos da regulamentação.

Durante sua manifestação na tribuna, o prefeito Abilio Brunini destacou que o principal objetivo da medida é garantir justiça na cobrança e sustentabilidade no manejo dos resíduos. Ele lembrou que, no passado, a taxa do lixo repassava ao cidadão comum os custos gerados por grandes estabelecimentos, como hotéis, mercados, restaurantes e indústrias, que produzem toneladas de resíduos diariamente. “O que não é justo é a população pagar pelo lixo que não gera. Um hotel produz toneladas de lixo, um mercado produz toneladas de lixo, e isso não pode ser rateado na conta de água do cidadão”, afirmou.

O prefeito reforçou que o enfrentamento do tema é necessário para o cumprimento da legislação e para a sustentabilidade da coleta seletiva em Cuiabá. “É difícil fazer esse enfrentamento, mas é o certo. Não existe argumento capaz de justificar que o cidadão arque com custos que não são dele. Precisamos trazer responsabilidades para quem realmente produz o lixo”, destacou.

Abilio também frisou que o decreto foi construído com base técnica e dentro da autonomia do Executivo, e que está aberto ao debate. “A Câmara pode contestar, o Ministério Público pode contestar. Estamos agindo dentro da legalidade, de peito aberto, com transparência, responsabilidade fiscal, social e ambiental”, disse.

Ao final, o prefeito agradeceu à presença dos vereadores e destacou que toda a equipe técnica permaneceria à disposição para responder aos questionamentos. “Apenas os covardes fogem do debate. Estamos aqui para esclarecer tudo, com franqueza e responsabilidade”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

TJMT suspende decisão que investigava comportamento de vítima

por ANA LUÍZA

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu liminar em Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo Ministério Público Estadual (MPE), suspendendo decisão da 1ª Vara da comarca de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá) que havia determinado levantamento de informações sobre a vida da vítima em um processo que apura crimes de violência sexual e doméstica. A decisão da Turma de Câmaras Criminais Reunidas, desta quarta-feira (19), considerou que “estão sendo julgados os fatos deduzidos na denúncia, e não a conduta da convivente do réu em relação a anteriores parceiros”. A medida adotada pela magistrada de primeiro grau de Paranatinga atendeu requerimento formulado pela Defensoria Pública, que patrocina a defesa de réu acusado de estupro, ameaça, porte ilegal de arma e outros crimes. O defensor público argumentou que seria necessário verificar um “padrão de comportamento relacional” da vítima, alegando possível “exagero” em suas declarações. Assim, a juíza autorizou a coleta de informações sobre ações penais ajuizadas e medidas protetivas e requeridas pela vítima contra antigos parceiros nos estados de Mato Grosso e Paraná. No Mandado de Segurança Criminal, o MPMT classificou a medida como violência psicológica e institucional contra a mulher, e apontou violação a direito líquido e certo da vítima de acesso à justiça sem discriminação. Para o órgão, a decisão não tinha relação com os fatos apurados e buscava desqualificar a imagem da vítima e desmoralizá-la, práticas vedadas pelo ordenamento jurídico brasileiro, especialmente pelo artigo 474-A do Código de Processo Penal e pela Lei 14.245/2021, conhecida como Lei Mariana Ferrer. Na importante decisão, o desembargador relator destacou que a determinação judicial “poderia reforçar estereótipos e assimetrias históricas, sem contar que coloca sob escrutínio a vida pregressa da vítima de violência doméstica e/ou familiar, olvidando que a discriminação de mulheres é incompatível com o princípio da dignidade humana”.

Fonte: Ministério Público MT – MT

Aquário e parques municipais abrem para visitação neste feriado de quinta-feira

Os órgãos públicos vinculados à Prefeitura de Cuiabá não terão expediente nesta quinta-feira (20), em razão do feriado nacional do Dia da Consciência Negra. O expediente será retomado normalmente na sexta-feira (20), a partir das 8h.

Os atendimentos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e nas Policlínicas serão mantidos, com exceção dos postos de saúde. Também continuarão funcionando os serviços da Defesa Civil, além da fiscalização e orientação do trânsito.

Os atrativos turísticos localizados na Orla do Porto, como o Museu do Rio e o Aquário Municipal, funcionarão normalmente neste feriado. Com entrada gratuita por determinação do prefeito Abilio Brunini, o Aquário Municipal Justino Malheiros funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, e permanece fechado às segundas-feiras para manutenção e limpeza interna.

Já o Museu da Imagem e do Som Lázaro Papazian (MISC) e o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha não funcionarão durante o feriado. Os espaços estarão abertos ao público na sexta-feira (21).

O Mercado Antônio Moisés Nadaf, conhecido como Mercado do Porto, funciona diariamente das 7h às 18h.

Parques Municipais

O Parque Tia Nair, localizado na Avenida Érico Preza, no bairro Jardim Itália, oferece opções gratuitas de lazer, como pista de caminhada e mirante com vista para o lago. O parque permanece aberto das 5h às 22h, todos os dias da semana.

Já o Parque das Águas, considerado um dos principais pontos turísticos da capital, tem acesso gratuito ao público. O local pode ser acessado pelo Centro Político Administrativo (em frente à Assembleia Legislativa), pelo bairro Paiaguás e pela Avenida Dr. Hélio Ribeiro. O parque funciona das 5h às 23h, diariamente.

Comércio

O comércio de rua e os shopping centers estão autorizados a funcionar normalmente. Porém, os empresários que optarem por abrir as portas deverão pagar horas extras em dobro aos seus colaboradores, bem como as comissões referentes às vendas realizadas no dia, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Não haverá atendimento nas agências bancárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Na AgriZone, Fávaro destaca liderança sustentável do Brasil

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, concedeu entrevista ao Canal Rural no estúdio da emissora instalado na AgriZone, espaço do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa montado em Belém durante a COP30. Ele esteve acompanhado pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e pelo governador do Pará, Helder Barbalho, estado anfitrião da conferência. Ao longo da conversa, Fávaro reforçou o papel central da agricultura sustentável na agenda climática.

Segundo o ministro, a criação da AgriZone dentro da sede da Embrapa Amazônia Oriental oferece ao mundo a oportunidade de conhecer de perto a agricultura tropical brasileira e suas tecnologias. Ele destacou que esta é a primeira vez que um país leva para uma COP demonstrações reais de práticas agropecuárias dentro de um centro de pesquisa.

“Belém nos dá a oportunidade de mostrar o mundo real. Inovamos ao trazer para dentro da conferência as tecnologias que mostram como o Brasil produz com sustentabilidade. Isso só foi possível pela parceria com a Embrapa, pelo apoio do Governo do Pará e pelos patrocinadores que ajudaram a construir este espaço”, afirmou.

Fávaro também ressaltou que o Brasil combina produtividade, ciência e preservação ambiental. Ele destacou que a trajetória da agropecuária brasileira nas últimas cinco décadas se baseia na pesquisa, no desenvolvimento tecnológico e no uso eficiente e responsável do solo, sempre com o Código Florestal como referência.

Ao tratar das políticas para o futuro da agricultura brasileira, o ministro destacou o Caminho Verde Brasil, programa que recupera áreas degradadas e evita a expansão sobre novas fronteiras. Segundo ele, mais de R$ 50 bilhões já foram disponibilizados para apoiar produtores que optam por restaurar terras antropizadas. “Mostramos de forma clara os resultados do Caminho Verde Brasil. É o futuro que queremos, áreas degradadas voltando a ser terras de excelência”, disse.

Fávaro comentou ainda o lançamento do projeto RAIZ, desenvolvido pela FAO e inspirado na experiência brasileira. A iniciativa busca captar recursos internacionais para apoiar a recuperação de áreas degradadas em diversos países. “A FAO captou a mensagem brasileira e reconheceu o potencial global dessa estratégia. É o Brasil dando exemplo de produção sustentável”, afirmou.

O governador Helder Barbalho destacou o papel estratégico do Pará como sede da COP30 e ressaltou que o agro brasileiro demonstra ao mundo ser possível conciliar produção e preservação. Já a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, chamou atenção para o grande interesse internacional pelas tecnologias apresentadas e lembrou que a instituição é referência mundial em agricultura tropical.

Ao encerrar a entrevista, Fávaro reiterou que o Brasil apresenta resultados concretos que comprovam sua capacidade de unir produção e conservação ambiental. “Mostramos ao mundo como é possível produzir mantendo o meio ambiente como ativo fundamental”, concluiu.

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Judiciário apoia escolas e participa de intercâmbio cultural na comunidade quilombola de Mata Cavalo

Integrantes de grupo de siriri e do Comitê de Igualdade Racial do TJMT posam para foto, sorrindo, em frente a uma parede com pinturas sobre a África.O apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Promoção da Equidade Racial, possibilitou que 130 estudantes da Escola Estadual de Desenvolvimento Integral da Educação Básica (EEDIEB) Professor Antônio Cesário de Figueiredo Neto saíssem de Cuiabá e fossem até a Escola Estadual Quilombola Tereza da Conceição de Arruda, localizada na comunidade rural de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, nesta quarta-feira (19), para viver um intercâmbio cultural em celebração ao Dia da Consciência Negra.

O Comitê de Promoção da Equidade Racial do Judiciário marcou presença com a participação da juíza coordenadora Renata do Carmo Evaristo Parreira e equipe de servidoras.

O intercâmbio cultural faz parte do projeto “Vozes Ancestrais 2025 Riqueza Cultural dos Povos Quilombolas”, desenvolvido pela Escola Cesário Neto ao longo de todo o ano escolar, proporcionando aos estudantes o conhecimento da história e da cultura afro-brasileira de forma transversal, ou seja, por meio de diversas disciplinas, conforme prevê a Lei federal nº 10.639/2003.

Wagner Mônantha, diretor da Escola Cesário Neto, durante entrevista à TV Justiça. Ele é um homem jovem, negro, de cabelo black power, usando camisa verde militar. Ele está no ginásio de uma escola.“Para promover ações que pudessem ampliar esse conhecimento, nós buscamos a parceria com o Tribunal de Justiça, juntamente com a doutora Renata Evaristo, que possibilitou a aproximação com o desembargador Juvenal Silva, e eles conseguiram pra gente o transporte para estarmos aqui hoje, celebrando juntamente com a comunidade quilombola de Mata Cavalo. Essa parceria fortalece o conhecimento e possibilita que, de fato, isso chegue aos estudantes de uma maneira mais evidente e in loco, que é o mais importante”, afirma o diretor da Escola Césario Neto, Wagner Mônantha Souza Morais.

Educação antirracista

Diretora e professora da Escola Estadual Quilombola de Mata Cavalo posam para a foto sorrindo, no stand que fala sobre o projeto O Legado das Sementes.A Lei 10.639/2003 também é cumprida à risca pela Escola Quilombola Tereza Conceição de Arruda, que há 12 anos realiza a feira cultural, que neste ano teve como tema “Arte que brota da terra: quilombo e sustentabilidade”. De acordo com a gestora da unidade escolar, Rosângela de Campos Silva, ao longo de todo o ano o pertencimento em relação à cor é trabalhado com os estudantes em todas as disciplinas e, ao final do ano, todo conhecimento adquirido é compartilhado com a comunidade e visitantes.

“Nós recebemos a todos com muita alegria porque é uma oportunidade de estarmos mostrando que uma educação diferente funciona. Então, aqui, as crianças vão ter essa oportunidade de falar que podem aprender matemática fazendo trança, por exemplo. São coisas que você não vai encontrar em outras as escolas e que aqui você encontra porque a gente trabalha isso o ano todo”, conta Rosângela.

Parceria cidadã

foto que mostra um artesão expondo cestos de palhaSegundo a educadora, este foi o primeiro ano de parceria da escola com o Poder Judiciário de Mato Grosso, que, ao longo do ano esteve presente levando palestras e cursos, que abordaram temas como violência contra a mulher, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e adoção.

“Fizemos essa parceria, que já vem tecendo resultados porque nós tínhamos vários incômodos em dizer algumas coisas relacionados a lei. Depois que fizemos essa parceria, tivemos alguns cursos e palestras para os estudantes, para a comunidade e para os professores, que sanaram muitas das nossas dúvidas. Eu acredito que essa parceria vai se multiplicar, vão sair daqui futuros advogados, juízes… É para isso que estamos aqui na escola: para dar uma qualidade de ensino melhor para essas crianças”, afirma.

Juíza Renata Evaristo durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher negra, de cabelos longos e castanhos, usando roupa verde militar. ela está no ginásio de uma escola estadual. De acordo com a juíza coordenadora do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, Renata do Carmo Evaristo Parreira, a parceria do Judiciário para a promoção do intercâmbio cultural entre as escolas é uma forma de valorizar o trabalho realizado junto aos estudantes e ressaltar a importância da educação antirracista.

“É importante porque, inicialmente os alunos da Escola Cesário Neto estudaram, fizeram diversos trabalhos e, agora, vieram em campo interagir com alunos da comunidade quilombola. É uma forma de relembrar a cultura dos povos negros, que são de fundamental importância na formação do nosso país. Essa união da comunidade escolar com o Judiciário é uma forma de fortalecer os laços em busca de uma cultura antirracista”, assevera.

A juíza destaca ainda que as palestras promovidas pelo Judiciário nas escolas também contribuem para a aproximação com a sociedade. “Essa é uma forma importante do Judiciário mostrar que nós estamos além dos gabinetes e das decisões judiciais, que nós também estamos nos inserindo na comunidade”, diz.

Ensino para a vida

Entrada da Escola Quilombola de Mata Cavalo toda decorada com palhas de coqueiro, frutas da região, imagens de santo, entre outros.Na feira cultural da Escola Quilombola, os visitantes chegaram e já foram encantados com a decoração, que utilizou produtos da agricultura familiar, puderam percorrer as salas de aula e conferir apresentações sobre artesanato com materiais da comunidade rural, plantas medicinais, etnomatemática e culinária regional. No pátio, havia ainda uma feira de afroempreendedoras da comunidade de Mata Cavalo, e a escola ainda conta com uma casa de pau-a-pique toda decorada conforme a cultura local.

A programação da feira contou com cortejo afro, desfile da beleza afro, apresentações de dança afro feitas pelos grupos da própria escola, como Grupo de Congo Mirim Yalodê, siriri e cururu com Grupos Ipê do Cerrado e Flor de Girassol.

Lorraine Nascimento, aluna da Escola Cesário Neto, durante entrevista à TV Justiça. ela é uma adolescente de pele branca, cabelos longos e ruivos, usando camiseta do grêmio estudantil e óculos de grau. A estudante da Escola Cesário Neto, Lorraine Vitória Nascimento, do 1º ano do Ensino Médio, lembra que o intercâmbio cultural já levou os alunos da Escola Quilombola em sua unidade, no último dia 14 de novembro, também com apoio do Poder Judiciário. Segundo ela, é a primeira vez que tem a oportunidade de acessar esse tipo de conhecimento ancestral, o que a tem encantado.

“Eu não sabia sobre os povos quilombolas, não entendia a cultura, não sabia nada. Eles visitaram a nossa escola, dançaram, mostraram a cultura deles pra gente. Com isso fui aprendendo mais. E estar aqui hoje é muito legal! É muito bonito ver as danças deles, as salas todas decoradas, as coisas que eles ainda enfrentam nos dias de hoje”, relata.

A jovem destaca ainda que ter essa vivência torna o aprendizado mais rico. “Fica mais fácil de aprender porque quando a gente vem em uma escola que trabalha com isso, a gente consegue aprender muito mais”.

Kamila Hadassa, aluna da escola Cesário Neto, durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma adolescente de pele negra não retinta, cabelos pretos e lisos presos em maria-chiquinha com lacinho rosa, usando uniforme azul marinho da escola e óculos de grau.Também aluna do 1º ano do Ensino Médio na Escola Cesário Neto, a jovem Kamila Hadassa Santos do Nascimento se mostrou entusiasmada ao ter contato com tanta cultura afro-brasileira. “Despertou muito interesse em mim por conta das várias apresentações maravilhosas, que foram incríveis, perfeitas! Eu amei as danças, amei como as pessoas estavam livres dançando! É muito interessante isso. Também é muito interessante saber sobre a religião, os costumes deles, porque ninguém é igual a ninguém”.

Conhecimento vivo

Parede de uma sala de aula decorada para a Feira cultural. A decoração é composta de pintura de uma mulher negra com turbante, palhas de coqueiro, panos com estampa florida, vasos e cestos. De acordo com a professora Claudiceia Celeste, que ensina Etnomatemática na Escola Quilombola Tereza Conceição de Arruda, a educação antirracista tem feito com que os cerca de 380 alunos estejam sempre em conexão com a comunidade, composta por aproximadamente 480 famílias. “Nós temos os mestres dos saberes, que adentram nossas salas para ensinar o conteúdo juntamente conosco. Tudo o que eles constroem, que eles plantam, tem a ver com o conteúdo didático porque as crianças trazem isso de casa, das suas famílias. Então nós temos que potencializar esse trabalho dentro da nossa escola”, ressalta.

A educadora conta que a escola oferece disciplinas como Prática e Cultura em Artesanato Quilombola, em que os alunos utilizam materiais cultivados pela comunidade rural para produzir artigos como cestos de palha de banana, biojoias, dentre outros artesanatos que valorizam a cultura local. Além disso, a disciplina Sankofa tem como proposta resgatar os saberes da ancestralidade “para entender o presente e melhorar o futuro”.

Juntamente com anciões da comunidade, como os senhores João Clemêncio e João Evangelista, dona Ilídia, entre outros, a professora de Etnomatemática desenvolve o projeto “Legado das sementes crioulas”, que conecta de forma criativa os cultivos do milho, da castanha de caju, do arroz, do babaçu, da semente de mamona, entre outros com as disciplinas escolares. Representante da Seduc, Soenil Clarinda, durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher negra, de cabelo black power, usando camiseta preta com estampa afro onde se lê: Mato Grosso Antirracista.

A técnica pedagógica da Coordenadoria de Educação das Relações Étnico-raciais, Ambiental e Quilombola da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Soenil Clarinda de Sales, participou da Feira Cultural na escola quilombola e ressaltou a importância da união de todos para uma educação antirracista.

“Estamos começando esse pontapé no estado de Mato Grosso. E aqui a gente vê a importância do Judiciário estar conosco nessa luta. É uma luta que não é somente do povo preto, mas é uma luta de todos nós. Como diz Angela Davis, não adianta ser contra o racismo. Antes de tudo, a gente tem que ser antirracista. E esse é um movimento no mês de novembro, que tem que acontecer todos os dias. E que bom que a Seduc tem essa política antirracista! Que bom que o Poder Judiciário está aqui conosco para celebrar e para nos ajudar nesse combate ao racismo”, enalteceu.

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Projeto valoriza cultura afro-brasileira e fortalece a educação antirracista nas escolas estaduais

Imagens: Ricarte Cardoso

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Município garante alimentação a todos professores, profissionais da educação e estagiários

Fotos - Marcos Miraglia

A lei municipal 14.488, de 16 de outubro de 2025, de autoria do prefeito Cláudio Ferreira, já está em vigor e passou a garantir o direito à alimentação, junto aos alunos, também aos professores, profissionais da educação e estagiários. A Prefeitura de Rondonópolis reforça a vigência dessa lei diante de dúvidas que têm surgido em algumas unidades de ensino sobre quais profissionais podem se beneficiar da iniciativa.

Conforme a medida, são contemplados com o novo benefício, além dos professores efetivos e contratados, todos os profissionais da educação em efetivo exercício nas unidades da rede pública municipal de ensino, incluindo estagiários, sem distinção. Os estagiários foram incluídos no benefício a partir da aprovação do projeto de lei 439/2025.

O alimento em questão deve ser consumido no mesmo local e junto aos alunos, sem distinção de cardápio, de forma a contemplar o espaço de convivência e prática educativa, promovendo a integração entre professores, servidores e estudantes nas escolas. Além disso, o fornecimento da alimentação não reduzirá quaisquer direitos já assegurados aos servidores.

Quando da aprovação da lei, o prefeito Cláudio Ferreira explicou que a iniciativa visa reconhecer a importância dos profissionais da educação no ambiente escolar em Rondonópolis, assegurando condições adequadas para o desempenho de suas atividades diárias e para o fortalecimento do vínculo comunitário dentro das unidades de ensino.

“Ao oportunizar o fornecimento de alimentação aos professores efetivos e contratados, bem como aos demais profissionais efetivos da rede municipal de ensino, incluindo estagiários, a medida promove valorização funcional e bem-estar laboral, sem que isso represente qualquer vantagem pecuniária ou acréscimo de remuneração”, justificou o prefeito.

Foto – Marcos Miraglia

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

Rota do Combu: Turismo de Base Comunitária impulsiona sustentabilidade, cultura e protagonismo feminino na Amazônia

Imagem: Henrique Huff/MTur

No palco do Pavilhão Brasil na COP30, na Green Zone, em Belém, o painel “Turismo de Base Comunitária e a Rota do Combu: Sustentabilidade, cultura e empoderamento local” reuniu lideranças ribeirinhas, especialistas e gestores públicos para discutir o presente e o futuro da Ilha do Combu. O encontro, moderado pela secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, destacou a urgência de consolidar um modelo de turismo sustentável, organizado e conduzido por quem vive e preserva o território diariamente.

Ana Carla abriu o painel lembrando que a Rota do Combu foi lançada em outubro deste ano, durante a ABAV Expo, no Rio de Janeiro — um feito histórico para o turismo amazônico. Construída para oferecer ao visitante uma experiência imersiva de dois a três dias na vida ribeirinha, a rota conta com o apoio do Ministério do Turismo, Embratur, Sebrae e diversos parceiros. “O objetivo é transformar o turismo de curta duração em uma estada mais prolongada, valorizando a cultura local e a sustentabilidade. E não poderíamos deixar de destacar isso aqui na COP30, acontecendo em Belém, conectando pessoas e atraindo tantos novos olhares”, afirmou.

Ela destacou como, durante anos, o turismo de base comunitária foi visto como algo menor, sem valor agregado. “Achavam que, por ser comunitário, tinha que ser paradinho, mal embrulhado, sem redes sociais. Mas esse pensamento mudou graças aos que trabalham nisso todos os dias. Hoje o turismo de base comunitária agrega valor”, explicou. A secretária reforçou que seu sonho é ver produtos comunitários ocupando espaço de destaque: “Assim como existe uma área inteira de produtos importados no supermercado, queremos uma grande gôndola dedicada à produção local, à produção comunitária”. A partir dessa reflexão, Ana Carla provocou os participantes a comentarem como a criação da rota valoriza a ilha — antes conhecida principalmente pelos moradores de Belém, mas agora destacada em cenários nacional e internacional.

A primeira a responder foi Dona Nena, empreendedora nativa e proprietária da Filha do Combu. Formada pela Castelli Escola de Chocolateria e Hotelaria, no Rio Grande do Sul, ela contou que sua atuação começou no manejo do cacau, tradição herdada da família. Hoje cultiva cacau em sistema agroflorestal e integra a rota oferecendo experiências que unem sabor, história e vivência ribeirinha. “Não é só comer chocolate. É mexer no cacau, sentir o cheiro, tocar o fruto. A pessoa vive a Amazônia com a gente”, disse.

Em seguida, Aldelina da Souza Oliveira, presidente da Associação de Mulheres Ribeirinhas do Igarapé do Combu emocionou ao lembrar que, se hoje o Combu está preservado, é graças ao cuidado das comunidades tradicionais. “Falar de preservação sem mencionar os povos tradicionais não tem efeito. Se temos algo para mostrar ao mundo, é porque os ribeirinhos cuidaram”, destacou.

Ela recordou momentos de preconceito e desconhecimento, antes da visibilidade trazida pelo turismo: “Perguntavam onde eu morava, e quando eu dizia ‘Ilha do Combu’, respondiam: ‘Menina, onde é isso?’ Eu sonhava em ver meu Combu reconhecido.”

Para Aldelina, o atual crescimento precisa caminhar junto com responsabilidade: “Turismo é massa, mas pode trazer destruição se não estivermos unidos e organizados. Crescer, sim — mas com sustentabilidade. Porque o ser humano, quando vê dinheiro, muitas vezes quer mais e mais, e vai destruindo. Tem que ter limite”. Ela reforçou ainda o desafio cotidiano: “Todo mundo diz que é fácil morar na ilha. Não é. É para quem tem vontade de ver o lugar crescer.”

DESAFIOS – Na sequência, o ex-secretário de Turismo do Pará e hoje representante da Embratur, André Dias, reforçou a importância da rota e lembrou como, em 2019, percebeu que materiais promocionais do estado sequer mencionavam o Combu. “Eu estava numa feira em Portugal, chamando turistas do mundo inteiro para Belém, mas o principal produto — a floresta, o Combu — não aparecia. Como assim vir para a Amazônia sem ir à floresta?”, questionou.

De volta ao Brasil, reorganizou o material de divulgação e passou a incluir o Combu na promoção internacional. “O que antes parecia inimaginável — falar em turismo de massa na ilha — hoje é realidade. E precisamos ordenar isso”, alertou. Entre os desafios, citou a necessidade de definir a capacidade de carga da ilha: quantos barcos podem entrar, em que velocidade, quantas pessoas podem circular ao mesmo tempo e como os resíduos devem ser geridos. “Para o Brasil e para a Embratur, turismo só é turismo se for sustentável. Na Amazônia, turismo de natureza é turismo de base comunitária. O que o visitante leva é o encontro com quem cuida da floresta.”

LEGADO – O painel contou ainda com a participação do analista de negócios do Sebrae, Péricles Dinis, e do coordenador da Rota, Mário César dos Santos, que ressaltaram que a força da rota está na autenticidade da recepção ribeirinha. Péricles lembrou que os empreendedores não oferecem apenas produtos, mas abrem suas casas e suas histórias. “O turista chega e sente o orgulho de quem está lá. A vivência é familiar. A filha recebe, o filho dirige o barco — é assim no Combu”, disse.
Mário reforçou que o reconhecimento atual é fruto de anos de trabalho: “Hoje estamos incrivelmente impactados com a popularidade. Estamos felizes, e agora é colher os frutos de tudo o que foi construído. O mais importante da COP é o rabo do foguete que vem adiante — o que vai acontecer daqui para frente”.

O painel encerrou com o reconhecimento de que o Combu vive um momento histórico: maior visibilidade nacional e internacional, crescimento econômico e protagonismo comunitário. Mas também com um consenso: o futuro da ilha depende de união, responsabilidade e fortalecimento das comunidades tradicionais, garantindo que o turismo seja, acima de tudo, uma ferramenta de preservação e valorização da Amazônia — e não de sua degradação.

Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Bancos Vermelhos marcam luta contra violência em região que há 4 anos não registra feminicídios

Durante seis anos, a dona de casa A. C. S. carregou o peso da violência doméstica. As agressões do pai de sua filha não cessaram nem depois de ter sido preso por duas vezes. Continuaram pelo celular, em mensagens que feriam tanto quanto os golpes físicos. Hoje, morando sozinha com duas crianças, ela respira aliviada. “Meu psicológico ficou mais tranquilo, porque antes eu não tinha força nem para seguir em frente”, conta a dona de casa, que obteve nova medida protetiva após buscar ajuda da Rede de Enfrentamento à Violência Contra Mulher de Barra do Garças.

A história de A.C.S. se entrelaça com um dado que impressiona: há quase quatro anos, Barra do Garças e região não registram feminicídios. É nesse cenário de resultados concretos que na manhã desta quarta-feira (19) foram inaugurados os Bancos Vermelhos no município de Barra do Garças, no Mirante do Cristo Redentor, e em Pontal do Araguaia, na Praça do Pequi.

Um símbolo que faz refletir

O Banco Vermelho é um símbolo internacional de combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. Confeccionado em madeira, é pintado de vermelho, cor que representa o sangue derramado pelas vítimas. Cada banco traz frases de impacto contra a violência de gênero, além de um QR code com informações sobre como participar da causa.

A desembargadora Maria Erotides Kneip, que participou das duas solenidades ao lado de autoridades da região, explica a origem da iniciativa. “O Banco Vermelho é uma política pública criada por duas mulheres que perderam amigas vítimas de feminicídio. Elas idealizaram um instrumento simples, que pudesse ocupar espaços públicos de grande circulação”. Ela ressalta que se trata de uma política democrática, capaz de alcançar pessoas de todas as classes sociais. Hoje, a iniciativa é prevista na Lei Federal nº 14.942/2024.

Mulher de cabelos brancos e terno azul escuro fala ao microfone em ambiente externo. Árvores verdes desfocadas aparecem ao fundo sob céu claro.Para A.C.S., que nunca tinha visto um Banco Vermelho, a experiência foi marcante. “É a primeira vez que vejo e achei muito interessante, algo maravilhoso, que incentiva as mulheres a procurarem a delegacia quando forem vítimas de violência”, afirma. Ela, que ouviu dizer que a atuação da Rede de Enfrentamento na região é uma das que mais apresentam resultados positivos, confirma: “Foi muito importante. Me sinto muito segura, por mim e pelas minhas filhas”.

Uma rede que funciona

A desembargadora Maria Erotides destacou a atuação local. “A Rede daqui é um exemplo para o país. É a mais antiga do estado e talvez uma das mais antigas do Brasil. Funciona muito bem”, destaca. Ela ressalta o trabalho da Patrulha Maria da Penha, da Rede de Enfrentamento, das forças de segurança e, especialmente, do juiz Marcelo Souza Melo Bento Resende, da 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, que considera exemplar.

O magistrado, por sua vez, explica que o diferencial da região está na maturidade da Rede de Enfrentamento. “A iniciativa é da Polícia Militar. Aqui, cada órgão faz seu papel: Judiciário, Ministério Público, Município, PM, Polícia Civil, PRF, iniciativa privada. É uma Rede madura, com anos de atuação e sempre trazendo ideias novas”, afirma.

Sobre a não ocorrência de feminicídios no município, o juiz é direto: “As pessoas vivem a Rede. É algo conhecido por todos. O banco é mais uma ação simbólica, que reforça essa conscientização”. Ele ressalta que Barra do Garças é pioneira na aplicação dos grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica, com mais de 10 anos de atuação, iniciativa que ajuda a quebrar ciclos de violência ao fazer com que os agressores reflitam sobre seus comportamentos. “Violência doméstica não é um problema do casal, é uma questão social”, pontua o juiz Marcelo. “Quanto mais trabalhamos, mais percebemos que precisamos trabalhar.”

O Cristo abraça a causa

A escolha do local para instalação do Banco Vermelho em Barra do Garças foi decidida pelo tenente-coronel Cleiton de Moura Viana, comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar. “Falaram de alguns lugares, mas eu disse: ‘Espera aí. Barra do Garças não é só calor, nós temos o Cristo Redentor. Vamos colocar o Cristo para abraçar essa ideia’. E deu certo”, conta.

Há cerca de 30 dias à frente do Comando Regional, o coronel Cleiton dá grande importância ao combate à violência doméstica. Ele comenta os números estaduais: dos 48 feminicídios registrados em Mato Grosso neste ano, apenas 7 vítimas tinham medida protetiva vigente. “Quando recebemos essa informação, fazemos o nosso melhor. A Polícia Militar, a Patrulha Maria da Penha e toda a Rede atuam na proteção”, analisa.

O comandante garante o compromisso das forças de segurança. “Vamos salvar nossas mulheres quando estiverem em perigo”. Sobre o Banco Vermelho no mirante, ele destaca o caráter simbólico. “Todas as pessoas que subirem aqui no Cristo para tirar foto vão ver o banco e lembrar que existe uma mulher correndo risco e que as forças de segurança estão prontas para atender”.

Apoio do poder público

O vice-prefeito de Barra do Garças, Sivirino Souza dos Santos, destaca que o enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade e parabeniza o coronel Cleiton pela iniciativa. Ele atribui os quatro anos sem feminicídios no município ao trabalho da Rede. “São várias pessoas preocupadas e trazendo ações contundentes que refletem na ponta”.

Sivirino ressalta ainda a importância de ações de conscientização nas escolas para formar uma nova cultura, e conta que conversou com a desembargadora Maria Erotides sobre levar o modelo de atuação da rede local para Cuiabá.

Em Pontal do Araguaia, o prefeito Adelcino Francisco Lopo celebrou a instalação do símbolo no município. “Quando você vê todos os bancos da praça de uma cor e apenas um em vermelho, com uma frase marcante, isso chama atenção. E essa atenção é muito importante para conscientizar”, avalia.

Ele reconhece que, embora Mato Grosso seja forte economicamente, os índices de violência contra a mulher ainda são altos. “Não é bom para o estado nem para os municípios”, pontua. O prefeito afirma que irá sempre apoiar ações ligadas à segurança pública e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Um alerta necessário

Enquanto Barra do Garças e Pontal do Araguaia celebram quatro anos sem feminicídios, Mato Grosso ainda enfrenta números preocupantes. De janeiro a outubro de 2025, o estado registrou 46 feminicídios, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 39 casos. Somados aos homicídios dolosos de mulheres, são 87 vidas perdidas em dez meses.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Cultura oceânica impulsiona ações por clima e sustentabilidade em debate na COP30

Foto: Mariana Leite/MCTI

A relação entre a cultura oceânica, clima e resiliência climática foi protagonista na Zona Azul, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), na terça-feira (18). O encontro reuniu especialistas, gestores públicos e representantes do setor produtivo para discutir como o conhecimento sobre o oceano pode fortalecer a resiliência climática e orientar decisões estratégicas para um futuro sustentável. 

O painel intitulado Cultura Oceânica e Clima: Conectando Pessoas, Políticas e Investimentos para a Resiliência Climática debateu como a sociedade enxerga a relação entre oceano e clima, que é fundamental para embasar políticas públicas, direcionar novas perguntas científicas e estimular investimentos alinhados à inovação, à justiça climática e à sustentabilidade. 
 
Os participantes também destacaram que investir em educação, ciência e comunicação é o ponto de partida para ampliar o alcance e a efetividade dos programas de financiamento azul. O debate apontou caminhos para que governos, empresas e instituições alinhem suas estratégias financeiras a uma visão de futuro orientada pela cultura oceânica — um modelo em que cada investimento em conhecimento representa, simultaneamente, investimento em resiliência, prosperidade e sustentabilidade para as regiões costeiras e marinhas. 

A representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e secretária de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), Andrea Latgé, destacou a importância do trabalho conjunto entre governo, sociedade e pesquisa para a preservação dos oceanos. “Diversos ministérios trabalham juntos para enfrentar esses problemas, inclusive com atenção aos manguezais, aos corais, aos oceanos em geral. Sabemos que precisamos nos dar as mãos e criar as parcerias necessárias para fazer o Brasil mais sustentável e mais justo, cuidando da cultura dos nossos oceanos”, apontou.  

Um oceano de ações  

Atualmente, o MCTI apoia diversas iniciativas voltadas para a preservação da cultura dos oceanos, por exemplo:  
 
O Programa Escola Azul, que já envolve mais de 80 mil estudantes 

A Olimpíada Brasileira do Oceano, que mobiliza jovens em todo o País 

A rede Oceano Sem Plástico, unindo inovação e pesquisa aplicada 

A coordenação da elaboração da Estratégia Nacional para Economia Azul 

O Plano Decenal Antártico, que integra ciências polares e oceânicas 

E os instrumentos de fomento do FNDCT e do CNPq, que fortalecem a pesquisa marinha e costeira 

O painel contou com moderação do diretor do Departamento de Programas Temáticos da de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Leandro Pedron, e com a participação da primeira-dama e Enviada Especial de Mulheres para a COP30, Janja Lula da Silva. Também participaram do debate representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Petrobras e da Fundação Grupo Boticário.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Bioeconomia brasileira depende de ciência inclusiva e marco regulatório, defendem especialistas na COP30

Foto: Diego Galba/MCTI

A bioeconomia brasileira vai além de um mero setor produtivo, ela é um modelo de desenvolvimento capaz de impulsionar a neoindustrialização e a transformação ecológica do País. Essa foi a principal conclusão da segunda mesa redonda da terça-feira (18), na Casa da Ciência, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O evento reuniu líderes e especialistas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). 

O debate destacou o papel estratégico do Brasil na superação dos desafios globais da dependência do petróleo e das mudanças climáticas. Para os cientistas, a neoindustrialização e a transformação ecológica devem ser sustentadas pela integração do conhecimento científico e tradicional e por um marco regulatório que reconheça as singularidades nacionais. 

O diretor do Laboratório Nacional de Biorrenováveis do CNPEM, organização social vinculada ao MCTI, Mário Murakami, ressaltou as vantagens comparativas do Brasil, descrevendo o País como o “superdotado da bioeconomia”. O pesquisador sublinhou que, diante de um cenário de aquecimento global acelerado e da finitude das reservas de petróleo, o Brasil tem elementos únicos para liderar a transição energética global. 

“O Brasil possui a biomassa que não compete com alimento [mais de meio bilhão de toneladas de biomassa lignocelulósica], energia renovável [90% da matriz] e 100 milhões de hectares de pastos degradados que representam uma oportunidade para a expansão de bioenergia com impacto ambiental negativo”, explicou Murakami. Ele destacou a biomassa cativa — disponível na indústria, pronta para ser biotransformada —, com cerca de 200 milhões de toneladas de resíduos, que oferece um diferencial competitivo por reduzir o custo final dos produtos em duas a três vezes.  

Segundo o especialista, o CNPEM, como braço do MCTI, tem concentrado esforços para garantir a soberania tecnológica nacional, por meio do codesenvolvimento de biotecnologia. Murakami citou a descoberta de um novo filo bacteriano — uma das principais e mais abrangentes categorias taxonômicas usadas para classificar as bactérias — em bagaço de cana que, após ser integrado à plataforma do MCTI, otimizou em mais de 20% a aplicação industrial de biocatalisadores — moléculas ou sistemas biológicos (como enzimas ou células inteiras) que têm a capacidade de acelerar (catalisar) reações químicas específicas. 

O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia 

O coordenador de Bioeconomia no MMA, William Saab, detalhou a estruturação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). A iniciativa, que considera a bioeconomia como um modelo de desenvolvimento inclusivo e participativo, articula quatro componentes estratégicos: sociobioeconomia, biomassa, bioindústria e ecossistemas terrestres e aquáticos.  

“A bioeconomia, na concepção do MMA, é um modelo de desenvolvimento e deve ser baseada em soluções com a natureza, articulando ética, inclusão, conhecimento tradicional e ciência”, afirmou Saab. 

O plano busca, entre outras metas, a diversificação de fontes para biocombustíveis, citando o potencial da Macaúba, que pode produzir até oito vezes mais óleo por hectare do que a soja, impulsionando a bioindústria nacional. A implementação do plano já está em andamento, com o mapeamento de 30 territórios da sociobioeconomia e o lançamento de chamadas para arranjos produtivos locais (APLs), com fontes de capital asseguradas por organismos como o Fundo Amazônia, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

O coordenador de programas do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Marcelo Poppe, reforçou o papel da organização social vinculada ao MCTI como atuante no fornecimento de dados estratégicos para a Comissão Nacional de Bioeconomia, criada para formar o PNDBio, que conta com a participação dividida (34 membros) entre governo e sociedade civil para direcionar o processo de consolidação da bioeconomia brasileira. Poppe destacou a relevância da produção científica nacional, confirmando que o Brasil é o maior produtor de conhecimento científico sobre a Amazônia. 

Integração do conhecimento 

A necessidade de integração entre conhecimento tradicional e o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCT&I) foi abordada por Lara Ramos, coordenadora de Políticas Públicas na World Transforming Technologies (WTT). A WTT, em articulação com o MCTI e o MMA, tem trabalhado para construir pontes entre as lideranças da biodiversidade e o ecossistema de CTI. 

“Nosso desafio é impulsionar a transição de paradigma para um SNCT&I mais inclusivo, atualizando normas legais para o reconhecimento formal dos conhecimentos tradicionais dentro do marco de ciência e tecnologia. Precisamos incorporar o conceito de mutirão dentro do nosso sistema de inovação,” defendeu Ramos. 

Ela citou exemplos práticos de como a ciência pode apoiar as cadeias de base, desde o desenvolvimento de um aplicativo de rastreabilidade para o processo da castanha até a análise de segurança sanitária da água em bioprodutos, como o bioplástico feito do ouriço da castanha. 

Desafio regulatório e compras públicas 

O painel foi finalizado com uma discussão sobre a urgência de um marco regulatório que reconheça as particularidades do Brasil, após uma intervenção do público sobre a necessidade de legislação federal robusta para compras e licitações sustentáveis. 

Mário Murakami sublinhou a necessidade de acordos multilaterais para o reconhecimento das singularidades brasileiras na contabilização de carbono. 

“O etanol do milho brasileiro é muito diferente do americano. Aqui temos rotação de cultura e três colheitas por ano, o que reduz o uso da terra e a pegada de carbono. Contudo, os modelos de contabilização não consideram isso, e somos penalizados. Precisamos da devida valoração em termos de emissões de carbono que reconheça as singularidades do Brasil,” disse Murakami, defendendo que a transição energética e ecológica deve ser funcional, otimizando a infraestrutura e as cadeias produtivas já estabelecidas. 

Casa da Ciência 

A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa. 

 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Inscrições para as últimas turmas de 2025 da Escola Nacional de Defesa do Consumidor encerram no domingo (23)

Os cursos da ENDC são voltados especialmente para profissionais que integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), mas há capacitações para o público em geral. Foto: Banco de Imagem

Brasília, 19/11/2025 – As inscrições para as últimas turmas de 2025 da Escola Nacional de Defesa do Consumidor (ENDC), instituição vinculada à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), encerram no domingo (23). São mais de 30 cursos gratuitos disponíveis, com certificação emitida pela Universidade de Brasília (UnB).

Os cursos da ENDC são voltados especialmente para profissionais que integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), oferecendo qualificação a agentes dos Procons, das Defensorias, dos Ministérios Públicos, das entidades civis e de outros órgãos que compõem a rede. A proposta é fortalecer a atuação dos órgãos públicos e ampliar a padronização das práticas de proteção e defesa do consumidor em todo o País.

A escola também disponibiliza cursos direcionados ao público em geral, como aqueles dedicados à educação financeira. As formações ajudam consumidores a organizar, de forma mais estratégica, a vida financeira, prevenir o superendividamento e tomar decisões conscientes no dia a dia. Atitudes como essas contribuem para relações de consumo equilibradas e seguras.

Teoria aliada à prática

As capacitações combinam teoria e prática, trazendo exemplos reais e conteúdos alinhados aos desafios atuais do consumo. O catálogo reúne temas variados, que vão desde direitos básicos do consumidor até questões emergentes, como proteção de dados, relações de consumo no ambiente digital, funcionamento de mercados regulados e o enfrentamento ao racismo nas relações de consumo. Essa diversidade de assuntos permite que cada participante personalize a trilha de aprendizagem de acordo com interesses pessoais ou área de atuação.

Os interessados podem acessar a página da ENDC para conhecer os conteúdos programáticos dos cursos, conferir o calendário de atividades e realizar a inscrição. Esta é a última oportunidade de ingressar em uma das formações ainda em 2025; o próximo ciclo será aberto apenas em janeiro de 2026, com início das aulas previsto para fevereiro.

Sobre a Escola Nacional de Defesa do Consumidor

Criada em 13 de agosto de 2007, por meio da Portaria Ministerial nº 1.387, a ENDC promove a formação e a capacitação de agentes e técnicos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor em todo o Brasil. O conhecimento das relações de consumo e dos direitos do consumidor é fundamental para a elaboração de políticas públicas eficazes. A capacitação continuada contribui para aprimorar a qualidade da assistência aos consumidores e fortalecer a estrutura nacional de defesa do consumidor.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

MEC inaugura núcleo de educação híbrida no Rio Grande do Norte

Foto: Luís Fortes/MEC

O Ministério da Educação (MEC) inaugurou o terceiro Núcleo de Inovação de Educação Híbrida do Rio Grande do Norte, como parte da Rede de Inovação para Educação Híbrida (Rieh), nesta quarta-feira (19), em Caicó (RN). Com investimentos de R$ 936,6 mil, o espaço terá capacidade para atender 400 mil professores e 6 milhões de alunos da rede pública de educação. O total investido nos núcleos do estado é de R$ 3,7 milhões. 

O evento contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana; da secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt; da governadora do estado, Fátima Bezerra; da secretária de Educação do Rio Grande do Norte, Maria do Socorro; além de estudantes e professores das unidades de Natal, Pau dos Ferros e Caicó. No formato de um podcast com transmissão on-line, os alunos e gestores dialogaram com o ministro e apresentaram iniciativas desenvolvidas em cada município. 

Para Santana, o novo núcleo reforça o compromisso do MEC com a modernização da educação pública na região. “Essa inauguração faz parte de um projeto de comunicação e integração. É mais uma ferramenta, mais um equipamento importante para fortalecer toda a rede de educação aqui do estado do Rio Grande do Norte”, afirmou. 

Os estudantes de Natal detalharam um projeto de educação fiscal e relataram experiências de jovens beneficiados pelo programa Pé-de-Meia em suas escolas. Também contaram sobre o impacto do “RN Se Liga no Enem”, iniciativa que foi potencializada com a chegada da Rieh. Sobre o município de Pau dos Ferros, educadores falaram sobre a formação de professores em educação híbrida, o uso de ferramentas digitais no ambiente escolar e a participação de alunos no 3º Seminário do Ensino Médio Potiguar, quando discutiram educação inclusiva e tecnologias educacionais. Já o bate-papo com os alunos de Caicó abordou futuro, educação e oportunidades acadêmicas. 

Rieh – No início da implantação dos núcleos de inovação da Rieh no país, o primeiro oficialmente inaugurado foi o de Natal, em 2024. O Rio Grande do Norte também foi o primeiro estado brasileiro a instalar um Núcleo de Inovação para a Educação Híbrida fora de uma capital, em Pau dos Ferros, no Alto Oeste Potiguar. “Esse equipamento tem contribuído muito para a rede de ensino do Rio Grande do Norte. É um investimento sobretudo na formação dos estudantes e professores, e na aprendizagem”, destacou a secretária de Educação do Rio Grande do Norte, Maria do Socorro. 

Entre as principais frentes no estado, destacam-se as produções de vídeos, podcasts, videocasts e transmissões ao vivo, além dos materiais do projeto “RN Se Liga no Enem”. O projeto já disponibilizou mais de 65 horas de videoaulas em 2025, entre transmissões ao vivo e gravações, beneficiando mais de 25 mil estudantes do 3º ano do ensino médio. Até o momento, mais de 370 vídeos foram produzidos e publicados. 

A Rieh busca complementar e ampliar as estratégias de implementação da Educação Híbrida na rede pública de ensino em todo o Brasil, além de garantir apoio técnico e de infraestrutura dos sistemas tecnológicos para o seu desenvolvimento de maneira mais equitativa e efetiva, consolidando a Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem)

Em todo o país, os núcleos de inovação contam com investimento federal de R$ 48,7 milhões, além de contrapartidas em investimentos estaduais e distrital, com 2.958 equipamentos entregues no território nacional. Entre os objetivos da Rieh, está a construção de 52 núcleos de inovação — destes, 46 já estão em funcionamento, e o núcleo de Caicó é o 30º a ser inaugurado pela atual gestão do MEC. 

Agendas – Ainda no município, Santana visitou as obras da Creche Municipal Professor Oriel Segundo de Oliveira, na zona norte de Caicó, que recebeu investimentos de R$ 3,5 milhões do MEC, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Implementada no padrão arquitetônico Tipo 1 do FNDE, a unidade pode atender até 376 crianças em dois turnos, ou 188 em período integral, na faixa etária que vai de 0 a 1 ano (berçário) e de 1 a 3 anos (maternal 1 e 2). As atividades seguem no prazo estabelecido, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2026. 

O ministro também participou da abertura da 3ª Caravana Federativa Estadual do Rio Grande do Norte, em Caicó, ao lado da governadora do estado, Fátima Bezerra. A iniciativa tem como objetivo aproximar os governos federal e estadual e as prefeituras municipais, fortalecendo o diálogo e a cooperação técnica para acelerar a execução de investimentos estratégicos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e de outras políticas públicas essenciais. Durante as caravanas, são realizadas oficinas temáticas, painéis de capacitação e atendimentos especializados, com foco na execução de políticas públicas e investimentos do Novo PAC. 

Pela tarde, a comitiva do MEC toma parte da solenidade de assinatura de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o governo estadual, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A parceria é destinada à futura implantação do Hospital Universitário da UFRN no município. 

Novo PAC – O Novo Programa de Aceleração do Crescimento tem impulsionado investimentos significativos na educação do Rio Grande do Norte, totalizando R$ 707 milhões em diferentes níveis de ensino. São investimentos de R$ 509,6 milhões para a educação básica, R$ 88,6 milhões destinados à educação profissional e tecnológica e R$ 108,7 milhões voltados à educação superior. Os recursos permitem a construção de 24 escolas em tempo integral e 50 creches; além da aquisição de 129 ônibus escolares, beneficiando 16 municípios maranhenses. O programa também viabiliza a criação de três novos campi do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) — em Touros, São Miguel e Umarizal — e a realização de 29 obras de melhoria em universidades e institutos federais já existentes, distribuídas por 16 municípios, ampliando o alcance e a qualidade da educação pública no estado.  

 
Resumo | Mais Educação para o Rio Grande do Norte 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) 

Fonte: Ministério da Educação

Política e Estratégia Nacional de Defesa e o LBDN são aprovadas


Brasília (DF), 19/11/2025 –  
Nesta quarta-feira (19), foi publicado no Diário Oficial da União, o Decreto Presidencial Nº 12.725, de 18 de novembro de 2025, aprovando  a versão 2024 da Política Nacional de Defesa (PND), da Estratégia Nacional de Defesa (END) e do Livro Branco (LBDN).  Tais documentos são estratégicos e norteiam as atividades de Defesa Nacional. 

A PND e a END orientam todos os segmentos do Estado brasileiro quanto às medidas a serem implementadas para atingir os Objetivos Nacionais da Defesa seguindo os princípios constitucionais. Já o LBDN é um eficaz instrumento de diplomacia, pois apresenta, às nações amigas, o poder militar brasileiro, contribuindo para a cooperação e o fortalecimento da confiança mútua, primando pela manutenção e consolidação da paz internacional.

A atualização desses documentos ocorre a cada quatro anos, conforme as diretrizes da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999. 

Clique aqui para acessar o Decreto Presidencial Nº 12.725, de 18 de novembro de 2025, com a atualização dos documentos.


Por Ascom

Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
(61) 2023-5321

Fonte: Ministério da Defesa

Aquisição de terras rurais por estrangeiros e regulação da cannabis medicinal são estudados no Gemam

“Aquisição de terras rurais por estrangeiros” e “Judicialização e regulação da cannabis medicinal” foram os dois temas debatidos no período vespertino da 40ª Reunião do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam), realizada na sexta-feira (14 de novembro). As juízas Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva e Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima apresentaram o estudo “Judicialização e regulação da cannabis medicinal”.

Gabriela Knaul destacou a urgência de desmistificar o debate sobre o uso medicinal da cannabis no Brasil. Segundo ela, o tema deve ser tratado de forma distinta do combate ao tráfico de drogas, com foco em fins terapêuticos e sanitários que assegurem o direito fundamental à saúde. “É completamente diferente do combate à criminalidade, em termos de tráfico de drogas. É outra área que merece atenção com foco correto: fins medicinais, terapêuticos, de política sanitária que preserva o direito fundamental à saúde”, asseverou.

Atualmente, não existe no país um marco regulatório específico para o uso medicinal da cannabis, nem regulamentação da Anvisa sobre o tema. Com isso, tratamentos para condições como dor crônica, distúrbios do sono e Parkinson vêm sendo viabilizados por meio de decisões judiciais, inclusive do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ausência de regras tem levado à judicialização, criando insegurança para pacientes e empresas interessadas em pesquisa e desenvolvimento.

Segundo a magistrada, para enfrentar essa lacuna, o STJ estabeleceu, por meio do Incidente de Assunção de Competência (IAC) 16, que a União deve regulamentar essa questão em até seis meses. Isso permitirá que empresas possam realizar o cultivo, a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos com base no princípio da cannabis. “Essa decisão do STJ é uma decisão estruturante, no sentido de impulsionar e alavancar uma política nacional que proteja todas as pessoas que necessitem desse medicamento para amenizar a sua dor e o seu sofrimento e garantir o direito à saúde.”

Já a juíza Henriqueta Lima destacou que a ausência de regulamentação por parte da Anvisa e da União tem provocado um aumento expressivo de demandas judiciais desde 2019, com pacientes buscando autorização para tratamentos específicos. A magistrada explica que, em 2024, o STJ determinou, no IAC nº 16, que a Anvisa e a União editassem norma regulamentando o uso medicinal da cannabis até setembro daquele ano. Contudo, o prazo inicial foi prorrogado após pedido das autoridades e, recentemente, em 7 de novembro, o STJ concedeu novo prazo de 145 dias para a publicação da regulamentação. Conforme Henriqueta, a decisão é considerada um marco, pois permitirá que o Brasil produza e comercialize medicamentos à base de cannabis de forma autorizada, evitando a necessidade de importações e judicializações.

A juíza enfatizou que o tema está diretamente ligado ao artigo 196 da Constituição, que assegura o direito à saúde e à dignidade da pessoa humana. “Então, esse tema é muito caro, porque está extremamente relacionado com o direito à saúde, que está no artigo 196 da Constituição, que por sua vez tem relação direta com a dignidade da pessoa humana: você viver de forma digna e não simplesmente viver. É um tema que precisa ser aprofundado, que precisa ser estudado até que finalmente a gente tenha essa omissão regulamentar sanada.”

Já o juiz Eduardo Calmon de Almeida Cézar apresentou o tema “Aquisição de terras rurais por estrangeiros”, trazendo ao grupo de estudos questões doutrinárias e de ordem prática bastante relevantes, inclusive à atuação no foro extrajudicial.

Centro de Estudos do Meio Ambiente

Aproveitando a participação dos magistrados(as) no Grupo de Estudos, o assessor de Relações Institucionais da Esmagis-MT, Reginaldo Cardozo, e a assessora Pedagógica da Esmagis-MT, Polyana Olini, apresentaram o projeto do professor Márcio Andrade, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sobre reaproveitamento de cinzas e EPS que seriam descartados no meio ambiente. Esses materiais podem ser utilizados para produção de tijolos que possibilitam maior conforto térmico.

“Hoje nós tivemos a satisfação de apresentar ao Gemam o projeto do professor Márcio Andrade, do campus Araguaia da UFMT, trabalhando com o reaproveitamento de cinzas e EPS que seriam descartados no meio ambiente para fazer tijolos que contribuem com a proteção térmica”, explicou Polyana.

“O desembargador Márcio Vidal nos deu a oportunidade hoje, perante o 40º Encontro do Gemam, de falar um pouco do projeto apresentado pelo professor Márcio, de Barra do Garças, que conhecemos em reunião na UFMT. Esse projeto visa melhorar o calor das residências e promover a sustentabilidade utilizando os resíduos que seriam descartados”, acrescentou Reginaldo.

Segundo ele, a apresentação faz parte do cronograma de ações em parceria previsto pelo Centro de Estudos em Meio Ambiente (Cesima), do qual a Esmagis-MT foi idealizadora. “Essa iniciativa faz parte das parcerias que o Cesima oferece, resultado das integrações entre várias instituições. O projeto foi apresentado pelo professor Márcio Andrade e cremos que isso irá reverberar para nossa natureza de forma positiva, porque atualmente ela está gritando por socorro.”

Também participaram do encontro os desembargadores Marcos Machado e Jones Gattass.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Leia matérias correlatas:

Diversidadede temas marca 40ª Reunião do Gemam: do agronegócio à cannabis medicinal

Cesima: Esmagis-MT conhece inovação da UFMT com potencial transformador para edificações

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: esmagis@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Justiça acata pedido do MP e embarga obra de posto próximo a hospital

por JONATHAN

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) atendeu ao pedido do Ministério Público do Estado e determinou a suspensão imediata da construção do posto de combustível localizado em frente ao Hospital Municipal Irmã Teodora, na área central de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá).
A decisão foi tomada após recurso do MP, que apontou irregularidades na concessão das licenças para a obra. Segundo o órgão, o alvará e a certidão de uso do solo foram emitidos em 2024, quando ainda estava em vigor a Lei Municipal nº 1.290/2015, que exigia distância mínima de 100 metros entre postos de combustíveis e hospitais.
Em março de 2025, uma nova lei reduziu essa distância para 30 metros, mas a alteração está sendo questionada por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Outro ponto destacado é a ausência do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), obrigatório para construções acima de 400 m².
O documento apresentado pelo empreendedor do posto não atende às exigências legais e apresenta falhas técnicas, como a falta de análise sobre riscos de explosão ou incêndio, conforme apontou parecer do Ministério Público.
A desembargadora Vandymara Zanolo ressaltou que a proximidade do posto com o hospital representa risco grave à saúde e à segurança da população. A decisão determina a suspensão do alvará e da certidão de uso do solo, o embargo imediato da obra até a apresentação e aprovação do EIV, além de multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil, em caso de descumprimento.

Fonte: Ministério Público MT – MT

Aulas em Cuiabá serão retomadas na sexta-feira após feriado da Consciência Negra

Erlan Aquino

A Prefeitura de Cuiabá informa que haverá aula normal nas escolas e creches na sexta-feira (21).

Não haverá ponto facultativo na sexta-feira (21). Por isso, o expediente no serviço público municipal será retomado normalmente após o feriado de quinta-feira (20), dia nacional da Consciência Negra.

O retorno às atividades escolares na sexta-feira (21) já estava fixada no calendário escolar.

Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), é necessário preencher 200 dias, no mínimo, de cada ano letivo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Farmácia vendia produtos vencidos e alguns remédios estavam sem preços

Procon

O Procon Rondonópolis acatou a denúncia de uma consumidora que se sentiu lesada ao comprar em uma farmácia de uma rede instalada na cidade. No local, foram achados produtos sem preços, com preços diferentes (um valor na embalagem e outro no leitor do código de barras), anúncio de promoção sem o preço original dos produtos, como também, suplementos e alimentos com prazo de validade vencido, ou seja, impróprios para consumo.

A legislação em vigor rege que o preço deve estar no produto, deve ser legível para que o cliente não se cofunda, assim como as parcelas, em casos de produtos vendidos a prazo. Além disso, o preço que estiver no produto deve ser igual ao que for gerado no caixa ou no leitor do código de barras. A regra vale tanto para o preço maior ou menor. No caso dos produtos vencidos, estes foram apreendidos pela fiscalização.

A empresa também não estava adequada a outros itens da legislação como orientações ao consumidor que todas as empresas devem ter. A farmácia terá prazo para apresentar a defesa referente as infrações encontradas pela equipe.

Vale lembrar que as inconformidades perante o CDC (Código de Defesa do Consumidor) podem ser denunciadas ao Procon pelos canais: telefone (66) 3411-5701, whatsapp (66) 98438-2460, ou presencialmente, na rua Rio Branco, 2630, no bairro Santa Marta.

Feriado de 20 de novembro

Devido ao feriado da Consciência Negra, 20 de novembro, quinta-feira, as audiências de conciliação do Procon Rondonópolis serão remarcadas a partir da próxima semana. As partes receberão informação sobre as datas das novas audiências.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

Brasil incorpora acordo Mercosul-Panamá e abre nova etapa na integração econômica com principal parceiro na América Central

O governo brasileiro oficializou nesta quarta-feira (19/11) a entrada em vigor, no país, do acordo-quadro entre Mercosul e Panamá. O instrumento estabelece as bases para negociações futuras que devem ampliar o comércio, estimular investimentos e aproximar as economias das duas regiões.

Publicado no Diário Oficial da União (DOU), o Decreto nº 12.724 incorpora ao ordenamento jurídico brasileiro o Acordo de Complementação Econômica nº 76, firmado entre o Mercosul e a República do Panamá no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). Assinado em 6 de dezembro de 2024, em Montevidéu, durante a Cúpula de Presidentes do Mercosul, o acordo define o arcabouço inicial para avançar na criação de uma Área de Livre Comércio entre as Partes.

Um acordo-quadro estabelece princípios, objetivos e áreas de cooperação entre os países, criando uma estrutura institucional para o diálogo e para o avanço das negociações. O acordo não estabelece compromissos tarifários imediatos, mas cria condições para que as negociações futuras definam regras, prazos e disciplinas de acesso a mercados.

“Com o acordo internalizado, Brasil, Mercosul e Panamá passam a contar com um instrumento formal para organizar e aprofundar a integração econômica em temas centrais como ampliação dos fluxos bilaterais, eliminação de barreiras tarifárias e facilitação de comércio”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

A aproximação econômico-comercial entre o Mercosul e o Panamá fortalece o acesso a novos mercados e amplia as oportunidades para empresas brasileiras na região. O Panamá é considerado um mercado estratégico na América Central por sua economia dinâmica e conectividade logística.

Como o Panamá já havia internalizado o Acordo, com a aprovação pelo Brasil, o instrumento passa a valer bilateralmente entre os dois países.

Atualmente, o Panamá, com uma população de 4,5 milhões de habitantes, responde por 35% das exportações brasileiras destinadas à América Central. Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e Panamá alcançou US$ 920 milhões. Entre os produtos exportados pelo Brasil, destacam-se aqueles da indústria de transformação, tais como petróleo, medicamentos, máquinas, veículos, móveis e perfumaria.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Servidores da Secretaria de Saúde são imunizados contra o sarampo

Fotos - Marcos Miraglia

A Secretaria Municipal de Saúde promoveu, nesta quarta-feira (19), a imunização dos servidores da Pasta contra o sarampo. A medida visa garantir a proteção dos trabalhadores, especialmente diante do registro de casos da doença em Mato Grosso, incluindo na região de Rondonópolis.

Foi ofertado aos servidores um reforço contra o sarampo, já que eles estão em contato constante com a população e, portanto, mais expostos ao risco de contaminação. Ao garantir que a equipe esteja imunizada, o município reduz significativamente as chances de transmissão dentro das unidades.

Rondonópolis, felizmente, não registrou nenhum caso da doença até o momento. Isso se deve às campanhas de vacinação, ações de busca ativa, horários estendidos em unidades de saúde e várias outras medidas que ajudaram a ampliar a cobertura vacinal na cidade. Porém, o sarampo é uma doença de fácil transmissão e, diante do vírus circulando na região, a medida de precaução foi tomada.

“Essa iniciativa demonstra responsabilidade e comprometimento do município com a prevenção, bem como o cuidado que a gestão Cláudio Ferreira tem com os nossos servidores. Além disso, quando os próprios profissionais de saúde se vacinam, reforçam para a comunidade a confiança e a importância da imunização”, explica o secretário de Saúde, Mykaell Vitorino.

Conforme o secretário, a vacinação dos servidores da saúde em Rondonópolis não é apenas uma medida de proteção individual, mas uma estratégia essencial para garantir a segurança das equipes, da população atendida e para ajudar a manter o município livre da doença.

Foto – Marcos Miraglia

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

Casa Cuiabana recebe projeto que oferta oficinas gratuitas e R$ 10,5 mil em prêmios a empreendedores periféricos

O projeto itinerante “Onde Há Rede, Há Renda” está com inscrições abertas até esta quinta-feira (20.11) para oficinas gratuitas que visam fomentar o empreendedorismo periférico. As atividades serão realizadas entre os dias 25 e 29 de novembro, no Centro Cultural Casa Cuiabana, com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Ao todo, são 150 vagas para as oficinas presenciais de “Educação Financeira”, “Economia Criativa” e “Inclusão Digital” que ofertam mais de R$ 10,5 mil em prêmios para participantes selecionados.

“O projeto é focado no desenvolvimento de negócios, de redes e coletivos. O Movimento Cidade Projetos Criativos acredita que cidades são pessoas e que o coletivo pode construir dignidade e transformação social através de uma ferramenta poderosa, que é o conhecimento”, destacou Gabriela Duque, diretora de programação da iniciativa.

Cada capacitação, com 20 horas de carga horária, tem 50 vagas. Podem se inscrever povos originários, quilombolas e moradores de regiões periféricas com idade mínima de 18 anos. Essas pessoas precisam ser empreendedoras e integrar redes e coletivos, ou possuir interesse em formar uma rede vinculada à economia criativa.

“O projeto atende esse público específico, por ele, muitas das vezes, não ter oportunidades. Ele vê no empreendedorismo uma necessidade, mas não tem as ferramentas corretas para ter o sucesso, uma gestão financeira, ferramentas de marketing e divulgação e vendas dos negócios. É um público que representa 70% da população empreendedora e que gira uma economia muito grande”, destacou Gabriela.

Os inscritos passarão por análise da organização, a qual divulgará o resultado da seleção no dia 21 de novembro. Os selecionados vão receber, por e-mail, o link de acesso ao grupo oficial do projeto.

As informações completas estão no edital do projeto, disponível no formulário de inscrição. Dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail contato@movimentocidade.com ou pelo número (65) 99680-5593.

Programação

Entre os dias 25 e 28, os participantes irão mergulhar nos conteúdos das oficinas, onde terão a missão de desenvolver uma solução inédita para o setor de economia criativa. Cada capacitação ofertará um prêmio em dinheiro no valor de R$ 3,5 mil, vinculado ao desafio desenvolvido ao longo das aulas presenciais para os participantes.

A programação se encerra no dia 29 com o Encontrão das Redes, em que todos os participantes das oficinas irão se reunir para conferir a feira de produtos de empreendedores locais, roda de conversa, painel, bate-papo, palestra, mostra audiovisual e apresentações culturais e artísticas de grupos locais.

O projeto “Onde Há Rede, Há Renda 2025” é uma realização do Movimento Cidade Projetos Criativos, em co-produção com o Instituto Movimento Cidade e o Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo à Cultura.

Serviço | Onde Há Rede, Há Renda

Data: de 25 e 29 de novembro
Prazo para inscrição: 20 de novembro
Formulário de inscrição: link aqui
Mais informações: contato@movimentocidade.com / (65) 99680-5593 / www.instagram.com/ondeharedeharenda

Fonte: Governo MT – MT

Brasil faz história: Turismo ganha protagonismo inédito na agenda climática da COP30

Imagem: Henrique Huff/MTur

O turismo ocupa, mais uma vez, na história da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, um espaço de destaque na agenda oficial do evento. Nesta quarta-feira (19.11), o ministro do Turismo, Celso Sabino, abriu oficialmente o Dia do Turismo na COP30, marcando um momento histórico para o setor no cenário internacional.

“Pela primeira vez, o turismo ocupa o espaço que merece na agenda climática global. Estamos mostrando ao mundo que preservar o meio ambiente e gerar oportunidades para as pessoas são ações que caminham juntas. Este é um marco para o Brasil e para o futuro do turismo”, ministro do Turismo, Celso Sabino.

A presença do turismo na agenda climática reforça sua importância estratégica para um desenvolvimento mais sustentável, capaz de gerar emprego e renda ao mesmo tempo em que promove a conservação da natureza e a adaptação climática dos destinos.

Para celebrar essa conquista inédita, o Ministério do Turismo preparou, em parceria com a ONU Turismo, uma programação especial durante os dias 19 e 20 de novembro no estande “Conheça o Brasil”, na Green Zone e na Blue Zone, espaço dedicado às discussões de alto nível. A agenda reúne especialistas nacionais e internacionais, lideranças do setor, representantes de comunidades tradicionais e iniciativas que conectam a proteção ambiental à transformação social.

A programação inclui debates sobre temas como turismo regenerativo, economia verde, valorização da sociobiodiversidade, financiamento climático e inclusão social. Além das discussões, o Ministério apresenta lançamentos, como o Plano de Aceleração de Soluções e parcerias institucionais que reforçam o compromisso do país com um turismo mais responsável e seguro.

O protagonismo inédito do turismo na COP30 consolida o Brasil como referência global em soluções que unem preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Segundo o Ministério do Turismo, a agenda representa um avanço fundamental na construção de um futuro mais verde, inclusivo e próspero — para o Brasil e para o mundo.

“A inclusão do turismo na agenda central da COP30 demonstra o papel fundamental do setor na resposta global ao clima. O Brasil assume hoje uma liderança importante ao mostrar como a atividade pode proteger o planeta e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento das comunidades”, destacou o diretor do Regional do Escritório da ONU Turismo para as Américas, Heitor Kadri.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a realização da COP30 em Belém (PA) foi um grande acerto. “Belém está pronta para receber turistas durante e após a COP30, consolidando-se como um destino internacional. O turismo é uma das grandes soluções para tudo o que estamos debatendo aqui na conferência: economia verde, bioeconomia e geração de emprego e renda para quem mais precisa”, finalizou.

Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Estande do Ministério do Turismo na COP30 inicia série de painéis para celebrar o Dia do Turismo

Fotos: Henrique Huff

O debate sobre turismo e ação climática abriu a sequência de palestras desta quarta-feira (19.11) no estande “Conheça o Brasil”, do Ministério do Turismo, na Green Zone da COP30, em Belém (PA). O encontro, que marcou o início da programação da Pasta em parceria com a ONU Turismo para marcar o Dia do Turismo na COP30, nos dias 19 e 20 de novembro, teve a participação do ministro do Turismo, Celso Sabino, que abordou como o turismo pode impulsionar ações voltadas para a proteção dos oceanos.

“Essa COP30 está dedicando muita atenção à proteção dos nossos rios e oceanos. E nós nos dedicamos bastante para que a Conferência acontecesse da forma que está acontecendo agora. Até ontem, nós já tínhamos recebido mais de 65 mil pessoas. Nosso presidente Lula está aqui hoje. O Brasil apresentou a proposta do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, uma grande iniciativa. Temos a certeza de que, aqui em Belém, estamos construindo um novo planeta”, destacou Sabino.

Mediado por Cyrielle Lam, representante da Ocean and Climate Platform, o encontro reuniu o diretor de ação climática de uma rede hoteleira, Adam Terando, a vice-presidente do movimento Voz dos Oceanos, Heloisa Schurmann e Virginia Fernández-Trapa, coordenadora de Programas de Ação Climática e Circularidade do Departamento de Relações Institucionais, Parcerias e Incidência Política, da ONU Turismo.

“O turismo é um importante impulsionador para economia oceânica. Nos últimos anos, temos observado um crescente movimento global em prol do turismo sustentável e responsável. Temos visto um crescente movimento global, especialmente no que diz respeito ao turismo oceânico e costeiro, seja mergulhando, nadando ou praticando mergulho livre. Queremos ser responsáveis”, frisou Cyrielle Lam ao abrir o painel.

Também durante sua primeira explanação, Virginia Fernández-Trapa, da ONU Turismo, destacou a união entre as iniciativas para a preservação dos oceanos e o turismo.

“Metade das pessoas no mundo escolhem destinos costeiros para as férias. Então é fantástico estar aqui, na COP30, conectando o oceano, o clima e o turismo. E se a gente quiser continuar tendo o oceano como nosso aliado na luta contra as emergências climáticas precisamos começar a agir. O turismo representa uma fatia importante da economia oceânica, então nós temos a nossa responsabilidade”, disse.

Adam Terando detalhou como a rede de hotéis em que trabalha atua para atingir as metas de sustentabilidade e de redução de emissão de carbono.

“Nós temos um roteiro para atingir nossos objetivos. O aspecto mais diretamente relacionado ao meu trabalho é a neutralidade de carbono. Todos os anos trabalhamos para implementar os nossos objetivos por meio de investimentos, ciência e parcerias. Isso precisa ser feito, pois sabemos o quanto o turismo será prejudicado pelas mudanças climáticas. Não temos escolha, precisamos reduzir as emissões e nos adaptar”, frisou.

Já a vice-presidente do movimento Voz dos Oceanos, Heloisa Schurmann, explicou que que velejou por mais de 40 anos, em quatro oceanos diferentes, e que, desde então, observa os impactos das mudanças climáticas.

“O que nós observamos das mudanças climáticas não está em gráficos ou em uma base de dados. Nós vimos, com nossos próprios olhos, em nossas expedições. As tempestades estão ficando mais fortes, as populações precisam estar aptas a enfrentar ciclones, furacões e tempestades. As mudanças climáticas são reais e existem pessoas vivendo nesses locais afetados. Nós precisamos nos conscientizar e ajudar as pessoas por meio do turismo regenerativo”, finalizou.

Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

AdaptAÇÃO: oficinas seguem por todo país, de olho na mudança climática

Tomaz Silva/Agência Brasil

As oficinas do Projeto AdaptAÇÃO seguem por todo o país. O objetivo é ajudar os municípios a lidarem com as mudanças do clima. Nesta semana, teve evento na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba; no Campos São Bernardo da UFABC, em São Paulo; e no Auditório do Instituto de Estudos Socioambientais, em Goiânia. O próximo encontro será nos dias 24 e 25, na Universidade de Brasília, com entrada gratuita.

O Projeto AdaptAÇÃO foi destaque na COP30, realizada em Belém (PA). com anúncio de apoio a 69 municípios – o que vai beneficiar quase 23 milhões de pessoas (leia mais sobre). Também foi lançada uma cartilha com dicas para municípios e estados enfrentarem os riscos climáticos (baixe aqui!)

Anote aí: Projeto AdatpAÇÃO na UnB

Nos dias 24 e 25 de novembro de 2025, o Observatório das Metrópoles/Núcleo Brasília realizará a Oficina Local: AdaptAÇÃO dos Instrumentos de Política Urbana. A iniciativa integra o Projeto AdaptAÇÃO, desenvolvido pelo INCT Observatório das Metrópoles em parceria com o Ministério das Cidades. As atividades ocorrerão na Universidade de Brasília (UnB).

O evento é aberto ao público, com inscrições gratuitas. Ao longo dos dois dias, a oficina busca fortalecer a Rede de Avaliação e Implementação de Instrumentos de Política Urbana na Perspectiva da Adaptação Climática (AIPUAC), reunindo experiências e saberes de diferentes setores da RIDE-DF.

Entre as participações confirmadas estão:

  • Potyra Terena, do Conselho Indígena do Distrito Federal, trazendo uma perspectiva indígena sobre território e clima;
  • Maria Fernanda Lemos (PUC-Rio), pesquisadora referência nacional em temas de adaptação urbana, justiça climática e vulnerabilidades socioambientais;
  • Representantes do Poder Público do GDF: Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Câmara Legislativa, Ministério Público, debatendo desafios da mudança climática e a aplicação de instrumentos urbanísticos para adaptação;
  • Representantes da Prefeitura de Cavalcante (GO), trazendo experiências da região da Chapada dos Veadeiros;
  • Pesquisadores da UFG e da UnB, que contribuem para a construção técnica e científica do projeto.
  • A programação contempla painéis temáticos, debates amplos, grupos de trabalho e momentos de construção coletiva.

primeiro dia será dedicado a debates amplos sobre impactos das mudanças climáticas no território brasileiro e nas cidades, abordando conflitos territoriais e o uso de instrumentos urbanísticos na adaptação climática.

segundo dia será voltado à prática: grupos de trabalho, elaboração de relatórios e construção coletiva de encaminhamentos para fortalecer ações do Projeto AdaptAÇÃO a partir da experiência da RIDE-DF.

A oficina busca consolidar um espaço de colaboração e aprendizado entre lideranças comunitárias, especialistas, instituições públicas, movimentos sociais e academia, fortalecendo estratégias integradas para enfrentar a emergência climática.

Data(s): 24 e 25 de novembro de 2025
Horário(s): 8h às 18h
Local: Campus Darcy Ribeiro / UnB
Inscrições:

CONFIRA MAIS NOTÍCIAS DA COP30.

Acesse a Central de Conteúdos do Ministério das Cidades

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: imprensa@cidades.gov.br


Fonte: Ministério das Cidades

Painel do MPA na COP30 destaca a importância das mulheres no debate sobre crise climática

No centro das discussões da COP 30 sobre gênero e clima, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) promoveu nesta quarta-feira (19) mais um painel com a temática “Mulheres das Águas: Resiliência e Adaptação na Pesca Artesanal e Aquicultura”. O encontro reuniu experiências, propostas e políticas públicas voltadas ao fortalecimento das mulheres que atuam na pesca e na aquicultura, destacando seu papel essencial na resposta às emergências climáticas.

Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, as mulheres representam metade da força de trabalho da pesca e aquicultura no mundo, mas estão entre as mais afetadas pelos impactos da crise climática. “O aquecimento das águas, a salinização dos estuários, a redução dos estoques, as enchentes, as secas e eventos extremos já alteram profundamente o cotidiano de quem vive do mar, dos rios e lagos. Por isso, o Brasil defende uma transição justa, que só é possível quando ouvimos quem cuida das águas todos os dias”, destacou o ministro.

“O MPA percorreu o Brasil realizando sete plenárias regionais e uma plenária nacional, com um propósito central: construir, de forma participativa, o primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal. Escutamos pescadoras, marisqueiras, ribeirinhas, pantaneiras, caiçaras, indígenas e quilombolas. Escutamos seus saberes das águas, que representa conhecimento vivo que orienta o modo de sobreviver, trabalhar, cuidar e preservar”, acrescentou de Paula.

A primeira-dama e enviada especial para as mulheres na COP 30, Janja Lula da Silva, relatou que é preciso ampliar políticas públicas para a saúde das mulheres pescadoras e marisqueiras. “Quando a gente fala de justiça climática, estamos também falando da saúde das mulheres, por isso temos que ter um olhar especial. Justiça climática também é falar de desigualdade e da construção das políticas públicas que podem transformar a vida das mulheres. Proteger a vida das mulheres das águas representa trazer a voz das pescadoras, marisqueiras e mulheres de diferentes territórios que tiram das águas seu sustento”, afirmou.

A secretária de Mulheres da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Costeiros e Marinhos (CONFREM), Gesiani Souza Leite , destacou que as mudanças climáticas impactam a vida das mulheres das águas de forma muito significativa. “Precisamos cada vez mais nos apropriar desse tema, com diálogo, pautando na justiça climática e no papel das mulheres. Por isso, é preciso inserir mais mulheres nas políticas públicas básicas para que diminuam os impactos das mudanças climáticas na vida das marisqueiras e pescadoras”, abordou.

O encontro contou também com a mediação da chefe de gabinete do MPA, Adriana Vilela Toledo, e das palestrantes Maya Takagi, líder do Programa Regional do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, e Chantal Line Carpentier, representante da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Mulheres das águas e dos mangues

Esse painel complementou outro diálogo que aconteceu na COP, na última segunda-feira, dia 17, realizado pela Assessoria de Participação Social e Diversidade do MPA, com o tema “Mulheres das Águas: a voz das pescadoras e aquicultoras na ação climática”.

Na ocasião, a representante da coordenação do Movimento das Marisqueiras de Sergipe, Cristiane Vieira Dias dos Santos, apresentou o Protocolo de Consulta das Águas, documento que estabelece procedimentos para garantir o direito à consulta prévia, livre e informada sobre projetos que possam afetar seus territórios. “Eu nasci no mangue. Minha mãe disse uma vez que o cheiro da lama do mangue é o nosso cheiro. Se matam o mangue, nos matam também”, refletiu.

E por falar das mulheres: O Prêmio Mulheres das Águas 2025 está com inscrições abertas para a 3ª edição. Clique aqui e faça a sua ou indique uma mulher!

Clique aqui e acompanhe a cobertura do MPA na COP 30.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Casa da Ciência reúne especialistas para discutir políticas climáticas baseadas em evidências

Foto: Diego Galba/MCTI

A tarde de terça-feira (18) foi movimentada na Casa da Ciência — espaço do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) instalado no Museu Paraense Emílio Goeldi durante a COP30 — com o debate sobre como aproximar produção científica e formulação de políticas públicas. A mesa O Papel da Ciência para as Políticas de Mudanças Climáticas reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir caminhos que permitam levar evidências para o centro das decisões. 

Moderado pelo diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do MCTI, Osvaldo Moraes, o encontro teve a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Aloisio Lopes de Melo; do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Virginia de Ângelis; do Ministério das Relações Exteriores, Pedro Ivo; e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, Christian Miziara de Andrade. Os convidados apresentaram perspectivas sobre planejamento governamental, cooperação internacional, infraestrutura de dados e gestão ambiental — contribuições que revelam a complexidade de integrar pesquisa, políticas e ação institucional em um mesmo processo. 

Segundo Moraes, compreender essa ponte é indispensável para que pesquisas saiam do papel e encontrem espaço nas decisões diárias da administração pública. “O diálogo entre quem produz conhecimento e quem toma decisões não é simples, mas é indispensável para que a ciência se torne ferramenta real de gestão. Em um cenário marcado pelo negacionismo e por desafios culturais, persistir nesse encontro é parte essencial da resposta que a sociedade espera”, explicou. 

Ao longo da discussão, o público acompanhou reflexões sobre gestão de risco, vulnerabilidades sociais e culturais, além das dificuldades práticas vividas por governos diante de múltiplas demandas. O debate destacou que a compreensão do risco climático exige olhar tanto para fenômenos naturais quanto para fatores humanos e que a negação da ciência também compõe esse conjunto de ameaças. 

Casa da Ciência   

A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério na COP30 e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Poder Judiciário funciona em regime de plantão neste feriado e final de semana (20 a 23 de novembro)

Neste feriado do Dia da Consciência Negra (20), ponto facultativo (21) e final de semana (22 e 23 de novembro), a juíza convocada Tatian3 Colombo será a plantonista para o recebimento dos feitos cíveis de urgência, como mandados de segurança. O desembargador Paulo Sérgio Carreira de Souza ficará responsável pelo recebimento dos processos criminais de urgência, como habeas corpus. Os processos urgentes de Direito Público e Coletivo serão analisados pela desembargadora Maria Aparecida Ferreira Fago. O magistrado e as magistradas contarão com assessoria do Departamento da 1ª Câmara de Direito Privado, que atende pelo número do celular do plantão: (65) 99989-5920.

Conforme a Resolução TJMT/OE Nº 11, de 14 de setembro de 2023, o plantão cível passou a ser dividido em plantão de direito público e em plantão de direito privado. Assim sendo, o plantão judiciário de 2º grau passa a ser configurado da seguinte forma: Plantão judiciário cível-privado, plantão judiciário cível-público e plantão judiciário criminal, designando desembargadores (as) segundo sua área de atuação.

O sistema de plantão só é aplicável nos feriados e finais de semana para apreciação de medidas judiciais que reclamem soluções urgentes, e após o expediente forense (19h) durante os dias de semana (até às 11h59). Sendo assim, durante o plantão devem ser seguidas as regras da Consolidação das Normas Gerais da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Mato Grosso (CNGC), aplicáveis à situação em questão.

Durante o plantão judiciário, as medidas urgentes devem ser protocolizadas via Processo Judicial Eletrônico (PJe).


Comarcas


Confira quem serão os plantonistas na comarca de Cuiabá:

Ações cíveis de Direito Privado de urgência: juiz Marcelo Sebastião Prado Moraes, do 2º Juizado Especial Cível – Gab 1, com apoio dos gestores Dayne Fátima Barbosa Couto Abaleu Leite (20 de novembro), Rodrigo Medeiros Campos (21 e 22 de novembro), Tairone Conde Costa Júnior (21 e 22 de novembro) e Flávio Márcio de Campos Gallio (22 e 23 de novembro), que atenderão pelo telefone (65) 99948-8823.

Ações cíveis de Direito Público de urgência: juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior, da 1ª Vara da Comarca de Chapada dos Guimarães, com apoio da gestora Jennyffer Fidelis Cardoso, que atenderá pelo telefone (65) 99327-8977.

Ações criminais de urgência: juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal, com apoio da gestora Maria Santana, que atenderá pelo telefone (65) 99949-0558; e juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal, com apoio do gestor Lourival Lino de Lima Filho, que atenderá pelo telefone (65) 99329-1571.

Turmas Recursais: juiz Aristeu Dias Batista Vilella, da Terceira Turma Recursal – Gabinete III, com apoio do gestor Garlison Nunes de Souza, que atenderá pelo telefone (65) 99329-7998.


Confira quem serão os plantonistas na comarca de Várzea Grande:

Ações cíveis de urgência: juiz Tiago Souza Nogueira de Abreu, da Vara Especializada da Infância e Juventude, com apoio da gestora Sâmia Caroline dos Santos Silva, que atenderá pelo telefone (65) 99202-6105.

Ações criminais de urgência: juiz Gabriel da Silveira Mattos, da 2ª Vara Criminal, com apoio da gestora Cássia Regina Pinheiro Navarros, que atenderá pelo telefone (65) 99225-1385.

Para atendimento das medidas urgentes de Saúde Pública, de competência da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso disponibilizou o telefone (65) 99202-6105 para atendimento das medidas de plantão, que se inicia a partir das 19h desta sexta-feira e vai até o início do expediente seguinte, na segunda-feira (12h).

A Resolução n.º 10/2013/TP regulamenta as matérias cabíveis de interposição durante o plantão judiciário. São elas: habeas corpus e mandados de segurança em que figurar como coator autoridade submetida à competência jurisdicional do magistrado plantonista; medida liminar em dissídio coletivo de greve; comunicações de prisão em flagrante e apreciação dos pedidos de concessão de liberdade provisória; em caso de justificada urgência, de representação da autoridade policial ou do Ministério Público visando à decretação de prisão preventiva ou temporária; pedidos de busca e apreensão de pessoas, bens ou valores, desde que objetivamente comprovada a urgência; medida cautelar, de natureza cível ou criminal, que não possa ser realizada no horário normal de expediente ou de caso em que da demora possa resultar risco de grave prejuízo ou de difícil reparação; medidas urgentes, cíveis ou criminais, da competência dos Juizados Especiais a que se referem as Leis nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001, limitadas às hipóteses acima.

Durante o plantão não serão apreciados pedidos de levantamento de importância em dinheiro ou valores, nem liberação de bens apreendidos.

As demais ações, distribuídas durante o horário de expediente no PJe, devem seguir o fluxo normal, com a regular distribuição, e as eventuais ações físicas deverão obedecer às orientações dos Diretores de Foro de cada comarca.

Conforme estabelece a Portaria Conjunta 271-Pres/CGJ, fica regulamentado o encaminhamento dos alvarás de soltura e mandados de prisão aos estabelecimentos prisionais de Cuiabá e Várzea Grande por malote digital ou e-mail institucional para o seu devido cumprimento. A medida se refere ao Provimento n.º 48/2019-CGJ para o segundo grau de jurisdição do Tribunal de Justiça estadual.

Para facilitar o acesso, o plantão pode ser conferido diretamente na página principal do Tribunal de Justiça.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Polícia Civil entrega troféus a equipes vencedoras do XIII Jogos Internos

Polícia Civil - MT

A Polícia Civil entregou, nesta quarta-feira (19.11), os troféus de premiação para as cinco equipes melhores colocadas no XIII Jogos Internos da Polícia Civil, que ocorreu entre os dias 22 de outubro e 07 de novembro, em Cuiabá.

O evento reuniu mais de 1,2 mil policiais de todo o estado, entre investigadores, escrivães e delegados, que disputaram, representando suas unidades policiais, as modalidades: futebol society, voleibol de areia, natação, xadrez, tênis de mesa, tiro em equipe, futsal, voleibol de quadra, atletismo, lançamento de dardo, ciclismo, basquetebol 3×3, tênis de quadra, bozó, truco, futevôlei e beach tênis.

“Os jogos foram uma proposta criada lá em 2010 para que o policial saísse dessa rotina de estresse, buscando uma melhora da qualidade de vida, vislumbrando não só o condicionamento físico, mas também o mental. Ajudando a manter a parte física para as operações, mas também aliviando o psicológico para suportar essa carga de estresse do dia a dia”, disse o idealizador e coordenador do evento, investigador e doutor Claudiney Farina.

A classificação geral do evento esportivo foi realizada com base na soma da pontuação das 17 modalidades disputadas. O primeiro lugar ficou com a equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com 717,5 pontos. A segunda posição ficou com a Regional de Rondonópolis, com 695 pontos.

Em terceiro lugar ficou a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com 627,5 pontos, seguida pela equipe de Nova Mutum, com 327,5. E fechando o pódio ficou a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), com 240 pontos.

“Essa atividade fez com que a equipe da GCCO ficasse mais unida. É a primeira vez que eu vejo a delegacia ‘em peso’ na torcida. Isso fez a diferença para nós. A equipe feminina totalmente unida, ganhou o primeiro lugar em várias modalidades”, comemorou a escrivã de polícia Marlise Matos, lotada na GCCO.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, parabenizou todas as equipes participantes dos Jogos Internos e falou da importância de mais uma edição dos Jogos Internos.

“Por ser a XIII edição, já mostra o quanto os jogos são importantes para a instituição e também para nós servidores. Tivemos um ano de tanto trabalho, em que nós, de maneira tão árdua e tão disciplinada, produzimos os excelentes resultados que estamos apresentando, envolvidos na nossa missão, que é investigar; mas tem uma hora que temos que parar, se encontrar, confraternizar, para retornar melhor para a nossa missão”, afirmou a delegada-geral.

Também foram entregues Certificados de Honra ao Mérito Esportivo em reconhecimento ao empenho dos policiais civis que fizeram a diferença durante os jogos.

A XIII edição dos Jogos Internos da Polícia Civil contou com os apoios do Grupo Bom Futuro, Sindepo-MT, Aprosoja, Amdepol-MT, Sindepojuc-MT, Sinpol-MT, CTPE-VG, Martinello, Puríssima, Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Locar Gestão de Resíduos, Rawal Placas, Aliança Importação e Comércio de Pneus, Bio Vida, Petroluz, Luna Manipulação e Homeopatia e Calibre Brasil, Sindmat, Poesy, AABB, Clube Monte Líbano, CT Bonifácia, Federação de Atletismo, Federação de Natação, Federação de Xadrez e Federação de Tênis de Mesa.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Polícia Civil prende 3 pessoas por tráfico de drogas em Rondonópolis

Três pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil, na tarde de terça-feira (18.11), no município de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), pelo crime de tráfico de drogas.

A ação foi realizada pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, durante investigação para apurar o sumiço de Aparecido de Arruda Garcia, ocorrido no dia 11 de novembro deste ano.

Com os suspeitos, de 48, 25 e 24 anos, os policiais civis apreenderam quinze porções de maconha, além de materiais utilizados para o comércio de entorpecentes. O trio foi preso no bairro Vila Operária.

No decorrer das diligências para esclarecer o desaparecimento de pessoa, a equipe da DHPP de Rondonópolis localizou a motocicleta Honda NXR150 Bros de cor vermelha, que estava com a vitima quando ela desapareceu.

De acordo com a delegada da DHPP de Rondonópolis, Karla Peixoto, a droga apreendida trata-se de uma supermaconha conhecida como Ice (com concentrado de cannabis de alta potência sendo produzida a partir da flor da planta que são as partes com a maior concentração de tricomas).

“O produto final é um produto com uma altíssima concentração de THC, sendo ate mais viciante e com valor maior do mercado ilícito”, destacou a delegada Karla Peixoto.

Diante do flagrante os três suspeitos foram conduzidos até a delegacia, onde foram interrogados e autuados pelo crime de tráfico de drogas. Após a confecção do autos, os presos foram colocados à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT