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Quem era a PM esposa de coronel encontrada morta dentro de casa

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A policial militar (PM) Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento em que morava, no Brás, centro de São Paulo, nessa quarta-feira (18). A agente, que havia conseguido uma promoção recentemente para o Tribunal de Justiça Militar (TJM), deixou uma filha e era apontada como uma amiga presente.

Gisele trabalhava desde os 17 anos, idade em que obteve um emprego como caixa em um supermercado, na zona leste – a policial foi criada e sempre morou na região do Jardim Romano, antes de se mudar com o marido para o centro da capital paulista.

Em entrevista ao Metrópoles, uma amiga da vítima contou que a policial sempre quis ter o próprio dinheiro e decidiu entrar para a corporação. A colega define Gisele como “centrada e determinada”.

Antes de morrer, a mulher estava feliz em poder ganhar mais e ter melhor qualidade de vida. Segundo pessoas próximas, ela “fazia o possível e o impossível” para cuidar da filha.

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Nessa quarta-feira (18), contudo, Gisele foi encontrada morta com um disparo na cabeça no imóvel onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. A arma pertence ao companheiro da vítima.

Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, disse que a filha vivia uma relação abusiva com Geraldo Neto. Na sexta-feira (13), a policial, inclusive, teria ligado para os pais chorando muito, falando que não estava mais aguentando a pressão e havia pedido para o pai buscá-la em casa.

Ainda de acordo com a mãe, Gisele era proibida de usar batom, perfume e andar de salto alto. A policial também já teria tentado se separar do tenente-coronel, atitude que gerou pânico no homem, que, segundo Marinalva, enviou para Gisele uma foto com uma arma apontada para a própria cabeça.

O pai tentou ir até o local para auxiliar a filha, mas ela teria mudado de ideia e afirmado que ainda estava conversando sobre o término. O sepultamento de Gisele aconteceu nesta sexta-feira (20) em Suzano, na Grande São Paulo.

Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso havia sido classificado como suicídio e, por isso, não divulgou informações. O marido foi ouvido e a polícia aguarda a chegada de exames e laudos periciais para determinar se houve um crime violento ou não.

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