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Governo Federal instaura processo administrativo contra apps de delivery por falta de transparência nos preços cobrados aos consumidores

Repórter MT

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (27) que vai abrir processos administrativos contra aplicativos de transporte e delivery que não cumprirem as novas regras de transparência sobre a composição dos preços cobrados dos consumidores.

A medida foi confirmada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, durante coletiva no Palácio do Planalto. Segundo ele, plataformas como Uber e iFood deverão informar claramente quanto do valor pago pelo cliente fica com a empresa, com o motorista, entregador ou estabelecimento parceiro.

A exigência está prevista na Portaria nº 61/2026, publicada em março pelo governo federal. A norma determina que aplicativos de transporte individual e entrega de mercadorias detalhem ao consumidor a divisão do valor cobrado em cada operação.

De acordo com Boulos, o objetivo é garantir mais transparência na relação entre plataformas, trabalhadores e usuários. “O consumidor precisa saber exatamente para onde está indo o dinheiro pago pelo serviço”, afirmou.

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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que 11 plataformas vêm sendo monitoradas desde a publicação da portaria. Algumas empresas já foram notificadas por não apresentarem as informações de forma clara e destacada.

Entre os dados obrigatórios, os aplicativos deverão informar:

  • valor total pago pelo consumidor;
  • percentual ou valor retido pela plataforma;
  • quantia destinada ao motorista ou entregador;
  • parcela repassada ao restaurante, loja ou estabelecimento parceiro.

Segundo o governo, a medida busca reduzir a assimetria de informações no ambiente digital e ampliar o direito de escolha do consumidor.

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