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Uma denúncia envolvendo crianças desacompanhadas em via pública levou a Polícia Militar a descobrir um possível ponto de armazenamento de drogas ligado a uma facção criminosa em Nova Mutum/MT. A ocorrência foi registrada nesta quinta-feira (7), no bairro Flor do Pequi I.
Segundo informações do 26º Batalhão da Polícia Militar, a equipe foi acionada via telefone de emergência após um morador relatar que um veículo quase atropelou uma criança na Rua das Gameleiras, cruzamento com a Rua das Açucenas. O denunciante também informou ter visto duas crianças sem a presença de adultos, situação que motivou o pedido de intervenção policial.
Durante diligências, os militares localizaram a residência das crianças, situada na Rua das Açucenas. No imóvel, a mãe dos menores, afirmou que não percebeu que os filhos haviam saído para a rua, alegando que preparava o jantar no momento do ocorrido.
Conforme o boletim de ocorrência, a mulher autorizou espontaneamente a entrada da equipe policial na residência para verificar as condições do local. Os policiais relataram que o ambiente apresentava boas condições de higiene e organização.
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No entanto, durante a vistoria, um dos militares percebeu forte odor semelhante à pasta base de cocaína vindo de um dos cômodos da casa. Questionada, a suspeita admitiu ser usuária de cocaína e, posteriormente, revelou a existência de drogas armazenadas no imóvel.
Ainda segundo a PM, foram apreendidos uma barra de substância análoga à maconha, quatro porções grandes de cocaína, uma pedra de pasta base de cocaína e uma balança de precisão.
A mulher relatou aos policiais que receberia R$ 800 mensais da facção criminosa Comando Vermelho para guardar os entorpecentes em casa. Ela também afirmou que armazenava armas de fogo utilizadas em ações criminosas da organização.
De acordo com a suspeita, as atividades ilegais começaram em dezembro do ano passado, após dificuldades financeiras.
Diante da situação, a Polícia Militar acionou uma tia das crianças, que ficou responsável pelos menores de 13, 7 e 3 anos.
A suspeita foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis. Conforme a PM, não houve necessidade do uso de algemas e ela não apresentava lesões corporais.

O caso será investigado pela Polícia Civil.



