Categoria: Agronegócio

  • Ministro Fávaro lança Programa Acredita Sebrae em Mato Grosso para fortalecer empreendedorismo

    Ministro Fávaro lança Programa Acredita Sebrae em Mato Grosso para fortalecer empreendedorismo

    Nesta sexta-feira (6), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ao lado do presidente do Sebrae, Décio Lima, lançou, em Cuiabá (MT), o Programa Acredita Sebrae. A iniciativa chega ao estado mato-grossense para facilitar o acesso ao crédito para empreendedores da região. O evento foi realizado no Espaço Ágora.

    O Programa Acredita Sebrae é destinado à ampliação de crédito para micro e pequenas empresas, com condições especiais, melhores taxas de juros e até 80% do valor do empréstimo garantido pelo Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa do Sebrae (Fampe). Além do crédito facilitado, o empreendedor conta com o acompanhamento técnico do Sebrae, fortalecendo a sustentabilidade dos pequenos negócios.

    Em seu discurso, o ministro Fávaro destacou uma frase do presidente Lula. “Ele diz que muito dinheiro concentrado na mão de poucas pessoas gera tristeza, desigualdade e enfraquece a economia. Quando há pouco dinheiro na mão de muitas pessoas, o resultado é prosperidade”, destacou.

    “E, para que a gente possa colocar mais recursos na mão das pessoas, chega então o Programa Acredita. É isso que nós estamos fazendo aqui: trazendo oportunidade para o sonho do trabalhador, que quer começar a empreender e ter a oportunidade de tirar dali a sobrevivência da sua família”, completou Fávaro.

    O presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou a importância da iniciativa. “O crédito nos permite antecipar a qualidade de vida e melhorar a nossa vida. Portanto, nós temos que entender que o crédito é importante. Mas 38% da pequena economia não acessa o crédito porque não tem garantia. O pequeno chega ao banco e não consegue oferecer garantia. O que nós, do Sebrae, estamos aqui, nesta manhã, entregando para vocês? O aval, a garantia. Vocês não precisam oferecer qualquer garantia para obter o Acredita do Sebrae”, explicou Décio.

    Desde 2024, o Sebrae já viabilizou mais de 133 mil operações de crédito que totalizaram R$ 11 bilhões em empréstimos.

    Na ocasião, também foi realizada a assinatura da parceria com o BTG Pactual como operador do Fundo Garantidor BNDES e Sebrae (FGBS). A contratação será realizada de forma 100% digital. O financiamento é destinado a microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. No total, o fundo pode alavancar mais de R$ 9,4 bilhões em crédito para o setor.

    Com taxas a partir de 1,5% ao mês, os empréstimos poderão ser pagos em até 60 parcelas. Além disso, os clientes terão carência de até 12 meses para começar a pagar o financiamento. A adesão será realizada por meio do app BTG Pactual Empresas, que possibilita a análise de crédito, a aprovação de operações automáticas e o desembolso do recurso no mesmo dia.

    Informações à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • MPA participa de Workshop da FAO sobre Aquicultura Sustentável

    MPA participa de Workshop da FAO sobre Aquicultura Sustentável

    O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, entre os dias 24 e 25 de fevereiro, do Workshop de Especialistas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre a Implementação das Diretrizes para a Aquicultura Sustentável (GSA), realizado em Roma, na Itália.

    Durante o evento, foram apresentadas ferramentas práticas para que os países possam internalizar as diretrizes voltadas ao desenvolvimento sustentável da aquicultura.

    Na ocasião, a secretária nacional de Aquicultura, Fernanda Gomes, e a coordenadora-geral de Governança e Relações Institucionais, Shayene Marzarotto, destacaram os avanços do Brasil na elaboração de planos estratégicos mensuráveis e nas orientações sustentáveis para o setor.

    “Foi muito importante a nossa vinda pra cá, pois foi possível ver que o nosso plano e nossas ações estão alinhadas ao que a FAO propõe e que o Brasil está no rumo certo” afirmou a Secretária Fernanda.

    “Foram dias de escuta e muitas trocas para melhorarmos as ferramentas de comunicação com todos os envolvidos, visando à aplicação das diretrizes para alcançar a sustentabilidade, fortalecer a governança e promover o desenvolvimento do setor”, afirmou Shayene.

    De acordo com a coordenadora, o objetivo da participação brasileira foi apresentar as iniciativas que o país vem desenvolvendo para construir uma aquicultura forte, sustentável, resiliente e adaptada às mudanças climáticas. “Mostramos que estamos alinhados com as diretrizes da FAO ao apresentarmos o Plano de Desenvolvimento da Aquicultura Sustentável”, destacou.

    O Plano

    O Plano de Desenvolvimento da Aquicultura Sustentável é um instrumento estratégico que orienta o crescimento da aquicultura de forma organizada, competitiva e ambientalmente responsável. A proposta também busca impulsionar a expansão produtiva com base na inovação tecnológica, na sustentabilidade ambiental e na inclusão social.

    Dividido em 4 grandes eixos, a saber: Sustentabilidade, Meio Ambiente e Clima; Dados, Ordenamento e Governança; Inovação, PD&I, Assistência Técnica e Sanidade; Competitividade, Mercado e Inclusão Socioprodutiva; Plano de Desenvolvimento da Aquicultura Sustentável, ele estabelece diretrizes claras, metas consistentes e ações integradas para uma visão que reconhece a aquicultura como um caminho para gerar prosperidade econômica, promover equilíbrio ambiental.

    Com diretrizes claras, metas consistentes e ações integradas, o plano estabelece uma visão estratégica que reconhece a aquicultura como um caminho para gerar prosperidade econômica, promover o equilíbrio ambiental e ampliar a segurança alimentar.

    Orientações para a Aquicultura Sustentável

    As Orientações para a Aquicultura Sustentável (GSA) são princípios e práticas pactuados entre países com o objetivo de transformar as indústrias aquícolas nacionais. A iniciativa busca construir, de forma colaborativa, um caminho para que a aquicultura contribua cada vez mais para a segurança alimentar e nutricional, para a restauração dos ecossistemas e para a redução dos impactos das mudanças climáticas.

    Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

  • No Piauí, MMA lança plano nacional com 175 ações para fortalecer o combate à desertificação pelos próximos 20 anos

    No Piauí, MMA lança plano nacional com 175 ações para fortalecer o combate à desertificação pelos próximos 20 anos

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, nesta sexta-feira (6/3), o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB Brasil). Durante a sétima edição do Governo do Brasil na Rua, em Teresina (PI), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, assinou a resolução da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) que oficializou a aprovação do plano.

    O PAB Brasil orienta ações para combater a degradação da terra e reduzir os impactos da seca, contribuindo para o enfrentamento dos efeitos da mudança do clima no Semiárido brasileiro. A estratégia reúne 38 objetivos estratégicos e 175 ações, com indicadores de monitoramento que guiarão as iniciativas do Governo do Brasil na prevenção e combate à desertificação e na recuperação de áreas degradadas em todos os biomas até 2045.

    Além de Marina Silva, participaram do ato de lançamento os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, bem como o governador do Piauí, Rafael Fonteles. 

    “A mudança do clima ocorre principalmente pela emissão de gases de efeito estufa associados ao uso de carvão, petróleo e gás, que aumentam a temperatura da Terra. No caso da desertificação, há ainda um fator duplamente nefasto: o desmatamento, que, além de liberar CO₂, remove a cobertura florestal e torna as áreas mais vulneráveis. Assim, os eventos extremos se intensificam. Por isso, o PAB atua em várias frentes. Se não protegermos as bases naturais do nosso desenvolvimento, enfrentaremos cada vez mais secas, chuvas intensas e ondas de calor”, afirmou a ministra durante o evento.

    Acesse aqui o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca

    A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, ressaltou que o plano articula diferentes políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro. “O PAB-Brasil exige atuação conjunta do governo para avançar no enfrentamento à desertificação e aos efeitos da seca. O tema envolve também segurança alimentar, acesso à terra, educação e saúde. Por isso, é resultado de uma construção coletiva e reafirma o compromisso do Governo do Brasil com os povos do Semiárido”, destacou. 

    As medidas previstas no PAB Brasil podem alcançar cerca de 39 milhões de pessoas que vivem em mais de 1,6 mil municípios inseridos em Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) e entornos, faixa que corresponde a aproximadamente 18% do território brasileiro.

    Essas áreas englobam regiões semiáridas, áridas e subúmidas secas, caracterizadas por fragilidade ambiental e degradação da terra, em razão da combinação entre baixa pluviosidade por conta dos impactos da mudança do clima e uso inadequado do solo.

    O perímetro abrange os nove estados do Nordeste, o norte de Minas Gerais, o noroeste do Espírito Santo e, pela primeira vez, municípios do nordeste do Rio de Janeiro e do noroeste do Mato Grosso do Sul. Estende-se por regiões dos biomas Caatinga, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.

    Coordenado pelo MMA, a elaboração do PAB Brasil teve início em 2024 e mobilizou mais de 1,5 mil pessoas, entre representantes da sociedade civil, instituições de ensino, iniciativa privada, bem como governos estaduais e municipais. O processo incluiu 13 seminários estaduais, e consulta pública na plataforma Participa + Brasil. As contribuições foram pactuadas no âmbito da CNCD.

    “Esperamos que as medidas previstas no PAB, que vão desde pesquisa, educação ambiental e assistência técnica até a pactuação de práticas de produção sustentável com setores como o agro, a mineração e a energia, permitam conciliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. O plano reúne ações de 48 ministérios e órgãos do governo e será implementado em parceria com a sociedade civil, governos subnacionais e iniciativa privada. Também é fundamental que haja sensibilidade do Congresso Nacional na destinação de recursos para viabilizar essas ações”, disse o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Alexandre Pires.

    Entre as principais entregas do PAB Brasil, estão a implementação das Metas Voluntárias para a Neutralidade da Degradação da Terra (LDN), a criação do Sistema de Alerta Precoce de Desertificação e Seca (SAP) e a execução do Programa Recaatingar, com meta de restaurar 10 milhões de hectares na Caatinga. 

    A iniciativa está estruturada em cinco eixos temáticos: gestão sustentável para neutralidade da degradação da terra; adaptação à mudança do clima e mitigação dos efeitos da seca; pesquisa, inovação e gestão da informação; melhoria das condições de vida da população afetada; e governança e fortalecimento institucional.

    O documento também apresenta um panorama atualizado sobre a desertificação no país. Pela primeira vez, foram identificadas no Pantanal e na Mata Atlântica áreas de clima subúmido seco, além da expansão das áreas no Cerrado, dado que, segundo o plano, pode refletir os efeitos da mudança do clima em curso, com alterações nos padrões de precipitação e temperatura e intensificação do processo de aridificação.

    Confira as principais entregas previstas pelo PAB Brasil:

    • Construção do Sistema de Alerta Precoce de desertificação e Seca (SAP);

    • Acompanhamento e apoio da implementação das ações dos Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDs) dos biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal) para contribuir com a Neutralidade da Degradação da Terra;

    • Definição e acompanhamento das Metas Brasileiras para o Marco Estratégico 2018/2030 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês) para Neutralidade da Degradação da Terra (LDN);

    • Apoio para a criação de Unidades de Conservação;

    • Implementação de projetos de recuperação socioambiental dos Núcleos de Desertificação identificados e outras áreas degradadas pela mineração, salinização, alcalinização, sobrepastoreio, agricultura intensiva, dentre outros;

    • Implementação de projetos de recuperação socioambiental nos municípios identificados com clima árido, a partir de estudo técnico-científico;

    • Apoio técnico e financeiro aos estados que integram o Semiárido (nove estados do Nordeste, mais Minas Gerais e Espírito Santo) para elaboração dos Planos Estaduais de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca;

    • Promoção da conectividade da paisagem a partir da recuperação da vegetação nativa, de soluções baseadas na natureza, de áreas verdes e da arborização urbana, de forma integrada ao Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR) e ao Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU);

    • Realização de cursos de formação para mil extensionistas rurais, agricultores familiares, indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais em mudança do clima e agroecologia;

    • Identificação e publicação de plataforma digital com tecnologias voltadas ao acesso à água e ao esgotamento sanitário, com valorização de alternativas adaptativas já desenvolvidas pelas populações locais;

    • Apoio e acompanhamento da regularização ambiental de todos os imóveis rurais em territórios de povos e comunidades sociais e da agricultura familiar;

    • Construção de estratégia para o monitoramento integrado da contaminação por agrotóxicos em matrizes ambientais, alimentos e populações expostas;

    • Construção e implementação de pacto da restauração de terras degradadas no Semiárido com o setor privado da mineração, agropecuário e de energias.

    Governo do Brasil na Rua

    Essa é a sétima edição do Governo do Brasil na Rua, que segue com os atendimentos à população piauiense até este sábado (7/3). O programa já passou por Brasília, na comunidade do Sol Nascente, em Ceilândia; Heliópolis, em São Paulo, e, na sequência, em Macapá (AP), Campo Grande (MS), Goiânia (GO) e Vitória (ES). Por meio do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), o MMA também levou a Teresina serviços de microchipagem, vacinação e registro de cães e gatos. 

    O Governo do Brasil na Rua é uma iniciativa interministerial sob coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR). Entre os serviços oferecidos na ação estão perícias e orientações previdenciárias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), programas de crédito para microempreendedores, inclusão digital e atendimento da Caixa Econômica Federal com orientações sobre os programas Minha Casa, Minha Vida e Reforma Casa Brasil. 

    Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA 
    imprensa@mma.gov.br 
    (61) 2028-1227/1051 
    Acesse o Flickr do MMA 
     

    Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

  • Liliane Santos da Silva vence na categoria Pesca Amadora ou Esportiva

    Liliane Santos da Silva vence na categoria Pesca Amadora ou Esportiva

     Nesta semana, estamos apresentando as 11 vencedoras do Mulheres das Águas, prêmio que reconhece histórias inspiradoras na pesca e na aquicultura. Hoje, apresentamos Liliane Santos da Silva, ganhadora na categoria Pesca Amadora ou Esportiva. 

    Ao longo de sua trajetória, Liliane construiu uma relação profunda com as águas como espaço de identidade, lazer, aprendizagem e autonomia. Desde jovem, aprendeu com familiares e com outras mulheres do território a importância da pesca amadora como prática tradicional, de convivência com o rio e de respeito ao ciclo natural dos peixes. 

     Com o tempo, ela transformou esse conhecimento em ação coletiva, tornando-se referência entre pescadoras amadoras da região e incentivando outras mulheres a ocuparem um espaço historicamente dominado por homens. Segundo Liliane, a pesca amadora nunca foi apenas lazer. 

    “É um espaço de autonomia, cura, memória e resistência. Em um território onde as mulheres historicamente tiveram sua presença invisibilizada nas práticas ligadas ao rio, escolhi ocupar esse espaço com responsabilidade e, principalmente, abrir caminhos para que outras mulheres também se reconheçam como parte essencial das águas”, ressaltou. 

    Pescadora adota práticas sustentáveis no dia a dia da pesca esportiva.
    Pescadora adota práticas sustentáveis no dia a dia da pesca esportiva.

     Exemplo para as mulheres 

    Liliane realiza um trabalho contínuo com oficinas e rodas de conversa sobre pesca responsável, práticas sustentáveis e o papel das mulheres nas águas. Nessas atividades, compartilha conhecimentos recebidos da família — como leitura do rio, técnicas básicas, cuidado com o peixe, captura responsável e respeito ao defeso — com jovens, meninas e mulheres que desejam aprender ou aprimorar sua autonomia na pesca amadora. 

    “Esses encontros têm sido espaços seguros de fala, escuta e fortalecimento emocional, permitindo que mais mulheres se sintam confiantes para ocupar o rio, um ambiente historicamente marcado pela presença masculina”, afirmou. 

    Além disso, ela mobilizou pescadoras de diferentes idades para a criação de um grupo local de fortalecimento feminino na pesca esportiva. Nesse espaço, promove trocas de saberes, oficinas de primeiros passos na pesca para meninas e mulheres iniciantes, momentos de lazer seguro nas margens e igarapés, bem como rodas de conversa sobre autoestima, direitos e liderança. 

     Liliane também desenvolve atividades informais de orientação para meninas e adolescentes, incentivando o protagonismo feminino na relação com o rio. Segundo ela, muitas jovens que antes tinham receio de participar de pescarias hoje se sentem parte dos grupos, compreendem as regras de manejo, manuseiam os equipamentos com autonomia e se expressam com mais segurança sobre suas experiências. “Esse fortalecimento feminino é um dos impactos mais significativos do meu trabalho.” 

    A pescadora reafirma diariamente que as águas também são território das mulheres. Sua trajetória mostra que a pesca amadora, quando guiada por respeito, cuidado e coletividade, transforma vidas e abre caminhos para que outras mulheres se sintam pertencentes, capazes e livres. 

     “Com o tempo, minha atuação passou a inspirar outras mulheres da região, e hoje temos um número crescente de pescadoras amadoras na comunidade. Essa mudança representa uma conquista coletiva: mulheres ocupando o território das águas com respeito, liberdade, lazer e consciência ambiental”, destacou. 

    Ela acredita que sua maior conquista é ver mulheres que antes apenas acompanhavam suas famílias agora conduzindo suas próprias pescarias, ensinando outras meninas, cuidando do rio e se reconhecendo como parte essencial desse território. 

    “A pesca amadora, para mim, é mais que lazer: é um caminho de autonomia, de memória familiar e de proteção das águas que sustentam nossa vida na Terra do Meio. Minha história representa a resistência das mulheres ribeirinhas, seu vínculo espiritual com as águas e sua capacidade de multiplicar saberes com generosidade e coragem”, reforçou. 

    “Ganhar o Prêmio Mulheres das Águas significa valorizar não só minha trajetória individual, mas também a força das mulheres da Comunidade Triunfo e de todo o Rio Iriri. É uma forma de mostrar ao Brasil que as mulheres da floresta têm papel fundamental no cuidado com as águas, na transmissão de saberes e na construção de um futuro sustentável. Esse prêmio representa uma luta coletiva: a luta das mulheres que se reconhecem nas águas, que protegem o que é vivo e que transformam seu território com pequenas ações que geram grandes impactos.” 

    Liliane em uma de suas oficinas para mulheres.
    Liliane em uma de suas oficinas para mulheres.

    Pesca sustentável 

    Liliane também se preocupa com a sustentabilidade na pesca amadora e esportiva. Ela realiza a prática com foco no manejo responsável, respeitando períodos de defeso, tamanhos mínimos e técnicas de captura e soltura. 

    Participa de oficinas e rodas de conversa sobre preservação das espécies e conservação dos ambientes aquáticos, contribuindo para o fortalecimento da consciência ecológica entre jovens e adultos. 

    Ela também atua em ações comunitárias, organizando mutirões de limpeza das margens dos rios, planejando pequenas expedições de pesca consciente e articulando parcerias com coletivos, associações e escolas locais para promover atividades educativas sobre conservação dos recursos hídricos. 

    Além disso, realiza com frequência ações de cuidado das margens do Rio Iriri, mobilizando moradores, especialmente jovens, para recolher resíduos, conscientizar sobre o descarte correto e refletir sobre o impacto da poluição nos peixes, nas famílias e na qualidade da água. 

    Essas ações têm gerado mudanças visíveis, como a redução do lixo em áreas usadas para lazer e pesca, além de maior envolvimento comunitário no cuidado ambiental. 

    Outro impacto importante é a sensibilização de famílias inteiras sobre práticas sustentáveis. Ao envolver crianças, jovens e mães nas oficinas e nos mutirões, Liliane contribui para que a Comunidade Triunfo fortaleça uma cultura de cuidado com o Iriri e de valorização da pesca não comercial como espaço de convivência, saúde mental e fortalecimento de vínculos. 

    “Minha trajetória como pescadora amadora na Comunidade Triunfo, às margens do Rio Iriri, nasceu das mãos e dos ensinamentos da minha família. Cresci acompanhando o movimento das águas, aprendendo desde cedo o respeito pelo tempo do rio, pelos ciclos dos peixes e pela importância de cuidar da natureza que sustenta nossa vida. O que começou como tradição familiar tornou-se, ao longo dos anos, uma atuação consciente, educativa e de fortalecimento das mulheres do território”, concluiu Liliane. 

    Sobre o Mulheres das Águas – O prêmio foi criado em 2023 para reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na pesca e aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e, principalmente, o empoderamento das mulheres que vivem das águas. Esta edição será realizada no dia 18 de março, no Teatro Nacional, em Brasília. 

    Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

  • União Europeia aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil

    União Europeia aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil

    Entre os dias 4 e 5 de março, foi realizado, em Brasília, o Mecanismo Sanitário e Fitossanitário (SPS) entre Brasil e União Europeia. Na reunião, foi aprovado o mecanismo de pré-listing para estabelecimentos brasileiros de gelatina e colágeno.

    Na prática, o pré-listing simplifica o processo de autorização para exportação desses produtos ao bloco europeu. Utilizados em segmentos como alimentos, medicamentos e cosméticos, a gelatina e o colágeno passam a contar com um caminho mais direto para acessar o mercado europeu. A aprovação do pré-listing reforça a confiança da União Europeia nos controles sanitários adotados pelo Brasil nessa área.

    Participaram, pelo lado europeu, representantes da DG Santé e da DG Trade, áreas da Comissão Europeia responsáveis, respectivamente, por saúde e segurança dos alimentos e por comércio. Pelo lado brasileiro, estiveram presentes representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    O encontro faz parte do diálogo técnico mantido entre Brasil e União Europeia para tratar das regras sanitárias e fitossanitárias que envolvem o comércio de produtos agropecuários.

    Vale destacar que o avanço ocorre em um momento de maior aproximação entre Mercosul e União Europeia, com a assinatura do acordo após 26 anos de negociações.

    Informação à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Mapa recebe representantes do Caribe e do IICA para alinhamento de cooperação internacional

    Mapa recebe representantes do Caribe e do IICA para alinhamento de cooperação internacional

    O secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, reuniu-se nesta quinta-feira (5), em Brasília, com ministros e representantes de países do Caribe e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

    O encontro ocorreu na mesma semana da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39) e teve como objetivo explorar oportunidades de cooperação, identificar sinergias e apresentar iniciativas estratégicas do Mapa com potencial de diálogo e parceria com os países participantes.

    Durante sua fala, o secretário Cleber Soares destacou a importância da aproximação do Brasil com a região, por meio do IICA, e ressaltou o papel da Embrapa no desenvolvimento tecnológico do agro brasileiro. Soares também apresentou as cinco secretarias do ministério, com o objetivo de compartilhar iniciativas conduzidas pelo Mapa e abrir espaço para ouvir dos ministros as demandas e oportunidades capazes de ampliar e aprimorar o relacionamento do Brasil com os países representados.

    O diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim, deu as boas-vindas a todos e destacou a importância dos países que compõem a Comunidade do Caribe (Caricom). Ele ressaltou que também participam da reunião países que não fazem parte do bloco, mas que são parceiros, como o México. Assim como o secretário Cleber, afirmou ser fundamental para o IICA a união desses países, que juntos possuem uma agricultura relevante.

    “A reaproximação com o Brasil será muito positiva e pode ajudar a alavancar as agriculturas de cada nação, contribuindo para a segurança alimentar global. São países que enfrentam desafios climáticos e outros problemas e que, em conjunto, podem superar essas dificuldades com mais facilidade”, pontuou Ibrahim.

    Durante a reunião, o secretário anunciou a criação do Hub de Inovação e Agricultura Sustentável das Américas na Guiana, para captar as demandas apresentadas pelos ministros e aprimorar o relacionamento com todo o Caribe. O tema foi alinhado entre Mapa, MRE, ABC, Embrapa e IICA, com tratativas iniciadas para a concretização do Hub.

    “A nossa perspectiva, nos próximos dias, é avançar no estabelecimento de um marco referencial para que, muito em breve, o Itamaraty, junto com o IICA, ABC e Embrapa, liderem o processo de criação do hub. O Brasil vai levar tecnologia, know-how e expertise para compartilhar com nossos irmãos do Caribe”, enfatizou Soares.

    Cleber também ressaltou que o Brasil tem potencial para apoiar esses países que necessitam de cooperação. Como potência em agricultura tropical, o país dispõe de tecnologia, inovação e produtores capacitados para contribuir com o fortalecimento da agricultura e da pecuária.

    COOPERAÇÃO

    No encontro, representantes do Ministério da Agricultura explicaram o papel de cada secretaria da pasta e sua importância para o trabalho desenvolvido no Brasil em prol da agropecuária.

    Marcelo Fiadeiro, secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), destacou políticas de sustentabilidade, como o Programa Caminho Verde Brasil, o Plano ABC+ e o Solo Vivo. Já o secretário adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz, explicou as políticas de crédito rural, apoio à comercialização e o seguro rural.

    A diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, falou sobre o papel da Secretaria de Defesa Agropecuária, que atua nos controles e na fiscalização e é responsável por assegurar a credibilidade sanitária que sustenta as certificações dos produtos do Brasil nos mercados internacionais.

    Por fim, o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Augusto Billi, detalhou as responsabilidades de sua área, que envolvem abertura de mercados, relações comerciais e exportações de produtos do agro. Billi evidenciou, ainda, que o primeiro carregamento de carne bovina brasileira chega nesta semana a São Vicente e Granadinas, começando a abastecer as prateleiras locais, um resultado concreto do fortalecimento da relação comercial bilateral.“Além disso, estão sendo colhidas hortaliças e vegetais provenientes das sementes doadas pelo Brasil na missão do ano passado, o que é uma importante evidência do impacto direto e estruturante da nossa cooperação em segurança alimentar. Isso mostra o potencial concreto da presença e do apoio brasileiro ao Caribe”, disse.

    DEMANDAS CARIBEÑAS

    Os ministros discutiram estratégias para tornar a agricultura mais atrativa para as novas gerações, destacando o potencial de tecnologias como drones e agricultura de precisão para modernizar o setor e reduzir a migração de jovens das áreas rurais para as cidades. Também foi enfatizada a necessidade de ampliar programas de formação e educação superior voltados à agricultura.

    Durante o debate, foram mencionados desafios práticos enfrentados pelos agricultores, como os impactos das mudanças do clima, a vulnerabilidade das ilhas ao aquecimento global, além de problemas de manejo pós-colheita que afetam a qualidade e a vida útil dos produtos. Outro ponto central foi a importância de garantir mercados estáveis e confiáveis para estimular a produção agrícola.

    Os participantes também discutiram problemas de segurança no campo, em particular o roubo de colheitas, considerado um desafio relevante em alguns países do Caribe. Como possíveis respostas, foram mencionadas a adoção de tecnologias de monitoramento e a criação de unidades policiais especializadas em segurança agrícola.

    Alguns países compartilharam experiências e desafios específicos. Representantes de São Cristóvão e Névis relataram prejuízos causados por animais que invadem plantações, enquanto representantes do Haiti destacaram a gravidade da insegurança alimentar no país, onde mais da metade da população enfrenta dificuldades de acesso a alimentos. Todos enfatizaram o interesse em fortalecer a cooperação regional para enfrentar desafios ligados à segurança alimentar.

    A reunião também reforçou a importância da cooperação entre países e organismos internacionais, com destaque para o papel do IICA na promoção de iniciativas de desenvolvimento agrícola na região. De modo geral, a experiência brasileira foi apresentada como referência para países tropicais.

    Ao final, destacou-se que o fortalecimento da agricultura na região depende da combinação de inovação tecnológica, acesso a mercados, segurança no campo e cooperação internacional, especialmente no desenvolvimento de soluções adaptadas às condições da agricultura tropical.

    Do lado caribenho, estiveram presentes o ministro da Agricultura, Segurança Alimentar e Novas Indústrias de Crescimento de Belize, Rodwell Ferguson; o ministro da Agricultura, Pesca e Economia Azul e Verde de Dominica, Roland Royer; o ministro da Agricultura da República Dominicana, Francisco Espaillat Bencosme; o secretário permanente do Ministério da Agricultura, Pesca e Assuntos de Antígua e Barbuda, Walter Christopher; o ministro da Agricultura, Silvicultura e Transformação Rural de São Vicente e Granadinas, Israel Bruce; e o representante da Coordenação Nacional de Segurança Alimentar (CNSA) do Haiti, Harmel Cazeau.

    Também estiveram presentes na reunião o representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado; o representante do IICA na Argentina, Fernando Camargo; o diretor de Projetos do IICA, Fernando Schwanke; o assessor do IICA para a região do Mercosul, Caio Rocha; e o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Luiz Eduardo Rangel.

    Informações à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Queda nos preços das commodities deve reduzir faturamento do agronegócio em 4,6% em 2026

    Queda nos preços das commodities deve reduzir faturamento do agronegócio em 4,6% em 2026

    A agropecuária brasileira deve registrar leve retração no faturamento em 2026, mesmo com perspectiva de produção elevada em várias cadeias produtivas. Projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indica que o Valor Bruto da Produção agropecuária (VBP) pode recuar 4,6% neste ano, somando cerca de R$ 1,403 trilhão.

    A projeção de queda no faturamento do campo em 2026 não indica necessariamente enfraquecimento da produção agrícola, mas sim uma mudança de ciclo nos preços das commodities. O indicador representa o faturamento bruto gerado dentro das propriedades rurais e é calculado com base no volume produzido e nos preços recebidos pelos produtores. A queda prevista, segundo a entidade, está associada principalmente à redução dos preços médios das commodities em comparação com os níveis registrados em 2025.

    Pelos cálculos da CNA, a agricultura deve responder por R$ 926,9 bilhões do total projetado, retração de 4,5% em relação ao ano passado. Já a pecuária deve alcançar faturamento de R$ 476,3 bilhões, queda de 4,7%. Ainda assim, algumas cadeias tendem a apresentar desempenho positivo.

    A soja, principal produto agrícola do país, deve registrar leve avanço de 0,6% no VBP, enquanto o café pode crescer 18,4%, impulsionado por expectativa de maior produção. No segmento pecuário, a carne bovina é a única com projeção de alta no faturamento, estimada em 3,7%, enquanto os demais produtos devem sofrer impacto maior da queda de preços.

    O movimento reflete, em grande medida, a acomodação das cotações internacionais após um período de forte valorização das commodities agrícolas e pecuárias entre 2021 e 2024. Com a recomposição da oferta global e a recuperação de safras em diferentes regiões produtoras, os preços tendem a se estabilizar em patamares mais baixos. Isso reduz a receita por tonelada ou por arroba vendida dentro da porteira, mesmo em cenários de produção elevada.

    Na prática, o cenário projetado para 2026 reflete a normalização de preços após um período de forte valorização internacional das commodities agrícolas e pecuárias entre 2021 e 2024. Naquele intervalo, fatores como restrições de oferta global, conflitos geopolíticos e custos elevados de energia pressionaram os preços de alimentos. Com a recomposição da oferta mundial e a recuperação de safras em diversos países, os preços tendem a se acomodar. Para o produtor rural, isso significa menor receita por tonelada ou por arroba vendida; para o consumidor, porém, o movimento costuma ter efeito oposto, contribuindo para aliviar a inflação de alimentos.

    Esse ajuste de preços também tem efeitos macroeconômicos relevantes. Alimentos possuem peso significativo na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país. Assim, a queda ou a desaceleração dos preços agrícolas tende a aliviar a pressão inflacionária, beneficiando os consumidores e contribuindo para um ambiente econômico mais estável.

    Especialistas avaliam que o cenário projetado para 2026 indica uma transição de ciclo no agronegócio brasileiro. Após anos de forte valorização das commodities, o setor entra em um período de maior equilíbrio entre oferta e demanda global. Nesse contexto, produtividade, eficiência produtiva e gestão de custos devem ganhar ainda mais relevância para sustentar a rentabilidade nas propriedades rurais.

    Fonte: Pensar Agro

  • Exportações de carne suína do Brasil cresceram em fevereiro

    Exportações de carne suína do Brasil cresceram em fevereiro

    Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que as exportações brasileiras de carne suína mantiveram trajetória de crescimento em fevereiro, impulsionadas sobretudo pela ampliação das compras em mercados asiáticos. Os embarques somaram 122,1 mil toneladas no mês, alta de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume exportado foi de 114,4 mil toneladas. A receita também avançou, atingindo US$ 284,1 milhões — aumento de 4,1% na comparação anual.

    No acumulado do primeiro bimestre, o desempenho do setor segue positivo. Entre janeiro e fevereiro, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 8,1% frente às 220,5 mil toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado. Em valores, a receita alcançou US$ 554,4 milhões, expansão de 8,5% sobre os US$ 510,9 milhões obtidos no início de 2025, indicando manutenção da demanda internacional pela proteína brasileira.

    A expansão das vendas externas foi puxada principalmente pelas compras das Filipinas, que consolidaram a posição de principal destino da carne suína do Brasil. O país asiático importou 40,9 mil toneladas em fevereiro, salto de 77,4% na comparação anual. Japão e China aparecem na sequência entre os maiores compradores, enquanto mercados como Chile e Hong Kong também figuram entre os principais destinos. Em contraste, os embarques para a China registraram retração relevante no período, refletindo ajustes no ritmo de importações do gigante asiático.

    Segundo avaliação da Associação Brasileira de Proteína Animal, o avanço em diferentes mercados indica um movimento de diversificação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de poucos destinos e ampliando a segurança comercial do setor. A entidade também destaca que fatores como o status sanitário do rebanho brasileiro, a capacidade de produção em larga escala e a competitividade logística têm reforçado a posição do país no comércio global da proteína.

    Entre os estados exportadores, Santa Catarina permanece na liderança dos embarques, com 57 mil toneladas enviadas ao exterior em fevereiro, embora com recuo de 7,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 29,7 mil toneladas e crescimento de 24,1%, e Paraná, que exportou 20,6 mil toneladas, avanço de 15,3%. Também registraram expansão Mato Grosso, com 3,9 mil toneladas embarcadas, e Minas Gerais, com 3,1 mil toneladas, refletindo a ampliação da presença de diferentes regiões brasileiras no comércio internacional da carne suína.

    Fonte: Pensar Agro

  • Produtividade impulsiona safra e reforça protagonismo no agro brasileiro

    Produtividade impulsiona safra e reforça protagonismo no agro brasileiro

    A expansão da agropecuária brasileira em 2025 teve reflexos diretos no desempenho de estados com forte presença agrícola, entre eles Minas Gerais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor foi o principal vetor de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional no ano, com avanço de 11,7%. No estado mineiro, o movimento foi acompanhado por aumento da produção e, sobretudo, por ganhos relevantes de produtividade nas principais culturas.

    Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais alcançou produção de 18,4 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 15,1% em relação ao ciclo anterior. O resultado coloca o estado entre os maiores produtores do país — embora ainda distante de gigantes agrícolas como Mato Grosso e Paraná — e evidencia um avanço sustentado mais por eficiência do que por expansão territorial. A área plantada cresceu apenas 0,9%, enquanto a produtividade média avançou 14,1%.

    Entre as culturas que mais contribuíram para o desempenho mineiro estão soja, sorgo e algodão. A produção de soja atingiu cerca de 9,19 milhões de toneladas, com alta próxima de 20%, enquanto o sorgo registrou crescimento expressivo, superando 1,4 milhão de toneladas. O algodão também avançou de forma significativa, refletindo investimentos em tecnologia, manejo e adaptação de variedades ao clima do Cerrado mineiro.

    O desempenho reforça a posição de Minas Gerais como um polo agrícola diversificado dentro do cenário nacional. Diferentemente de estados do Centro-Oeste, cuja produção é fortemente concentrada em grandes volumes de soja e milho, a agropecuária mineira combina grãos, pecuária, café e fruticultura. Essa estrutura produtiva mais variada tem permitido ao estado ampliar presença em diferentes mercados e sustentar crescimento mesmo diante de oscilações climáticas ou de preços internacionais.

    Fonte: Pensar Agro

  • Pragas avançam sobre a safrinha e pressionam lavouras no Cerrado

    Pragas avançam sobre a safrinha e pressionam lavouras no Cerrado

    Responsável por cerca de 75% da produção nacional de milho, a segunda safra — conhecida como safrinha — enfrenta neste ciclo um novo desafio fitossanitário no Cerrado brasileiro: o avanço de lagartas nas lavouras. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que a maior parte da produção do cereal se concentra em Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Em várias dessas regiões, produtores relatam aumento da pressão de pragas, maior número de aplicações de inseticidas e sinais de perda de eficiência de tecnologias Bt em determinados híbridos.

    A principal ameaça continua sendo a Spodoptera frugiperda, conhecida como lagarta-do-cartucho. A praga ataca principalmente as folhas jovens da planta, podendo destruir o cartucho e provocar o chamado “coração morto”, quando o ponto de crescimento do milho é comprometido. Em infestações severas, as perdas podem chegar a 60% da produtividade, segundo estudos da Embrapa.

    Além dela, outras espécies ampliam o risco nas lavouras. O chamado complexo de lagartas inclui diferentes espécies do gênero Spodoptera, além da Helicoverpa armigera, que voltou a ser observada com maior frequência em áreas produtoras. Também preocupa técnicos a presença da Elasmopalpus lignosellus, conhecida como lagarta-elasmo, favorecida por condições de clima quente e seco e capaz de atacar a base da planta, comprometendo o desenvolvimento inicial do milho.

    Parte da pressão atual está associada ao aumento da seleção de populações resistentes. Mesmo híbridos com tecnologia Bt — baseada em proteínas da bactéria Bacillus thuringiensis — têm apresentado desempenho irregular em algumas áreas quando práticas de manejo de resistência não são seguidas de forma rigorosa. Em determinadas regiões do Cerrado, produtores relatam a necessidade de seis a sete aplicações de inseticidas para conter os ataques.

    O quadro é agravado por fatores climáticos e agronômicos. Temperaturas elevadas aceleram o ciclo biológico das pragas, enquanto a chamada “ponte verde” — presença de plantas hospedeiras entre a colheita da soja e o estabelecimento do milho — facilita a migração precoce das lagartas para a safrinha.

    Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do Manejo Integrado de Pragas e das estratégias de Manejo de Resistência de Insetos. Monitoramento frequente das lavouras, controle precoce das infestações e rotação de mecanismos de ação dos inseticidas estão entre as principais recomendações para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis e evitar perdas expressivas de produtividade.

    Fonte: Pensar Agro

  • Em Mato Grosso, ministro Fávaro destaca parceria entre Mapa e Sebrae para fortalecer pequenos negócios do agro

    Em Mato Grosso, ministro Fávaro destaca parceria entre Mapa e Sebrae para fortalecer pequenos negócios do agro

    Durante a cerimônia de premiação do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe 2025), realizada nesta quinta-feira (5) em Cuiabá (MT), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância do apoio às micro e pequenas empresas e o papel da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no fortalecimento da agroindústria e da produção rural.

    Segundo o ministro, iniciativas como a abertura de mercados e a robustez da defesa sanitária têm contribuído para que pequenos produtores ampliem seus negócios e alcancem novos consumidores. Nesse contexto, Fávaro ressaltou o avanço do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), que permite a comercialização de produtos em todo o território nacional.

    “Não faz sentido um pequeno produtor de Várzea Grande produzir um queijo e não poder vender em Cuiabá, sendo que apenas um rio separa as duas cidades. O Sisbi garante a inspeção, a qualidade do alimento e, com isso, a possibilidade de comercialização em todo o país”, explicou o ministro.

    Fávaro também lembrou que, desde a criação do sistema pouco mais de 300 municípios haviam aderido ao modelo. De acordo com ele, com o esforço recente do Mapa e a parceria com o Sebrae para apoiar os municípios, o número está se ampliando rapidamente.

    “Com dedicação, trabalho e parceria, estamos chegando a quase 1.700 municípios brasileiros com Sisbi, nesta gestão do presidente Lula. Isso transforma a vida da pequena propriedade. O produtor ganha escala, agrega valor ao seu produto e amplia suas oportunidades de comercialização”, destacou.

    O presidente do Sebrae, Décio Lima, também ressaltou a importância da atuação conjunta para ampliar oportunidades aos pequenos negócios e fortalecer a inserção do Brasil em uma economia cada vez mais globalizada.

    “Estamos aqui com o ministro Fávaro, que nos possibilitou alcançar 93 milhões de negócios com esse modelo de economia globalizada, impulsionado também pela abertura de mais de 540 novos mercados para o agro brasileiro”, afirmou.

    AGENDA

    Durante a agenda em Mato Grosso, Fávaro visitou empreendimentos beneficiados pelo programa Acredita Sebrae. O ministro esteve em uma sorveteria em Várzea Grande, em uma academia no bairro Morada da Serra e à Cooperativa Alternativa de Catadores, Reciclagem e Preservação do Meio Ambiente de Mato Grosso (Coorepa) no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

    Informação à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Mapa intensifica fiscalização da aviação agrícola e do uso de agrotóxicos no Maranhão

    Mapa intensifica fiscalização da aviação agrícola e do uso de agrotóxicos no Maranhão

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, entre os dias 2 e 5 de março, uma operação de fiscalização voltada à aviação agrícola e ao uso de agrotóxicos no Maranhão. A ação ocorreu em 19 municípios e contou com o apoio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED-MA).

    A iniciativa teve como foco verificar a regularidade de propriedades rurais e de operadores aeroagrícolas, especialmente quanto à obrigatoriedade de registro junto ao Mapa e ao cumprimento das normas que disciplinam a aplicação aérea de agrotóxicos.

    Segundo a chefe da Divisão de Aviação Agrícola do Mapa, Uéllen Duarte, a força-tarefa concentrou esforços na identificação de operadores de drones sem registro no Ministério, além do atendimento a denúncias sobre possíveis irregularidades praticadas por esses operadores.

    Além das ações em campo, a programação incluiu reuniões com entidades representativas de produtores e comunidades rurais, com o objetivo de prestar esclarecimentos e reforçar orientações sobre as exigências legais aplicáveis à atividade.

    Como resultado das ações, foram lavrados pelo Mapa 33 Termos de Fiscalização, 26 Intimações e 6 Autos de Infração. Em decorrência das intimações, o número de Autos de Infração poderá aumentar. Os responsáveis poderão responder a penalidades administrativas previstas na Lei nº 14.515/2022, incluindo multas que podem chegar a até 150 mil reais.

    A operação mobilizou sete auditores fiscais federais agropecuários e três técnicos do Mapa, de diferentes unidades da Federação, além de diversos fiscais da AGED-MA.

    A fiscalização da aviação agrícola integra as ações permanentes do Mapa para assegurar o uso regular de insumos agropecuários e a conformidade das operações no campo.

    Para mais informações sobre a legislação e orientações relativas à aviação agrícola, acesse: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/insumos-agropecuarios/aviacao-agricola

    Informação à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • MPA e MCTI divulgam oferta de 700 bolsas de pesquisa para jovens da pesca artesanal

    MPA e MCTI divulgam oferta de 700 bolsas de pesquisa para jovens da pesca artesanal

    O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), realizou o anúncio da chamada pública que vai ampliar mais 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para o Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, nesta quinta-feira (5).

    A iniciativa é voltada a estudantes do ensino médio pertencentes a comunidades da pesca artesanal em todo o país e está com as inscrições abertas até o dia 17 de março de 2026. A chamada conta com financiamento de R$ 2,5 milhões do MPA e com a experiência do CNPq no fomento à pesquisa científica, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

    A proposta busca despertar a vocação científica entre jovens e incentivar talentos de estudantes filhos, netos ou dependentes de pescadores e pescadoras artesanais com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo. As bolsas terão o valor de R$ 300 mensais, pelo período de 12 meses, com início previsto para maio de 2026.

    Jovens pesquisadores em ação

    A bolsista do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Fernanda de Oliveira, agradeceu a oportunidade de participar do projeto em sua escola, no município de Porto Velho, em Rondônia. “Estar aqui representando meu Estado e minha escola é uma grande responsabilidade para mim. Isso significa o resultado de muito esforço e dedicação. Tudo o que venho aprendendo ao longo do tempo irá contribuir muito para o meu futuro. Como jovem cientista, eu me sinto parte de algo maior e percebi que a ciência não está tão longe de nossa realidade. Nosso interesse é melhorar o lugar de onde vivemos”, apresentou.

    O ministro da Pesca e Aquicultura, André Paula, destacou que a política pública que o MPA realiza tem cor e alma, e representa os pescadores e pescadoras, as juventudes e estudantes filhos dos trabalhadores das águas. “O Jovem Cientista da Pesca Artesanal é resultado da escuta permanente que o MPA realiza junto às comunidades pesqueiras do país. É uma parceria que busca reduzir a evasão escolar e contribuir para a melhoria da educação no Brasil”, frisou o ministro.

    Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a valorização da juventude é fundamental para garantir a continuidade cultural, econômica e social dos saberes tradicionais de nosso país. “Pela primeira vez o Estado brasileiro estrutura ciência, juventude, educação e saber tradicional em uma política pública. A ciência é fundamental para garantir aos jovens serem além de herdeiros e herdeiras dessa atividade de grande importância econômica, que é a pesca artesanal”, relatou.

    O presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, expressou sua imensa alegria com o compromisso do MPA com a ciência e a educação. “Desde que o MPA nos procurou, construímos um diálogo para a efetivação dessa política, que estabelece um diálogo potente entre a pesquisa e a inovação com o mundo da pesca artesanal”, pontuou.

    Mulheres na ciência

    O evento contou com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Oliveira, que declarou que a chamada pública do Jovem Cientista da Pesca Artesanal tem uma reserva de vagas de 50% para bolsistas mulheres. “Os temas apoiados pelo programa dialogam diretamente com a realidade desses territórios. Isso significa transformar conhecimento tradicional em ferramenta de fortalecimento social, econômico e ambiental, para a qualidade de vida das comunidades”, acrescentou.

    A bolsista do programa, Cassiane Alexandre Lima, da cidade de Aracati, no Ceará, disse que a participação na pesquisa contribuiu para o amadurecimento dos estudantes. “Fico feliz, não só como filha de pescadora, mas como mulher e representante do meu povo e da minha cidade. Hoje eu sei que outras meninas vão se inspirar na ciência porque estou aqui”, finalizou.

    Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal

    O Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal é uma das ações do Programa Povos da Pesca Artesanal. A iniciativa oferece bolsas para estudantes do ensino médio da rede pública desenvolverem pesquisas sobre suas realidades e territórios pesqueiros. Atualmente, o programa já está presente em nove estados, contemplando mais de 450 bolsas. A ação integra um conjunto de políticas transversais que incluem extensão pesqueira, fortalecimento da cadeia produtiva, formação, gênero, cultura e combate ao racismo ambiental, com o objetivo de beneficiar e fortalecer as comunidades pesqueiras artesanais em todo o Brasil.

    Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

  • 52 representantes do agronegócio brasileiro são premiados com o Selo Agro Mais Integridade

    52 representantes do agronegócio brasileiro são premiados com o Selo Agro Mais Integridade

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, nesta quinta-feira (5), a cerimônia de premiação da 7ª edição do Selo Agro Mais Integridade, referente ao biênio 2025-2026. O evento ocorreu na sede da ApexBrasil, em Brasília (DF).

    O Selo Agro Mais Integridade é uma iniciativa do Mapa, por meio da Assessoria Especial de Controle Interno, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Alliance for Integrity e Pacto Global – Rede Brasil da Organização das Nações Unidas (ONU), que compõem o Comitê Gestor.

    A iniciativa tem como objetivo reconhecer e premiar empresas, associações e cooperativas do agronegócio brasileiro pela adoção de boas práticas de ética e integridade nas áreas de anticorrupção, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental.

    Representando o ministro Carlos Fávaro no evento, o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, destacou a relevância do Selo Agro Mais Integridade para a agropecuária brasileira. “Esse prêmio tem grande relevância para a construção da reputação do agro brasileiro e para a reputação do Brasil. Compartilhar esse momento de reconhecimento dos vencedores é valorizar as boas práticas das empresas”, disse.

    Esta é a 7ª edição do prêmio, que registrou um recorde histórico de participação, com 96 empresas inscritas. Destas, 52 foram reconhecidas e premiadas, sendo 49 empresas, incluindo suas filiais, uma associação e duas cooperativas, que demonstraram a adoção de políticas e procedimentos voltados à integridade, conforme os critérios estabelecidos no regulamento.

    Empresas, cooperativas e associação premiadas com o Selo Agro Mais Integridade 2025–2026:

    • Adecoagro Vale Do Ivinhema S.A
    • Usina Monte Alegre Ltda.
    • Aliança Agrícola Do Cerrado S.A
    • Amaggi Exportacao E Importacao Ltda
    • Andrade Sun Farms Agrocomercial Ltda
    • Atvos Agroindustrial Participações S.A.
    • Basf S.A
    • Bayer S.A.
    • Bem Brasil Alimentos S.A
    • Be8 S.A
    • Bioma Indústria Comércio E Distribuição Ltda
    • Bracell Bahia Florestal Ltda
    • Bracell Bahia Specialty Cellulose S.A.
    • Bracell Sp Celulose Ltda
    • Bracell Sp Florestal Ltda
    • Msfc Florestal Ltda
    • Brf S.A.
    • Marfrig Global Foods S.A.
    • Citrosuco S/A Agroindustria
    • Cocal Comercio Industria Canaa Acucar E Alcool Sa
    • Cocamar Cooperativa Agroindustrial
    • Companhia Nitro Quimica Brasileira
    • Croplife Brasil
    • Elanco Saúde Animal Ltda
    • Eldorado Brasil Celulose S.A.
    • Fmc Quimica Do Brasil Ltda
    • Frigorífico Jahu Ltda (Frescatto)
    • Fosnor – Fosfatados Do Norte-Nordeste S.A. (Galvani)
    • Fundação Arthur Bernardes (Produtos Viçosa)
    • Girassol Agricola Ltda
    • Icl América Do Sul S.A.
    • Itaueira Agropecuária S/A
    • Itaueira Camarões
    • Itaueira Industrial Ltda
    • Itaueira Agropecuária S/A
    • Itaueira Agropecuária S/A
    • Laticinios Bela Vista S.A. (Grupo Piracanjuba)
    • Lavoro Agro Holding S.A.
    • M Cassab Comercio E Industria Ltda
    • Ouro Fino Química S.A
    • Ouro Fino Saúde Animal Ltda
    • Real &Cia Ltda
    • São Salvador Alimentos S.A
    • Sinergia Agro Do Brasil Ltda
    • Suinco – Cooperativa De Suinocultores Ltda
    • Syngenta Protecao De Cultivos Ltda
    • Sooro Renner Nutricao S/A
    • Tres Coracoes Alimentos S.A.
    • Upl Do Brasil Indústria E Comércio De Insumos Agropecuários S.A.
    • Virbac Do Brasil Industria E Comercio Ltda
    • Vittia Macro Ltda
    • Vittia Organo S.A
    • Vittia S.A
    • Vossko Do Brasil Alimentos Congelados Ltda.

    A chefe da Assessoria Especial de Controle Interno, Renata Figueiredo, destacou que a iniciativa se consolidou como uma importante ação do Ministério para promover a integridade tanto no setor público quanto no setor privado. “Na primeira edição foram 11 empresas, então veja como crescemos. O sucesso desta edição demonstra que a agenda de integridade está cada vez mais incorporada ao dia a dia das instituições que compõem o agronegócio brasileiro. Seguiremos trabalhando para que o selo se consolide cada vez mais, evoluindo e contribuindo para fortalecer a integridade no Brasil”, afirmou.

    O Selo Agro Mais Integridade é uma das ações previstas no atual Plano de Integridade do Ministério, no âmbito do Programa Mapa Íntegro. A atual edição foi regulamentada pela Portaria Mapa nº 828/2025, que trouxe mudanças em relação à edição anterior, como: inscrição individualizada de matriz e filiais; critérios objetivos de avaliação, baseados em sistema de pontuação; foco na comprovação da implementação dos requisitos de avaliação; e alteração do ciclo de realização, que passa a ser bienal.

    As mudanças no regulamento repercutiram nos procedimentos subsequentes de avaliação. O processo transcorreu por quatro meses, até a fase recursal, e seguiu as etapas de análise de admissibilidade, pesquisa reputacional, análise preliminar, envio de diligências, reuniões de alinhamento, análise técnica final e deliberação pelo Comitê Gestor.

    Foram realizadas mais de 100 diligências e analisados mais de 2.000 documentos enviados pelas participantes, de forma técnica e alinhada com os requisitos e critérios estabelecidos no regulamento.

    O Selo Agro Mais Integridade consolidou-se como uma importante iniciativa do Ministério para incentivar e promover a integridade em seu ambiente externo, envolvendo empresas, cooperativas e associações, em consonância com o que prevê a Recomendação do Conselho da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre Integridade Pública.

    A OCDE reconheceu o Selo como boa prática setorial de integridade na Revisão de Integridade da OCDE sobre o Brasil 2025, publicada em 7 de novembro de 2025.

    Participaram da mesa de abertura o secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes; o diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro; a gerente de Integridade e Compliance da ApexBrasil, Daisy Barretta; o presidente do Conselho de Administração da OCB, Márcio Lopes; e o diretor executivo do Pacto Global – Rede Brasil da ONU, Guilherme Xavier.

    > FOTOS DA CERIMÔNIA DE PREMIAÇÃO DO SELO AGRO MAIS INTEGRIDADE 2025-2026

    Informação à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Lançamento do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca durante Governo do Brasil na Rua em Teresina (PI)

    Lançamento do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca durante Governo do Brasil na Rua em Teresina (PI)

    Na próxima sexta-feira (6/3), em Teresina (PI), a partir das 9h, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lança o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB Brasil). A oficialização do plano acontece durante a sétima edição do Governo do Brasil na Rua, com a assinatura da resolução da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD).

    Estarão presentes a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos; da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; e o governador do Piauí, Rafael Fonteles. 

    O PAB Brasil é um importante instrumento que orienta ações para enfrentar a degradação da terra, reduzir os impactos da seca e contribuir para o enfrentamento dos efeitos da mudança do clima no Semiárido brasileiro.

    Por meio do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), o MMA também vai levar a Teresina serviços de microchipagem, vacinação e registro de cães e gatos. Serão oferecidos ainda serviços como perícias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atendimentos de saúde e orientações sobre o Programa Pé-de-Meia. A ação conta com a parceria do Governo do Estado do Piauí e da Prefeitura de Teresina.

    GOVERNO DO BRASIL NA RUA A iniciativa interministerial é coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) em articulação com diversos órgãos federais, que leva serviços públicos gratuitos diretamente às comunidades e amplia o acesso a direitos e à cidadania.

    O Governo do Brasil na Rua já passou por Brasília, na comunidade do Sol Nascente, em Ceilândia; Heliópolis, em São Paulo, além de Macapá (AP), Campo Grande (MS), Goiânia (GO) e Vitória (ES).

    CREDENCIAMENTOOs jornalistas que desejarem realizar a cobertura do evento devem realizar o credenciamento por meio deste link.

    SERVIÇO:

    Lançamento do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca durante Governo do Brasil na Rua em Teresina (PI)

    🗓️Data: Sexta-feira, 6 de março de 2026
    Horário: 9h
    📍Local: Ginásio Arena Verdão – Rua Rui Barbosa, Centro (Norte), Teresina (PI). 

    Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
    imprensa@mma.gov.br
    (61) 2028-1227/1051
    Acesse o Flickr do MMA  

    Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

  • Congresso Nacional valida acordo para realização da COP15 no Brasil

    Congresso Nacional valida acordo para realização da COP15 no Brasil

    O Congresso Nacional aprovou o decreto legislativo que ratifica o Acordo Sede sobre a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês), assinado entre o Governo do Brasil e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em Nairóbi, Quênia, em 21 de dezembro de 2025. 

    aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 50/2026, na última terça-feira (3/3), determina as condições legais para a realização da conferência, a ser realizada em Campo Grande (MS), de 23 a 29 de março. Nesta quinta-feira (5/3), foi promulgado e publicado o Decreto Legislativo nº12/2026que transforma em norma jurídica o Acordo Sede sobre a COP15 

    A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) é um tratado ambiental das Nações Unidas, em vigor desde 1979, que promove a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas em escala global. A cúpula reúne diversos atores para proteger a fauna migratória em nível global. Conta com 133 partes signatárias (132 países + União Europeia) e abrange cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. 

    presidência da COP15 está sob responsabilidade do secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. 

    O acordo aprovado prevê o orçamento para realizar o evento, que custará R$ 46,9 milhões, a serem subsidiados pelo Governo do Brasil (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo do estado do Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões)projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), a exemplo do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF)bem como outros patrocinadores.  

    No escopo desse valor estão previstos ainda cerca de R$ 3 milhões para a equipe da CMS, responsável pela COP. 

    O texto submetido à aprovação do Congresso destaca também que sediar a COP15 reafirma o compromisso brasileiro com o multilateralismo e com o fortalecimento da agenda ambiental internacional, sobretudo no que se refere à promoção do desenvolvimento sustentável, por meio da proteção das espécies migratórias, seus habitats e rotas 

    A COP15 será um momento decisivo para ampliar a proteção das espécies migratórias, fortalecer alianças entre países e reafirmar o papel do Brasil como liderança na agenda ambiental e climática, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o futuro do planeta”, destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. 

    A escolha de realizar o evento no Pantanal também chama atenção para a importância do bioma, que possui notável biodiversidade e é uma das maiores áreas úmidas contínuas do planeta. 

    Tramitação no Legislativo 

    No Senado Federal, o relator do projeto foi o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que pontuou a importância do evento para Campo Grande. “O evento atrai a cooperação e o intercâmbio de entidades nacionais e internacionais especializadas em questões ambientais, reforçando a economia da cidade sede”, disse. 

    Já na Câmara dos Deputados, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) relatou a proposta. Espécies migratórias, por definição, dependem de múltiplos ecossistemas e da coordenação entre Estados para que seus ciclos de vida sejam preservados, o que torna a conferência um dos instrumentos mais emblemáticos da governança ambiental global, defendeu em plenária.  

    A aprovação do projeto teve fundamental articulação dos líderes do governo na Câmara dos Deputados, deputado José Guimarães (PT-CE), no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA), e da ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann. Também foi essencial o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

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    Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

  • Conheça Eveline Alexandre Paulo, vencedora na categoria Pesca Industrial ou Indústria do Pescado

    Conheça Eveline Alexandre Paulo, vencedora na categoria Pesca Industrial ou Indústria do Pescado

    Chegou a hora de conhecermos mais uma homenageada no Prêmio Mulheres das Águas. A vencedora da categoria Pesca Industrial ou Indústria do Pescado é Eveline Alexandre Paulo, engenheira de pesca do Ceará, que há mais de 30 anos dedica sua vida ao setor pesqueiro. 

     Em 1989, iniciou a carreira como gerente de Controle de Qualidade em uma grande empresa pesqueira em Macapá (AP), com 23 barcos camaroeiros e cerca de 400 colaboradores. Atuou por quase cinco anos na exportação de camarão-rosa para o Japão, um mercado bastante exigente. Também coordenou a elaboração do Manual de Controle de Qualidade, documento de uso interno da empresa, e participou de auditorias internacionais, quando teve seu primeiro contato com o sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). 

     De volta a Fortaleza, Eveline trabalhou em empresas locais com lagosta e peixes marinhos destinados à exportação para os Estados Unidos, especializando-se na elaboração e implantação de planos APPCC. Com a consolidação da carcinicultura do Penaeus vannamei no Ceará, atuou na exportação do produto para a Europa. 

     No início dos anos 2000, foi selecionada como supervisora de Garantia de Qualidade em uma multinacional, integrando o camarão ao portfólio de exportação da empresa para países como Holanda, Inglaterra, Espanha e França. Além disso, gerenciou empresas terceirizadas no Ceará e no Rio Grande do Norte, atuando em controle de qualidade, gerenciamento de despescas, frota de caminhões, estoque e exportação, sempre buscando manter elevados padrões e proteger a saúde do consumidor. 

     Desde 2010, é professora do Instituto Federal do Ceará (IFCE – Campus Acaraú), lecionando disciplinas como Beneficiamento e Controle de Qualidade do Pescado, Oceanografia, Introdução à Pesca, Legislação Marítima e Ambiental e Administração de Recursos Pesqueiros, nos cursos técnicos de Pesca, Aquicultura e Engenharia de Pesca. 

    Por tantos anos dedicados à pesca, Eveline acredita que, mais do que engenheira, tornou-se um exemplo e um incentivo para que mais mulheres façam parte da área. “Minha trajetória na indústria pesqueira começou há mais de 30 anos, não apenas como uma carreira, mas como uma missão. Entendi, desde o início, que a sustentabilidade dos nossos recursos pesqueiros não dependia apenas de técnicas e processos, mas também de quem executava. Assim, percebi que as pessoas mais indicadas para essa tarefa eram, em sua maioria, mulheres”, ressaltou. 

     Inspiração para as mulheres na pesca 

    O Prêmio Mulheres das Águas não é a primeira homenagem recebida por Eveline. Em 2018, foi reconhecida pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará com uma comenda como Engenheira de Pesca do Ano. Para ela, “esse reconhecimento validou não apenas minha contribuição técnica, mas, principalmente, meu compromisso com a transformação social por meio da inclusão feminina na indústria do pescado”. 

     Ao longo da carreira, Eveline priorizou a contratação de mulheres nas equipes, por acreditar que elas “são mais criteriosas e apresentam maior aptidão para atividades relacionadas ao monitoramento das Boas Práticas de Fabricação (BPF), avaliação sensorial, análises laboratoriais, organização de arquivos, entre outras”. 

     “Ao compor equipes com mulheres, eu não estava apenas preenchendo vagas; eu estava abrindo portas, criando oportunidades de autonomia e independência financeira para dezenas de mulheres. Eu estava provando, na prática, que a inclusão feminina não era um favor, mas uma estratégia inteligente e eficaz para alcançar a excelência”, afirmou. 

     “Ganhar o prêmio Mulheres das Águas seria honrar não apenas a minha história, mas a de cada mulher que, ao meu lado, ajudou a construir uma indústria do pescado mais justa, mais qualificada e, acima de tudo, mais sustentável.” 

     Durante sua trajetória como professora, Eveline tem ministrado palestras e treinamentos para marisqueiras e mulheres de comunidades pesqueiras, com temas relacionados às boas práticas de manipulação e à responsabilidade ambiental. Ela também busca conscientizar os jovens sobre o aproveitamento sustentável da aquicultura e da pesca, com respeito ao período de defeso, ao tamanho mínimo de captura, à redução do bycatch e às boas práticas nos processos de industrialização. “Essa formação ambiental cria profissionais capazes de conciliar produtividade com responsabilidade ecológica e garantia de qualidade do pescado”, destaca. 

    Eveline com os alunos em aula prática.
    Eveline com os alunos em aula prática.

    Sustentabilidade 

    Eveline defende que a sustentabilidade depende dos aspectos social e ambiental. Para ela, o compromisso com a sustentabilidade sempre foi duplo: de um lado, a implementação rigorosa de sistemas como Programas de Autocontrole e, em especial, o APPCC, garantindo segurança e qualidade do pescado; de outro, a educação de estudantes e colaboradores sobre a importância de respeitar os ciclos da natureza, como o período de defeso, o tamanho mínimo de captura e a responsabilidade com o ecossistema. “A verdadeira sustentabilidade, para mim, foi conectar esses dois mundos. Foi mostrar que as mesmas mulheres que garantiam a qualidade do produto final eram as mais dedicadas a proteger a fonte desse recurso”, completou. 

    Sobre o Mulheres das Águas – O prêmio foi criado em 2023 para reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na pesca e aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e, principalmente, o empoderamento das mulheres que vivem das águas. Esta edição será realizada no dia 18 de março, no Teatro Nacional, em Brasília. 

    Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

  • Mapa destaca avanços em produtividade sustentável e inovação na 39ª Conferência Regional da FAO para América Latina e Caribe

    Mapa destaca avanços em produtividade sustentável e inovação na 39ª Conferência Regional da FAO para América Latina e Caribe

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, no segundo dia da reunião ministerial da 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, por meio do secretário-executivo adjunto, Cleber Soares. Ele representou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, no painel realizado nesta quinta-feira (5). 

    Soares foi painelista na mesa redonda ministerial intitulada “Redução das lacunas de produtividade na América Latina e no Caribe: Caminhos para um crescimento agrícola eficiente, inclusivo, sustentável e resiliente por meio da ciência e da inovação”. Em sua intervenção, destacou a trajetória do Brasil, que em 50 anos passou de importador de alimentos a terceiro maior exportador agrícola mundial. Entre 2010 e 2020, a produção brasileira cresceu quase 70%, enquanto a área cultivada aumentou menos de 40%. 

    “Tivemos três eixos principais: a sinergia entre políticas públicas em diversas áreas, como economia, cultura e meio ambiente; o investimento maciço do país em pesquisa voltada ao desenvolvimento de tecnologias e inovação aplicadas à agricultura tropical; e a disponibilidade de crédito acessível aos produtores brasileiros”, afirmou. 

    O secretário do Mapa destacou políticas públicas para adaptação às mudanças climáticas, como o conhecimento preciso sobre o que, onde e quando semear. Quanto à inovação, enfatizou a criação da Embrapa. No âmbito do crédito, ressaltou o Plano Safra como base fundamental para o crescimento da produtividade. O Plano Safra é o principal instrumento de política agrícola do Brasil, oferecendo linhas de crédito rural com taxas de juros equalizadas pelo governo, sem caracterizar subsídio a fundo perdido  os produtores reembolsam o capital ao final do prazo. 

    Para médios e grandes produtores (agricultura empresarial), o Plano Safra 2025/2026 disponibiliza R$ 516,2 bilhões em recursos totais, com foco em custeio, investimento e comercialização, incluindo programas como o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), que destina R$ 69,1 bilhões. Para pequenos produtores (agricultura familiar), via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), são R$ 78,2 bilhões, dentro de um total de R$ 89 bilhões para o setor familiar, com condições mais favoráveis de juros e prazos. 

    Respondendo o tópico sobre a integração dos objetivos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas nas estratégias de produtividade agrícola, Cleber disse que se deve ir além das políticas econômicas e compreender o desafio de produzir nos trópicos. 

    Ao abordar a integração de objetivos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas nas estratégias de produtividade agrícola, o secretário afirmou que é preciso ir além das políticas econômicas e compreender os desafios específicos da produção nos trópicos. “Quando o Brasil iniciou sua revolução agrícola, as tecnologias disponíveis vinham de países de clima temperado. Graças ao investimento massivo em pesquisa focada na agricultura tropical, com a criação da Embrapa e outras instituições, consolidamos nossa principal estratégia: a adoção em larga escala de tecnologias modernas adaptadas às paisagens e biomas brasileiros”, explicou. 

    Essa adoção em larga escala é o centro do plano de agricultura de baixo carbono no Brasil e incentiva práticas sustentáveis. Um dos destaques feito pelo secretário Cleber Soares foi o Plano ABC+, que, em sua primeira fase (2010-2020), promoveu práticas conservacionistas em mais de 50 milhões de hectares, mitigando cerca de 170 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Para 2030, a meta é expandir essas tecnologias para mais 73 milhões de hectares, com mitigação superior a 1 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente. 

    Outro ponto apresentado durante o painel, foi o Plano Nacional de Bioinsumos, que visa ampliar e fortalecer o uso de bioinsumos, produtos, processos ou tecnologias de origem biológica (vegetal, animal ou microbiana), para promover o desenvolvimento sustentável da agropecuária. Ele fomenta inovação, reduz dependência de insumos importados, incentiva biofábricas, capacitação técnica e um marco regulatório favorável, alinhando produtividade com conservação ambiental. 

    “Somente na cultura da soja, mais de 85% dos produtores utilizam fixação biológica de nitrogênio, cobrindo mais de 45 milhões de hectares, o que reduz custos, dependência externa e emissões. Em 2025, o país registrou 139 novos insumos biológicos, um recorde recente. O mercado de bioinsumos já movimenta bilhões de reais anualmente. Outro exemplo de impacto é a recuperação de pastagens degradadas”, afirmou o secretário-executivo adjunto. 

    O Brasil lançou o programa “Caminho Verde”, que visa restaurar até 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade e áreas degradadas ao longo de dez anos, convertendo essas terras em sistemas produtivos agropecuários e florestais sustentáveis, sem qualquer necessidade de desmatamento ou expansão sobre vegetação nativa. 

    Encerrando sua fala Soares destacou: “Aumentar a eficiência produtiva é o motor da economia regional. No Brasil, a agricultura responde por 25% do PIB e gera 18 milhões de empregos. No último ano, o setor cresceu quase 12%. Fortalecer esse setor é garantir desenvolvimento sustentável e segurança alimentar global. O Brasil está disposto a contribuir com esse movimento e com os países da região”. 

    OBJETIVOS DA REUNIÃO MINISTERIAL

    A reunião ministerial teve como objetivos principais: 

    • Fomentar diálogo político de alto nível entre ministros sobre experiências nacionais, desafios e prioridades para restaurar o crescimento sustentável da produtividade agrícola na América Latina e no Caribe (ALC); 

    • Construir consenso regional sobre ações prioritárias e mecanismos de cooperação para fortalecer os sistemas de ciência, tecnologia e inovação na região; 

    • Reforçar o compromisso político para alinhar estratégias nacionais de produtividade agrícola com objetivos sociais, econômicos e ambientais, em níveis regional e nacional. 

    Informações à imprensa
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    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Em evento da 5ª CNMA, Marina Silva defende participação social e reforça a implementação das propostas em estados e municípios

    Em evento da 5ª CNMA, Marina Silva defende participação social e reforça a implementação das propostas em estados e municípios

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, na última segunda-feira (2/3), o encontro da 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente: A Voz da Sociedade em Movimento. O evento reuniu representantes da sociedade civil, gestores públicos e lideranças de diferentes territórios marcando a transição para a etapa de acompanhamento, monitoramento e implementação das propostas prioritárias construídas durante a conferência. 

    Durante a abertura, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que a participação social é elemento estruturante para a formulação e a implementação de políticas públicas eficazes. “Não basta fazer um conjunto de propostas; é preciso que elas se estabeleçam em cada estado, em cada município e nas ações dos diferentes setores da sociedade”, pontuou 

    Considerada um marco na retomada da governança participativa do meio ambiente no Brasil, a 5ª CNMA mobilizou 71 mil pessoas em 2.729 municípios e consolidou 104 propostas aprovadas pela sociedade civil para subsidiar a implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) 

    As deliberações foram organizadas em cinco eixos temáticos: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental.   

    As contribuições são resultado de um amplo processo de escuta e deliberação em âmbito nacional, que reafirmou o protagonismo social na construção das políticas públicas e evidenciou a justiça climática como eixo estruturante no enfrentamento da emergência climática. 

    Ainda no evento, Marina Silva ressaltou os desafios da agenda ambiental brasileira diante da mudança do climaSegundo a ministra, implementar o compromisso de desmatamento zero, encerrar os lixões e construir os caminhos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis exige ações estruturantes e novos marcos regulatórios. 

    O presidente da Associação Nacional de Municípios de Meio Ambiente (Anama), Marçal Cavalcante, defendeu a integração entre União, estados e municípios para viabilizar a implementação das propostas. Somos a caixa de ressonância da sociedade porque é no município que tudo acontece”, pontuou.  

    Monitoramento  

    Na ocasião, foram apresentados os produtos consolidados da conferência. Entre os resultados estão, os anais da 5ª CNMA, revista oficial, minidocumentário e o Sistema de Monitoramento das Propostas.  

    Os anais reúnem os registros oficiais da construção coletiva e possibilitam resgatar o histórico do processo, além de fortalecer a transparência ativa e a memória institucional da conferência.  

    De acordo com a chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MMA, Luciana Holanda, após a etapa nacional teve início imediato a fase de institucionalização das deliberações. O mapeamento identificou ao menos 328 ações com aderência direta às propostas aprovadas. “Os dados demonstram coerência institucional. A conferência não criou uma agenda paralela. Ela reorganizou prioridades e fortaleceu políticas públicas em curso”, destacou. 

    Vozes do Território  

    “Não é só falar da Amazônia para garantir o equilíbrio ambiental. É falar de todos os ecossistemas”, afirmou a delegada eleita, Josilene Monteiro Jeffres, sobre o processo de construção das propostas.  

    Representando o povo Terena, do Mato Grosso do Sul, Célia Alves destacou a dimensão cultural e espiritual da proteção ambiental. “A terra não nos pertence, nós pertencemos a ela. Carregamos a responsabilidade sagrada de cuidar do território, das florestas e de todas as formas de vida”, frisou. 

    5ª CNMA  

    Mais de uma década após a sua última edição, realizada em 2013, a 5ª CNMA teve como tema “Emergência climática: o desafio da transformação ecológica” 

    Coordenado pelo MMA, o processo participativo mobilizou 2.570 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, com a realização de 27 conferências estaduais e distrital, 439 municipais, 179 intermunicipais e 287 conferências livres.

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    Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

  • Senado aprova acordo que cria mercado de 718 milhões de consumidores

    Senado aprova acordo que cria mercado de 718 milhões de consumidores

    O Congresso Nacional concluiu a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando um processo de negociação iniciado há mais de 25 anos. Após o aval da Câmara dos Deputados na semana passada, o Senado aprovou o tratado nesta quarta-feira (04.03), abrindo caminho para a implementação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O pacto integra os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — aos 27 membros do bloco europeu, reunindo um mercado de cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões.

    Relatora do acordo no Senado, a senadora Tereza Cristina defendeu a aprovação do texto, mas ressaltou a necessidade de mecanismos de proteção para setores sensíveis do agronegócio brasileiro. As salvaguardas foram publicadas ainda nesta quarta-feira por meio de decreto do Executivo, resultado de negociações conduzidas com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na prática, essas medidas funcionam como um mecanismo de contenção: permitem elevar tarifas, limitar volumes importados ou suspender preferências tarifárias caso haja impacto relevante sobre a produção nacional.

    Pelos termos negociados, a União Europeia eliminará tarifas de importação sobre cerca de 95% dos bens comercializados com o Mercosul, o que corresponde a aproximadamente 92% do valor das importações europeias provenientes do Brasil. Em contrapartida, o Mercosul promoverá a liberalização de cerca de 91% das tarifas, equivalentes a 85% do valor das importações originárias do bloco europeu. A abertura comercial ocorrerá de forma gradual, com prazos que variam de quatro a quinze anos, período considerado necessário para adaptação das economias sul-americanas.

    Entre os setores mais diretamente afetados estão os produtos industriais — como máquinas, automóveis, químicos, aeronaves e equipamentos de transporte — que terão redução progressiva de tarifas até chegar a zero. Para o governo brasileiro, a medida tende a ampliar o acesso de produtos nacionais ao mercado europeu e estimular maior integração do país às cadeias globais de produção.

    O acordo também estabelece mecanismos de defesa comercial para produtos considerados sensíveis. No lado europeu, por exemplo, está prevista a possibilidade de abertura de investigações caso haja aumento significativo das importações provenientes do Mercosul ou queda acentuada de preços de produtos agrícolas no mercado europeu, especialmente em cadeias como carne e açúcar.

    Na avaliação do governo, o tratado tem potencial para diversificar as parcerias comerciais do país e incentivar a modernização da indústria nacional. Atualmente, a União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

    Apesar do avanço político no Brasil, o acordo ainda enfrenta etapas institucionais no bloco europeu. Em janeiro, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o texto para revisão jurídica no Tribunal de Justiça da União Europeia, procedimento que pode atrasar a entrada em vigor definitiva do tratado.

    Mesmo assim, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que o bloco pretende aplicar o acordo de forma provisória enquanto a análise jurídica é concluída, defendendo celeridade para consolidar a parceria comercial entre as duas regiões.

    Fonte: Pensar Agro

  • Pressão contra “taxa do agro” reacende debate sobre custo da infraestrutura

    Pressão contra “taxa do agro” reacende debate sobre custo da infraestrutura

    A cobrança conhecida no setor rural como “taxa do agro” voltou ao centro do debate em Mato Grosso após a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) pedir, nesta quarta-feira (04.03), medidas urgentes para reduzir o peso da contribuição sobre os produtores do Estado. A entidade defende o encerramento do adicional chamado Fethab 2 e a suspensão do reajuste previsto para o segundo semestre.

    A expressão “taxa do agro” refere-se ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), criado em 2000 para financiar obras de infraestrutura logística e habitacional no Estado. A contribuição incide principalmente sobre a comercialização de commodities agrícolas — como soja e milho — além de bovinos, e tornou-se uma das principais fontes de recursos para manutenção e pavimentação de rodovias estaduais, fundamentais para o escoamento da produção.

    Diferentemente de um imposto tradicional, o Fethab é uma contribuição vinculada a um fundo específico. O valor é recolhido pelos produtores no momento da comercialização da produção e calculado com base na Unidade de Padrão Fiscal de Mato Grosso, indicador estadual corrigido periodicamente pela inflação.

    Na prática, o mecanismo funciona como uma compensação fiscal: em troca do pagamento da contribuição, o produtor obtém isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços sobre essas operações. A arrecadação é destinada majoritariamente à infraestrutura logística — especialmente rodovias utilizadas pelo agronegócio — além de projetos habitacionais.

    Com a expansão da produção agrícola nas últimas duas décadas, o fundo ganhou relevância crescente no financiamento da malha rodoviária estadual, considerada estratégica para o transporte de grãos até portos e centros de processamento.

    A principal crítica da Aprosoja-MT recai sobre o chamado Fethab 2, um adicional criado posteriormente à contribuição original. Esse acréscimo tem vigência prevista até 31 de dezembro de 2026 e amplia o valor total pago pelos produtores.

    Segundo a entidade, a combinação entre o adicional e a atualização anual pela UPF tem elevado o peso da cobrança na estrutura de custos da produção agrícola, especialmente em um momento de margens mais apertadas no setor.

    A associação afirma que o cenário atual reúne fatores adversos como juros elevados, crédito mais restrito, aumento da inadimplência e problemas climáticos que afetaram a colheita em algumas regiões. Nesse contexto, a contribuição — indexada à inflação — passa a ter impacto crescente sobre a renda agrícola, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

    Outro ponto de insatisfação citado pela entidade envolve as regiões onde rodovias estaduais foram concedidas à iniciativa privada. Nesses casos, produtores argumentam que acabam pagando duas vezes pelo transporte da produção: primeiro por meio do Fethab e, posteriormente, por pedágios nas estradas concessionadas.

    Segundo a Aprosoja-MT, essa situação tem gerado forte pressão política dentro do setor, que cobra revisão do modelo de financiamento da infraestrutura logística.

    Mecanismos semelhantes ao Fethab não são exclusivos de Mato Grosso. Alguns Estados produtores adotaram fundos de infraestrutura financiados por contribuições do próprio agronegócio, geralmente vinculadas à comercialização de commodities.

    Em Goiás, por exemplo, foi criado o Fundo Estadual de Infraestrutura, com objetivo semelhante: financiar obras logísticas por meio de contribuições de produtores agrícolas, pecuaristas e mineradores. Em fevereiro deste ano, o governador anunciou a intenção de revogar a cobrança, diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.

    Outras unidades da federação discutem modelos parecidos, embora com estruturas diferentes de contribuição. A ideia central é utilizar parte da renda gerada pelo agronegócio para financiar estradas, pontes e logística rural — gargalos históricos da produção agrícola brasileira.

    Isan Rezende

    DESAFIOS – O presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos (Feagro-MT), Isan Rezende. lembra que em Mato Grosso, maior produtor de grãos do País, o Fundo tornou-se uma das principais fontes de financiamento da infraestrutura logística estadual.

    “Nos últimos anos, a arrecadação anual do fundo tem oscilado entre cerca de R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, impulsionada sobretudo pela contribuição incidente sobre a comercialização de soja, principal cultura agrícola do Estado”.

    “O Estado cultiva mais de 20 milhões de hectares de soja e milho e depende fortemente de rodovias para transportar a safra até terminais ferroviários e portos do Arco Norte e do Sudeste. Por essa razão, qualquer mudança na contribuição envolve desafios fiscais”, reconhece isan, advertindo que eventuais alterações precisam respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, além de considerar compromissos já assumidos pelo governo estadual.

    Em julho do ano passado, após articulação com parlamentares, o governo de Mato Grosso decidiu congelar temporariamente o valor da contribuição até dezembro de 2025, fixando a UPF com base no índice vigente no início daquele ano. Para os produtores, porém, a medida apenas adiou um debate mais amplo sobre o modelo de financiamento da infraestrutura rural no Estado.

    “O financiamento da infraestrutura logística é uma necessidade inegável em um Estado com a dimensão territorial e o volume de produção de Mato Grosso. No entanto, qualquer contribuição que recaia diretamente sobre o produtor precisa ser calibrada com cuidado para não comprometer a competitividade do setor. O agro mato-grossense já opera com custos elevados de transporte e, em um cenário de margens mais apertadas, o peso adicional de fundos ou taxas tende a impactar diretamente a capacidade de investimento no campo”, afirma o presidente do Instituto do Agronegócio.

    “É importante que haja previsibilidade e transparência na aplicação desses recursos. O produtor aceita contribuir quando consegue perceber retorno efetivo na forma de estradas melhores, redução de gargalos logísticos e maior eficiência no escoamento da safra. O problema surge quando a cobrança cresce de forma automática, acompanhando índices inflacionários, sem que haja clareza sobre o ritmo das obras ou sobre os ganhos concretos de competitividade”, acrescenta.

    “Por isso, o debate precisa avançar para um modelo mais equilibrado. O agronegócio pode participar do financiamento da infraestrutura, mas não pode ser o único responsável por sustentar esse sistema. Mato Grosso produz para o Brasil e para o mundo; portanto, a logística que sustenta essa produção deve ser tratada como uma agenda estratégica nacional, com participação mais ampla do poder público e de diferentes agentes econômicos”, conclui Isan Rezende.

    Fonte: Pensar Agro

  • Cobrança de Royalties entra na mira do Congresso em meio a críticas de produtores

    Cobrança de Royalties entra na mira do Congresso em meio a críticas de produtores

    A cobrança de royalties sobre tecnologias transgênicas na soja voltou ao centro do debate no Congresso após a aprovação, nesta quarta-feira (04.03), de um requerimento para realização de audiência pública sobre o tema. A iniciativa, aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara, pretende discutir principalmente a chamada “multa na moega”, mecanismo de cobrança que tem gerado contestação de produtores e entidades do setor, sobretudo no Sul do País.

    O debate ocorre em torno da tecnologia Intacta RR2 PRO, desenvolvida pela multinacional Monsanto e atualmente controlada pela Bayer após a aquisição global concluída em 2018. A tecnologia confere tolerância ao herbicida glifosato e proteção contra lagartas, sendo amplamente adotada nas lavouras brasileiras desde sua introdução comercial, em meados da década passada.

    No centro da controvérsia está o sistema de cobrança aplicado quando o produtor comercializa soja em armazéns ou cooperativas. A moega — estrutura de recepção de grãos nas unidades de armazenagem — tornou-se ponto de controle para verificação da presença da tecnologia patenteada.

    Quando há suspeita de uso de sementes protegidas sem pagamento prévio de royalties, amostras da carga podem ser analisadas. Caso seja confirmada a presença da tecnologia, o produtor pode ser cobrado posteriormente pelo uso da biotecnologia. Esse mecanismo ficou conhecido no setor como “multa na moega”.

    A cobrança ocorre principalmente em casos de “semente salva”, prática em que o agricultor reserva parte da produção da safra anterior para plantar novamente no ciclo seguinte. Embora permitida pela legislação brasileira em determinadas condições, o uso de sementes com tecnologia patenteada exige pagamento de royalties ao detentor da inovação.

    No modelo atualmente questionado por produtores, há duas formas principais de cobrança.

    A primeira ocorre no momento da compra da semente certificada, quando o valor da tecnologia já está embutido no preço. A segunda acontece justamente quando se utiliza semente salva. Nesses casos, a empresa pode aplicar uma taxa sobre a produção entregue ou exigir pagamento por área cultivada.

    Produtores criticam especialmente a cobrança de até 7,5% sobre o volume produzido quando é identificado o uso de sementes salvas com a tecnologia. Também há contestação sobre ofertas de regularização que envolvem aquisição de cotas equivalentes a cerca de R$ 280 por hectare plantado.

    Para entidades rurais, esse modelo amplia a pressão financeira sobre o produtor em um momento de margens mais estreitas.

    O sistema atinge principalmente produtores de soja que utilizam sementes transgênicas e optam por reaproveitar parte da produção para plantio na safra seguinte. A prática é comum em diferentes regiões agrícolas do País, sobretudo entre médios e pequenos produtores.

    No Rio Grande do Sul, onde sucessivas estiagens afetaram a produtividade nos últimos anos, a discussão ganhou força. Entidades do setor afirmam que perdas acumuladas em quatro safras consecutivas tornaram a cobrança ainda mais sensível para a renda agrícola.

    A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul têm criticado publicamente o modelo de cobrança e discutem medidas judiciais sobre o tema.

    Além do impacto econômico, produtores questionam a legalidade de algumas cobranças. Um dos pontos levantados é a continuidade da cobrança de royalties mesmo após o vencimento de determinadas patentes associadas à tecnologia.

    Segundo representantes do setor produtivo, decisões judiciais ainda mantêm a cobrança em alguns casos, o que gera insegurança jurídica e amplia o conflito entre agricultores e empresas de biotecnologia.

    O tema envolve princípios da legislação de propriedade industrial e do sistema brasileiro de proteção de cultivares, que garantem remuneração às empresas responsáveis pelo desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas.

    O debate ocorre em um momento em que a soja transgênica domina amplamente a produção nacional. O Brasil é hoje o maior produtor e exportador mundial do grão, com área superior a 45 milhões de hectares cultivados na safra 2024/25, segundo estimativas do setor.

    A adoção de biotecnologia tornou-se praticamente universal no cultivo da oleaginosa. Tecnologias como a Intacta RR2 contribuíram para ganhos de produtividade e redução de perdas causadas por pragas, mas também ampliaram a dependência de pacotes tecnológicos controlados por grandes empresas globais.

    Esse modelo, baseado em propriedade intelectual e cobrança de royalties, tornou-se padrão no mercado internacional de sementes.

    Audiência pública – Diante das divergências, a Comissão de Agricultura da Câmara realizará audiência pública no dia 8 de abril, em Brasília, para discutir o tema com representantes de produtores, empresas de biotecnologia, especialistas e autoridades. O objetivo é avaliar os critérios de cobrança, esclarecer dúvidas jurídicas e buscar equilíbrio entre a remuneração pela inovação tecnológica e a sustentabilidade econômica da produção agrícola. Para o setor produtivo, o debate tende a definir parâmetros mais claros para um tema que envolve bilhões de reais em royalties e afeta diretamente a principal cadeia do agronegócio brasileiro.

    SAIBA MAIS: Royalties são valores pagos pelo produtor ao detentor de uma tecnologia agrícola protegida por direitos de propriedade intelectual. No caso da soja transgênica, esse pagamento remunera empresas que desenvolveram características genéticas capazes de conferir vantagens agronômicas às plantas, como resistência a insetos ou tolerância a herbicidas.

    Essas tecnologias resultam de anos de pesquisa em melhoramento genético e biotecnologia. No Brasil, o pagamento geralmente ocorre no momento da compra da semente certificada, quando o valor da tecnologia já está embutido no preço, mas também pode ser cobrado posteriormente caso seja identificado o uso da tecnologia sem a devida remuneração ao detentor da patente.

    Fonte: Pensar Agro

  • Em bilateral com Equador, ministro Fávaro destaca parceria comercial e cooperação técnica

    Em bilateral com Equador, ministro Fávaro destaca parceria comercial e cooperação técnica

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (4) de reunião bilateral com o ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador, Juan Carlos Vega. O encontro sucede a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39).

    “É determinação do presidente Lula melhorar as relações comerciais, e as negociações devem ser uma via de mão dupla. Estamos prontos para continuar avançando juntos. Vamos transformar essa relação em resultados concretos para os nossos produtores e consumidores”, destacou o ministro Fávaro.

    O ministro também destacou a continuidade dos entendimentos alcançados durante a visita do presidente Daniel Noboa Azín ao Brasil, em julho de 2025. Segundo ele, a agenda reforça o compromisso de ambos os países em consolidar resultados e ampliar as oportunidades de cooperação e comércio bilateral no setor agropecuário.

    Em fevereiro deste ano, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, realizou missão oficial ao Equador. Na ocasião, foi autorizada a ampliação de oportunidades para a indústria brasileira de insumos destinados à alimentação animal, agregando valor aos produtos das cadeias de aves e de bovinos. Também foi aberto o mercado brasileiro para pimentões, limões e peles de animais bovinos do país equatoriano.

    Os avanços refletem o compromisso mútuo com a integração comercial e o fortalecimento das cadeias agroindustriais. Em 2025, o Brasil exportou para o Equador mais de US$ 346 milhões em produtos agropecuários, com destaque para papel, cereais e café.

    Durante a bilateral, também foram destacados os avanços para ampliar o comércio agropecuário entre os dois países. Também foi manifestado o interesse conjunto em aprofundar a cooperação entre o Instituto Nacional de Investigaciones Agropecuarias (INIAP) e a Embrapa.

    Está prevista a assinatura de um Memorando de Entendimento entre as duas instituições, visando impulsionar a troca de boas práticas em governança e avaliação de impacto na pesquisa agropecuária.

    Informações à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Feira leva o agro ao shopping e aposta em negócios urbanos

    Feira leva o agro ao shopping e aposta em negócios urbanos

    O avanço do agronegócio sobre o mercado consumidor urbano ganha novo formato no interior de São Paulo. A AgroShopping, feira itinerante que instala expositores do setor agropecuário em centros comerciais, realiza entre 5 e 8 de março uma edição no estacionamento do Shopping Jaraguá, em Araraquara (277 km de distância da capital, São Paulo), com foco em negócios, empreendedorismo e protagonismo feminino.

    A proposta é aproximar produtores rurais, pequenas agroindústrias e empresas de serviços do público das cidades, explorando um canal de vendas pouco tradicional para o setor. A entrada é gratuita, com arrecadação solidária de alimentos e itens de higiene.

    A AgroShopping reúne expositores de produtos agropecuários, ferramentas, insumos para jardinagem, artigos pet, alimentos artesanais e soluções voltadas tanto ao campo quanto à cidade. A organização aposta no conceito de “experiência rural urbana”, combinando comercialização direta com programação técnica e cultural.

    Segundo os organizadores, edições anteriores registraram milhares de visitantes e movimentação relevante para pequenos produtores, sobretudo em vendas diretas e encomendas futuras. Embora o evento não divulgue faturamento consolidado, a expectativa é ampliar o volume de negócios nesta edição, impulsionada pela proximidade do Dia Internacional da Mulher.

    A programação inclui painéis e rodas de conversa com empresárias e especialistas, abordando temas como sucessão familiar, impacto da reforma tributária no fluxo de caixa do agro e circuitos regionais de produção, como o das frutas no Estado de São Paulo.

    Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), o evento contará com espaço dedicado a 32 produtores e empresas, dentro do programa Sebrae Delas, voltado ao empreendedorismo feminino.

    Também participam instituições de ensino, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de empresas de serviços ligados ao setor rural.

    Especialistas em desenvolvimento regional avaliam que iniciativas como a AgroShopping atendem a uma demanda crescente por encurtamento de cadeias produtivas. Ao levar o produtor para dentro de um shopping center, o modelo reduz intermediários, amplia margens e fortalece a marca de pequenos negócios.

    Para o setor, trata-se de estratégia complementar à comercialização tradicional. Em um cenário de maior competição no varejo alimentar e pressão sobre custos no campo, canais alternativos de venda direta ao consumidor final ganham relevância.

    A programação cultural inclui apresentações de viola caipira, música country e a tradicional “queima do alho”, reforçando o caráter identitário do evento. Durante todos os dias, haverá ainda espaço infantil com atividades educativas.

    Se consolidada, a proposta pode se firmar como formato replicável em outras cidades, integrando consumo urbano, educação sobre o agro e geração de negócios em escala regional.

    Fonte: Pensar Agro

  • Abertura de mercado para carnes bovina e de aves do Brasil nas Ilhas Salomão

    Abertura de mercado para carnes bovina e de aves do Brasil nas Ilhas Salomão

    O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que permitirão a exportação de carne bovina e carne de aves do Brasil para as Ilhas Salomão.

    A abertura amplia a presença do agronegócio brasileiro no mercado do arquipélago e reflete o fortalecimento do diálogo técnico-sanitário do Brasil com aquele país.

    Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 541 aberturas de mercado desde o início de 2023.

    Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    Informação à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Mapa participa do International Day – Edição Canadá e fortalece cooperação em inovação agropecuária

    Mapa participa do International Day – Edição Canadá e fortalece cooperação em inovação agropecuária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), participou do International Day – Edição Canadá, realizado no Parque de Inovação e Tecnologia Supera, em Ribeirão Preto (SP). O evento ocorreu nos dias 26 e 27 de fevereiro e teve como objetivo promover a inovação e ampliar a conexão entre os ecossistemas brasileiro e internacional, com foco no setor do agronegócio.

    A edição contou com a presença de uma delegação canadense, reunindo representantes de empresas, instituições de pesquisa e órgãos governamentais para discutir oportunidades de cooperação tecnológica, investimentos e desenvolvimento de novos negócios entre Brasil e Canadá.

    A participação do Ministério no evento reforça a importância do Projeto Mapa Conecta e do Programa de Fortalecimento dos Ecossistemas de Inovação Agropecuária do Estado de São Paulo, iniciativas voltadas à integração entre governo, universidades, centros de pesquisa, startups e empresas do setor produtivo.

    Estiveram presentes o diretor de Inovação para a Agropecuária da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Marcos Avelar; o superintendente substituto do Mapa em São Paulo, Fabio Paarmann; a chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural da Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA/SP), Márcia Schmidt; a chefe da Utra de Ribeirão Preto, Natália Dayoub; e a consultora de Inovação Agropecuária – Mapa Conecta SP, Jane Malaguti.

    A agenda também fortaleceu a parceria institucional com o Supera Parque, ampliando o diálogo entre o Ministério e o ecossistema de inovação, com atividades que contribuíram para aproximar o setor público das demandas tecnológicas do agronegócio, promovendo um ambiente favorável.

    DEBATE SOBRE ESTRATÉGIA E EXPANSÃO INTERNACIONAL

    Um dos destaques da programação foi a Mesa Redonda – Estratégia e Expansão, que reuniu especialistas para discutir aspectos estratégicos, regulatórios, contábeis e legais relevantes para empresas internacionais interessadas em atuar no Brasil.

    Durante o painel, o diretor Marcos Avelar apresentou os principais elementos do marco regulatório brasileiro, destacando pontos que devem ser observados por empresas nacionais e estrangeiras que desejam ingressar no mercado brasileiro.

    No debate, o trade commissioner Service do Canadá, Marcio Francesquini, abordou oportunidades de parceria no mercado agropecuário entre os dois países. Do escritório Brasil-Salomão, Gabriel Prata apresentou aspectos legais e tributários para empresas estrangeiras. Já o representante do SUPERA Parque, Eduardo Cicconi, destacou o papel do parque como hub de inovação e conexão internacional.

    STARTUPS APRESENTAM SOLUÇÕES PARA O AGRONEGÓCIO

    Após a mesa redonda, foi realizado um Pitch Show, com a participação de aproximadamente 30 startups brasileiras e canadenses das áreas de agronegócio, biotecnologia e inovação tecnológica.

    Durante as apresentações, as empresas compartilharam tecnologias, modelos de negócio e propostas de parceria voltadas ao desenvolvimento de soluções para o setor produtivo. A iniciativa buscou aproximar empresas, investidores, instituições de pesquisa e representantes governamentais, estimulando oportunidades de cooperação e internacionalização no ecossistema de inovação agropecuária.

    VISITAS TÉCNICAS APROXIMAM INOVAÇÃO E REGULAÇÃO

    No dia 27 de fevereiro, representantes do Mapa realizaram visitas técnicas a startups instaladas no Supera Parque, consideradas casos de sucesso em inovação aplicada ao agronegócio.

    Foram visitadas as empresas Kimera Biotecnologia, startup dedicada ao desenvolvimento de soluções biotecnológicas voltadas à sanidade e produtividade animal, incluindo hormônios recombinantes para uso na pecuária. Além da Decoy, empresa que possui biofábrica com tecnologia própria para produção de fungos entomopatogênicos utilizados no controle biológico de pragas, como carrapatos e ácaros.

    Durante as visitas, foram discutidos desafios regulatórios relacionados ao registro de produtos inovadores, além de oportunidades de orientação institucional por parte do Mapa, com o objetivo de garantir segurança, conformidade legal e maior eficiência nos processos regulatórios.

    Informação à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Ministro Fávaro reforça compromisso com agricultura sustentável, inovação e segurança alimentar na 39ª Conferência Regional da FAO

    Ministro Fávaro reforça compromisso com agricultura sustentável, inovação e segurança alimentar na 39ª Conferência Regional da FAO

    Nesta quarta-feira (4), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou junto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39).

    A Conferência, que coincide com as celebrações dos 80 anos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, reúne ministros, autoridades e representantes dos países da América Latina e do Caribe. O encontro ocorre no Palácio Itamaraty, em Brasília, entre os dias 2 e 6 de março.

    Em seu discurso, além de abordar o enfrentamento da fome no país, o presidente Lula ressaltou a importância de associar produção de alimentos à geração de renda e inclusão produtiva. “Ninguém quer produzir só para comer. É preciso ensinar as pessoas que elas podem produzir e ganhar dinheiro produzindo. É possível produzir em quantidade e com qualidade”, afirmou.

    Copresidente da Conferência Regional, o ministro Carlos Fávaro ressaltou que, diante de um cenário de desafios crescentes, fortalecer a resiliência dos sistemas alimentares exige cooperação internacional, diálogo permanente e compromisso com a ciência. “O Brasil, sob a liderança do presidente Lula, tem procurado contribuir com ações concretas e resultados expressivos. Destaco o papel da ciência e da tecnologia desenvolvidas pela Embrapa, que permitem aumentar a produtividade sem expandir a área de produção. É também uma honra compartilhar os avanços do Brasil na agenda de bioinsumos, ciência e inovação. Somente em 2025, registramos 139 novos insumos biológicos – um recorde que demonstra o dinamismo desse setor”, afirmou.

    Fávaro apresentou ainda quatro prioridades estratégicas defendidas pelo Brasil no âmbito da FAO e da região: fortalecer a ciência e a inovação agrícola; ampliar a cooperação técnica em bioinsumos, gestão climática e defesa sanitária; colocar a abertura de mercados baseada em ciência no centro da agenda internacional; e reforçar a atuação coordenada em fóruns multilaterais, aprofundando a parceria histórica entre o Brasil e a FAO, iniciada em 1949.

    O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, destacou a importância do apoio aos agricultores familiares e da transformação dos sistemas agroalimentares para torná-los mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis. Segundo ele, o momento exige acelerar soluções e converter desafios estruturais em oportunidades para promover melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida para todos.

    PONTOS DESTACADOS PELO MAPA NA LARC 39

    Ao longo da Conferência, os representantes do Mapa reforçaram que produtividade e responsabilidade ambiental integram uma mesma arquitetura institucional. A política agrícola brasileira combina defesa agropecuária robusta, regulação clara de insumos e atuação comercial ativa, tendo a ciência como base para a formulação de políticas e a expansão do comércio.

    Em 2025, o Brasil registrou 139 novos insumos biológicos. Atualmente, mais de 80% dos produtores de soja utilizam fixação biológica de nitrogênio, tecnologia que reduz custos, diminui a dependência de fertilizantes importados e contribui para a mitigação de emissões. Esses avanços se apoiam em três pilares: marco regulatório estável, defesa agropecuária baseada em ciência e articulação entre pesquisa pública (como a Embrapa), setor privado e assistência técnica.

    Foram destacados também os avanços do Programa ABC+, voltado à adoção de práticas sustentáveis como recuperação de pastagens degradadas, plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta, além do Programa Caminho Verde Brasil, que é uma iniciativa estratégica do Mapa voltada na restauração de áreas degradadas para transformá-las em terras produtivas de alto rendimento, sem precisar desmatar novas áreas de vegetação nativa. A meta principal é recuperar até 40 milhões de hectares ao longo dos próximos 10 anos.

    Na safra 2024/2025, o Brasil alcançou produção recorde estimada em 346 milhões de toneladas de grãos, sendo que o volume total da produção agropecuária brasileira no mesmo período ultrapassou 1,2 bilhão de toneladas ao somar todos os principais itens: cerca de 350 milhões de toneladas de grãos, aproximadamente 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 70 milhões de toneladas de proteínas animais, 70 milhões de toneladas de frutas, além de celulose e outros produtos agrícolas.

    O país integra clima, adaptação e mitigação à estratégia de intensificação sustentável, mantendo aproximadamente dois terços do território com cobertura de vegetação nativa, sob um Código Florestal robusto, ao mesmo tempo em que se consolida como um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.

    Em 2025, as exportações agropecuárias brasileiras alcançaram o recorde de aproximadamente US$ 170 bilhões. Desde o início da atual gestão, foram abertos 541 novos mercados em 83 países, resultado de credibilidade sanitária, capacidade técnica e intenso trabalho de negociação internacional.

    O Mapa reafirma, na LARC39, seu compromisso com uma agricultura sustentável, inovadora e competitiva, capaz de promover inclusão produtiva, prosperidade e segurança alimentar na América Latina e no Caribe, contribuindo de forma decisiva para o abastecimento global.

    Informações à imprensa
    imprensa@agro.gov.br

    Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

  • Relação Final das Embarcações de Pesca Habilitadas e Não Habilitadas para captura da tainha

    Relação Final das Embarcações de Pesca Habilitadas e Não Habilitadas para captura da tainha

    O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou hoje, 4 de março de 2026, a relação final das embarcações de pesca habilitadas e não habilitadas no Edital de Seleção nº 15, de 26 de dezembro de 2025, para obtenção da autorização de pesca especial temporária para captura da tainha (Mugil liza) no ano de 2026.

    Em atendimento ao cronograma do Edital que prevê a publicação no site oficial até 13 de março de 2026, a Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura (SERMOP), divulga a relação final das embarcações de pesca na forma dos Anexos I, II, III e IV.

    Confira a lista preliminar

    O proprietário que tem mais de uma embarcação de pesca Habilitada, terá o prazo de até 48 horas após está publicação, para informar qual delas seguirá para a etapa de credenciamento. Caso não haja manifestação dentro do prazo, será encaminhada para o credenciamento a embarcação que obtiver a maior pontuação.

    O proprietário deverá se manifestar exclusivamente por meio do Sistema PesqBrasil – Monitoramento.

    Prazo para manifestação: até 48 horas após está publicação.

    Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

  • Navegante Maria dos Santos Mendonça vence na categoria Pesca Artesanal Estuarina

    Navegante Maria dos Santos Mendonça vence na categoria Pesca Artesanal Estuarina

    Chegou o momento de conhecermos mais uma história inspiradora de uma mulher que é exemplo de resistência, inovação socioeconômica e de defesa dos saberes tradicionais das águas. Navegante Maria dos Santos Mendonça, marisqueira de 54 anos, da comunidade Pernambuquinho (Grossos/RN), é a vencedora na categoria Pesca Artesanal Estuarina, na 3ª edição do Prêmio Mulheres das Águas 

     Navegante é guardiã de saberes tradicionais da pesca artesanal, aprendidos com sua mãe. Sua trajetória transcende a atividade produtiva, tornando-se uma força catalisadora para o empoderamento coletivo.   

     Em 2007, cofundou a Associação de Mulheres Pescadoras e Artesãs de Grossos (AMPAG), organização referência no RN que reúne mulheres para melhorar condições de vida e renda.   

     Atualmente, como presidente da instituição, pôde articular parcerias fundamentais para a comunidade, como o projeto “Gente da Maré” com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), iniciativa focada em melhorar a qualidade de vida e a valorização socioeconômica de mais de 1.300 marisqueiras e pescadoras artesanais no Nordeste brasileiro.  

     “Como presidente e fundadora da AMPAG, mobilizei dezenas de mulheres, criando uma rede de apoio e geração de renda através da comercialização conjunta de mariscos e artesanato com conchas”, destaca Navegante.    

     Além de sustento para a família, Navegante transforma a mariscagem em instrumento de terapia, resistência cultural e afirmação feminina, promovendo inclusão, gestão comunitária e sustentabilidade. Recentemente, conquistou o reconhecimento de Utilidade Pública para a AMPAG, consolidando seu impacto social.  

     Algumas de suas conquistas incluem a parceria com o Centro Terra Viva e com a organização suíça Genève Tiers-Monde, para aprimoramento das técnicas de captura. A AMPAG também conseguiu construir uma sede própria e participar de intercâmbios nacionais e internacionais, focados em equidade de gênero, gestão sustentável e valorização da cadeia produtiva.  

     Reconhecimento  

     O trabalho da AMPAG, sob a gestão de Navegante, foi um dos finalistas do Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, em 2015. O reconhecimento ajudou a dar visibilidade nacional à causa das marisqueiras da região.  

     O impacto do trabalho é o aumento da autonomia financeira das associadas, conservação dos manguezais por meio do repasse de boas práticas e o recente reconhecimento da associação como de utilidade pública.   

    Atualmente, Navegante lidera a busca por um selo artesanal, um marco para a legalização e ampliação mercadológica dos produtos da comunidade, assegurando a perpetuidade da atividade.  

     Para Navegante, ganhar o Mulheres das Águas representa o reconhecimento pela sua trajetória, que mistura a tradição ancestral com a inovação social. “Meu trabalho demonstra compromisso com a sustentabilidade ao aliar a mariscagem à conservação ambiental, ensinando práticas que garantem o recurso para futuras gerações”, ressaltou.   

     “O modelo associativo da AMPAG já inspirou outras comunidades, e eu mesma atuo como multiplicadora, compartilhando conhecimentos em redes pelo Nordeste. Ganhar este prêmio não é um reconhecimento apenas pessoal, mas de todas as marisqueiras, validando a força das mulheres das águas como agentes essenciais de desenvolvimento cultural, econômico e ambiental”, concluiu Navagante 

    Sobre o Mulheres das Águas – O prêmio foi criado em 2023 para reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na pesca e aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e, principalmente, o empoderamento das mulheres que vivem das águas. Esta edição será realizada no dia 18 de março, no Teatro Nacional, em Brasília. 

    Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

  • Farm Show consolida-se como uma das principais vitrines do agronegócio

    Farm Show consolida-se como uma das principais vitrines do agronegócio

    Ao completar uma década, a Farm Show MT, realizada em Primavera do Leste (distante 235 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso, consolida-se como uma das principais vitrines do agronegócio em Mato Grosso — Estado que lidera a produção nacional de soja, milho e algodão e ocupa posição central na balança comercial brasileira. A edição comemorativa, entre os dias 10 e 13 deste mês, ocorre em um momento de ajuste no ciclo de commodities e deve funcionar como termômetro do apetite de investimento para a safra 2026/27.

    Organizada pelo Sindicato Rural de Primavera do Leste, a feira acompanhou, ao longo dos últimos dez anos, a expansão da fronteira agrícola e o salto de produtividade do Estado. Mato Grosso responde por cerca de um terço da produção brasileira de soja e lidera também na segunda safra de milho e no algodão em pluma. O dinamismo produtivo impulsionou a demanda por máquinas de grande porte, biotecnologia, defensivos, fertilizantes, conectividade e soluções de agricultura de precisão — segmentos que hoje concentram boa parte dos estandes do evento.

    Na comparação com as primeiras edições, quando a feira tinha perfil mais regional, a Farm Show ampliou área expositiva, número de marcas e alcance geográfico dos visitantes. Em 2025, segundo dados da organização, o evento superou a marca de centenas de expositores e recebeu público de diferentes regiões do Estado e de unidades vizinhas do Centro-Oeste. Para 2026, a expectativa é de novo avanço, tanto em participação empresarial quanto em volume de negócios prospectados.

    Embora não atinja os patamares das maiores feiras do País — como a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), ou a Expointer, no Rio Grande do Sul —, a Farm Show consolidou-se como um dos principais eventos técnicos do Centro-Oeste, com forte especialização em grãos e fibras. No calendário estadual, figura entre as maiores vitrines do agronegócio mato-grossense, ao lado de exposições tradicionais da capital e de polos do médio-norte.

    A edição deste ano ocorre sob cenário distinto daquele observado no biênio 2022-2023, quando preços internacionais de soja e milho atingiram picos históricos em meio à recomposição de estoques globais e às incertezas geopolíticas. Desde então, as cotações passaram por acomodação, ao mesmo tempo em que custos de produção — especialmente fertilizantes, defensivos e crédito rural — permaneceram pressionados.

    Esse novo equilíbrio torna feiras técnicas espaços estratégicos para negociação direta. Fabricantes e revendas apostam em condições comerciais diferenciadas, prazos estendidos e pacotes integrados de tecnologia. Para o produtor, trata-se de oportunidade para comparar soluções, avaliar retorno sobre investimento e travar custos para a próxima temporada.

    Segundo a direção da feira, a décima edição reforça parcerias nas áreas de agricultura de precisão, biotecnologia, conectividade no campo e sustentabilidade. A digitalização da lavoura, com uso intensivo de dados, sensores e automação, é apontada como eixo estruturante dos próximos ciclos produtivos no Estado.

    Além da dimensão técnica, o evento tem efeito direto sobre a economia de Primavera do Leste e municípios do entorno. Hotéis, restaurantes, transporte e comércio registram aumento de demanda durante os quatro dias de programação. Em feiras desse porte, parte relevante dos contratos é formalizada posteriormente, mas as intenções de compra firmadas no evento influenciam o planejamento industrial e o crédito ao longo do ano-safra.

    Em um Estado cuja economia depende majoritariamente do agronegócio, a Farm Show funciona como indicador do humor do produtor. O nível de visitação, o volume de consultas por máquinas e a procura por soluções financeiras são acompanhados pelo mercado como sinais antecipados do ritmo de investimento para 2026/27.

    A edição comemorativa também amplia a estratégia de integração com o público não rural. A “Mini Fazenda”, criada em 2025, retorna com estrutura ampliada e funcionamento diário, das 8h às 20h, reunindo bovinos, equinos, ovinos e espaço para peixes. A iniciativa segue tendência observada em eventos agropecuários de diferentes regiões: aproximar campo e cidade em um contexto de maior escrutínio público sobre sustentabilidade, bem-estar animal e segurança alimentar.

    Ao completar dez anos, a Farm Show MT sinaliza maturidade institucional e consolida seu papel como plataforma regional de negócios e difusão tecnológica. Em um momento de transição do ciclo de preços e de crescente complexidade produtiva, o evento reforça o protagonismo de Mato Grosso na agenda agrícola nacional e projeta os desafios do próximo decênio: eficiência, inovação e competitividade em escala global.

    Fonte: Pensar Agro