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Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagra a maior ação no Brasil contra quadrilhas de celulares roubados

Os criminosos também acessavam dados das vítimas para abertura ilegal de contas bancárias, empréstimos fraudulentos e retirada de valores das contas. Foto: PCRJ

Rio de Janeiro, 17/11/2025 – A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou, nesta segunda-feira (17), a Operação Rastreio. A ação contou com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e teve como objetivo desmantelar um esquema nacional de desbloqueio e receptação de celulares. A investigação apontou que a organização criminosa oferecia cursos on-line para ensinar o desbloqueio de aparelhos roubados.

Foram presas 30 pessoas e cumpridos 132 mandados judiciais em 11 estados: Alagoas, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Durante a operação, houve a apreensão de mais de 2.500 aparelhos celulares, um veículo roubado, R$ 52 mil em espécie, além de componentes eletrônicos, cartões clonados, HDs e computadores.

As investigações apontam que o desbloqueio dos celulares também visava acessar dados das vítimas para abertura ilegal de contas bancárias, realização de empréstimos fraudulentos e retirada de valores das contas.

A ação é de iniciativa da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), da PCRJ, e contou com o apoio das Polícias Civis dos estados envolvidos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), atuou promovendo a articulação e a integração das Polícias Judiciárias estaduais.

O diretor da Diopi, Rodney da Silva, explica que a atuação integrada contribuiu para o desenvolvimento das ações da operação, ao fortalecer a cooperação nacional no enfrentamento aos crimes envolvendo furto, roubo e receptação de celulares.

Ele ressaltou que “esse procedimento reforça o caráter nacional do combate ao crime organizado e se dá pela cooperação e pelo compartilhamento de responsabilidades em relação à segurança pública no País”.

Investigações

Segundo a PCRJ, as investigações tiveram início após a prisão de um criminoso apontado como referência em desbloqueio de aparelhos celulares, em maio deste ano, que conseguia realizá-los remotamente.

A partir de sua captura, os agentes começaram a desvendar uma rede de “clientes” do marginal em todos os estados do Brasil. Ele ainda ministrava cursos on-line, ensinando a efetuar os desbloqueios.

Os alvos da ação desta segunda-feira são clientes que costumavam enviar aparelhos roubados para serem desbloqueados e outros suspeitos que recolocavam esses celulares no mercado após o desbloqueio, para dar aparência de legalidade aos bens.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

PM resgata vítimas de sequestro e tortura e prende faccionado às margens do Rio Cuiabá

Policiais militares do 1º Batalhão de Cuiabá resgataram, na manhã desta segunda-feira (17.11), dois homens que estavam sendo submetidos a agressões por membros de uma facção criminosa às margens do Rio Cuiabá. Um dos suspeitos foi preso em flagrante após ser encontrado no local mantendo as vítimas amarradas e sob ameaças.

A ação criminosa teve início por volta das 6h, quando a equipe policial recebeu informações via Ciosp de que dois homens estariam sendo agredidos atrás de um barracão na região do bairro Praeirinho. Durante as rondas, os policiais localizaram uma motocicleta nas proximidades, o que levantou suspeitas sobre o local.

Ao descerem o barranco, os militares visualizaram os suspeitos, que fugiram ao perceber a presença da PM. Dois homens e uma mulher pularam no rio e não foram localizados. Já um dos envolvidos, de 20 anos, foi detido pela PM.

Após a prisão, os policiais encontraram as duas vítimas amarradas e com diversas lesões pelo corpo. Elas relataram que estavam em um bar quando foram abordadas pelo grupo, retiradas do estabelecimento e levadas ao local onde sofreram as agressões.

Segundo as vítimas, todos os suspeitos estavam armados e faziam constantes ameaças de morte. Elas foram agredidas com socos, chutes, pauladas e golpes com um espeto de ferro.

Os criminosos também vasculharam os celulares das vítimas em busca de informações sobre outras facções. Um dos homens informou que uma das suspeitas era sua ex-namorada, apontada como mandante do sequestro. O grupo também roubou duas motocicletas e três celulares.

Durante varredura no local, os policiais encontraram uma bolsa com 18 porções de substância análoga à maconha, três porções de pasta-base e materiais utilizados para embalagem de entorpecentes.

Diante dos fatos, o suspeito detido foi encaminhado para a Central de Flagrantes. Em consulta ao sistema, foi constatado que ele possui diversas passagens criminais por tráfico ilícito de drogas.

Disque-denúncia

A população pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, pelos números 190 ou 0800 065 3939.

Fonte: PM MT – MT

“A gente esperava há anos e agora está em nossas mãos”, destaca produtor do Assentamento Pai Herói em Tabaporã

Crédito - Antônio Pinheiro/Secom-MT

O produtor rural de Tabaporã, Sérgio Aparecido dos Santos, foi um dos primeiros beneficiados pelo lançamento dos sistemas Simcar Assentamento e Simcar Compensação. Ele destacou que o momento era aguardado há anos pelos pequenos produtores do Assentamento Pai Herói, projeto-piloto do Governo de Mato Grosso no novo sistema.

“Para mim, representa a realização de um sonho. É algo que a gente esperava há anos e nunca conseguia. Hoje, graças a Deus, está em nossas mãos. Receber o CAR ajuda muito o pequeno produtor e eu sou um deles. Agradeço ao governador Mauro Mendes e ao vice-governador Otaviano Pivetta, que têm lutado muito por nós. Estão fazendo um bom trabalho em Mato Grosso”, afirmou Sérgio.

Outro beneficiado, Denicio Cavalari da Silva, reforçou a importância do documento. “É uma honra muito grande receber este CAR. Todo produtor sonha com ele, porque traz diversos benefícios, entre eles permitir o acesso a programas do governo. Só conseguimos com o apoio do Estado e porque nossa área está legalizada. Espero que outros assentamentos também consigam”, completou.

O vice-governador Otaviano Pivetta também comentou o impacto dos novos sistemas. “Com o Simcar Assentamento e o Simcar Compensação, damos um passo importante para que os produtores rurais regularizem suas áreas e acessem os benefícios que merecem. Este projeto é resultado da parceria com municípios e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), garantindo segurança jurídica e oportunidades para todos”, disse o vice-governador.

Sobre os novos sistemas
O Simcar Assentamento acelera a regularização ambiental de assentamentos rurais, destravando processos e garantindo segurança jurídica aos produtores. Já o Simcar Compensação atende imóveis com déficit de reserva legal anterior a 2008, permitindo regularizar áreas por meio de duas alternativas: aquisição de área em unidades de conservação pendentes de regularização fundiária e doação ao Estado; ou aquisição de área de terceiros para servidão ambiental.

Fonte: Governo MT – MT

Com novos facilitadores, Justiça Restaurativa deve irradiar benefícios para além do ambiente escolar

O assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), Rauny José da Silva Viana, destacou que os resultados do Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), representam não apenas um avanço institucional, mas sobretudo um impacto concreto no cotidiano escolar, “no piso da escola”, onde alunos, professores e famílias constroem diariamente suas relações.

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Realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) nos dias 13 e 14 de novembro, em Cuiabá, o encontro foi encerrado com a certificação de 125 profissionais da Educação, que atuarão como facilitadores de Círculos de Construção de Paz em unidades educacionais de todo o estado. Esses servidores, qualificados na metodologia da Justiça Restaurativa, levarão para as escolas práticas voltadas à mediação de conflitos, ao diálogo e ao fortalecimento do convívio comunitário. Para Rauny Viana, os reflexos da formação serão percebidos de forma direta e profunda na dinâmica escolar.

“Acredito que agora, depois dessa formação de profissionais, que já trabalham com políticas de pacificação social nas suas escolas, buscando uma educação mais humanizada, menos punitiva e mais inclusiva, ter a formação de facilitador é de grande impacto. Não apenas para os alunos ou para a escola, mas também para a família e toda a comunidade ao redor”, afirmou.

Segundo o gestor, o ciclo restaurativo nasce na sala de aula, mas se irradia para todo o entorno social.

“Uma criança tem família e tem comunidade. Se eu tenho um aluno com dificuldade de comportamento, com necessidades não atendidas, e ele passa por uma política pública efetiva de pacificação social dentro da escola e retorna para casa, toda a comunidade ganha com isso de forma positiva. O Judiciário, por meio do NugJur, em parceria com a Seduc e o Ministério Público, entrega hoje profissionais prontos para promover ambientes de inclusão, coparticipação e fortalecimento de valores”, destacou.

Rauny ressaltou que a consolidação da Justiça Restaurativa na educação exigiu um cuidadoso processo de sensibilização, iniciado em abril. “Toda inovação encontra resistência inicial. Sempre existe uma barreira de tensão por quem recebe algo novo. Sensibilizar as pessoas de forma correta foi fundamental para alcançarmos esse resultado, que hoje celebra profissionais formados durante a Semana Nacional da Justiça Restaurativa.”

Com a formação concluída, a expectativa é que as escolas passem a incorporar, de maneira orgânica, práticas restaurativas no enfrentamento dos desafios cotidianos – escuta qualificada, diálogo, responsabilização e construção coletiva de soluções.

Círculo de Construção de Paz

O Círculo de Construção de Paz (CCP) é uma ferramenta da Justiça Restaurativa que surge como uma alternativa ao modelo punitivista. A dinâmica consiste na criação de um espaço seguro para reflexão e troca de experiências que, de forma orientada, permite a construção de relacionamentos, a tomada de decisões e resolução de conflitos de forma eficiente.

A ferramenta passou a ser utilizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso em ambiente escolar, como resposta ao aumento dos casos de violência e no combate à evasão de alunos.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Alerta de tempestades tem monitoramento e orientação contínua da Defesa Civil em Cuiabá

Emanoele Daiane

A Defesa Civil Municipal de Cuiabá reforçou, nesta segunda-feira (17), o alerta para a possibilidade de tempestades localizadas e chuvas intensas nas próximas horas. De acordo com as informações repassadas pelos órgãos Estadual e Nacional, a capital mato-grossense pode registrar precipitação de até 60 mm entre hoje e terça-feira (18), com rajadas de vento que podem variar entre 60 e 100 km/h. O alerta, classificado nos níveis Amarelo, Laranja e Vermelho, a depender do setor da cidade, segue válido até 12h do dia 18 de novembro.

No bairro Dom Aquino, onde a parede de uma residência desabou nesta segunda-feira. Também foram registradas algumas quedas de 3 árvores em diferentes pontos da cidade. No geral, as chuvas provocaram acúmulo momentâneo de água em trechos da Avenida Rubens de Mendonça (CPA), da Avenida Fernando Corrêa e no bairro Jardim Tropical. Segundo o órgão, os córregos permaneceram dentro dos níveis de segurança e, até o momento, não houve registro de incidentes de maior gravidade.

“Além das nominadas, recebemos informações de outros locais no município de Cuiabá que tiveram acúmulo de água, mas que não geraram demanda para a Defesa Civil Municipal”, explicou o secretário.

O secretário-adjunto especial da Defesa Civil de Cuiabá, coronel BM Alessandro Borges, destacou que a intensidade atual da chuva é considerada média, mas exige atenção redobrada. “É momento de cautela. Estamos em alerta laranja e isso requer mais atenção da população. As equipes da Defesa Civil estão percorrendo todas as áreas suscetíveis a acúmulo de água e acompanhando a evolução do cenário em tempo real”, explicou.

Monitoramento constante e situação de pontos com acúmulo de água

A chuva registrada na tarde desta segunda-feira provocou pontos de acúmulo de água na região central, especialmente em trechos da Avenida da Prainha, onde comerciantes instalaram barreiras provisórias para evitar que a água entrasse nos estabelecimentos.

Segundo Borges, os alagamentos observados são momentâneos e tendem a diminuir assim que a chuva cessa. “Não há registro de ocorrências graves, nem vítimas. O que tivemos foram pontos de acúmulo de água que não impediram o tráfego de veículos, dificultaram a travessia de pedestres. É algo esperado até que as obras do BRT, da Águas Cuiabá e da Sinfra sejam concluídas”, esclareceu o secretário.

Ele afirma que a Defesa Civil continua monitorando córregos, bairros e áreas de risco, e que novas informações serão divulgadas sempre que necessário. “Trabalhamos de forma preventiva. Caso o cenário se altere, informaremos imediatamente a população”, garantiu.

Riscos associados às chuvas e cuidados essenciais

Além do risco de alagamentos, o alerta emitido pela Defesa Civil aponta possibilidades de queda de galhos de árvores, instabilidade em estruturas frágeis, descargas elétricas e redução da visibilidade no trânsito.

Borges explica que, muitas vezes, o maior perigo não é a chuva forte, mas o chuvisco, que reduz a aderência da pista. “A chuva fraca mistura com o óleo do asfalto e deixa a pista muito lisa. É quando mais ocorrem acidentes. Na chuva forte, o risco maior está na visibilidade. Por isso, é fundamental dirigir com prudência”, orientou.

Recomendações para antes, durante e depois da chuva

A Defesa Civil reforça um conjunto de cuidados que ajudam a evitar acidentes e reduzir danos:

Antes da chuva

Verificar telhados, calhas e estruturas expostas.
Limpar calhas para evitar acúmulo de água.
Observar árvores próximas à residência, especialmente as que apresentam sinais de fragilidade.

Durante a chuva

Evitar ficar sob árvores, placas, outdoors e postes de energia.
Em caso de vento forte, procurar abrigo seguro.
Se estiver dirigindo e a visibilidade diminuir, parar em local seguro — longe de estruturas que possam cair.
Evitar atravessar áreas alagadas a pé ou de veículo.

Depois da chuva

Redobrar atenção com fios caídos, que podem estar energizados.
Observar rachaduras, muros e barrancos próximos, principalmente em áreas de risco.

“A prevenção é sempre o melhor caminho. Não há motivo para pânico, mas sim para atenção e prudência. A Defesa Civil está de plantão 24 horas para atender a população”, reforçou Borges.

Canais de emergência

Em caso de necessidade, a população deve acionar:

193 – Corpo de Bombeiros
199 – Defesa Civil
WhatsApp da Defesa Civil de Cuiabá: (65) 99244-4018 (plantão 24 horas)

A Defesa Civil também recomenda que moradores mantenham seus cadastros atualizados nos sistemas de alerta.

Compromisso com a segurança da população

Com equipes nas ruas, informações atualizadas e monitoramento constante, a Defesa Civil de Cuiabá segue atuando para prevenir riscos e garantir a segurança da população durante o período chuvoso.

“Seguiremos atentos até que o alerta seja encerrado. E pedimos à população que se mantenha informada e siga as orientações. Juntos, conseguimos minimizar riscos e evitar acidentes”, concluiu o coronel Alessandro Borges.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

PM resgata vítimas de sequestro e tortura e prende faccionado às margens do Rio Cuiabá

Policiais militares do 1º Batalhão de Cuiabá resgataram, na manhã desta segunda-feira (17.11), dois homens que estavam sendo submetidos a agressões por membros de uma facção criminosa às margens do Rio Cuiabá. Um dos suspeitos foi preso em flagrante após ser encontrado no local mantendo as vítimas amarradas e sob ameaças.

A ação criminosa teve início por volta das 6h, quando a equipe policial recebeu informações via Ciosp de que dois homens estariam sendo agredidos atrás de um barracão na região do bairro Praeirinho. Durante as rondas, os policiais localizaram uma motocicleta nas proximidades, o que levantou suspeitas sobre o local.

Ao descerem o barranco, os militares visualizaram os suspeitos, que fugiram ao perceber a presença da PM. Dois homens e uma mulher pularam no rio e não foram localizados. Já um dos envolvidos, de 20 anos, foi detido pela PM.

Após a prisão, os policiais encontraram as duas vítimas amarradas e com diversas lesões pelo corpo. Elas relataram que estavam em um bar quando foram abordadas pelo grupo, retiradas do estabelecimento e levadas ao local onde sofreram as agressões.

Segundo as vítimas, todos os suspeitos estavam armados e faziam constantes ameaças de morte. Elas foram agredidas com socos, chutes, pauladas e golpes com um espeto de ferro.

Os criminosos também vasculharam os celulares das vítimas em busca de informações sobre outras facções. Um dos homens informou que uma das suspeitas era sua ex-namorada, apontada como mandante do sequestro. O grupo também roubou duas motocicletas e três celulares.

Durante varredura no local, os policiais encontraram uma bolsa com 18 porções de substância análoga à maconha, três porções de pasta-base e materiais utilizados para embalagem de entorpecentes.

Diante dos fatos, o suspeito detido foi encaminhado para a Central de Flagrantes. Em consulta ao sistema, foi constatado que ele possui diversas passagens criminais por tráfico ilícito de drogas.

Disque-denúncia

A população pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, pelos números 190 ou 0800 065 3939.

Fonte: Governo MT – MT

Mapa e OMSA discutem impactos do clima na saúde animal na AgriZone

Os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde animal e a produção pecuária foram tema central do painel realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), nesta segunda-feira (17), na AgriZone, espaço dedicado a soluções sustentáveis para a agricultura durante a COP 30, em Belém (PA). O encontro discutiu como construir sistemas de saúde animal mais preparados para um cenário marcado por secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e outras alterações rápidas que afetam diretamente os rebanhos e o sustento de milhares de famílias.

A sessão partiu da compreensão de que esses fenômenos climáticos podem alterar a presença e o comportamento de enfermidades em animais, exigindo novas estratégias de vigilância e resposta. De acordo com os organizadores, o objetivo é fortalecer os serviços veterinários, ampliar a cooperação técnica entre países e proteger a produção de alimentos em um contexto de mudanças que já não são apenas previsíveis, mas cada vez mais presentes no cotidiano da agropecuária.

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Marcelo Mota, ressaltou que o Brasil e outros países precisam atualizar protocolos e estruturas de defesa agropecuária. Durante o painel, ele destacou que o clima extremo impõe desafios inéditos à saúde dos animais e ao trabalho dos serviços veterinários. “As mudanças climáticas têm impactado os sistemas de atenção veterinária. Os serviços veterinários oficiais vão ter que mudar o seu paradigma na questão de circulação das doenças em animais, considerando as alterações do clima, as ondas de calor e de frio extremo e os eventos severos que têm acontecido”.

Mota destacou que os efeitos climáticos já são perceptíveis no campo e interferem diretamente na capacidade de prevenção de doenças. Segundo Mota, “esses eventos têm colocado mais pressão nos serviços veterinários porque conseguem afetar, de alguma forma, a saúde dos animais”.

O diretor detalhou ainda que o Brasil tem avançado na modernização de seus instrumentos de avaliação e vigilância sanitária e ressaltou o valor da participação de diferentes instituições na construção de soluções. “Tivemos aqui representação da Confederação Nacional de Agricultura, da Embrapa, da Academia, da Universidade de São Paulo e do Insper, que puderam discutir um pouco das contribuições brasileiras nesse sentido, de como estamos melhorando o nosso sistema de avaliação veterinária para fazer frente a essas situações”.

Segundo ele, o painel faz parte de um processo de preparação para aprofundar o tema na Blue Zone da COP 30. “Isso tudo é uma preparação maior para a discussão que a gente vai ter na quinta-feira (20) na Blue Zone, onde a gente espera uma representação de alto nível do Ministério da Agricultura, da Organização Mundial de Saúde Animal, do Conselho de Veterinária e da Confederação Nacional de Agricultura para a gente trazer mais elementos práticos dessa contribuição”.

A diretora-geral da OMSA, Emmanuelle Soubeyran, conduziu a sessão e reforçou que a saúde dos animais, das pessoas e do meio ambiente está interligada, conceito reconhecido internacionalmente como Saúde Única (One Health). Esse alinhamento também aparece na nota conceitual do evento, que aponta que eventos extremos, como enchentes, secas e ondas de calor, podem alterar a dinâmica de doenças, comprometer a oferta de alimentos e afetar meios de vida em diversas regiões do mundo, especialmente naquelas dependentes da pecuária.

O painel contou com a contribuição de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do Insper e da Embrapa, além de representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará. As instituições apresentaram experiências brasileiras de vigilância epidemiológica, prevenção de doenças e adaptação sanitária em rebanhos expostos a eventos climáticos extremos, contribuindo com análises técnicas e exemplos práticos que ajudam a orientar a construção de sistemas de saúde animal mais preparados para os desafios impostos pelo aquecimento global.

A discussão segue nesta quinta-feira (20), na Blue Zone, onde representantes do Mapa, organismos internacionais e entidades do setor produtivo devem apresentar caminhos conjuntos para integrar a saúde animal às estratégias internacionais de adaptação climática. O trabalho também se conecta às agendas sobre produção pecuária de baixa emissão, bem-estar animal, inovação em vigilância sanitária e fortalecimento de políticas e financiamentos que apoiem sistemas produtivos mais resilientes.

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Evento debate leitura como ferramenta de transformação social no sistema prisional

A literatura como política pública de transformação foi debatida, nesta segunda-feira (17), no painel “Leitura e Justiça Social” da 6ª Jornada de Leitura no Cárcere. Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o evento tem como tema “Palavra e pertencimento: a leitura como território de libertação”.
A jornada conta com a participação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF-MT). O encontro é voltado a magistrados, servidores, profissionais da educação, gestores do sistema penal e, principalmente, às pessoas privadas de liberdade.
O primeiro painel apresentou metas do Plano Pena Justa, relacionando leitura, cultura e justiça social no sistema prisional brasileiro. Segundo o Censo Nacional de Leitura em Prisões do CNJ, o Brasil possui 1.347 unidades prisionais. Desse total, 30,4% não contam com bibliotecas ou espaços de leituras e 26,3% não realizam atividades educacionais.
“Esses números revelam desigualdades regionais e de gênero. As unidades femininas, por exemplo, possuem uma proporção maior de bibliotecas, possivelmente por valorizarem mais as práticas educativas”, destacou a juíza do estado do Acre, Andréa Brito, que integra o Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ.
Uma das metas do Plano Pena Justa é garantir que, até 2027, 50% das pessoas privadas de liberdade estejam matriculadas em programas educacionais formais. O objetivo foi apresentado pela coordenadora-geral de Cidadania e Assistências Penitenciárias da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Cíntia Rangel.
“Essa parceria com o CNJ, com os desafios do Pena Justa, é um elemento de materialização de anseios, de perspectivas de transformação. Apesar dos avanços, ainda enfrentamos obstáculos estruturais que exigem mobilização conjunta para garantir que a leitura seja, de fato, um direito universal no sistema prisional”, afirmou.
O painel contou ainda com a participação de Jeferson Assumção, da Diretoria de Livro, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, e foi apresentado por Juliana Tonche, do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ.
Pelo TJMT estiveram presentes a psicóloga do GMF, Adriana Carla Lima, o gestor administrativo do GMF, Lusanil Cruz, a gestora administrativa e de projetos do GMF, Maria Fernanda, e o diretor-adjunto da Penitenciária Central do Estado (PCE), Elionai Amaro.
A Jornada da Leitura no Cárcere é realizada via parceria entre o CNJ, a Senappen, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Observatório do Livro e da Leitura, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério da Cultura (MinC).
Também marcaram presença no primeiro dia do evento o desembargador do TJ do Paraná, Ruy Muggiati, o presidente do Observatório do Livro, Galeano Amorim, e a diretora de Políticas de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola do MEC, Cléia Santos, o policial penal federal e chefe da Divisão de Educação, Cultura e Esporte da Senappen, Rodrigo Dias, e o cantor, compositor e escritor Nei Lopes.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Prefeitura inicia organização do Calendário Oficial de Eventos para 2026

(Foto: Ascom Prefeitura/Janderson

A Prefeitura de Lucas do Rio Verde deu início à organização do Calendário Oficial de Eventos 2026. Para evitar conflitos de datas entre ações municipais, privadas ou filantrópicas, os organizadores interessados devem realizar o cadastro das informações sobre seus eventos por meio de um formulário on-line, disponível no link forms.lucasdorioverde.mt.gov.br/portal/evento?id=5IUXDRM9ZCKF84LQ2EGH, entre os dias 17 de novembro e 22 de dezembro.

As Secretarias responsáveis já estão consolidando as datas de eventos tradicionais, como a Festa do Milho, Arraiá da Integração, Aniversário da Cidade, Natal da Esperança, além de apresentações das oficinas culturais, feiras de artesanato, eventos esportivos, sociais e educacionais.

O formulário deve ser preenchido com informações detalhadas, incluindo datas, horários e locais das atividades. Além disso, o cadastro é essencial para aqueles que desejam solicitar apoio da Prefeitura ou convidar autoridades locais, como o prefeito, secretários ou representantes do governo municipal, para participarem das agendas.

A iniciativa de unificar os calendários tem como objetivo fortalecer as ações comunitárias, ampliar o engajamento da população e otimizar a organização dos eventos que movimentam a cidade. O planejamento também visa garantir um cronograma mais estruturado, participativo e alinhado às demandas da comunidade luverdense.

Em caso de dúvidas, os interessados podem buscar atendimento presencial na sede da Prefeitura, localizada na Avenida das Nações, 2500S, Parque dos Buritis, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h. O atendimento também está disponível na Secretaria de Cultura e Turismo, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

O Calendário Oficial de Eventos 2026 será divulgado em fevereiro, marcando o início de um ano repleto de oportunidades para fortalecer a cultura, o lazer e a integração de toda a comunidade.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

Polícia Civil de Alta Floresta prende homem por estupro de vulnerável

A Polícia Civil prendeu um homem, de 23 anos, pelo crime de estupro de vulnerável. A prisão ocorreu em flagrante, neste domingo (16.11). Na audiência de custódia, realizada nesta segunda-feira (17.11), o Poder Judiciário converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Conforme a investigação, o crime ocorreu na madrugada de domingo (16.11). O suspeito, que é cunhado da vítima, teria incentivado a adolescente a consumir bebidas alcoólicas. Segundo apurado, após ficar tonta e incapacitada de reagir, o suspeito a levou para um quarto e praticou conjunção carnal.

A equipe policial foi acionada pela mãe da vítima. Após a denúncia, uma equipe foi até o local e, diante das evidências, conduziu o suspeito, em flagrante, até a delegacia.

O investigado foi indiciado e encaminhado à Cadeia Pública. A Justiça determinou a prisão preventiva citando a gravidade do ato e a tentativa do autuado de silenciar a vítima por mensagens após o ocorrido.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Governo do Brasil inicia operação do Gás do Povo com distribuição de vales-recarga a partir de 24 de novembro

- Foto: Ricardo Botelho/MME

O Ministério de Minas e Energia (MME) dará início, no dia 24 de novembro, à operação nacional do programa Gás do Povo, que garante a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha (GLP 13 kg) para famílias em situação de vulnerabilidade social. A fase inicial contemplará dez capitais brasileiras – Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Recife (PE), Teresina (PI), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP) – e marca o início da expansão do programa, que deverá alcançar mais de 15 milhões de famílias até março de 2026.

“O Gás do Povo combate a pobreza energética, garante alívio real no orçamento das famílias e protege a saúde de quem ainda recorre à lenha ou a materiais inflamáveis para cozinhar. Estamos garantindo segurança alimentar e qualidade de vida para milhões de brasileiros e brasileiras. A grande marca desse governo do presidente Lula é cuidar das pessoas, e o Gás do Povo é a maior iniciativa de acesso ao cozimento limpo do mundo, concretizando esse objetivo”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

A Caixa Econômica Federal será a responsável por operacionalizar o benefício, realizando a distribuição dos vales-recarga, cadastrando as revendedoras participantes e validando os meios de acesso do usuário. Com isso, a retirada da recarga gratuita passa a ser feita diretamente nas revendas credenciadas, sem intermediação de pagamento em dinheiro. O beneficiário poderá comprovar o direito ao vale por meio do cartão do Bolsa Família, cartão de débito da Caixa ou CPF com código de validação enviado ao celular. O modelo amplia a rastreabilidade, a segurança e a eficiência na entrega do benefício.

Cerca de 1 milhão de famílias serão atendidas nessa primeira etapa, que marca a transição do formato anterior, baseado em pagamento em dinheiro, para um sistema que assegura a entrega direta do gás de cozinha. Esse avanço torna o benefício mais eficaz, reduz fraudes e garante que o recurso chegue exatamente onde deve chegar: na recarga do botijão utilizado no dia a dia das famílias.

Serão elegíveis as famílias selecionadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário-mínimo e cadastro atualizado há pelo menos 24 meses. Terão prioridade aquelas que já recebem o Bolsa Família.

O Gás do Povo é uma das principais ações do MME para fortalecer a segurança energética, promover o cozimento limpo e ampliar o acesso ao gás de cozinha como instrumento de dignidade e justiça social. A iniciativa reduz a dependência de lenha e de combustíveis poluentes que afetam principalmente mulheres e crianças, contribuindo para a promoção da saúde e para a proteção ambiental.

A expectativa do Governo do Brasil é de que, até março de 2026, o programa alcance mais de 15 milhões de famílias, consolidando-se como uma das maiores políticas públicas do país voltadas ao combate à fome, à pobreza energética e aos riscos associados ao uso de fontes inadequadas para cozinhar.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: imprensa@mme.gov.br


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

Comitê Gestor da Copa de Futebol Feminino 2027 institui câmaras temáticas e inicia nova fase do Mundial

Reunião do Comitê Gestor da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027. Foto: Ronaldo Caldas/MEsp

O Ministério do Esporte realizou, nesta segunda-feira (17), a primeira reunião do Comitê Gestor da Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2027 (CGCOPA) e instituiu oito câmaras temáticas de trabalho em nova fase da organização do mundial. A secretária-executiva do MEsp e coordenadora do torneio, Cynthia Motta, afirmou que a instalação do comitê consolida a etapa inicial de governança e organiza as responsabilidades entre os órgãos participantes.

O CGCOPA 2027 reúne 23 órgãos da administração pública federal, incluindo Advocacia Geral da União (AGU), ministérios da Fazenda, Saúde, Educação, Transportes, Justiça e Segurança Pública, Igualdade Racial, Mulheres, Turismo, GSI e Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. A reunião contou com a presença de representantes de todos os ministérios envolvidos e da executiva de Articulação e Relações Governamentais, Jacqueline Barros.

O próximo passo será a instalação do comitê executivo, que tratará das ações operacionais nas áreas de transportes, regime fiscal, vistos, segurança e tecnologia da informação. O Comitê Gestor, criado pela Portaria Interministerial MESP/AGU, de setembro de 2025, tem a atribuição de definir diretrizes para o plano estratégico do governo e supervisionar as ações do Grupo Executivo da Copa (GECOPA 2027). O Brasil foi escolhido pela FIFA como país-sede em 17 de maio de 2024.

Fortalecer o futebol feminino

A secretária executiva do MEsp, Cynthia Motta, destacou ainda que o governo do Brasil pretende fortalecer o futebol feminino e estruturar o legado do evento no país ao ampliar as condições de permanência das atletas na modalidade e evitar interrupções de carreira por falta de apoio financeiro.

Para a diretora de Políticas e Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte, Mariléia Santos, a Michael Jackson, a Copa no Brasil consolida a agenda de desenvolvimento do futebol feminino e amplia o acesso de meninas e mulheres à prática esportiva. “Vemos nessa iniciativa a oportunidade de proporcionar espaços seguros e respeitosos para que meninas e mulheres possam praticar futebol livremente, o que é um direito e o Brasil já demonstrou que tem um futebol feminino de excelência. Creio que a Copa do Mundo pode consolidar ainda mais o futebol feminino”, disse.

Cidades-sede

As cidades-sede definidas pela FIFA em maio de 2025 são Fortaleza (Arena Castelão), Recife (Arena Pernambuco), Salvador (Arena Fonte Nova), Belo Horizonte (Mineirão), São Paulo (Arena Itaquera), Rio de Janeiro (Maracanã), Porto Alegre (Beira-Rio) e Brasília (Estádio Nacional).

O Ministério do Esporte lançou a página oficial do Mundial, marco que registrou 700 dias para o início do torneio, e atualmente faltam 584 dias para a abertura. O Projeto de Lei Geral da Copa do Mundo Feminina está em fase final no Ministério do Esporte para envio à Casa Civil, com previsão de tramitação no Congresso Nacional antes do recesso legislativo.

Mais informações estão disponíveis na página da Copa do Mundo Feminina 2027 no portal gov.br/esporte.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

Copa2027

Fonte: Ministério do Esporte

MP recomenda suspensão do processo eleitoral da Apae por irregularidades

por ANA LUÍZA

A Promotoria de Justiça de Sapezal (a 500 km de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata do processo eleitoral da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do Município, após identificar irregularidades que comprometem a legalidade e a lisura do pleito. Diante do recebimento de denúncia por parte de uma candidata à presidência e de ex-servidores da própria instituição, o Ministério Público de Mato Groso iniciou investigação e constatou falhas na condução das eleições internas, previstas para ocorrer nos próximos dias.Segundo a Promotoria, o regimento interno da comissão eleitoral foi criado e aplicado sem aprovação do Conselho de Administração, em desacordo com o Estatuto da entidade e com o Manual Nacional de Eleições das Apaes. Além disso, o documento suprimiu o direito de recurso das chapas, contrariando normas e direitos básicos que garantem contraditório e ampla defesa, segundo a eficácia horizontal dos direitos fundamentais. Na recomendação, o Ministério Público orienta que a Apae e a Federação das Apaes de Mato Grosso suspendam o processo eleitoral e revoguem a decisão que indeferiu a inscrição da chapa “Gestão com Propósito”, concedendo prazo adicional de 48 horas para saneamento de pendências. Também recomenda que qualquer recurso seja encaminhado diretamente à Assembleia Geral, diante da suspeição do atual Conselho (composto por alguns integrantes de uma das chapas), e que seja marcada nova data para as eleições, garantindo um prazo mínimo de 30 dias para divulgação das chapas e campanha em condições equânimes.Caso a recomendação não seja atendida, o Ministério Público poderá recorrer a medidas judiciais ou extrajudiciais para garantir a lisura, a legalidade e a legitimidade do processo eleitoral da Apae.

Foto: Reprodução Google.

Fonte: Ministério Público MT – MT

Passageira menor de idade será indenizada por atraso de 9 horas em voo

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Uma passageira menor de idade deverá receber indenização por danos morais após enfrentar um atraso de nove horas em um voo doméstico, sem receber qualquer tipo de assistência da companhia aérea. A decisão foi mantida pela Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que reconheceu falha na prestação do serviço e rejeitou o recurso da empresa.

O caso começou em Cuiabá, quando a adolescente viajava sob responsabilidade da companhia aérea. O voo, que deveria decolar no horário previsto, foi adiado por mais de 9 horas e, durante todo o período de espera, a empresa não forneceu alimentação, hospedagem ou transporte alternativo, medidas obrigatórias em situações de atraso, conforme determina a Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Sem suporte, a família precisou arcar com despesas extras, o que motivou o ingresso da ação judicial.

A empresa, ao recorrer, alegou que o atraso ocorreu devido a ventos fortes e sustentou tratar-se de caso de “força maior”, o que excluiria sua responsabilidade. No entanto, o relator do processo, desembargador Dirceu dos Santos, explicou que condições climáticas adversas podem até configurar causa excludente de responsabilidade, mas apenas quando a companhia comprova que adotou todas as medidas possíveis para reduzir os prejuízos ao passageiro, o que não ocorreu no caso.

Segundo o magistrado, a responsabilidade das companhias aéreas é objetiva, nos termos do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor, e a situação vivida pela passageira “ultrapassa o mero aborrecimento”, justificando a indenização por dano moral. O desembargador ressaltou ainda que o transporte aéreo é um serviço essencial e que as empresas têm o dever de agir com diligência e respeito à dignidade do consumidor.

Processo nº 1039691-92.2023.8.11.0041

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Promotora destaca esforço democrático do Governo de MT de criar políticas ambientais com lançamentos de módulos

A promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini, que atua na defesa do meio ambiente no Ministério Público Estadual (MPE), reconheceu a atuação democrática do Governo de Mato Grosso ao buscar outras entidades e instituições para a construção de políticas públicas na questão ambiental.

A declaração de Ana Peterlini se deu durante o lançamento dos módulos do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar) Assentamento e Compensação, nesta segunda-feira (17.11), no Palácio Paiaguás.

“Já são mais de dois anos discutindo, quase que semanalmente, as questões jurídicas desses módulos, que não são poucas. Nós não temos no país ainda uma regulamentação tão específica para essas duas temáticas, então nós estamos fazendo uma construção. Quero parabenizar o governo e dizer que essa construção foi feita de forma democrática com várias instituições e entidades do setor público, privado e terceiro setor. Foi uma política construída a várias mãos, que se caracteriza nesse lançamento”, destacou.

O módulo Simcar Assentamento vai permitir uma tramitação mais célere da regularização ambiental de pequenos produtores em assentamentos rurais. Já o Simcar Compensação vai permitir ao produtor rural que tenha em seu imóvel déficit de reserva legal anterior a 2008 realizar a compensação ambiental em outro imóvel.

A promotora Ana Peterlini destacou que, após 13 anos da criação do Código Florestal brasileiro, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que traz um raio-x da malha fundiária do Estado, avançou pouco na regularização com a recuperação ambiental.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), são mais de 24,4 mil cadastros de produtores em assentamentos pendentes de análise no Simcar. No total, o Estado tem 147.958 CARs cadastrados no Simcar, sendo que 23,1% (34.166) estão validados em 68 dos 142 municípios mato-grossenses.

“O módulo compensação também vem lançar luz a essa problemática. Isso vai nos permitir que criemos um ‘mercado’ de compensação – quem tem déficit de reserva legal pode compensar com quem tem crédito. E o mais importante é que essa medida vai proporcionar a regularização das nossas unidades de conservação, que é a preferida pelos produtores, já que ela é entregue ao cuidado do Estado de Mato Grosso. Com isso, o governo pode promover a implementação dessas áreas”, apontou Ana Peterlini.

Para a promotora, os módulos vão beneficiar diretamente os pequenos produtores do Estado de Mato Grosso.

“Com os módulos, os pequenos produtores vão, de fato, conseguir sair da irregularidade e ter acesso, por exemplo, a financiamentos e tantas outras oportunidades que a validação do CAR vai lhes proporcionar. Esse é um momento histórico. Como representante do Ministério Público, agradeço ao Estado pelo avanço tão importante para os pequenos produtores”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

Delegações da União Europeia e da Rússia visitam a Casa da Ciência para conhecer ações do MCTI na Amazônia

Casa da Ciência do MCTI recebeu representantes do Cese, da União Europeia, e da Câmara Cívica da Federação Russa. Eles vieram conhecer a produção científica brasileira e o papel das instituições amazônicas na formulação de políticas

A Casa da Ciência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Belém (PA), recebeu, nesse domingo (16), as delegações da União Europeia e da Federação Russa para a apresentação de políticas, programas e estratégias da pasta federal voltadas à Amazônia. O encontro reforçou o papel da ciência brasileira no monitoramento, na conservação e no desenvolvimento sustentável da região.

O evento reuniu representantes do Comitê de Conselhos Econômicos e Sociais da União Europeia (Cese) e da Câmara Cívica da Federação Russa, que vieram conhecer de perto a produção científica brasileira e o papel das instituições amazônicas na formulação de políticas públicas.

A secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, apresentou iniciativas prioritárias para a Amazônia, incluindo ações de pesquisa, monitoramento ambiental e cooperação científica internacional. “Foi uma oportunidade de apresentar todas as ações que estamos desenvolvendo na região amazônica por meio dos nossos institutos, que têm desempenhado um papel cada vez mais relevante. Mostramos os esforços em pesquisa, desenvolvimento, tecnologia social e ferramentas inovadoras que nos permitem conhecer melhor a Amazônia”, disse. A secretária ainda destacou os Programa Pró-Amazônia, o Sirius, o laboratório de biossegurança Orion, o AmazonFace, além das iniciativas em inovação, cooperação internacional e inteligência artificial que reforçam o protagonismo do Brasil em ciência e tecnologia.

Para a coordenadora de pós-graduação do Museu Paraense Emílio Goeldi, Marlúcia Martins, não é possível encontrar soluções climáticas sem a ciência, e não é possível fazer ciência sem os povos da floresta. “Então, estamos nessa conexão com os povos da floresta e também dando ressonância a essas vozes”, explicou a professora.

A coordenadora especial da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), Alessandra Gomes, reforçou a importância de ampliar o trabalho integrado das instituições científicas da região. O Inpe atua como um hub de informação na Amazônia, reunindo acordos com diversas instituições e com a Agência Espacial Europeia para apoiar a geração e a disseminação de dados científicos na região. “Também é preciso considerar que ele é um eixo essencial para a formação de especialistas locais, algo decisivo para fortalecer projetos em áreas como mudanças climáticas, monitoramento florestal e novas tecnologias”, enfatizou.

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Henrique Pereira, chamou a atenção para o fato de que a ciência amazônica é fundamental para o futuro climático e social do planeta. “A comunidade científica da Amazônia está preparada para contribuir de forma decisiva para acelerar a implementação do Acordo de Paris. Não existe realidade climática possível sem justiça social, nem justiça social sem ciência. E não existe ciência brasileira sem a Amazônia”, destacou.

O diretor técnico-científico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Emiliano Esterci Ramalho, destacou projetos de conservação, manejo sustentável e participação comunitária desenvolvidos pela instituição. “A Reserva Mamirauá é um marco na história da conservação da Amazônia, por ter inaugurado o modelo de Reserva de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Na época de sua criação, prevalecia a ideia de que proteger a floresta significava retirar as populações locais. Mamirauá rompeu esse paradigma ao demonstrar que é possível conservar a biodiversidade com a participação ativa das comunidades”, esclareceu.

Após o encontro, as delegações percorreram as exposições científicas do Museu Goeldi. A reunião integrou a programação da COP30 na Casa da Ciência em Belém e fortaleceu o diálogo com parceiros internacionais interessados em conhecer o esforço científico do Brasil para o enfrentamento das mudanças climáticas e a promoção do desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Casa da Ciência

A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Instrutores de círculos de maior complexidade recebem homenagem no Seminário de Justiça Restaurativa

Grupo de cerca de vinte pessoas posadas no palco segurando certificados. Atrás deles, tela exibe "SEMINÁRIO". Plateia sentada observa. Bandeiras do Brasil e outra ao fundo. Ambiente formal com iluminação profissional.O encerramento do Seminário “Justiça Restaurativa na Educação e na Ambiência Institucional” transformou o plenário do TJMT em um espaço de reconhecimento e emoção, onde 21 instrutores responsáveis por conduzir círculos de maior complexidade foram homenageados com moções de aplausos, em uma celebração marcada pela força da educação, da escuta e das histórias que moldam vidas.

Para o assessor de Relações Institucionais do Nugjur, Rauny José da Silva Viana, a homenagem simboliza a consolidação de um ciclo importante dentro da política de Justiça Restaurativa do Tribunal. Ele explica que a metodologia aplicada no TJMT é estruturada em módulos, que evoluem conforme o facilitador avança na trilha formativa. “Primeiro formamos para atuar em círculos de diálogo sem conflito. Depois, avançamos para casos de menor complexidade. A partir daí, chegamos ao nível máximo, quando o profissional se torna apto a conduzir círculos de maior complexidade”, detalha.

Segundo ele, até 2023 o Judiciário formava apenas facilitadores dos módulos iniciais. Com o novo avanço, os instrutores agora estão aptos a formar turmas tanto no início quanto na fase mais avançada da metodologia. “Os instrutores do Poder Judiciário estão preparados para ensinar a Justiça Restaurativa de forma completa para toda a sociedade, desde círculos sem consenso até os círculos processuais, onde existe um conflito direto entre pessoas”, afirma.

Rauny acrescenta que a certificação entregue nesta sexta-feira encerra o sétimo e último módulo da trilha formativa. “Antes, formávamos apenas nos quatro primeiros. Agora estamos balizados para formar o aluno no programa completo”, conclui.

Impacto nas escolas e fortalecimento de vínculos

Entre os instrutores homenageados está Janaína Irma de Oliveira, professora da Seduc em Colíder, que atua no Fórum da região por meio de cooperação com o TJMT. Formada como instrutora pelo Tribunal, ela explica que agora está apta a preparar facilitadores para os módulos mais complexos, voltados à mediação de conflitos. “Nós estudamos para formar quem vai atuar nos conflitos, quando existe uma situação entre duas pessoas e é preciso construir um caminho de resolução entre elas”, explica.

Janaína destaca o impacto das práticas restaurativas no cotidiano das escolas. Para ela, os círculos permitem que participantes, entre estudantes, professores, pais e profissionais, vivam um verdadeiro encontro consigo mesmos. “É uma possibilidade real de fala. Lembro de um estudante autista que, durante o círculo, conseguiu expressar como se sentia excluído. Ele contou sua trajetória, e a turma pôde acolhê-lo”, relata.

Segundo a instrutora, as práticas fortalecem vínculos, promovem escuta ativa e ensinam respeito ao tempo de fala. “No círculo, quem está com o objeto da palavra sabe que não será interrompido. A gente fala de coração e escuta de coração. O objetivo é formar relacionamentos saudáveis, em que cada um entrega o seu melhor”, finaliza.

Um reencontro que virou homenagem

O momento mais emocionante do encerramento foi protagonizado por Veronice do Nascimento, que também recebeu a moção de aplausos. Durante o encerramento do Seminário ela reencontrou, sem esperar, sua professora do Ensino Médio, Thaísa Rosales, que marcou profundamente sua trajetória.

“Vim aqui para contar a história da minha professora, e hoje me sinto muito honrada com a presença dela. Estudei a vida inteira em escola da zona rural, em condições difíceis. Ao longo da vida, encontrei pessoas que me acolheram e me contaram histórias, gestos que me mostravam que era possível sonhar.

Quando terminei o Ensino Médio e quis fazer faculdade, disse para minha mãe que não precisava pagar, porque eu via pessoas trabalhando durante o dia e correndo atrás dos sonhos à noite.

Hoje encontrei aqui a minha professora Thaísa. Quero te honrar por tudo o que você representou. Ver vocês se formando me lembra da força de cura e de ressignificação que existe na educação. Se eu sou a profissional que sou hoje, você é corresponsável por isso. E fico feliz também porque hoje você descobriu de forma teórica o que você fez e faz na prática, e que tenho certeza que não mudou durante a sua vida toda, que é contar, escutar e acolher. Muito obrigada.”

Os homenageados foram:

Ana Claudia Amorim Lima

Ana Teresa Pereira Meira

Claudete Pinheiro da Silva de Almeida

Ildenes Rocio Ribas Reis

Janaina Irma de Oliveira

José Nivaldo de Lima

Juliany Santos Ferreira Otano

Kely Cristina do Valle Borges Ornellas de Almeida Moreira

Laura Maria Coelho Lannes de Toledo Barros

Leonísio Salles de Abreu Júnior

Louredir Rodrigues Benevides

Maria Eterna Pereira da Silva

Marina Soares Vital Borges

Rauny Jose da Silva Viana

Rogeria Borges Ferreira

Sandra Maria da Costa Felix

Silvia Regina Lomberti Melhorança

Ubiracy Nogueira Felix

Thais Cunha Savioli

Veronice do Nascimento

Widney Maycon de Lima Alves

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Willian Kanashiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

MEC regulamenta Bolsa Mais Professores

Foto: Divulgação/MEC

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), publicou, nesta segunda-feira, 17 de novembro, a Portaria Capes nº 327/2025, regulamenta a Bolsa Mais Professores. A iniciativa faz parte do programa Mais Professores para o Brasil e busca incentivar o ingresso e a permanência de docentes nas redes públicas de ensino da educação básica em regiões e áreas de conhecimento com carência de professores. 

O incentivo financeiro de R$ 2.100 será pago a 8 mil profissionais, durante 24 meses, de forma complementar à remuneração paga pelas redes de ensino. Estados e municípios podem ofertar, ainda, incentivos adicionais à bolsa paga pelo MEC, com a finalidade de aumentar a atratividade das carreiras.  

Requisitos – Podem participar docentes com os seguintes vínculos trabalhistas com redes públicas de ensino: 

  • concursados, mesmo que em estágio probatório; 
  • contratados pelas redes para atender à adesão ao programa; 
  • profissionais com vínculo funcional previsto de, no mínimo, dois anos, podendo ser renovado por igual período (o que não significa aumento do prazo da bolsa). 

Além disso, para receber o incentivo, o docente precisa ter diploma de curso de licenciatura ou diploma de curso de formação pedagógica para graduados não licenciados, reconhecido pelo MEC, em área de conhecimento voltada às etapas e modalidades da educação básica; ser aprovado em processo seletivo da rede de ensino; assinar termo de adesão e compromisso junto à União, por meio da Capes; e cumprir as atividades docentes na escola e os critérios de desempenho e frequência no curso de especialização.  

Durante o período da bolsa, o professor deve cursar especialização com carga horária de 360 horas e duração de dois anos, em formato de educação a distância. O curso terá a prática pedagógica como foco, interligando teoria e prática docente, e será voltado ao aprimoramento dos conhecimentos pedagógicos e à atuação em sala de aula. 

Adesão – As redes públicas de ensino interessadas em receber docentes da Bolsa Mais Professores devem fazer adesão por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). O edital de adesão com datas e regramento específico será publicado pela Capes. 

A distribuição das bolsas por ente federativo considerará localidades prioritárias, de acordo com indicadores de adequação da formação de professores ao componente curricular por escola, considerando as etapas da educação básica e indicador de nível socioeconômico das escolas. Esses parâmetros também devem ser considerados pela rede de ensino para a distribuição dos professores bolsistas nas escolas, somado ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola. 

Mais Professores – Instituído pelo Decreto nº 12.358/2025, o programa Mais Professores para o Brasil foi construído em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa busca fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.   

Além da Bolsa Mais Professores, o programa Mais Professores para o Brasil prevê as seguintes iniciativas: Pé-de-Meia Licenciaturas, Portal de Formação, Prova Nacional Docente e ações de valorização, como benefícios exclusivos em bancos públicos e descontos em hotéis. O programa visa atender 2,3 milhões de docentes em todo o país.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva 

Fonte: Ministério da Educação

Mapa marca presença em debate sobre segurança alimentar e climática

Um dos temas de grande relevância na atualidade é a segurança alimentar e climática, por meio da adoção de ações e iniciativas sustentáveis. Nesse contexto, ocorreu nesta segunda-feira (17), na AgriZone, o debate temático ‘O Brasil e o mercado global: Segurança Alimentar e Climática’, que contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Marcelo Fiadeiro.

O painel abordou assuntos que vão desde o mercado global de carnes até as políticas públicas voltadas à sustentabilidade da proteína bovina brasileira e aos programas de rastreabilidade.

O secretário da SDR, Marcelo Fiadeiro, apresentou os programas do Mapa para a pecuária brasileira, destacando a Plataforma Agro Brasil + Sustentável, ferramenta pública e gratuita que permite ao produtor avaliar a conformidade de sua propriedade diante de diversos critérios socioambientais.

“Isso coloca o Brasil em linha com expectativas globais de transparência e rastreabilidade, permitindo que o país se antecipe a novas regulações, em vez de apenas reagir a elas”, afirmou Fiadeiro.

Ele também destacou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), desenvolvido para fortalecer a rastreabilidade na cadeia produtiva de carne e leite, atendendo às demandas por segurança alimentar e controle sanitário. O Plano propõe a identificação individual dos animais, permitindo um monitoramento mais detalhado desde o nascimento até o abate. Essa abordagem melhora a resposta a surtos de doenças, garante a saúde pública e aprimora a gestão dos rebanhos, além de fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

“Em um mundo em que segurança alimentar e segurança climática caminham juntas, o Brasil tem uma oportunidade única: mostrar que é capaz de produzir mais, com mais qualidade e atendendo aos padrões que o mundo espera. É assim que garantiremos nosso espaço no mercado global de carnes, não apenas com volume, mas com valor”, ressaltou o secretário.

Outro tema discutido foram as iniciativas das indústrias frigoríficas na área de sustentabilidade.

Participaram do painel o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, e o diretor de Sustentabilidade da entidade, Fernando Sampaio.

Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Prefeito sanciona lei que proíbe bebidas alcoólicas em festas escolares

Em cerimônia realizada na tarde desta segunda-feira (17), no Palácio Alencastro, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, sancionou a Lei nº 7.397/2025, ao lado da autora do projeto, vereadora Michelly Alencar. A nova legislação proíbe a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas em festas e comemorações promovidas por instituições de ensino infantil e fundamental no município.

A lei estabelece que, em qualquer evento realizado dentro de escolas municipais, públicas ou privadas, está vedado o uso de álcool por qualquer pessoa, seja servidor, familiar ou visitante. A medida busca fortalecer o ambiente escolar como espaço seguro e de referência para as crianças, preservando valores educativos e de proteção à infância.

“A iniciativa é extremamente necessária e chega em boa hora para reforçar que a escola é um espaço de formação, convivência saudável e proteção”, afirmou o prefeito Abilio Brunini durante a solenidade. “Apoiar ações como essa faz parte do nosso compromisso com uma educação mais segura e com o bem-estar das famílias cuiabanas”, completou.

O texto prevê que o Poder Executivo ainda regulamentará a lei, definindo diretrizes e mecanismos de fiscalização, para assegurar o cumprimento integral da norma. Para a vereadora Michelly Alencar, autora da lei, a sanção representa um avanço nas políticas de proteção à infância. “Essa legislação coloca Cuiabá na vanguarda da defesa da criança e do adolescente. Estamos alinhados com o que preconizam especialistas em educação e saúde pública”, destacou.

A proibição deve impactar positivamente a cultura dos eventos escolares, incentivando a participação das famílias em um ambiente mais acolhedor e livre de riscos. A lei já está em vigor e é válida para todas as instituições de ensino infantil e fundamental do município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Surdolimpíadas de Verão 2025 começam em Tóquio

Delegação brasileira se apresenta durante a cerimônia de abertura em Tóquio. Foto: Reprodução/Instagram

As Surdolimpíadas de Verão Tóquio 2025 tiveram início no sábado (15). Dos 118 atletas brasileiros convocados, 83 são integrantes do Bolsa Atleta. São cerca de 6 mil participantes de 70 a 80 países, em que 3 mil são atletas-surdos e outros 3 mil são oficiais, árbitros e membros da organização. A competição vai até 26 de novembro.

O secretário nacional de Paradesporto, Fábio Araújo, destaca a importância de investimento para esses atletas. “Ver o Brasil competindo em Tóquio, em 21 modalidades do programa, é motivo de muito orgulho. A SNPAR acredita no desenvolvimento contínuo do esporte surdolímpico no Brasil, por isso destinou cerca de R$ 500 mil para viabilizar a ida da delegação e trabalhou na formalização de aproximadamente R$ 800 mil em emendas parlamentares para fortalecer o apoio à equipe. Investir surdoatletas é investir em cidadania e representatividade.”

Atletismo, badminton, basquete, vôlei de praia, boliche, ciclismo de estrada, mountain bike, futebol, golfe, handebol, judô, karatê, orientação, tiro esportivo, natação, tênis de mesa, taekwondo, tênis, vôlei, luta livre e luta greco-romana são as modalidades da competição.

Surdolimpíadas

As Surdolimpíadas (deaf + olympics = Deaflympics, em inglês) são um evento multiesportivo internacional para atletas surdos, realizado a cada quatro anos, organizado pelo Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD).

Edição de caráter histórico que celebra o centenário das Surdolimpíadas, a de 2025 marca a estreia do Japão como sede dos Jogos de Verão. Os Jogos são caracterizados por acesso à informação e comunicação visual, com a utilização de luzes de largada e bandeiras, bem como a Língua Internacional de Sinais.

Para participar, eles precisam atender aos seguintes critérios: devem ter uma perda auditiva mínima de pelo menos 55 dB* no melhor ouvido, sem o uso de aparelhos auditivos etc.; e estarem registrados na confederação de desportos de surdos de cada país, atendendo aos requisitos de participação, incluindo recordes e classificação.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte

Fonte: Ministério do Esporte

Economia Popular e Solidária é um dos caminho para a transição ambiental justa

Durante os debates da COP 30, em Belém (PA), o secretário nacional substituto de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Fernando Zamban, fez um alerta: a transição ambiental não será sustentável se não vier acompanhada de mudanças sociais e econômicas. A declaração ocorreu no sábado (15/11), durante o painel Economia Solidária no Território Brasil Nordeste, promovido pelo Consórcio Nordeste na Zona Verde do evento.

“Se não discutirmos uma transição social e econômica, dificilmente teremos uma transição ambiental satisfatória para o planeta. O modelo da Economia Popular e Solidária é um caminho para a transição justa”, afirmou Zamban. Para ele, é preciso colocar as pessoas no centro do debate, e não apenas a economia. “A discussão global não considera as pessoas nos territórios, aquelas que têm experiência e conhecimento para construir políticas públicas a partir da realidade local. Assim, dificilmente se terá uma transição justa. Aliás, justa para quem? Essa é uma pergunta muito importante”, questionou.

O secretário apresentou iniciativas da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), como o Programa Paul Singer de Formação de Agentes de Economia Popular e Solidária, lançado no ano passado. A ação já colocou 500 agentes em 300 territórios brasileiros para organizar e mapear empreendimentos solidários. No Nordeste, são 100 pessoas entre agentes e coordenadores estaduais. “Há uma grande missão de reavivar as forças da economia solidária, da agricultura familiar e do cooperativismo nesses territórios”, destacou.

Outra medida em andamento é a criação do Sistema Nacional de Finanças Solidárias, inspirado em experiências consolidadas de bancos comunitários e fundos solidários no Ceará, Sergipe, Bahia e Paraíba.

Zamban também chamou atenção para o edital público da Senaes, aberto para selecionar Organizações da Sociedade Civil (OSCs) interessadas em firmar termos de fomento voltados ao fortalecimento de redes de cooperação solidária. “É fundamental que as organizações coletivas se articulem em redes, posicionando-se como contraponto ao capitalismo. Há um novo modelo de organização da vida em sociedade que já pulsa nos territórios, especialmente na realidade nordestina”, concluiu.

*Senaes na COP 30*
A Senaes participa ativamente da COP 30, tanto nos debates da Zona Verde quanto na promoção de empreendimentos solidários que expõem seus produtos no Espaço da Biodiversidade – Produtos Sustentáveis do Brasil.

A Zona Verde é um espaço aberto à sociedade civil, com debates e feiras que valorizam produtos da economia popular e solidária, agricultura familiar, povos indígenas e comunidades tradicionais, destacando saberes, sabores e práticas que refletem a diversidade cultural e ambiental do país.

Saiba mais sobre a Economia Popular e Solidária aqui. Economia Solidária — Ministério do Trabalho e Emprego

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Polícia Civil incinera entorpecentes apreendidos em Alto Boa Vista

PC-MT

Cerca de seis quilos de droga foram incinerados pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (17.11), no município de Alto Boa Vista (1.059 km a nordeste de Cuiabá).

A incineração, realizada pela equipe da Delegacia de Alto Boa Vista, ocorreu em uma cerâmica e foi acompanhada pela Vigilância Sanitária do município.

O carregamento foi apreendido nas ações deflagradas na região nos últimos meses, e a incineração reflete na redução não apenas do tráfico de drogas, mas também de outros crimes alimentados por organizações criminosas financiadas por esta atividade.

Conforme o delegado de Alto Boa Vista, Daniel Antônio de Moura Neto, todo material, quando apreendido, é encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para constatação e identificação do tipo de entorpecente.

Depois de periciado as substâncias ilícitas são devolvidas para a guarda da Polícia Civil, e o procedimento de destruição ocorre mediante autorização expedida pela Justiça.

“A apreensão dos entorpecentes é fruto de um brilhante trabalho realizado pelos policiais civis que não medem esforços para coibir o tráfico na cidade”, destacou o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

Polícia Civil conclui investigação sobre adolescente esfaqueada em escola de Rondonópolis

A Polícia Civil concluiu o procedimento referente ao caso da estudante de 13 anos esfaqueada dentro de uma escola estadual, por um adolescente de 16 anos, na sexta-feira (10.11) em Rondonópolis.

A vítima foi golpeada na virilha, na barriga e na altura do peito com um canivete, sendo que este último golpe perfurou o pulmão dela. Um adolescente, de 15 anos, tentou ajudar a vítima e também levou um golpe profundo de canivete nas mãos.

Durante a investigação, diversas testemunhas foram ouvidas pela equipe da Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente (Deca) de Rondonópolis, incluindo alunos, funcionários da unidade escolar e familiares dos envolvidos.

Os materiais apreendidos, como o canivete, o caderno e outros objetos relacionados ao fato, foram encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e a Polícia Civil aguarda agora a finalização dos laudos periciais, incluindo o exame de corpo de delito da vítima.

De acordo com as apurações, o adolescente de 16 anos será responsabilizado por ato infracional análogo aos crimes de tentativa de homicídio e lesão corporal, sendo apontado como autor direto das facadas e mentor da ação, que teria sido praticada sozinho no momento da agressão.

Outro adolescente, de 15 anos, foi identificado como partícipe, pois teria fornecido o canivete utilizado no ataque. Conforme o relatório, embora soubesse do plano, ele não adotou qualquer atitude para impedir o ato ou para ajudar a vítima.

Em depoimento, a vítima negou ter praticado bullying contra o autor. Entretanto, várias testemunhas, incluindo o irmão da adolescente, relataram que ela se referia ao agressor de forma pejorativa.

O adolescente de 16 anos foi encaminhado ao sistema socioeducativo, onde deverá permanecer internado inicialmente por 45 dias. O menor de 15 anos responderá em liberdade, salvo se houver futura representação do Ministério Público pela sua internação.

Fonte: Governo MT – MT

Ministro Lewandowski assina portarias de demarcação de dez terras indígenas

As assinaturas representam um avanço no cumprimento do dever constitucional do MJSP de demarcar terras indígenas. Foto: Robson Alves/MJSP

Brasília, 17/11/2025 – Nesta segunda-feira (17), Dia dos Povos Indígenas na COP30, os povos originários celebram a assinatura de portarias que demarcam dez terras indígenas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, em ação conjunta com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Entre esses territórios, está o Tupinambá de Olivença (BA), cuja demarcação havia sido prometida durante o ato de devolução do Manto dos Tupinambá — artefato que permaneceu 300 anos exposto em um museu na Dinamarca e retornou ao Brasil no ano passado.

As portarias de demarcação são um importante ato oficial de reconhecimento institucional sobre o direito às terras indígenas e de definição dos limites dos territórios. As assinaturas representam um avanço no cumprimento do dever constitucional do MJSP de demarcar terras indígenas. Esse processo tem elevada complexidade e ocorre em sucessivas fases, que ainda demandam a edição de atos administrativos da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do próprio MJSP e da Presidência da República.

A decisão final desse processo é do presidente da República que, mediante decreto, decide sobre a concessão definitiva da titularidade das terras indígenas às comunidades, por meio de homologação.

O ato engloba os territórios indígenas: Vista Alegre (AM), Comexatiba – (Cahy-Pequi) (BA), Ypoi Triunfo (MS), Sawre Ba’pim (PA), Pankará da Serra do Arapuá (PE), Sambaqui (PR), Ka’aguy Hovy (SP), Pakurity (SP), Ka’aguy Mirim (SP). As áreas são ocupadas pelos povos indígenas Mura, Tupinambá de Olivença, Pataxó, Guarani-Kaiowá, Munduruku, Pankará e Guarani-Mbya.

Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, demarcar é garantir o que já está na Constituição: direito, dignidade e futuro. “É também enfrentar a crise climática com a solução mais eficiente que o Brasil já tem, que é a de proteger quem protege o nosso meio ambiente”, diz.

Sheila destaca que “a demarcação reduz conflitos, fortalece a governança socioambiental e bloqueia as engrenagens da destruição, como grilagem, mineração ilegal e exploração predatória. Mais do que reconhecer um direito constitucional, é reconhecer um direito ancestral”.

Reconhecimento de terras indígenas

Em 2024, MJSP reconheceu a posse permanente indígena de 11 territórios. Com essas novas portarias assinadas, 21 terras indígenas passam a reconhecidas. Desde 2018, não havia demarcação.

Atualmente, as terras indígenas ocupam 117,4 milhões de hectares, cerca de 13,8% do território nacional (áreas que figuram entre os maiores contínuos de floresta tropical do planeta). O estudo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e do Comitê Indígena de Mudanças Climáticas (CIMC), mostra que ampliar as demarcações pode evitar até 20% do desmatamento adicional e reduzir 26% das emissões de carbono até 2030.

Durante a COP30, lideranças indígenas defenderam que não há política climática robusta sem segurança territorial.

As dez demarcações abrangem povos, biomas e regiões distintas, fortalecendo a proteção climática, a diversidade sociocultural e a justiça ambiental, bem como consolidam o compromisso do Brasil com uma agenda climática baseada em evidências, alinhada às metas globais debatidas na COP30 e às demandas das próprias lideranças indígenas, que continuam na linha de frente da proteção ambiental.

Tupinambá de Olivença (BA)

Entre as cidades de Ilhéus, de Buerarema e de Uma, na Bahia, o território Tupinambá de Olivença é ocupado pelo povo de mesmo nome. A área demarcada conta com 47.374 hectares e é ocupada por 4.631 pessoas, de acordo com as últimas medições. A área tem sobreposição com o Projeto de Assentamento PA Ipiranga, na qual grande parte dos ocupantes é indígena.

Esse território foi prometido no ato de devolução do Manto dos Tupinambás, que passou 300 anos exposto em um Museu da Dinamarca e retornou ao Brasil no ano passado. O objeto raro e sagrado do povo Tupinambá foi levado à Europa em 1644 e permaneceu até julho de 2024, quando foi repatriado.

O manto é uma peça com cerca de 1,20 metro de altura, por 80 centímetros de largura. Considerado uma entidade sagrada pelos Tupinambá, é confeccionado com penas de guarás, plumas de papagaios, araras-azuis e amarelas.

Vista Alegre (AM)

No Amazonas, nos municípios de Careiro do Castanho e de Manaquiri, se encontram as terras indígenas Vista Alegre, habitada pelo povo Mura. A área reconhecida pela portaria conta com 13.206 hectares. Em 2008, a população indígena era de 160 pessoas. Há sobreposição parcial com o Projeto Agroextrativista Castanho, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O território também abriga 39 ocupações não indígenas.

Comexatiba – (Cahy-Pequi) (BA)

O município de Prado (BA), onde se localiza o território Comexatiba – (Cahy-Pequi), abriga o povo Pataxó. A área demarcada tem 28.077 hectares e é habitada por 732 indígenas. O território possui sobreposição com o Parque Nacional do Descobrimento (Unidade de Conservação Federal) e com o Projeto de Assentamento Cumuruxatiba, do Incra.

Ypoi Triunfo (MS)

No município de Paranhos (MS), o território indígena Ypoi Triunfo foi demarcado com uma área de 19.756 hectares e abriga 869 indígenas, segundo dados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de 2009. A área também possui um Projeto de Assentamento habitado por 68 famílias.

Sawre Ba’pim (PA)

Com 150.330 hectares, a terra indígena Sawre Ba’pim é lar do povo Munduruku, no município de Itaituba (PA). A localidade conta com 62 cadastros de ocupações, sendo um imóvel registrado e as demais ocupações identificadas como posse.

Além disso, há sobreposição em 78,59% com o Parque Nacional da Amazônia, Unidade de Conservação Federal de proteção integral, e com a Gleba Santa Cruz, certificada pelo Incra (5,68% da área total da Gleba). Em 2024, foi realizada a ocupação da terra ao lado.

Pankará da Serra do Arapuá (PE)

Em Pernambuco, no município de Carnaubeira da Penha, está o território indígena Pankará da Serra do Arapuá, habitado pelo povo Pankará. A área tem 15.114 hectares e é ocupada por 4.716 indígenas.

Sambaqui (PR)

No município Pontal do Paraná está situada a terra indígena Sambaqui, habitada pelo povo Guarani-Mbya. O território demarcado possui 2.798 hectares, ocupado por 31 pessoas.

Ka’aguy Hovy (SP)

Na cidade da Iguape (SP), o povo Guarani-Mbya vive na terra indígena Ka’aguy Hovy, situada no Vale da Ribeira, que em conjunto com a zona litorânea paulista, abriga a maior extensão contínua ainda conservada da Mata Atlântica no Brasil. A área demarcada tem 1.950 hectares e é habitada por 90 indígenas.

O território é totalmente sobreposto à Área de Proteção Ambiental (APA) de Cananéia-Iguape-Peruíbe. Em 1998, o Vale do Ribeira recebeu o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de Patrimônio Histórico e Ambiental da Humanidade.

Pakurity (SP)

Habitado pelo povo Guarani-Mbya, o território indígena Pakurity, no município de Cananéia (SP), foi demarcado. A área possui 5.730 hectares e, segundo dados de 2016 da Funai, abriga 133 indígenas. O território é parcialmente sobreposto ao Parque Estadual da Ilha do Cardoso.

Ka’aguy Mirim (SP)

Ainda no estado de São Paulo, nos municípios de Miracatu e de Pedro Toledo, o povo Guarani-Mbya teve o território Ka’aguy Mirim demarcado. A área possui 1.190 hectares, é habitada por 70 indígenas, e está situada no Vale da Ribeira — que em conjunto com a zona litorânea paulista —, abriga a maior extensão contínua ainda conservada da Mata Atlântica no Brasil.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Avanços em tecnologia e governança do oceano são debatidos na Casa da Ciência durante COP30

Na sexta-feira (14), a Casa da Ciência promoveu um debate sobre a Economia Azul e as Mudanças Climáticas. Foto: Diego Galba (ASCOM/MCTI)

Com diálogo aberto, mobilização em torno das mudanças climáticas e ciência espalhada por todos os espaços, as atividades na Casa da Ciência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), permanecem com a mesma proposta desde o primeiro dia: com luta por um mundo melhor. Na sexta-feira (14), a primeira semana foi finalizada com o debate sobre a Economia Azul e as Mudanças Climáticas.

Os palestrantes ressaltaram que apenas 27% do oceano global foi mapeado até hoje e que o monitoramento ainda é insuficiente para decisões seguras sobre pesca, mineração submarina e exploração de recursos. Foi defendido o cumprimento da meta 30×30, que prevê proteger 30% do oceano até 2030, como estratégia para garantir recursos marinhos no longo prazo. A discussão reuniu os representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo) Andrei Polejack; da University of Wollongong Michelle Voyer; da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) Claire Jolly; da Oceanpact Flávio Andrade; e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Nabil Kadri.

Os participantes apresentaram iniciativas em andamento e apontaram entraves que ainda impedem o Brasil de avançar na gestão integrada de seus territórios costeiros — que concentram alta biodiversidade, atividades produtivas essenciais e vulnerabilidades climáticas crescentes.

A professora associada da UOW Michelle Yoyer destacou a dificuldade de integrar informações científicas aos processos de tomada de decisão. Segundo ela, ainda falta coordenação entre órgãos federais, estados e municípios, o que resulta em sobreposição de políticas e limita o alcance das ações. “Todo mundo trabalha, mas cada um trabalha de um lado. Sem integração de dados e de agendas, a política pública não chega na ponta”, afirmou.

A inovação tecnológica e a transformação digital foram apresentadas como essenciais para aumentar a produtividade, reduzir impactos ambientais e melhorar a gestão portuária e marítima. A mesa também discutiu a necessidade de ampliar financiamentos e mecanismos para projetos de monitoramento, restauração de manguezais, modelagem oceânica e tecnologias de baixo impacto.

A inclusão das comunidades locais e de pescadores familiares também foi apontada como prioridade. Os especialistas afirmaram que a economia azul deve ser participativa, garantindo que pequenas cooperativas e grupos indígenas tenham voz na definição de políticas e projetos, tornando a gestão dos oceanos mais justa e equitativa.

Além disso, os palestrantes enfatizaram a necessidade de acelerar a transição energética, reduzindo a extração de petróleo e gás para proteger o ecossistema marinho e promover o crescimento sustentável da economia azul.

No encerramento, Polejack reforçou que a economia azul deve ser tratada como política de Estado, articulando ciência, populações tradicionais, setor produtivo e governos. “O oceano é parte da solução climática. O Brasil tem potencial enorme, mas só avança se integrar conhecimento, dados e governança”, concluiu.

Casa da Ciência 

A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Polícia Civil prende suspeito por posse ilegal de arma de fogo em Campo Verde

A Polícia Civil, nesta segunda-feira (17.11), deflagrou a “Operação Sollaris”, voltada à investigação de uma quadrilha especializada no furto de placas solares em propriedades rurais da região de Dimantino.

Na ação, foi dado cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Única de Dom Aquino, o qual foi cumprido na região rural de Campo Verde.

Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais localizaram duas armas de fogo, sendo uma espingarda calibre .20 e outra de calibre .36, além de seis munições calibre de .36 e uma espada.

Em razão disso, um homem, de 46 anos, foi conduzido até a delegacia, em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, bem como o armamento apreendido.

A Polícia Civil tem atuado de forma rápida e eficiente no enfrentamento aos crimes contra o patrimônio”, disse o delegado Dario Ferreira.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Polícia Civil incinera entorpecentes apreendidos em Alto Boa Vista

PC-MT

Cerca de seis quilos de droga foram incinerados pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (17.11), no município de Alto Boa Vista (1.059 km a nordeste de Cuiabá).

A incineração, realizada pela equipe da Delegacia de Alto Boa Vista, ocorreu em uma cerâmica e foi acompanhada pela Vigilância Sanitária do município.

O carregamento foi apreendido nas ações deflagradas na região nos últimos meses, e a incineração reflete na redução não apenas do tráfico de drogas, mas também de outros crimes alimentados por organizações criminosas financiadas por esta atividade.

Conforme o delegado de Alto Boa Vista, Daniel Antônio de Moura Neto, todo material, quando apreendido, é encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para constatação e identificação do tipo de entorpecente.

Depois de periciado as substâncias ilícitas são devolvidas para a guarda da Polícia Civil, e o procedimento de destruição ocorre mediante autorização expedida pela Justiça.

“A apreensão dos entorpecentes é fruto de um brilhante trabalho realizado pelos policiais civis que não medem esforços para coibir o tráfico na cidade”, destacou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Polícia Civil conclui investigação sobre adolescente esfaqueada em escola de Rondonópolis

A Polícia Civil concluiu o procedimento referente ao caso da estudante de 13 anos esfaqueada dentro de uma escola estadual, por um adolescente de 16 anos, na sexta-feira (10.11) em Rondonópolis.

A vítima foi golpeada na virilha, na barriga e na altura do peito com um canivete, sendo que este último golpe perfurou o pulmão dela. Um adolescente, de 15 anos, tentou ajudar a vítima e também levou um golpe profundo de canivete nas mãos.

Durante a investigação, diversas testemunhas foram ouvidas pela equipe da Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente (Deca) de Rondonópolis, incluindo alunos, funcionários da unidade escolar e familiares dos envolvidos.

Os materiais apreendidos, como o canivete, o caderno e outros objetos relacionados ao fato, foram encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e a Polícia Civil aguarda agora a finalização dos laudos periciais, incluindo o exame de corpo de delito da vítima.

De acordo com as apurações, o adolescente de 16 anos será responsabilizado por ato infracional análogo aos crimes de tentativa de homicídio e lesão corporal, sendo apontado como autor direto das facadas e mentor da ação, que teria sido praticada sozinho no momento da agressão.

Outro adolescente, de 15 anos, foi identificado como partícipe, pois teria fornecido o canivete utilizado no ataque. Conforme o relatório, embora soubesse do plano, ele não adotou qualquer atitude para impedir o ato ou para ajudar a vítima.

Em depoimento, a vítima negou ter praticado bullying contra o autor. Entretanto, várias testemunhas, incluindo o irmão da adolescente, relataram que ela se referia ao agressor de forma pejorativa.

O adolescente de 16 anos foi encaminhado ao sistema socioeducativo, onde deverá permanecer internado inicialmente por 45 dias. O menor de 15 anos responderá em liberdade, salvo se houver futura representação do Ministério Público pela sua internação.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas disponibiliza página dedicada à Amazônia Legal durante a COP 30

O conteúdo traz dados estratégicos que tratam da presença e da atuação de organizações criminosas na Amazônia, assim como suas rotas e conexões. Foto: Robson Alves/MJSP

Belém, 17/11/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), disponibilizou no Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid) uma nova página totalmente dedicada à Amazônia Legal. O lançamento, que acorreu nesta segunda-feira (17), na COP30, integra as ações da Senad no evento.

Já disponível para consulta, o novo espaço reúne dados, análises e estudos que ajudam a compreender o contexto das atividades ilícitas na região e seus impactos sociais, ambientais e econômicos. O conteúdo traz dados estratégicos que tratam da presença e da atuação de organizações criminosas na Amazônia, assim como suas rotas e conexões. Além disso, apresenta ações de enfrentamento e iniciativas de desenvolvimento alternativo sustentável.

A Amazônia Legal tem a maior fronteira terrestre do Brasil. A extensão abrange nove estados, mais de 5 milhões de km², 29,8 milhões de habitantes e 180 etnias indígenas.

Dados, painéis e evidências para orientar políticas públicas

O ambiente traz painéis de dados interativos que permitem visualizar informações sobre apreensões de drogas, rotas de escoamento, crimes ambientais e bens confiscados de organizações criminosas. As informações são reunidas de forma dinâmica, o que facilita o acesso de pesquisadores, gestores públicos e cidadãos interessados em compreender a complexidade da região.

A página apresenta também as respostas da política sobre drogas do Governo Federal e de seus parceiros, como estratégias e políticas de descapitalização do crime organizado e de desenvolvimento alternativo voltadas a povos indígenas. Essas ações envolvem as dimensões de clima e meio ambiente, segurança pública e fortalecimento socioeconômico local.

Os dados estão estruturados em cinco eixos principais: Ecossistema do Crime, Apreensões de Drogas, Descapitalização, Ações Estratégicas e Publicações. Na seção Ecossistema do Crime, por exemplo, há um mapeamento que mostra a interconexão de atividades como tráfico de drogas, garimpo, desmatamento ilegal e grilagem, com um panorama amplo das estratégias usadas pelas organizações criminosas e de seus impactos no território.

Desenvolvimento alternativo e sustentabilidade

Além dos dados relativos à criminalidade, a página destaca iniciativas que promovem desenvolvimento alternativo na região. As ações envolvem o fortalecimento de economias sustentáveis, apoio às comunidades tradicionais, proteção ambiental e integração entre segurança pública e políticas de conservação.

O espaço reúne mais de 30 publicações — como estudos, artigos e relatórios, nacionais e internacionais — produzidas pela Senad e por parceiros institucionais, com foco em violência, tráfico de drogas, crimes ambientais, estratégias de segurança pública e de desenvolvimento alternativo na região amazônica.

Transparência e integração de informações

Com a nova página, o Obid amplia seu papel como ferramenta de transparência pública e de disseminação de informações qualificadas no que se refere às drogas e à criminalidade no Brasil. A iniciativa reforça o compromisso do MJSP em formular políticas baseadas em evidências e em fortalecer a cooperação entre órgãos públicos, universidades e a sociedade civil.

Acesse aqui a página da Amazônia Legal.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública