Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: imprensa@tjmt.jus.br
Autor: Larissa Klein
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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
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O governo brasileiro concluiu negociações fitossanitárias com os governos da Malásia e da República da Coreia para a abertura dos mercados, respectivamente, de DDG (grãos secos de destilaria) e de amêndoas de macaúba e noz-pecã provenientes do Brasil.
Na Malásia, as autoridades fitossanitárias autorizaram a exportação de DDG – coproduto da produção de etanol a partir de grãos, sobretudo milho, com elevado teor de proteína, energia e fósforo – utilizado como ingrediente em rações para bovinos, suínos e aves. O país asiático, com mais de 35 milhões de habitantes, importou US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários do Brasil no último ano.
A nova abertura se soma às autorizações recentes para exportação de pescados de captura e cultivo, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim à Malásia, consolidando uma pauta diversificada que atende tanto ao mercado de alimentos processados quanto ao segmento de serviços de alimentação e turismo do país.
Já na República da Coreia, as autoridades fitossanitárias autorizaram a exportação de amêndoas de macaúba e noz-pecã. A macaúba é uma palmeira nativa encontrada em todo o território brasileiro, com frutos que oferecem polpa e amêndoas ricos em óleo de uso alimentar, cosmético e energético. A noz-pecã, por sua vez, responde por cerca de 3% a 4% do mercado mundial de nozes e castanhas. No Brasil, é uma cadeia em ritmo acelerado de crescimento, com produção concentrada principalmente nos estados do Sul do país. Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor do fruto, ficando atrás somente dos Estados Unidos, México e África do Sul.
Vale destacar que, em 2024, a República da Coreia importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para grãos, carnes e oleaginosas. A nova abertura para amêndoas de macaúba e noz-pecã se soma a recentes aberturas para gergelim e couro bovino, aprofundando a parceria bilateral e ampliando a presença de produtos brasileiros de maior valor agregado no mercado coreano.
Ao diversificar destinos e produtos, de insumos para ração animal a frutos de cadeias emergentes da bioeconomia, o Brasil fortalece sua posição como fornecedor confiável e amplia oportunidades para produtores, cooperativas e agroindústrias em diferentes regiões do país.
Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 491 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.
Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Informação à imprensa
imprensa@agro.gov.br
Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP) do 28º Batalhão prenderam, na manhã desta terça-feira (18.11), um homem, de 29 anos, por tráfico ilícito de drogas, durante a operação Tolerância Zero, em Jaciara. Com o suspeito foram apreendidos 62 porções de diferentes drogas.
A equipe policial recebeu informações via disque-denúncia, de que o suspeito atuava nas regiões dos bairros Santo Antônio e João de Barro, utilizando um veículo para realizar entrega de entorpecentes. As denúncias também apontavam que ele sempre saía de uma residência específica, onde as drogas estariam armazenadas.
Com base nas informações, a PM realizou patrulhamento e localizou o veículo denunciado. Durante a abordagem foram encontrados uma porção análoga à maconha e quatro pedras de substância análoga à pasta-base de cocaína. O suspeito confessou ter engolido parte da droga e indicou que teria mais entorpecentes em sua residência.
No local, a equipe foi recebida pela companheira do suspeito, que autorizou a entrada dos policiais na casa. Dentro do imóvel foram encontradas 28 pedras de pasta-base, três porções médias de maconha, 31 pinos contendo cocaína e duas balanças de precisão.
Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado, juntamente com o material apreendido, para a Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Jaciara para as demais providências legais.
Disque-denúncia
A população pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, pelos números 190 ou 0800 065 3939.
Fonte: PM MT – MT
Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP) do 28º Batalhão prenderam, na manhã desta terça-feira (18.11), um homem, de 29 anos, por tráfico ilícito de drogas, durante a operação Tolerância Zero, em Jaciara. Com o suspeito foram apreendidos 62 porções de diferentes drogas.
A equipe policial recebeu informações via disque-denúncia, de que o suspeito atuava nas regiões dos bairros Santo Antônio e João de Barro, utilizando um veículo para realizar entrega de entorpecentes. As denúncias também apontavam que ele sempre saía de uma residência específica, onde as drogas estariam armazenadas.
Com base nas informações, a PM realizou patrulhamento e localizou o veículo denunciado. Durante a abordagem foram encontrados uma porção análoga à maconha e quatro pedras de substância análoga à pasta-base de cocaína. O suspeito confessou ter engolido parte da droga e indicou que teria mais entorpecentes em sua residência.
No local, a equipe foi recebida pela companheira do suspeito, que autorizou a entrada dos policiais na casa. Dentro do imóvel foram encontradas 28 pedras de pasta-base, três porções médias de maconha, 31 pinos contendo cocaína e duas balanças de precisão.
Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado, juntamente com o material apreendido, para a Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Jaciara para as demais providências legais.
Disque-denúncia
A população pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, pelos números 190 ou 0800 065 3939.
Fonte: Governo MT – MT
A Polícia Militar de Mato Grosso inicia, nesta quarta-feira (19.11), a entrega dos kits de prova dos participantes da 25ª Corrida Homens do Mato da PMMT. As retiradas acontecem no auditório do Quartel do Comando-Geral da PMMT e vão até o próximo sábado (22).
O kit de corrida é composto pela camiseta oficial da prova, sacola esportiva, chip eletrônico e número de peito. Para a retirada, o atleta deve comparecer ao local com documento com foto e comprovante de inscrição.
As entregas acontecem das 09h às 19h, de quarta a sexta-feira. Já no sábado, a retirada dos kits encerra ao meio-dia.
Os participantes da categoria PCD (Pessoas Com Deficiência) devem fazer a inscrição gratuita e a retirada do kit no mesmo local, mediante apresentação de documentos pessoais e que comprovem a deficiência. Para os participantes da categoria kids, os kits são entregues aos responsáveis pelas crianças.
As provas acontecem neste final de semana, nos dias 22 e 23 de novembro (sábado e domingo).
No sábado (22), a partir das 16h, ocorrem as provas da categoria kids, dentro do Quartel Comando-Geral da PM.
No domingo (23), acontecem as provas das categorias adulto, a partir das 06h30, em trajetos de cinco e dez quilômetros, com início e fim também no Comando-Geral.
Serviço | Entrega kits de prova 25ª Corrida Homens do Mato
Data: 19 à 22 de novembro (quarta-feira à sábado)
Horário: 09h às 19h (quarta à sexta-feira) e 09h às 12h (sábado)
Local: Auditório do Quartel do Comando-Geral da PMMT – Avenida Historiador Rubens de Mendonça, nº 6135, bairro Jardim Novo Paraíso, Cuiabá-MT
Fonte: PM MT – MT
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na noite de segunda-feira (17.11), um incêndio em um veículo no bairro Tessele Júnior, em Lucas do Rio Verde (a 331 km de Cuiabá).
A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) foi acionada por volta das 20h40. Segundo relato do condutor, o incêndio teria começado após um superaquecimento do motor.
Ao chegar ao local, os bombeiros militares imediatamente isolaram a área para garantir a segurança da operação, devido ao extravasamento de combustível para a rua, o que contribuiu para o avanço do incêndio. Foi necessário montar duas linhas de combate para extinguir as chamas.
O fogo foi totalmente extinto após o uso de aproximadamente 2 mil litros de água e cinco litros de Líquido Gerador de Espuma (LGE). Ninguém ficou ferido.
*Sob supervisão da SD Karine Miranda
Fonte: Governo MT – MT
O Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, em Cuiabá, vai reunir mais de um mil ginastas de todo o país no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica de Conjunto e o Festival Nacional de Ginástica Para Todos (Gym Brasil), entre quarta-feira e domingo (19 e 23.11). O público poderá acompanhar gratuitamente os eventos, que contam com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
“Graças à Secel, que tem apoiado a ginástica de maneira efetiva e muito entusiasta, Cuiabá e Mato Grosso fazem parte do calendário da ginástica brasileira. E temos um dos melhores ginásios do país para a prática da modalidade!”, destaca a presidente da Federação Mato-grossense de Ginástica (FMTG), Flávia Zelinda.
Mato Grosso será representado pelo conjunto juvenil do Colégio Regina Pacis, de Sinop, nas séries de arcos e de maças. A equipe é composta pelas atletas Alice Fonseca, Emanuelly Gomes, Isabela Piacentini, Maria Eduarda Mendes, Maria Valentina e Valentina Barbosa. Destas, cinco são atendidas com Bolsa Atleta do programa OlimpusMT do Governo de Mato Grosso.
“Agradecemos ao secretário Davi Moura, e ao governador Mauro Mendes, por todo o incentivo que o Bolsa Atleta proporciona. Cinco, das seis ginastas nesta competição nacional, são bolsistas do programa Olimpus. Então isso mostra como esse investimento já está refletindo”, expressa Flávia.
A programação tem início na quarta-feira (19), com treinamentos escalonados, das 8h às 20h. Já abertura oficial será realizada na quinta-feira (20), às 19h. Antes, haverá treinos pela manhã e, durante à tarde, ocorrem as disputas de Trios, com a apresentação dos grupos Pré-Infantil Infantil, Juvenil e Adulto.
Na sexta-feira (21) serão realizadas as competições gerais de conjunto, que incluem apresentações dos grupos Pré-Infantil e Infantil nas séries de mãos livres. Na sequência entram em cena as atletas da categoria Juvenil, com séries de arcos, e da categoria adulto, com séries de fitas. Logo após as apresentações, têm início os ensaios do Gym Brasil.
No sábado (22), o público assiste às finais do conjunto Pré-Infantil em mãos livres e a competição geral de conjuntos das categorias Infantil com fitas, da Juvenil com maças, e da Adulto, na série mista. Das 19h às 21h30, ocorre o Festival Nacional de Ginástica Para Todos (Gym Brasil).
No domingo (23), serão realizadas as finais de conjuntos das categorias Infantil e Juvenil, nas séries de mãos livres, arcos, fitas e maças, e também as finais da categoria Adulto, nas séries de fitas e mista.
Promovido pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), em parceria com a Federação Mato-grossense de ginastica (FMTG), o Campeonato Brasileiro homenageia “Ilona Peuker”, que dá título à competição. Ilona Peuker implantou a Ginastica rítmica no Brasil, formou técnicas e ginastas e estruturou a modalidade no país.
Sobre a Ginástica rítmica
A Ginastica rítmica é uma modalidade que combina movimento, música, manipulação de aparelhos como arco, bola, saltos, fitas e maças. Em séries individuais ou em conjunto, as atletas realizam elementos corporais como saltos, pivôs e equilíbrios, enquanto mantêm controle e fluidez com o aparelho. A performance é avaliada pela técnica, composição e execução, unindo coordenação, expressividade e precisão.
Em agosto deste ano, o Brasil sediou, pela primeira vez, o Mundial de Ginástica Rítmica, realizado no Rio de Janeiro (RJ). A equipe brasileira brilhou na disputa e conquistou dois resultados históricos, sendo vice-campeã mundial nas séries mista e de conjunto geral.
Confira o resumo da programação no Ginásio Aecim Tocantins:
Quarta-feira (19.11)
8h às 20h: Treino escalonado
Quinta-feira (20.11)
8h às 12h: Treino conjunto
14h20: Trio Pré-Infantil e Infantil
16h40: Trio Juvenil e Adulto
19h: Abertura oficial
Sexta-feira (21.11)
9h30: Conjunto Pré-Infantil e Infantil
15h: Conjunto Juvenil e Adulto
Sábado (22.11)
11h30: Finais Pré-Infantil (mãos livres)
15h: Conjunto Infantil (fitas)
16h20: Conjunto Juvenil (maças) e Adulto (misto)
19h: Gym Brasil
Domingo (23.11)
9h: Finais Conjunto Infantil (mãos livres) e Conjunto Juvenil (arcos)
10h20: Finais Conjunto Infantil (fitas) e Conjunto Juvenil (maças)
12h: Final Conjunto Adulto (fitas)
12h50: Final Conjunto Adulto (misto)
Fonte: Governo MT – MT
A Polícia Militar de Mato Grosso inicia, nesta quarta-feira (19.11), a entrega dos kits de prova dos participantes da 25ª Corrida Homens do Mato da PMMT. As retiradas acontecem no auditório do Quartel do Comando-Geral da PMMT e vão até o próximo sábado (22).
O kit de corrida é composto pela camiseta oficial da prova, sacola esportiva, chip eletrônico e número de peito. Para a retirada, o atleta deve comparecer ao local com documento com foto e comprovante de inscrição.
As entregas acontecem das 09h às 19h, de quarta a sexta-feira. Já no sábado, a retirada dos kits encerra ao meio-dia.
Os participantes da categoria PCD (Pessoas Com Deficiência) devem fazer a inscrição gratuita e a retirada do kit no mesmo local, mediante apresentação de documentos pessoais e que comprovem a deficiência. Para os participantes da categoria kids, os kits são entregues aos responsáveis pelas crianças.
As provas acontecem neste final de semana, nos dias 22 e 23 de novembro (sábado e domingo).
No sábado (22), a partir das 16h, ocorrem as provas da categoria kids, dentro do Quartel Comando-Geral da PM.
No domingo (23), acontecem as provas das categorias adulto, a partir das 06h30, em trajetos de cinco e dez quilômetros, com início e fim também no Comando-Geral.
Serviço | Entrega kits de prova 25ª Corrida Homens do Mato
Data: 19 à 22 de novembro (quarta-feira à sábado)
Horário: 09h às 19h (quarta à sexta-feira) e 09h às 12h (sábado)
Local: Auditório do Quartel do Comando-Geral da PMMT – Avenida Historiador Rubens de Mendonça, nº 6135, bairro Jardim Novo Paraíso, Cuiabá-MT
Fonte: Governo MT – MT
Para marcar o Dia da Consciência Negra, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizará, nesta quarta-feira (19), o evento online “Dia da Consciência Negra: Ações que inspiram, mudanças que libertam”, com o objetivo de estimular reflexões sobre igualdade racial, diversidade e combate ao racismo estrutural.O evento é promovido pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.A programação será transmitida ao vivo, das 9h às 11h (horário de Mato Grosso), pelo canal oficial do MPMT no YouTube e pela plataforma Microsoft Teams. O encontro é aberto a membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores, estudantes e ao público em geral.A abertura oficial será conduzida pelo procurador de Justiça titular da Especializada, José Antônio Borges Pereira. Em seguida, às 9h15, a professora Manuela Arruda dos Santos Nunes da Silva ministrará a palestra “As políticas de ações afirmativas no serviço público e a importância das comissões de heteroidentificação racial”, com debate mediado pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo.Para encerrar, às 10h30, a professora Jacy Proença apresentará a palestra “Políticas Municipais para a Igualdade Racial: a experiência de Cuiabá nos anos 2000”, também debatida pelo promotor Rinaldo Segundo.“O Dia da Consciência Negra não é apenas uma data simbólica, mas um chamado à transformação. Precisamos reconhecer que o racismo estrutural ainda é uma realidade e que o enfrentamento exige ações concretas e contínuas”, destaca o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Belém (PA) – A saúde indígena voltou ao centro das discussões da COP30 nesta segunda-feira (17), em Belém. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como prioridade global, a pauta integrou três debates que abordaram os efeitos da crise climática nos territórios e as ações necessárias para assegurar água, assistência e direitos às populações indígenas.
“As mudanças climáticas impactam diretamente a vida das pessoas e a qualidade dos serviços de saúde nos territórios indígenas. Nosso trabalho é garantir que o SUS chegue a todas as comunidades, com infraestrutura adequada, equipes preparadas e respeito aos saberes tradicionais”, afirmou o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba.
Pela manhã, o secretário participou do painel “Uma Saúde, conhecimentos indígenas e resiliência climática na Amazônia”, a convite do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Em seguida, integrou a mesa “Proteção social flutuante e territorial das populações vulneráveis no contexto da crise climática”. No fim do dia, esteve no debate sobre o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) e parcerias para fortalecer a resiliência climática, no estande das Nações Unidas Brasil (Unicef).
Na mesa, que contou também com a participação do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, foram destacados temas que dificultam o acesso à saúde e a serviços públicos, como barreiras linguísticas, ausência de documentação básica e entraves de regulação. Para o secretário Weibe, a integração entre ministérios é fundamental para fortalecer a proteção social nos territórios.
A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) também esteve em foco. Tapeba destacou o desenvolvimento de novos instrumentos para enfrentar os efeitos da crise climática, com atenção à superação de vazios assistenciais, ao fortalecimento da logística e à valorização dos conhecimentos tradicionais integrados ao SUS.
Programa Nacional de Saneamento Indígena
O Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) vem sendo construído com base em um amplo diagnóstico nacional que abrange 7.150 comunidades indígenas e mais de 816 mil pessoas. A iniciativa está sendo desenvolvida a partir de oficinas regionais,
pesquisas de campo com 34 pesquisadores e consultas a lideranças e movimentos indígenas em todos os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
Entre as diretrizes do programa estão a ampliação da infraestrutura de água, saneamento e higiene, a capacitação de agentes indígenas de saúde, a educação sanitária comunitária e a criação da Rede Nacional de Saneamento Indígena (RNSI), que já reúne mais de 200 organizações parceiras, incluindo entidades da sociedade civil, instituições de pesquisa e organismos internacionais.
As metas do PNSI são progressivas e de longo prazo, com foco na universalização do acesso à água potável e ao saneamento. O secretário defendeu um arranjo interministerial e interfederativo, com participação da iniciativa privada, fundos climáticos e organismos internacionais, para acelerar essa universalização.
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
A Inspeção do Trabalho do MTE realizou, entre os dias 10 e 14 de novembro, uma operação que afastou 107 adolescentes de situações de trabalho infantil no município de Birigui, em São Paulo. A operação foi conduzida por uma equipe de cinco Auditores-Fiscais do Trabalho, com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e o apoio de seis agentes da Polícia Federal (PF). Durante a ação foram fiscalizados 53 estabelecimentos, sendo constatado trabalho infantil em 49 deles. Entre os 107 adolescentes encontrados, 67 eram meninos (62,6%) e 40 eram meninas (37,4%).
De acordo com a coordenadora da operação, a Auditora-Fiscal do Trabalho, Paula Neves, os adolescentes trabalhavam com exposição ou manuseio de produtos químicos, operação de máquinas perigosas, ruído acima dos limites de tolerância e utilização de instrumentos perfurocortantes, atividades proibidas para menores de 18 anos por estarem em fase de desenvolvimento físico e psíquico, mais suscetíveis às doenças e aos acidentes de trabalho”.
A legislação brasileira permite o trabalho de adolescentes a partir dos 16 anos, mas proíbe, para menores de 18 anos, atividades insalubres, perigosas, noturnas ou incluídas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil — Lista TIP (Decreto nº 6.481/2008).
A auditora explicou que todos os 107 adolescentes estavam em situações previstas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, expostos a graves riscos ocupacionais e a repercussões à saúde que podem causar prejuízos permanentes. Entre as situações constatadas, destacou-se a de um adolescente cujo pai cumpre pena em regime fechado. “O adolescente operava uma máquina eletropneumática que prensava a intertela sob alta temperatura, deixando suas mãos e dedos expostos ao risco de queimaduras e esmagamento”, relata outra Auditora-Fiscal do Trabalho, Ísis de Oliveira Freitas, também integrante do Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil.
A sujeição ao trabalho infantil, além dos riscos imediatos à saúde, compromete o desenvolvimento escolar e cognitivo dos adolescentes, reduzindo suas oportunidades de romper o ciclo de desigualdade social. “São justamente as crianças e adolescentes que mais necessitam da proteção da sociedade e do Estado aqueles que, muitas vezes, acabam submetidos ao trabalho infantil, o que limita suas possibilidades de futuro e intensifica vulnerabilidades já existentes”, ressaltou a Auditora.
Autuação
Diante do cenário, todos os empregadores flagrados fazendo uso do trabalho infantil foram autuados é deverão pagar multas pelo descumprimento da legislação. Além disso, os empregadores que não realizarem a mudança de função dos adolescentes para atividades permitidas para sua faixa etária deverão efetuar a quitação de todas as verbas rescisórias devidas, conforme determina a legislação trabalhista.
Aprendizagem Profissional
Os adolescentes que tiverem seus contratos de trabalho rescindidos serão encaminhados para programas de aprendizagem profissional como aprendizes, terão acesso à qualificação, experiência prática em ambiente seguro e protegido, além de direitos trabalhistas e previdenciários, favorecendo a transição da escola para o mundo do trabalho. Por meio do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), estão sendo articuladas vagas de aprendizagem para os adolescentes afastados, conforme prioridade assegurada pelo Decreto nº 9.579/2018.
Ao final da operação, ocorreu uma reunião dos auditores do MTE com representantes dos sindicatos laboral e patronal do setor para esclarecimentos sobre as proibições legais e apresentação dos dados da fiscalização. Além disso, o Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil emitirá notificações orientadoras a 500 empresas do setor, com o objetivo de prevenir novos casos de trabalho infantil e esclarecer atividades proibidas para menores de 18 anos. Foi sugerida ainda às empresas e sindicatos a produção de materiais informativos e a realização de eventos setoriais para promover mudanças estruturais que garantam a erradicação do trabalho infantil no setor de fabricação de calçados de Birigui.
O Ministério do Turismo lançou, nesta terça-feira (18.11), o oitavo episódio do videocast “Diálogos da COP30”, que abordou o tema “Preparação para a COP30: o caso de sucesso da Escola Nacional de Turismo”. A edição, com duração de 20 minutos, evidenciou como a COP30 tem impulsionado transformações em Belém e reforçado a importância da qualificação profissional para receber um evento dessa magnitude, além de oferecer experiências marcantes para os visitantes da capital paraense.
Durante o episódio, os convidados destacaram a ação inédita promovida pelo Governo do Brasil – em parceria com BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Basa, OEI e Itaipu – que ofereceu um City Tour especial por Belém. A iniciativa permitiu que turistas nacionais e internacionais conhecessem pontos emblemáticos da cidade, ampliando a circulação turística e fortalecendo a experiência cultural durante a conferência.
A secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, ressaltou que a COP30 tem deixado um legado estrutural e social para Belém, com impactos positivos na economia local, na geração de oportunidades e na projeção da Amazônia para o mundo. Já Marcos César apresentou os resultados da formação profissional promovida pela Escola Nacional de Turismo, que qualificou trabalhadores para atuar no evento e em futuros ciclos turísticos.
Representando a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), Telma Teixeira destacou a importância da parceria institucional para fortalecer ações de hospitalidade e enriquecer a experiência dos visitantes durante a conferência.
O episódio reforça o compromisso do Ministério do Turismo em mostrar iniciativas que impulsionam o desenvolvimento sustentável e valorizam a diversidade cultural. A COP30 segue consolidando Belém como referência em sustentabilidade, cultura e hospitalidade.
O episódio já está disponível no canal do Ministério do Turismo no YouTube. Clique AQUI para assistir.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
O Ministério das Cidades lançou na COP30, em Belém, o roteiro internacional “Belém a Busan”, iniciativa que mobilizará governos nacionais, cidades, organismos multilaterais e redes internacionais até a Conferência das Nações Unidas sobre Oceanos, em 2028. O lançamento foi feito em painel sobre a elevação do nível do mar.
O evento contou com o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres e chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), Kamal Kishore; a diretora executiva da ONU-Habitat, Anaclaudia Rossbach; Ramesh Subramaniam, da Coalização para Infraestrutura Resiliente a Desastre (CDRI, na sigla em inglês); o chefe da Assessoria Internacional do Ministério das Cidades, Antonio da Costa e Silva, e moderação de Rod Braun, da Conservation International.
O roteiro estrutura uma jornada de três anos que conecta a COP30 às principais conferências internacionais sobre urbanização, resiliência e oceano. Ele prevê eventos e consultas regionais vinculadas ao Fórum Urbano Mundial em Baku, à Conferência da Ciência Oceânica no Rio de Janeiro, à Conferência Internacional sobre Infraestrutura Resiliente em Nova Délhi e a encontros da Coalizão Local2030. A iniciativa pretende criar um fluxo contínuo entre ciência, políticas públicas e financiamento climático, colocando a elevação do nível do mar no centro da agenda global.
Entre seus eixos centrais, o “Belém a Busan” envolve ações de conscientização sobre as causas e impactos do aumento do nível do mar, o compartilhamento de soluções de infraestrutura resiliente, a integração entre agendas internacionais e a consolidação de resultados locais que serão apresentados em Busan.
O documento destaca que áreas até 100 quilômetros da costa concentram cerca de 40% da população mundial e 60% do PIB global, e que cada centímetro de elevação do nível do mar pode resultar na perda de até dez metros de território, ampliando erosões, enchentes, salinização de aquíferos e danos econômicos severos.
A iniciativa será liderada pelo Ministério das Cidades, UNDRR e a Colizão Local2030, e consolida a COP30 como marco inicial de uma trajetória global de cooperação. Ao reunir compromissos assumidos em Brasília, Belém e em agendas internacionais anteriores, o roteiro estabelece um caminho claro até Busan, reforçando a liderança brasileira na agenda urbana e climática e fortalecendo a capacidade de cidades e comunidades diante de um dos impactos mais complexos da crise climática.
O lançamento do roteiro marcou o ponto culminante de uma linha do tempo construída ao longo de meses pelo Ministério das Cidades. Em outubro, em Brasília, o Ministério reuniu cientistas, gestores públicos e prefeitos no seminário nacional sobre Resiliência Climática e Redução de Riscos de Desastres em Cidades Costeiras, aprofundando o debate sobre impactos em cascata da elevação do nível do mar.
Já em Belém, na semana da COP30, a pasta promoveu o painel dedicado à gestão integrada de riscos e realizou a visita de alto nível a Barcarena, onde especialistas internacionais puderam observar de perto os efeitos da erosão, das marés mais fortes e das desigualdades que agravam a vulnerabilidade de comunidades ribeirinhas e urbanas. Essa sequência de atividades preparou o terreno para o anúncio do roteiro, reunindo evidências, articulação diplomática e engajamento de parceiros estratégicos.
Para mais informações sobre como participar da iniciativa, entre em contato pelo email: internacional@cidades.gov.br
Acesse a Central de Conteúdos do Ministério das Cidades
Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: imprensa@cidades.gov.br
Fonte: Ministério das Cidades
O turismo regenerativo ganhou destaque na COP30, com debates que apontaram a sociobioeconomia e a gastronomia como pilares de um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia. No estande “Conheça o Brasil”, do Ministério do Turismo na Green Zone, em Belém (PA), especialistas e chefs ressaltaram que práticas turísticas baseadas no respeito ao território, no conhecimento ancestral e na ciência são fundamentais para preservar ecossistemas e fortalecer economias locais.
No painel “Sociobioeconomia e gastronomia liderando um novo modelo de desenvolvimento”, o chef Saulo Jennings, primeiro embaixador gastronômico da ONU Turismo, destacou a urgência de se interromper o turismo predatório. Segundo ele, a transição para uma atividade que cuida dos territórios é inevitável.
“Por muito tempo tivemos um turismo de apropriação, de desgaste. Esse não é o turismo que queremos”, afirmou. Jennings ressaltou que a preservação de muitos destinos só existe graças à resistência das comunidades locais. Ao falar sobre sua atuação no Pará, lembrou que o crescimento do turismo exige responsabilidade. “Se não cuidarmos, voltamos ao turismo predatório. Não existe avanço sem educação, ciência e pesquisa”, apontou.
O chef também abordou o papel estratégico da gastronomia brasileira, defendendo que ela tem força diplomática e potencial para impulsionar políticas de desenvolvimento. “O Brasil está consolidando sua gastrodiplomacia. Temos uma riqueza própria que precisa ser valorizada”, defendeu.
A diretora da ONG global Ambition Loop no Brasil, Renata Cabrera, reforçou que povos tradicionais são protagonistas da construção de soluções sustentáveis. Para ela, regeneração não é utopia: é desenvolvimento, renda e eficiência. “O sistema precisa de emprego e mecanismos que funcionem. O turismo tem um potencial gigantesco de ser uma economia limpa”, ressaltou. Ela destacou ainda a importância de organizar toda a cadeia produtiva do turismo gastronômico – do produtor ao prato servido ao visitante.
SUSTENTABILIDADE – A líder comunitária Prazeres Quaresma, chef e moradora da Ilha do Combu, na capital paraense, emocionou o público ao falar sobre continuidade, memória e futuro. Ela lembrou que, desde 2017, a comunidade realiza coleta de resíduos e, a partir de 2019, passou a utilizar biodigestores que transformam restos orgânicos em biogás e fertilizante, fortalecendo a economia local.
“Queremos um turismo grande, regenerativo e duradouro. Que quem venha hoje encontre uma samaúma de 400 anos e que daqui a 10 anos veja as mesmas famílias mantendo seus rituais, florestas e ecossistemas. Isso é pertencimento”, pontuou.
Os participantes também destacaram a necessidade de políticas públicas estruturantes, como financiamento a microempreendedores ribeirinhos, melhorias em saneamento básico – especialmente na Ilha do Combu – e a ampliação de linhas de crédito voltadas a iniciativas comunitárias. O objetivo é fomentar modelos de turismo que distribuam renda e promovam justiça social.
O debate convergiu para uma conclusão: o turismo regenerativo não é apenas uma tendência, mas um caminho estratégico para o futuro da Amazônia. Ao unir conhecimento ancestral, ciência, gastronomia e sociobioeconomia, o setor se posiciona como motor de transformação, capaz de preservar a floresta, restaurar ecossistemas, fortalecer comunidades e inspirar políticas públicas de longo prazo.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, na última sexta-feira (14/11), durante a COP30, o Projeto ASL Xingu: Integrando florestas, povos e águas – conservação socioambiental e desenvolvimento sustentável no Xingu. O evento ocorreu no Pavilhão Pará, na Zona Verde, e marcou o início da terceira fase do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil).
Com investimento de US$ 8,5 milhões e quatro anos de duração (2026 a 2030), a iniciativa atuará em dez municípios e 13 áreas do Baixo e Médio Xingu, no Pará, fortalecendo a conservação da biodiversidade, a governança territorial, a sociobioeconomia e a integração entre políticas públicas federais, estaduais e municipais. Ao todo, o projeto atuará em mais de 4,3 milhões de hectares de florestas, rios e territórios tradicionais e rurais.
Representando o MMA, o chefe de gabinete e secretário substituto da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais e supervisor do Projeto ASL Brasil, Carlos Eduardo Marinelli, destacou que o ASL Xingu nasce para fortalecer as instituições locais, as organizações sociais e comunitárias da região e a participação cidadã nas políticas municipais. “O ASL Xingu nasce para fortalecer quem vive e cuida do território, integrando políticas e saberes para construir uma herança duradoura. Queremos construir, junto com as pessoas, processos que permaneçam no território,” afirmou.
O coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável e Incentivos Ambientais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Estado do Pará (Semas/PA), Cleyton Amin, destacou que as fases anteriores do ASL foram decisivas para fortalecer a gestão ambiental do Estado. “O projeto apoiou o ordenamento territorial, a regularização ambiental e a estruturação de secretarias. A nova fase chega para avançarmos ainda mais. O Pará tem políticas estruturantes como o Plano de Recuperação da Vegetação Nativa do Estado e a meta ambiciosa de recuperar 5,65 milhões de hectares, enquanto a meta nacional é de aproximadamente 12 milhões. O ASL é muito bem-vindo.”
O diretor de gestão e monitoramento de Unidades de Conservação (UCs) do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), Elivelton Carvalho, ressaltou que o ASL Brasil tem sido fundamental para fortalecer a gestão das UCs do Pará, permitindo implementar planos de manejo, avançar em concessões florestais e ampliar ações de monitoramento de quelônios, resultados que se somam aos 21 milhões de hectares sob gestão estadual. “Foi por meio do ASL que captamos os recursos necessários para estruturar esses documentos essenciais. Também realizamos a concessão florestal de 200 mil hectares na Flota do Iriri, um marco para a gestão sustentável da região”, explicou.
Segundo o coordenador técnico do Projeto ASL Brasil, Henrique Santiago, já foram feitos muitos investimentos anteriores na região, como mais de 500 ha de sistemas agroflorestais na APA Triunfo do Xingu, cuja produção já incrementa a renda de famílias de agricultores familiares.
Em perspectiva regional, o gerente de Operações Ambientais e Sociais para a América Latina e o Caribe, do Grupo Banco Mundial, Erwin De Nys, destacou que entre 2017 e 2024 o ASL apoiou a criação de 23 novas áreas protegidas (4,3 milhões de hectares), fortaleceu a gestão de 62 milhões de hectares de unidades existentes, restaurou 1.600 hectares e apoiou a coleta de 45 toneladas de sementes nativas. Segundo ele, o ASL Xingu reforça esse legado e se torna peça-chave da iniciativa Amazônia Viva. “Os resultados do ASL são muito importantes. O Xingu é agora um elemento-chave da nossa iniciativa Amazônia Viva, com foco em empregos, resiliência e resultados mensuráveis”, concluiu.
Sobre o projeto
O Projeto ASL Xingu: integrando florestas, povos e águas, é coordenado pelo MMA, e tem como agência executora a Fundação Getulio Vargas (FGV Europe), em parceria com a Semas/PA , o Ideflor-Bio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e dez municípios paraenses: Gurupá, Altamira, Senador José Porfírio, São Félix do Xingu, Porto de Moz, Abaetetuba, Melgaço, Itaituba, Portel e Prainha.
O ASL Xingu integra o Programa Regional ASL (Amazon Sustenible Landscape), implementado pelo Banco Mundial e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), que articula países amazônicos na gestão integrada de suas paisagens.
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Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou na manhã desta terça-feira (18 de novembro), em Belo Horizonte (MG), da abertura da etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (CNT). A Conferência é um espaço tripartite, paritário e democrático, voltado à construção coletiva de diretrizes e políticas públicas para a promoção do trabalho decente, a valorização das relações laborais e o fortalecimento do diálogo social em todo o país. As etapas estaduais da CNT estão sendo realizadas em todas as regiões do Brasil entre setembro e 11 de dezembro de 2025. A etapa nacional está prevista para 4 de março de 2026, em São Paulo.
Durante a cerimônia de abertura, o ministro destacou o papel estratégico do diálogo social na formulação de políticas públicas.
“Este é um espaço de discussão, de concertação e de construção coletiva. O papel da Conferência é ouvir e propor mudanças capazes de enfrentar velhos problemas, erradicar formas degradantes de trabalho, combater o trabalho infantil e discutir as novas dinâmicas das relações de trabalho. É no diálogo que encontramos as melhores alternativas”, afirmou Marinho.
O ministro também chamou atenção para os desafios atuais do mercado de trabalho: “O país tem as melhores taxas de emprego da história, mas ainda enfrentamos dificuldades, seja pela baixa remuneração oferecida em alguns setores, seja pela falta de qualificação de quem ficou fora do mercado. Precisamos pensar políticas públicas sustentáveis que promovam inclusão, justiça social e desenvolvimento”, destacou.
Em sua fala, Marinho reforçou que o objetivo central da CNT é preparar um novo ciclo de desenvolvimento para o Brasil, com mais justiça social e melhores condições de trabalho. “Temos a oportunidade de realizar a melhor conferência da história sobre o mundo do trabalho no Brasil. Um ambiente laboral de qualidade reduz acidentes, previne o adoecimento mental, aumenta a produtividade e promove inclusão. Está em nossas mãos construir esse caminho”, concluiu.
O representante da bancada dos empregadores, presidente da Fecomércio-MG, Nadim Donato, enfatizou no encontro a importância do diálogo entre os diferentes segmentos presentes.
“É um prazer recebê-los aqui. Nada é mais importante do que nos sentarmos para debater, cada um defendendo suas posições, mas sempre buscando um consenso que beneficie a todos”, afirmou.
Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG), Valéria Morato, o protagonismo de Minas Gerais fortalece a etapa estadual da Conferência e aprofunda o debate sobre direitos trabalhistas. “Realizamos 13 conferências livres nos quatro cantos do estado, um processo único no país. Após a reforma trabalhista, a pandemia e o avanço da inteligência artificial, é urgente debater temas como a terceirização, a pejotização e o fortalecimento das entidades sindicais”, afirmou.laboral de qualidade reduz acidentes, previne adoecimento mental, aumenta a produtividade e promove felicidade. Está em nossas mãos construir esse caminho”, concluiu.
estavam presentes a abertura o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Marcelo Lamego; o secretário de Relações do Trabalho, Marcos Perioto; o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Carlos Calazans; a representante da Organização Internacional do Trabalho, Fernanda Barreto; e a vice-presidenta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputada Leninha (PT).
Confira aqui mais informações sobre a II Conferência Nacional do Trabalho

“Para que a gente preserve o futuro, nós, crianças, adolescentes, precisamos sonhar com ele e também ensinar os adultos e as lideranças a sonharem juntos, para que possamos construir soluções e alcançar um mundo mais justo.” A declaração de João Victor da Costa da Silva, ativista climático de 16 anos, resume o sentido do evento “Vozes do Futuro para o Presente: um compromisso ético”, realizado na última segunda-feira (17/11), no Pavilhão do Balanço Ético Global (BEG), na Zona Azul da COP30, em Belém (PA).
O encontro reuniu cerca de 40 crianças e adolescentes e destacou que a ética climática começa pela escuta das novas gerações e pelo reconhecimento de seu papel na construção de um futuro sustentável. A atividade também dialoga com o Dia Temático das Crianças e da Juventude, junto com Pequenos e Médios Empreendedores, que integra o calendário oficial da COP30 e pretende, até esta terça-feira (18/11), apresentar soluções inclusivas e realistas conectadas ao cotidiano dos territórios.
“A gente tem que manter o cheiro de terra depois da chuva, porque eu sinto que a floresta está viva quando a gente sente esse cheiro”, afirmou Juca, de 14 anos. “Eu quero proteger a floresta. E por quê? Porque ela traz o ar puro que a gente precisa para respirar”, completou Gabriel, de 10 anos.
Participaram do encontro com as crianças no Pavilhão do BEG a coordenadora-geral de Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Isis Akemi; a oficial de Mudanças Climáticas do Unicef, Mariana Buoro; o diretor executivo do projeto Plant-for-the-Planet, Luciano Frontelle; e a analista de Natureza do Instituto Alana, Capitu Maciel.
“Que essa COP tenha realmente as crianças em espaços não só de escuta, mas também de tomada de decisão e de participação real em todos os diálogos”, destacou Isis Akemi. Para Capitu Maciel, “o brincar tem um espaço muito especial para que a gente fale sobre novos futuros possíveis”.
Diálogos autogestionados do BEG
O percurso do BEG até a COP30 envolveu diálogos em Londres, Bogotá, Nova Délhi, Adis Abeba e Sydney, reunindo lideranças políticas, sociais, científicas e espirituais. Os debates, conduzidos por nomes como Mary Robinson, Michelle Bachelet, Kailash Satyarthi, Wanjira Mathai, Anote Tong e Karenna Gore, resultaram em recomendações prioritárias consolidadas em um Relatório Global para orientar chefes de Estado e negociadores.
Além dos encontros presenciais, o processo contou com 125 Diálogos Autogestionados, que mobilizaram 15.271 participantes diretos, entre eles 2.395 crianças, em atividades realizadas em países das Américas, Europa, Ásia e África.
Inspirado no mecanismo do Acordo de Paris, o BEG busca ampliar a escuta pública sobre escolhas éticas e responsabilidades diante da crise climática. A iniciativa é fruto da articulação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário-geral da ONU, António Guterres, a ministra Marina Silva, o Itamaraty, a Presidência da COP30 e o assessor especial da ONU para Transição Justa e Ação Climática, Selwin Hart.
O processo ainda reforça o mutirão global liderado pela Presidência da COP30 para acelerar a implementação dos acordos climáticos assumidos desde 2015. Nos últimos meses, seis diálogos regionais reuniram lideranças indígenas, comunitárias, religiosas, políticas e científicas para debater caminhos para uma transformação ecológica que vá além das soluções técnicas já disponíveis, incorporando um compromisso ético capaz de viabilizar sua aplicação.
VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente
Realizada em 2025, paralelamente ao BEG, a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente mobilizou 8.732 escolas em 2.307 municípios, sob o tema “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”. O objetivo foi fortalecer ações de educação ambiental e consolidar as escolas como espaços educadores sustentáveis e resilientes.
Participaram da conferência 1.293 escolas em áreas de risco socioambiental, 158 com atendimento a estudantes com deficiência, 1.478 da zona rural, 186 indígenas e 139 quilombolas. Em número de unidades participantes, a Mata Atlântica liderou com 2.818 escolas, seguida da Caatinga (2.467), do Cerrado (1.695) e da Amazônia (1.300).
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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciaram, na última segunda-feira (17/11), durante a COP30, o lançamento do programa Coopera+ Amazônia. A iniciativa é voltada para fortalecimento da inovação gerencial e produtiva de 50 cooperativas extrativistas que atuam nas cadeias do babaçu, açaí, castanha e cupuaçu.
A expectativa é de que seja mobilizado um total de R$ 107,2 milhões, sendo R$ 103,5 milhões do Fundo Amazônia, coordenado pelo MMA e gerido pelo BNDES. Além disso, são previstos R$ 3,7 milhões do Sebrae. A execução do programa ocorrerá em cinco estados da Amazônia Legal (Pará, Rondônia, Maranhão, Amazonas e Acre) pelo período de 48 meses.
O lançamento do programa ocorreu no Pavilhão do BNDES na Green Zone e foi marcado pela assinatura da carta de elegibilidade do projeto. A cerimônia contou com a participação do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin; dos ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França; da secretária nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta; do presidente do Sebrae, Décio Lima; da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; e da diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Estruturado pelo Sebrae em parceria com o MDIC, o Coopera+ Amazônia tem como objetivo aprimorar a gestão, elevar a produtividade, ampliar mercados e incorporar tecnologias que fortaleçam a bioeconomia amazônica. Entre as ações previstas estão consultorias, capacitações, assistência técnica, extensão rural e aquisição de máquinas para reduzir a penosidade do trabalho extrativista e agregar valor aos produtos.
“Quando a gente sonha sozinho, é só um sonho. Mas quando nós sonhamos juntos, é o início de uma nova realidade. O associativismo é extremamente importante. Com o cooperativismo, a gente ganha escala. Cooperativismo é um instrumento importante para reduzir custos, ganhar mercado e melhorar a renda. E esse programa vai ser feito com as cooperativas para atender mais de 3,5 mil famílias e as cadeias da região”, afirmou Alckmin.
Carina Pimenta defendeu a importância de ações que contribuam para fortalecer alternativas de renda para povos e comunidades tradicionais. “Eles cuidam das nossas florestas, eles preservam nossos serviços ecossistêmicos e eles precisam de um plano integrado de desenvolvimento que leve em conta as suas características, a forma como convivem com a natureza, a forma como produzem. E eu acho que é isso que nós estamos buscando entregar aqui com este projeto”.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou a importância das iniciativas apoiadas pelo Fundo Amazônia. “Nós temos uma emergência climática que nos obriga a acelerar os processos, a gerar mais impacto, a garantir escala no que nós estamos fazendo. E ao mesmo tempo nós temos organizações envolvidas com o crime ambiental muito mais estruturadas no nosso planeta, exigindo da gente também uma mudança de patamar. Nós estamos exatamente respondendo a essa necessidade urgente. O projeto que a gente está anunciando hoje, o Coopera+ Amazônia, se insere nesse contexto”.
A estratégia inclui a criação de um Escritório de Negócios Territorial para apoiar múltiplas cooperativas na expansão comercial, no fortalecimento de marcas e no acesso a novos mercados. Também está prevista a atuação dos Agentes Locais de Inovação para Cooperativas (ALICoop), bolsistas selecionados pelo Sebrae que acompanharão a implantação de melhorias tecnológicas e gerenciais. O projeto incorpora ainda um catálogo produzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre tecnologias e equipamentos adequados às cadeias da sociobiodiversidade, ampliando o potencial de mecanização no setor.
Para Décio Lima, o projeto representa um marco para o desenvolvimento sustentável da região. “Cada cooperativa receberá um ticket médio de R$ 2 milhões em consultorias, formações, assistência técnica e equipamentos. Além disso, vamos estruturar um Escritório de Negócios Territorial para ampliar comercialização e agregar valor às cadeias do babaçu, do açaí, da castanha e do cupuaçu. A iniciativa fortalecerá mais de três mil famílias que vivem e preservam a floresta, com atenção especial às mulheres quebradeiras de coco no Maranhão e às comunidades extrativistas do Pará e de Rondônia. O objetivo é avançar para uma sociedade mais justa e integrada à natureza, guiada pelos valores das pessoas e da vida”, explicou.
Entre os resultados esperados estão aumento da produtividade, crescimento do valor agregado dos produtos, elevação do faturamento, expansão do número de cooperados, redução e reaproveitamento de resíduos do extrativismo e aumento da renda das cerca de três mil famílias atendidas. A iniciativa fortalece modelos de negócio que preservam a floresta e oferecem alternativas econômicas ao desmatamento.
Rentabilidade
O ministro Paulo Teixeira destacou o potencial do programa. “O que nós estamos incentivando agora é a recuperação da cobertura florestal de áreas degradadas por meio de florestas produtivas. O açaí tem uma rentabilidade 10 vezes maior que a pecuária, cinco vezes maior que a soja. E aí é importante dizer que não é monocultura. O consórcio dessas espécies pode dar uma renda muito substantiva aos agricultores da floresta. Há boas experiências a serem conhecidas”.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, explicou que o catálogo de tecnologias e equipamentos subsidiará a elaboração de estratégias para fomentar a bioeconomia local. Ele já está disponível e ainda será atualizado. Silvia acrescentou ainda que outra ação sob responsabilidade de empresa é o desenvolvimento de um observatório digital, por meio do qual será feito um monitoramento e levantamento de informações que contribuam para a melhora no sistema de produção.
“A ciência é a voz que a gente precisa levar para o mundo todo, porque ela permite que a gente possa produzir mais, mas conservar ao mesmo tempo. A preservação do meio ambiente é essencial para garantir a qualidade de vida das pessoas e do planeta. E é esse nosso compromisso”, disse.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o Coopera+ Amazônia impulsiona o cooperativismo e amplia a competitividade da bioeconomia na região. “O projeto fortalece o cooperativismo na Amazônia e dinamiza as cadeias produtivas da sociobiodiversidade, beneficiando diretamente as populações que vivem da floresta em pé ao mesmo tempo em que desenvolve economicamente a região”, afirmou.
Fundo Amazônia
Criado em 2008, o Fundo Amazônia consolidou-se como o principal mecanismo de cooperação internacional para o clima no Brasil, combinando proteção florestal, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na Amazônia Legal. A partir da retomada das doações em 2023, após quatro anos de paralisação, o Fundo entrou em uma fase de expansão sem precedentes.
O número de doadores passou de três para dez, com a entrada da União Europeia, Suíça, EUA, Reino Unido, Dinamarca, Irlanda e Japão. Esses novos parceiros se somam aos contribuintes históricos, Noruega e Alemanha, além da Petrobras. Essa ampliação demonstra a confiança internacional no modelo de governança MMA-BNDES, baseado em transparência, resultados comprovados e forte participação social.
Desde sua criação, o Fundo Amazônia beneficiou aproximadamente 260 mil pessoas, apoiou 144 projetos e fortaleceu mais de 600 organizações comunitárias em toda a região. A iniciativa já alcançou 75% dos municípios da Amazônia Legal e contratou R$ 1,6 bilhão adicionais apenas no período pós-retomada, entre 2023 e 2025.
Os recursos do fundo impulsionam ações de combate ao desmatamento, de gestão territorial e fortalecimento institucional, de bioeconomia e cadeias produtivas sustentáveis, além de iniciativas de geração de renda. Também apoiam a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais e ampliam investimentos em monitoramento, pesquisa e inovação ambiental.
O fundo é coordenado pelo MMA e operacionalizado pelo BNDES, contribuindo diretamente para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, dos compromissos do Acordo de Paris e dos objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).
(com informações da Agência BNDES de Notícias)
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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou, na última segunda-feira (17/11), um conjunto de medidas para fortalecer os direitos de povos e comunidades tradicionais (PCTs). As ações incluíram o lançamento da segunda edição do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade e a inclusão, pela primeira vez, dos 28 segmentos de PCTs no 12° Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As ações foram apresentadas no Pavilhão do Círculo dos Povos, na Zona Verde da COP30.
O evento também foi marcado pela apresentação do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PDPCT), que será instituído por meio de decreto.
A cerimônia foi conduzida pela secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, que enfatizou o comprometimento do governo federal na construção de políticas robustas para os PCTs. Ela lembrou que mais de 20 ministérios participam do processo de construção do plano. “Este momento não é apenas sobre apresentar o andamento de um Plano. É sobre sairmos do lugar do outro e reconhecer a centralidade dos povos e comunidades tradicionais na construção do país.”
A fala estabeleceu o eixo central da agenda: a valorização institucional de PCTs como sujeitos estratégicos das políticas ambientais e climáticas. “Estamos saindo da etapa do reconhecimento e consolidando políticas concretas para fortalecer os territórios e garantir direitos”, acrescentou Daniel Viegas, chefe de gabinete da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
O secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos, do Ministério da Igualdade Racial, Ronaldo Santos, reforçou a importância de situar o debate climático para além das florestas, colocando em foco as populações que protegem e mantêm esses territórios vivos. Ele afirmou que “o grande desafio das COPs é discutir para além das florestas, é discutir os povos que protegem esses espaços”, destacando que não existe agenda climática sem considerar os PCTs.
Censo
A incorporação dos PCTs no Censo foi confirmada pelo presidente do IBGE, Márcio Pochmann. Em sua avaliação, o processo permitirá ampliar a precisão e a profundidade das informações sobre os territórios tradicionais. “É a partir da realidade revelada que as políticas públicas se realizam”, ponderou.
A pesquisa, principal levantamento estatístico sobre produção agropecuária e extrativista do país, terá seu primeiro teste de campo ainda em novembro, abrangendo seis municípios de diferentes biomas. Os questionários serão aplicados considerando a participação direta de PCTs.
A pesquisa investigará produção de alimentos para comunidades, composição da força de trabalho rural, padrões de ocupação territorial e atividades agropecuárias, extrativistas e aquícolas. Nessa etapa preparatória, o IBGE já identificou milhares de localidades com grupos tradicionais e, em articulação com o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), reuniu informações de outros 1.200 formulários sobre territórios tradicionais. Os resultados do Censo Agro fornecerão bases seguras para orientar políticas públicas voltadas aos PCTs nos próximos anos, atendendo a uma das principais demandas estruturantes do PDPCT.
Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade
A segunda edição do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade contará com investimento total de R$ 3 milhões, recurso que beneficiará 50 organizações de base que atuam na proteção dos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade. Além de aumentar o número de premiados, o novo edital ampliou também o valor destinado para cada iniciativa, que chegará a R$ 50 mil.
A secretária nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, ressaltou que os avanços reforçam o compromisso com o fortalecimento das ações realizadas nos territórios tradicionais. “Precisamos trabalhar o reconhecimento e tirar da invisibilidade as iniciativas que mantêm viva a sociobiodiversidade do país, garantindo que os recursos tenham uso direto nos territórios e cheguem a quem realmente cuida da natureza e das relações comunitárias”.
As inscrições estarão abertas a partir de 19 de novembro e poderão ser realizadas até 19 de janeiro de 2026. Podem participar organizações representativas de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, comunidades quilombolas e agricultores familiares que desenvolvem ações de proteção, valorização e transmissão de conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade brasileira. Saiba mais aqui.
A coordenadora da Câmara Setorial das Guardiãs e dos Guardiões da Biodiversidade, Cristiane Julião, ressaltou o impacto do prêmio nos territórios.
O representante da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), no município de Carauari (AM), Ecivaldo Dias Ferreira, uma das entidades reconhecidas pela primeira edição, sintetizou o sentido da ação ao afirmar que “cada semente que é plantada, a gente tenta regar.”
Representando o Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron lembrou que a instituição atua para garantir que os recursos cheguem na ponta e afirmou que “o governo cria os programas, e nós trabalhamos para que o apoio chegue às comunidades”.
Agricultura familiar
A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiavelli, também participou do ato. Ao mencionar os programas desenvolvidos pela pasta, Machiavelli ressaltou que os PCTs são protagonistas da conservação e do uso sustentável da sociobiodiversidade, são “atores que detêm conhecimentos e saberes essenciais para apontar caminhos de desenvolvimento e de justiça climática”.
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A mesa redonda Adaptações às Mudanças Climáticas — Soluções Baseadas na Natureza reuniu pesquisadores de diversas instituições amazônicas para discutir desafios, impactos e propostas na Casa da Ciência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), na segunda-feira (17), em Belém (PA). O debate girou em torno da pergunta: Quais são os maiores desafios da adaptação climática e quais soluções baseadas na natureza podem ser aplicadas?
Os especialistas apresentaram experiências e evidências que mostram como ciência, políticas públicas e engajamento comunitário precisam atuar de forma integrada para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia.
O pesquisador Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, Jean Ometto, destacou a necessidade de mecanismos capazes de mensurar riscos e orientar gestores na tomada de decisões. “O sistema está submetido a pressões crescentes, então avançamos no desenvolvimento de uma plataforma que identifica níveis de risco e apoia gestores locais na definição de medidas de adaptação”, explicou.
Já pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, organização social vinculada ao MCTI, Ayan Fleischmann ressaltou desafios urgentes vividos por populações ribeirinhas e a necessidade de políticas públicas que deem escala às soluções locais. “Os impactos são múltiplos: acesso à saúde, educação, saneamento e alimentação. Esse são problemas históricos agravados pela seca extrema”, avaliou. O instituto elaborou, junto com mais de 50 lideranças da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, uma série de propostas concretas para enfrentar esses desafios.
A pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (Inpa) Fernanda Werneck também participou da mesa redonda e apresentou resultados de estudos com anfíbios e répteis que revelam riscos de extinção local. A causa é o aumento das temperaturas, o que reforça a importância da biodiversidade como ferramenta de adaptação. “Usamos informações sobre a fisiologia das espécies e dados genômicos sobre adaptação local — isso torna as projeções menos pessimistas. Os resultados, porém, mostram que várias espécies já ultrapassam limites críticos de tolerância térmica, indicando riscos de extinção local”, destacou. Segundo ela, quando se pensa em soluções baseadas na biodiversidade, é preciso considerar essa diversidade de mecanismos e os impactos para orientar políticas públicas e ações de conservação.
Também participaram do debate o coordenador do Observatório Regional Amazônico da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Arnaldo Carneiro, e o professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA) Everaldo Souza.
Casa da Ciência
A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa.
Nesta quinta-feira (20) é feriado em Mato Grosso, Dia da Consciência Negra. Seguindo os principais órgãos públicos do estado e os municípios da região, a Prefeitura de Lucas do Rio Verde decretou ponto facultativo nesta sexta-feira (21).
Com isso, o poder público municipal não terá expediente nesta quinta e sexta-feira. O Edital 7.368/2025, que estabelece a alteração no calendário anual, já está disponível no site da prefeitura.
Para garantir o atendimento a todos e evitar transtornos, a Secretaria Municipal de Saúde elaborou uma escala com unidades básicas abertas e serviços a disposição, em horário especial.
O objetivo é facilitar o acesso da população, evitar a superlotação do Pronto Atendimento Municipal (PAM) e não deixar os luverdenses desassistidos na realização de exames, entrega de medicamentos e transporte para pacientes que realizam tratamento fora do município.
Confira o cronograma:
Dia 20/11 – Dia da Consciência Negra (feriado)
PAM
Das 06h às 00h
UBS Jardim Primaveras
Atendimento de urgência/emergência
Das 13h às 18h
UBS e Farmácia Parque das Emas
Urgência/emergência e dispensação de medicamentos de uso contínuo
Das 13h às 18h
Vigilância em Saúde
Plantão (65) 9 9226 7392
Saúde Móvel/Ambulância
(65) 3548 7349 / (65) 9 9236 8222
Dia 21/11 (sexta-feira)
PAM
Das 06h às 00h
UBS Jardim Primaveras
Atendimento de urgência/emergência e urgências de odontologia
Das 07h às 11h e das 13h às 17h
UBS e Farmácia Parque das Emas
Urgência/emergência e dispensação de medicamentos de uso contínuo
Das 07h às 11h e das 13h às 17h
Laboratório Municipal
Obs. Serão atendidos os pacientes eletivos agendados para esta data
Das 06h à 12h
Caps Adulto
Acolhimento de demanda espontânea
Das 07h às 11h
Caps Infantojuvenil
Acolhimento e consultas agendadas
Das 07h às 11h
Central de Regulação
Somente o Setor de Transporte/Casa de Apoio, atendimento no Espaço Saúde
Das 07h às 11h
Espaço Saúde
Somente consultas agendadas
07h às 11h e das 13h às 17h
Obs. O não comparecimento dos pacientes agendados implicará falta e não haverá reagendamento.
Vigilância em Saúde
Plantão (65) 9 9226 7392
Saúde Móvel/Ambulância
(65) 3548 7349 / (65) 9 9236 8222
22 e 23/11 (sábado e domingo)
PAM
Das 06h às 00h
UBS e Farmácia Tessele Junior
Atendimento de urgência/emergência e dispensação de medicamentos de uso contínuo
Das 13h às 18h
Vigilância em Saúde
Plantão (65) 9 9226 7392
Separados pelas águas do Rio Araguaia, os moradores de Xambioá, no Tocantins, e São Geraldo do Araguaia, no Pará, sempre dependeram de balsas para cruzar de um lado para o outro do rio. Uma realidade que passa a mudar a partir desta terça-feira (18), com a entrega da ponte que integra de forma definitiva os dois estados.
“Eu sei o sacrifício que era pra todo mundo a travessia por balsas. Não era justo as pessoas pagarem para atravessar o rio, mas agora o Estado está garantindo o direito do povo brasileiro de ir e vir. Não houve nenhum momento da história do Brasil em que foram feitas tantas obras como agora”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Inaugurada pelo presidente Lula e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, a estrutura, de pouco mais de dois quilômetros de extensão, recebeu investimento de R$232,3 milhões, sendo R$28 milhões pelo Novo PAC.
“Essa obra que está sendo hoje festejada é um sonho de 40 anos. O presidente Lula sempre me disse: vamos levar todas as obras adiante. Por isso, em nome de todos os trabalhadores, do povo de Xambioá, de São Geraldo do Araguaia, do povo do Sul do Pará, do Norte do Tocantins, eu digo: presidente, nós concluímos essa ponte para ligar o Norte do Brasil e garantir um novo acesso à rota de produção dessa região”, celebrou Renan Filho.
Até então, pedestres, carros e caminhões dependiam exclusivamente de balsas para cruzar o rio, com um custo que chegava a R$326, dependendo do tipo de veículo e horário.
“O valor que a gente gasta aqui com balsa é exorbitante, porque tem um fluxo muito alto, em torno de 30 a 50 caminhões por dia. Agora vamos reduzir esse gasto e conseguir atender nossos clientes com mais qualidade e rapidez”, disse Caleb Carvalho, transportador de uma empresa de cimento.
Além do impacto financeiro, o deslocamento levava cerca de 20 minutos, com esperas de até meia hora entre uma saída e outra. Agora, a travessia sobre a ponte será feita em aproximadamente dois minutos, sem nenhum tipo de cobrança para a população.
“A travessia é muito demorada, se temos algum compromisso em Araguaína, sempre tem que sair uma hora antes, por causa da balsa. Agora, com a ponte, vai virar uma cidade só. Estamos felizes demais. Quero ser uma das primeiras a colocar meu carro nessa ponte”, comemorou a paraense Carline Alves, moradora de São Geraldo do Araguaia.
A obra beneficia diretamente mais de 35 mil habitantes das duas cidades, além de toda a população dos municípios vizinhos.
“Quantas vezes um pai, uma mãe de família, não perdeu a vida porque estava numa ambulância e não conseguia atravessar para o outro lado por conta da balsa, por conta do atraso? Quantas vezes um produtor rural teve que pagar um frete mais caro para poder escoar a sua produção? Agora a integração de dois estados permitirá que o Norte do Brasil cresça cada vez mais”, afirmou o governador do Pará, Helder Barbalho.
Conexão estratégica
Além de aproximar pessoas, a ponte sobre o rio Araguaia se conecta diretamente à BR-153, uma das principais rotas de escoamento da produção de Tocantins e Pará, transformando a logística entre o Norte e o Centro-Oeste do país.
“Não tem nada melhor do que a gente ver o sonho de muitos e muitos tocantinenses realizados. Essa obra nos dá a certeza de que o cidadão que está em Belém, hoje chega lá no extremo Sul do Brasil através da nossa BR-153. É a última ponte que faltava ser construída nessa rodovia, que é, sem dúvida alguma, uma das mais importantes rodovias brasileiras”, comemorou o governador do Tocantins, Laurez Moreira.
A estrutura é especialmente estratégica para a economia do Matopiba, região que compreende Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada a grande fronteira agrícola nacional e responsável por aproximadamente 10% da produção brasileira de grãos e fibras, com destaque para soja, milho e algodão.
A nova ligação reduz custos operacionais, amplia a competitividade do transporte rodoviário e favorece a integração multimodal com a Ferrovia Norte-Sul e a Hidrovia Tocantins–Araguaia, expandindo o alcance logístico do país.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
A Comarca de Alto Taquari informa que o telefone fixo do fórum está inoperante desde o dia 17/11/2025 e sem previsão de resolução conforme equipe técnica da operadora responsável.
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O Ministério da Saúde realiza, periodicamente, uma série de ações voltadas à melhoria da saúde mental da população, bem como de conscientização e qualificação a respeito do tema. Nesse sentido, são promovidos eventos e produzidos materiais para distribuição nacional, como o folheto informativo com orientações para apoiar pessoas em sofrimento e a versão traduzida do guia da Organização Mundial de Saúde (OMS), “Prevenção do suicídio: um manual para profissionais da mídia” – com orientações éticas para evitar o sensacionalismo em torno da temática – ambos lançados em setembro deste ano.
A OMS estabelece a saúde mental como um estado de bem-estar vivido pelo indivíduo, que possibilita o desenvolvimento de suas habilidades pessoais para responder aos desafios da vida e contribuir com a comunidade. O bem-estar de uma pessoa não depende apenas do aspecto psicológico e emocional, mas também de condições fundamentais, como saúde física, apoio social e condições de vida. Além dos aspectos individuais, a saúde mental é também determinada pelos aspectos sociais, ambientais e econômicos, conforme detalha o glossário “Saúde de A a Z”, disponível no site do MS.
Para divulgar as ações institucionais de 2025 voltadas à prevenção e promoção da vida, além de qualificar o atendimento em situações de risco, com ênfase na prevenção de lesões autoprovocadas, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) realizou, na terça-feira (11), o webinário “Valorizando a Vida: Saúde, Vulnerabilidades e Atenção”. O evento, transmitido ao vivo para todo o Brasil, é uma iniciativa do Grupo de Trabalho de Prevenção da Automutilação e Suicídio (GT-PAS/MS) e contou com a participação de 500 internautas simultâneos.
O conteúdo foi preparado com foco na qualificação de profissionais de saúde, gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, estudantes e representantes de entidades parceiras, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Desde 2019, a violência autoprovocada é de notificação obrigatória, para fortalecer a coleta de dados e possibilitar que sejam feitas intervenções de saúde mais precisas, conforme instituído pela Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.
Em sua fala de abertura do evento, a diretora de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, Letícia de Oliveira Cardoso, agradeceu aos parceiros presentes. “É com muita satisfação que realizamos esse terceiro webinário com foco na valorização da vida. Trazemos a questão da saúde e da prevenção à violência autoprovocada para o centro do debate da saúde pública, bem como o papel do profissional de saúde seja na vigilância, na atenção primária e ou na atenção especializada, reforçando a atuação do setor saúde e reconhecendo as vulnerabilidades a serem trabalhadas”, declarou. Mais à frente, em sua palestra, a coordenadora falou sobre o panorama epidemiológico das lesões autoprovocadas no Brasil.
Entre as autoridades do Ministério da Saúde, participaram o representante do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Desmad/SAES/MS), Bruno Ferrari Emerich. Ele enfatizou que trata-se de um assunto relevante, que impacta não apenas as pessoas em sofrimento psicológico, mas todas as pessoas ao redor delas. “Nos importa apontar que temos trabalhado na dimensão do fortalecimento da rede de atenção psicossocial considerando as atribuições das suas diferentes áreas. A ampliação e a habilitação de serviços têm sido foco de investimento, entendendo que são espaços estratégicos para a oferta de ações. Juntamente com isso, também temos investido na articulação dos pontos de atenção para que o usuário, as famílias e a comunidade possam ser integralmente acompanhados quando necessário”, explicou.
Entre os palestrantes, se apresentaram o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Paulo Navasconi, que abordou as desigualdades sociais e territoriais em torno do tema; o servidor público federal e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Pessoa, que explanou sobre os desafios para a prevenção das lesões autoprovocadas em homens; e a coordenadora-geral substituta de Vigilância em Saúde do Trabalhador, Anne Caroline Grudtner, com a palestra “Saúde do trabalhador e risco de lesões autoprovocadas: fatores ocupacionais e estratégias de cuidado”.
Suellen Siqueira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde vai instituir uma rede nacional de serviços inteligentes e de medicina de alta precisão no país. A iniciativa prevê a implantação de 14 UTIs automatizadas que funcionarão de forma interligada nas cinco regiões, e a construção do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, que será o primeiro hospital inteligente do Brasil. Mais oito unidades hospitalares serão modernizadas com envolvimento de universidades e secretarias de saúde.
A primeira etapa da proposta para a construção do hospital inteligente prevê um investimento de R$ 1,7 bilhão, viabilizado por meio da cooperação com o Banco dos BRICS. O Ministério da Saúde já entregou a documentação final para análise do pedido de financiamento. Com a aprovação da instituição, a expectativa é que os primeiros serviços da rede entrem em operação em 2026.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância estratégica da nova estrutura digital para a modernização da saúde pública. “Hoje estamos entrando em uma nova era de inovação do SUS. A implantação dessa rede nacional de serviços inteligentes tem um papel enorme para a saúde brasileira, que vai permitir que a população tenha acesso ao que tem de melhor em tratamento médico. E, além disso, também vamos produzir conhecimentos, pesquisas e contribuir para que o sistema de saúde seja um destaque global”, frisou.
A Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão do SUS, apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha nesta terça-feira (18), faz parte do programa Agora Tem Especialistas, voltado à expansão do atendimento especializado da rede pública. O uso de tecnologias, como inteligência artificial e big data, pode reduzir em até cinco vezes o tempo de espera por atendimento de emergência, além de tornar o diagnóstico e a assistência especializada mais rápidos e precisos.
Para a ministra de Orçamento e Planejamento, Simone Tebet, o hospital inteligente vai auxiliar no cuidado à saúde. “Juntamente com a equipe do Ministério da Saúde não medimos esforços para viabilizarmos o financiamento do hospital. A criação dessa rede é muito importante e vai beneficiar a população com tecnologia de ponta, que diminuirá cinco vezes o tempo de espera, além de diagnósticos mais precisos”.
Rede de UTIs Inteligentes
As 14 UTIs inteligentes vão funcionar de forma interligada em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde junto com gestores de treze estados do país, nas cidades de Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF).
Serão serviços totalmente digitais, com monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação. A tecnologia auxiliará na previsão de agravos, apoiará decisões clínicas, otimizará avaliações e permitirá a troca de conhecimento entre especialistas em diferentes regiões. Também estarão conectadas a uma central de pesquisa e inovação.
Brasil terá o primeiro hospital inteligente e mais oito unidades tecnológicas
O Ministério da Saúde assinou na última sexta-feira (14) a cooperação técnica para a implantação do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será o primeiro hospital inteligente do Brasil. O documento oficializa a parceria com a Faculdade de Medicina da USP e a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que fará a cessão do terreno.
A expectativa é beneficiar cerca de 20 mil pacientes por ano. O hospital terá 800 leitos, sendo 250 de emergência, 350 de UTIs e 200 de enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas. O início das operações está previsto para 2029, com a instalação de equipamentos, implantação dos sistemas digitais e treinamento das equipes.
A idealizadora do projeto do Hospital Inteligente de Urgência e Emergência, a professora titular de emergências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ludhmila Hajjar, explicou como o projeto funcionará. “O instituto tecnológico será um piloto para a medicina de alta complexidade no SUS, que levará atendimento de qualidade, com transformação, inovação e aplicação de tecnologias emergentes no cuidado dos pacientes. Nossa expectativa é trazer um modelo sustentável e replicável nacionalmente com conceitos de inteligência artificial e integração de sistemas”.
A estrutura foi planejada para transformar o cuidado na rede pública de saúde com inteligência artificial para triagem mais rápida e precisa; telemedicina para ampliar o acesso a especialistas; ambulâncias 5G com monitoramento em tempo real dos sinais vitais dos pacientes; e cirurgias robóticas e medicina de precisão.
O Ministério da Saúde, além de viabilizar a construção da unidade, a partir do pedido de financiamento do BRICS, atuará na compra de equipamentos avançados e no custeio do seu funcionamento. Outras oito unidades hospitalares do país serão modernizadas com recursos federais com foco na oferta de serviços assistenciais inovadores, com aplicação de tecnologias.
O Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), modernizará hospitais de excelência localizados em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A primeira fase contemplará, também na capital paulista, o novo hospital da Unifesp e, no Rio de Janeiro, quatro hospitais federais a partir de parceria com GHC, Fiocruz, UNIRIO e UFRJ. Além do Novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense (RJ) e do Instituto do Cérebro. No Rio Grande do Sul, será o Novo Hospital do Grupo Hospitalar Conceição (RS).
“Para a Ebserh é muito importante estar participando dessa primeira fase de implantação da rede de UTIs inteligentes, que poderão atender a população com qualidade e de forma tecnológica”, ressaltou o presidente da Ebserh, Arthur Chioro.
Pedido de financiamento do Banco do BRICS viabiliza a proposta
Em março deste ano, em um dos primeiros atos da gestão como ministro da Saúde, Alexandre Padilha apresentou a proposta para a implementação da rede nacional de serviços inteligentes junto ao Banco dos BRICS. Em julho, o pleito foi anunciado durante reunião de lideranças do bloco no Rio de Janeiro.
No mês de agosto, uma missão técnica do Banco do BRICS fez reuniões em Brasília com diferentes pastas do governo federal, secretaria de saúde do estado de São Paulo e visitou o local previsto para a construção do novo instituto do HC-USP, que integrará todo o complexo da unidade. Em outubro, durante agenda oficial na China, o ministro Padilha firmou acordos de cooperação tecnológica com instituições chinesas e apresentou o projeto ao banco para reforçar o apoio financeiro da instituição para o primeiro hospital inteligente do país.
A assinatura do ACT firmado entre o Ministério da Saúde, USP e secretaria de saúde do estado de São Paulo era o último documento para a conclusão do pedido de financiamento junto ao banco.
Camilla Nunes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
As atividades do Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade de Estudantes na Área da Saúde (AfirmaSUS) foram iniciadas nesta terça-feira (18), em Salvador, capital mais negra do país fora da África. A iniciativa visa promover ações integradas que aproximem os serviços de saúde dos territórios, com foco na valorização dos saberes locais e na oferta de cuidados resolutivos e humanizados a populações socialmente vulnerabilizadas.
O processo seletivo escolheu 124 projetos, dos quais 25% foram reservados para propostas de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas da Amazônia Legal, como forma de demarcar estrategicamente a região por sua diversidade sociocultural e seus desafios específicos.
“O AfirmaSUS possibilita que as distintas realidades dos territórios sejam respeitadas e atendidas. A partir daí, promove o enfrentamento das iniquidades e assimetrias com abordagem interseccional no SUS. Além disso, contribui para a educação em saúde de maneira crítica e inclusiva, ao considerar a diversidade em uma perspectiva interseccional e intercultural”, aponta o secretário da SGTES, Felipe Proenço.
A escolha da cidade de Salvador e do mês de novembro reforça o compromisso do Ministério da Saúde — por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) — com as populações que enfrentam barreiras de acesso, violências institucionais e práticas discriminatórias nos serviços de saúde. Esses fatores produzem assimetrias sociais expressas em indicadores como baixa cobertura vacinal, alta mortalidade materno-infantil, maior prevalência de doenças crônicas e restrito acesso à atenção integral à saúde.
Nádia Conceição
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 3ª Promotoria de Justiça Cível de Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá), expediu ofícios ao Prefeito e à Câmara de Vereadores do município para estimular a criação de uma lei que institua cotas para a população negra e indígena no acesso a cargos públicos locais. A medida, liderada pelo promotor de Justiça Alexandre Balas, busca promover a igualdade de oportunidades e combater a sub-representação desses grupos na administração pública municipal.A atuação do Ministério Público foi motivada por uma denúncia anônima recebida pela Ouvidoria, que questionava a ausência de reserva de vagas no edital do Concurso Público nº 01/2024 da Prefeitura de Tangará da Serra. A partir da denúncia, a promotoria instaurou um Procedimento Administrativo para apurar o caso.Durante a fase de instrução, o MPMT confirmou, junto ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo municipal, a inexistência de qualquer legislação local que estabeleça um sistema de cotas. Em ofícios enviados à promotoria, tanto a prefeitura quanto a câmara atestaram que não havia leis ou projetos de lei em tramitação sobre o tema.O fator determinante para a iniciativa do Ministério Público foi a análise de dados demográficos fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Censo de 2022, o município de Tangará da Serra possui uma população de 106.434 habitantes, dos quais 11,9% se autodeclaram pretos ou indígenas. Além disso, ao somar a população parda, o contingente de negros (pretos e pardos, conforme a classificação do IBGE e do Estatuto da Igualdade Racial) ultrapassa 61,7% do total de moradores.Conforme o promotor de Justiça, há uma disparidade entre a representatividade demográfica e a provável sub-representação desses grupos nos quadros do serviço público. “A inércia observada cria uma lacuna de efetividade dos direitos fundamentais no plano local, devendo o Poder Público Municipal ser provocado a agir de forma a concretizar os objetivos da República Federativa do Brasil”, afirmou Alexandre Balas nos ofícios.Os ofícios foram encaminhados ao prefeito Vander Alberto Masson e ao presidente da Câmara, Edmilson Avelino Porfirio, bem como a todos os demais vereadores. Os documentos não impõem uma conduta, mas exortam os poderes a debaterem a questão e a suprirem a omissão legislativa, respeitando a autonomia e a independência entre as instituições.Nos ofícios, o promotor de Justiça ressalta que a constitucionalidade das políticas de cotas já foi amplamente reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que a Lei Federal nº 12.990/2014, que estabelece a reserva de vagas no serviço público federal, serve como um importante paradigma.O prefeito e a Câmara de Vereadores têm o prazo de 30 dias para comunicar à Promotoria de Justiça as providências que serão adotadas para o enfrentamento da questão. Após o recebimento das respostas, o Ministério Público avaliará os próximos passos, que podem incluir a realização de reuniões institucionais ou de uma audiência pública para debater o tema com a sociedade civil organizada, o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e a Defensoria Pública.
Fonte: Ministério Público MT – MT
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, na sexta-feira (14/11), consulta pública que implementa as recomendações do Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) elaborado pelo Grupo de Trabalho Interministerial instituído pela Resolução CNPE nº 9, de 19 de dezembro de 2023, aprovado na 3ª Reunião Extraordinária do CNPE.
A proposta de Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabelece como de interesse da Política Energética Nacional que todo o biodiesel comercializado em território nacional para fins de atendimento ao percentual obrigatório de mistura ao diesel B seja oriundo exclusivamente de unidades produtoras autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Ainda, o texto determina que, no mínimo, 80% (oitenta por cento) do volume de biodiesel destinado à mistura obrigatória seja proveniente de produtores detentores do Selo Biocombustível Social, instrumento que incentiva a inclusão produtiva da agricultura familiar no Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). O texto propõe, ainda, medidas de aprimoramento da gestão de dados do Selo Biocombustível Social, com vistas ao fortalecimento da rastreabilidade, da transparência e da efetividade social do PNPB.
As contribuições poderão ser enviadas até 12 de janeiro de 2026, por meio do Portal de Consultas Públicas do MME e do Participa + Brasil, onde também estão disponíveis os documentos e informações complementares.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: imprensa@mme.gov.br
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