
Repórter MT
Amarildo Nonato, preso por matar e enterrar o corpo do colega de trabalho venezuelano Mario Alexandre, 47, afirmou hoje (26) que cometeu o crime após ser ameaçado pela vítima, que estava desaparecida desde o sábado (23). A declaração foi dada à imprensa no momento em que ele deixava a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para participar da audiência de custódia, em Cuiabá.
“Acerto de contas porque era eu ou era ele. Ele me ameaçou de morte e eu matei ele”, declarou.
Ele negou ter usado drogas e disse que a desavença entre os dois estava relacionada ao trabalho no lava-jato onde atuavam. “A ameaça foi pelo jeito que nós trabalhamos lá. Na verdade, ali conforme eu estava trabalhando, ele tinha que fazer conforme eu falava”, afirmou.
Ainda durante a conversa com os jornalistas, Amarildo contou que conheceu Mario no trabalho e negou a participação de outras pessoas no homicídio. “Foi só eu mesmo”, disse.
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Veja vídeo:
O crime veio à tona na tarde de segunda-feira (25), após a Polícia Militar receber uma denúncia de que um pé humano havia sido visto sob entulhos em um estacionamento no bairro Baú, em Cuiabá. No local, os policiais encontraram o corpo da vítima parcialmente enterrado sob pedras, restos de parede e lixo.
Durante a apuração, o dono do lava-jato informou que Mario estava desaparecido desde sábado (23) e apontou que o suspeito mantinha constantes desavenças com a vítima. O homem também chamou atenção por aparecer no trabalho com um hematoma no rosto, alegando ter sido roubado.

Ao ser interrogado pela Polícia Civil, o suspeito confessou o assassinato e afirmou que matou Mario a pauladas e facadas durante o fim de semana, mas alegou que estava embriagado e não se lembrava exatamente quando o crime aconteceu.
Ele foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.



