
Repórter MT
As empresárias Luciana Kirchein Azevedo e Lis Marie Martini foram indiciadas, nessa segunda-feira (2), pela Polícia Civil de Mato Grosso por suspeita de aplicarem golpe superior a R$ 30 mil em consumidores que contrataram serviços de reconhecimento de cidadania italiana. Segundo a investigação, as duas teriam recebido os valores, mas não comprovaram o ajuizamento da ação judicial no exterior. Elas responderão por estelionato eletrônico.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionatos de Cuiabá e teve início após denúncia de uma vítima que relatou ter firmado contrato para ajuizamento de ação na Itália, mediante pagamento de R$ 30 mil. Conforme apurado, apesar do recebimento integral dos valores e do envio da documentação original necessária, não houve comprovação do protocolo da ação judicial no exterior.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Vinícius Nazário, o relatório final apontou indícios consistentes, em tese, da prática de estelionato eletrônico, previsto no artigo 171, § 2º-A, do Código Penal. As apurações indicaram que as investigadas atuavam com divisão de tarefas, envolvendo captação de clientes, formalização de contratos e administração dos valores recebidos.
Durante a investigação, a Polícia Civil representou judicialmente pela quebra de sigilo bancário e pelo bloqueio de bens e valores das investigadas e das pessoas jurídicas envolvidas, com o objetivo de rastrear a movimentação financeira e assegurar eventual ressarcimento às vítimas.
A medida resultou no bloqueio de valores em contas-correntes vinculadas às indiciadas. Paralelamente, na esfera cível, houve condenação ao ressarcimento da vítima em ação própria.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público Estadual para análise e adoção das providências cabíveis.



