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Depoimentos prestados à Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) revelaram que Valdivino Almeida Fidelis manteve um histórico de quase três décadas de violência doméstica contra sua ex-companheira. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Bruno Abreu, a ex-esposa e a enteada do investigado descreveram uma rotina de abusos físicos e psicológicos que eram mascarados pela imagem pública que ele ostentava.
Segundo a polícia, os relatos foram colhidos durante a etapa da investigação que busca traçar o perfil comportamental e a conduta social da vítima e do investigado no dia a dia.
“Ela afirmou que foram 27 anos de agressões físicas, adultérios, ameaças, tanto de morte contra ela, tanto de morte, de suicídio”, afirmou o delegado.
As testemunhas relataram que ele era ciumento e obsessivo e que as ameaças de morte eram constantes e que Valdivino também utilizava chantagens emocionais, ameaçando tirar a própria vida sempre que a ex-companheira tentava se separar, tentativas que eram repetidamente frustradas pelo comportamento manipulador do homem.
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Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a disparidade entre o comportamento de Valdivino dentro de casa e o seu convívio em sociedade. A ex-mulher enfatizou à polícia que ele era visto como uma “ótima pessoa” no ambiente externo, ocultando a violência que praticava na intimidade do lar.
“Elas deixaram claro que no mundo lá fora ele era uma ótima pessoa, mas as pessoas não imaginavam o que ele fazia dentro de casa”, explicou o titular da DHPP.
De acordo com Bruno Abreu, a compreensão da personalidade do envolvido é um passo técnico fundamental para a conclusão das investigações. “

O caso segue em investigação pela DHPP para que todas as circunstâncias que envolvem o crime sejam esclarecidas antes do envio do relatório final ao Ministério Público.
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