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Números de feminicídios e tentativas não param de crescer

Agitos Mutum

Definitivamente 2025 não foi um ano seguro para as mulheres em Mato Grosso. O Estado registrou 53 feminicídios, uma a cada sete dias e o maior número desde 2020, quando 62 mulheres perderam a vida por questões de gênero. O índice é 12% a mais do que em 2024, quando 47 mulheres foram assassinadas no âmbito da violência doméstica.

Os registros de tentativas de feminicídio aumentaram 31%, conforme dados da Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp), saltando de 163 para 215 no comparativo entre janeiro a novembro de 2024 e 2025. Os estupros, no mesmo período, aumentaram 8%, saltando de 338 para 366. Crimes de importunação sexual registraram um aumento de 1,6%, com 493 registros em 2025 contra 485 entre janeiro e novembro de 2024.

Mas a violência brutal contra mulheres não se restringe a Mato Grosso, estado que proporcionalmente ao número de habitantes detém a maior taxa de feminicídios nos dois últimos anos no País.

Para a promotora de Justiça, Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento a Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), frequentemente os homens agressores podem estar perpetrando atos de violência, por vezes de forma inconsciente. Sim, em alguns casos, observa-se uma cultura de normalização da violência, com muitos deles praticando violência moral, psicológica e exercendo controle, ou até mesmo um excesso de zelo que se manifesta como violência psicológica.

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Esses comportamentos, muitas vezes, são reproduzidos por terem sido vivenciados na infância ou em outros momentos da vida e, portanto, a conscientização se torna crucial. É importante ressaltar que muitos homens, de fato, desconhecem que suas ações constituem violência, enfatiza.

Assegura que os dados estatísticos são alarmantes e reforçam a necessidade de iniciar um trabalho de prevenção abrangente, que deve ocorrer em diversos níveis, incluindo ações nas escolas para crianças e adolescentes. Precisamos alcançar os homens, promovendo ações nas empresas. É essencial que os homens não apenas evitem a violência, mas também colaborem, denunciando, alertando e dialogando com amigos, colegas e familiares que estejam praticando atos violentos, conclui.

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