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Países citam facções, golpes e roubos em advertências a cidadãos sobre viagens ao Brasil

Repórter MT

Países de diferentes continentes recomendam cautela a cidadãos que queiram viajar para o Brasil e chegam a desaconselhar deslocamentos a determinadas regiões por problemas relacionados à violência e ao crime organizado.

Os comunicados também citam golpes, como o da maquininha e o da clonagem de cartão de crédito, e o risco de ser roubado nas ruas em assaltos à mão armada.
Avisos estão na seção de alertas para viajantes de 22 das 30 maiores economias do mundo. Especialistas ouvidos pela Folha dizem que a escalada da violência em determinados locais no Brasil contribui para a deterioração da imagem do país no exterior.
O Itamaraty não comentou o assunto, e o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que acompanha os comunicados com atenção.

A pasta afirmou reconhecer que “o enfrentamento à criminalidade organizada, à violência urbana e aos crimes patrimoniais segue como um desafio permanente do Estado brasileiro”. Diz ter ampliado investimentos em inteligência e integração das forças de segurança.
Citou também medidas para reforçar o combate ao crime organizado, como a ampliação de ações especializadas da PF (Polícia Federal) e a aprovação da lei antifacção, que endureceu punições para integrantes dessas organizações.
No caso do crime organizado, citado por 17 países da relação, os alertas falam em gangues, grupos armados ou facções.

O Japão, por exemplo, diz que o Brasil convive “com uma alta taxa de criminalidade” e que “ataques e represálias de facções podem ocorrer até em locais públicos”, sob o risco de civis serem atingidos.
Não é uma declaração vazia: o país asiático sustenta a informação a partir do assassinato do empresário e corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, morto no fim de 2024 numa emboscada do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Três civis foram baleados naquela ocasião.

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Países também desaconselham formalmente seus cidadãos a visitar comunidades, ainda que acompanhados de um guia turístico.
O Canadá, por exemplo, afirma que qualquer viagem aos complexos da Penha e da Maré, no Rio de Janeiro, deve ser evitada “por causa dos altos índices de crimes violentos, da frequência com que grandes operações policiais são realizadas e da dificuldade em se obter atendimento emergencial”.

É uma descrição semelhante à alemã, segundo a qual “favelas do Rio são, no geral, controladas por criminosos e facções”.

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