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Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos em flagrante na noite desta terça-feira (26), suspeitos de cometerem o crime de estupro de vulnerável contra uma jovem de 14 anos, no município de Barra do Garças (520 km de Cuiabá). A ação policial foi deflagrada por volta das 19h, após os pais da vítima chamarem a Polícia e indicarem o provável local do fato.
Eles foram até uma residência na Rua do Contorno, no bairro Jardim Mariano, os militares localizaram o rapaz de 16 anos, que confessou voluntariamente ter abordado a estudante com o comparsa após as aulas e ministrado uma substância que retirou completamente a capacidade de resistência da menor para consumarem os abusos sexuais.
Durante a abordagem na residência, o adolescente de 16 anos detalhou que ele e o colega de 15 anos atraíram a menina até o imóvel logo após o término do período escolar. No local, eles deram uma substância não identificada para a vítima beber, deixando-a sem discernimento.
Aproveitando-se do estado de vulnerabilidade da adolescente, os dois praticaram conjunção carnal e atos libidinosos contra ela, incluindo penetração vaginal e anal. Para tentar alegar que não havia ocorrido a conjunção carnal completa, o suspeito de 16 anos revelou aos policiais que gravou em vídeo os atos sexuais e franqueou voluntariamente o acesso ao seu aparelho celular, onde os militares constataram visualmente os arquivos descritos.
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Para resguardar a cadeia de custódia da prova digital e impedir qualquer alteração ou exclusão remota dos dados, a guarnição colocou o celular imediatamente em modo avião, desligou o aparelho e o armazenou em um invólucro próprio para a perícia técnica oficial. Na sequência, os policiais deram voz de prisão ao menor e, em rondas complementares pela Rua Aurora, conseguiram localizar e apreender o segundo envolvido de 15 anos.
Ambos foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil. Os procedimentos na Central de Flagrantes foram acompanhados pela mãe do adolescente de 15 anos e por um advogado. O Conselho Tutelar foi acionado, mas informou que não acompanharia a ocorrência por se tratar de uma questão de âmbito estritamente criminal.

Paralelamente à condução dos suspeitos, a vítima foi acolhida e encaminhada pelas equipes policiais para atendimento médico-hospitalar de urgência na unidade de saúde local, onde recebeu os protocolos profiláticos cabíveis para casos de violência sexual. A mãe da adolescente compareceu ao hospital para dar suporte à filha e, posteriormente, deslocou-se até a delegacia para formalizar os trâmites legais.
A equipe médica de plantão informou que o perito responsável seria acionado na sequência para realizar o exame oficial de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).



