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Polícia investiga sumiço de R$ 20 mil em cofre de servidor do Liceu morto após fazer enteada refém

Repórter MT

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga o suposto desaparecimento de R$ 20 mil de um cofre que estava no quarto de Valdivino Almeida Fidelis, servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, que foi morto pela Polícia Militar enquanto mantinha a enteada refém em uma residência no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. Segundo informações repassadas hoje (20) ao site, pelo delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, o sumiço do dinheiro foi relatado por uma testemunha durante depoimento prestado na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com o delegado, todas as informações repassadas às equipes investigativas estão sendo apuradas. Conforme noticiado anteriormente pelo site, Bruno Abreu informou que o laudo pericial do local do crime, concluído nesta terça-feira (19), apontou que Valdivino foi atingido por seis disparos: três na barriga, um nas costas, um na coxa e outro de raspão na cabeça.

Ainda segundo o delegado, não é possível afirmar a ordem dos tiros. A dinâmica dos disparos só poderá ser esclarecida após oitivas dos policiais militares envolvidos na ocorrência e a perícia das armas utilizadas por eles. Os procedimentos não têm data definida para ocorrer.

À reportagem, Bruno Abreu também confirmou que a arma de Valdivino permanece com a PM e ainda não foi entregue às equipes de investigação.

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Entenda o caso
No dia 11 de maio, equipes da Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) foram acionadas após denúncia de que uma mulher era mantida refém dentro de uma residência por um homem armado. Diante da gravidade da situação, policiais da Rondas Ostensivas Tático Móvel (ROTAM), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e de outras guarnições também foram mobilizados e cercaram o imóvel.

Ao chegarem ao local, os policiais afirmaram ter visto Valdivino ao abrir a porta dos fundos da casa. Segundo a PM, ele desobedeceu à ordem de rendição e apontou a arma em direção às equipes, momento em que os militares efetuaram os disparos.

A enteada do servidor confirmou, em depoimento à Polícia Civil, que foi ameaçada de morte e mantida refém, mas afirmou que ele não chegou a apontar a arma para ela. Segundo a jovem, no momento da entrada dos policiais, o revólver estava na cintura de Valdivino, enquanto ele segurava um celular e a chave da porta.

A ex-esposa do servidor também foi ouvida e relatou à Polícia Civil que sofria agressões durante o relacionamento. Segundo o delegado Bruno Abreu, a mulher afirmou ter encerrado o casamento devido ao comportamento agressivo de Valdivino. Ela ainda relatou que o servidor utilizava arma de fogo para intimidar familiares.

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