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Inteligência artificial avança e promete recriar digitalmente pessoas mortas no convívio cotidiano

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A evolução acelerada da inteligência artificial já aponta para um cenário até pouco tempo restrito à ficção científica: a possibilidade de recriar digitalmente pessoas falecidas e integrá-las ao cotidiano de familiares e conhecidos.

Ferramentas em desenvolvimento, como o sistema 2wai, utilizam poucos minutos de vídeos e gravações de voz para reconstruir padrões de comportamento, fala e resposta. O processo, descrito por especialistas como “identidade algorítmica”, permite simular não apenas a aparência, mas também traços marcantes da personalidade, como entonação, pausas e reações.

Atualmente, essas recriações operam em ambientes digitais, com interfaces que possibilitam interações em tempo real. Usuários conseguem manter conversas com versões virtuais que respondem de forma coerente com os dados previamente analisados, criando uma experiência cada vez mais próxima da comunicação humana.

O avanço tecnológico, no entanto, não deve se limitar às telas. Pesquisas indicam que o próximo salto envolve a integração com hologramas em tempo real e displays volumétricos, capazes de projetar essas representações no espaço físico. A proposta é permitir que essas “presenças digitais” ocupem ambientes tridimensionais, ampliando a sensação de proximidade.

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A combinação entre inteligência artificial e projeções 3D tende a transformar a forma como a memória é preservada e acessada. Especialistas avaliam que a tecnologia pode redefinir rituais de luto e lembrança, ao oferecer interações contínuas com versões simuladas de pessoas que já morreram.

Ao mesmo tempo, o avanço levanta questionamentos éticos relevantes. O uso dessas ferramentas reacende debates sobre os limites entre memória e simulação, além de provocar reflexões sobre consentimento, privacidade e os impactos emocionais para os usuários.

Com a rápida evolução dessas soluções, a fronteira entre o real e o digital se torna cada vez mais tênue, indicando que, nos próximos anos, a presença de pessoas recriadas por inteligência artificial pode deixar de ser exceção e passar a integrar o dia a dia

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