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Governo do Brasil inaugura Centro Integrado Mulher Segura com foco em dados e articulação nacional para o enfrentamento ao feminicídio

Nesta quarta-feira (25), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou da inauguração do Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que integra o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio.

Com investimento estimado em R$ 28 milhões, o CIMS fortalece a atuação do Estado ao centralizar informações e aprimorar a tomada de decisões no enfrentamento à violência contra as mulheres. A estrutura busca superar dois desafios históricos da segurança pública: a fragmentação de dados e a baixa integração entre sistemas.

Durante a cerimônia, Márcia Lopes destacou que o monitoramento em tempo real da situação das mulheres no país exigirá articulação entre União, estados e municípios. Segundo a ministra, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registra quase 3 mil atendimentos por dia, com cerca de 450 denúncias diárias.

“Isso significa aprimoramento, uso de tecnologia avançada e a capacidade de acompanhar, em tempo real, a situação das mulheres no país. Isso exigirá de nós articulação com estados e municípios, com as secretarias de segurança, de políticas para as mulheres e com todo o sistema de Justiça”, afirmou.

A ministra também ressaltou o papel do Estado na garantia de segurança e transparência das informações. “O Estado tem que dar segurança em tudo que faz. Estes centros, junto com o Ligue 180, vão caminhar dessa forma para que o Brasil conheça os dados e os números”, declarou.

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O CIMS funcionará como um núcleo nacional de inteligência, responsável por reunir, analisar e compartilhar informações estratégicas. A proposta é ampliar a prevenção, fortalecer a proteção às mulheres, responsabilizar agressores e garantir direitos.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o centro representa um avanço no uso da tecnologia para enfrentar a violência contra as mulheres. “Combater o feminicídio exige transformar a proteção das mulheres em pauta de Estado, com compromisso dos Três Poderes e uso de dados para prevenção”, disse.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçou a necessidade de enfrentar a violência de forma permanente. “A violência contra a mulher não pode ser banalizada”, declarou.

A primeira-dama Janja Lula da Silva também participou da cerimônia e destacou a importância da iniciativa. Segundo ela, o centro amplia as ações do Governo Federal no enfrentamento ao feminicídio. “A integração com o Ligue 180 vai conectar os canais de ajuda e fortalecer o atendimento às mulheres”, afirmou.

A cerimônia contou ainda com a presença de autoridades da segurança pública e do sistema de justiça.

Inteligência e integração de dados

Instalado em Brasília, o CIMS atuará com base no policiamento orientado por inteligência, integrando diferentes bases de dados, como boletins de ocorrência, registros do Ligue 180, mandados de prisão e medidas protetivas de urgência.

O centro funcionará de forma articulada com uma rede nacional composta por 27 salas de situação, distribuídas em todas as unidades da Federação. A estrutura permitirá monitoramento contínuo, identificação de padrões e antecipação de riscos.

Também serão utilizados dados de registros policiais, monitoramento eletrônico e denúncias feitas por canais como o Ligue 180 e o 190, garantindo respostas mais rápidas e coordenadas.

Fortalecimento da rede de proteção

A iniciativa prevê investimento em infraestrutura tecnológica, implantação de salas de situação nos estados e fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) e das Patrulhas Maria da Penha.

A expectativa é ampliar a capacidade de resposta do Estado, fortalecer a articulação entre os entes federativos e aumentar a efetividade das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

O Centro Integrado Mulher Segura funcionará no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), na sede da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília.

Enfrentamento ao feminicídio

Em 2025, o Brasil registrou 1.548 vítimas de feminicídio, média de quatro mortes por dia. Para enfrentar esse cenário, o Governo Federal tem fortalecido o Ligue 180, ampliado as Casas da Mulher Brasileira e os Centros de Referência, além de articular o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio.

Fonte: Ministério das Mulheres

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