
Repórter MT
Kauany Beatriz, de 20 anos, e Guilherme Laureth, filha e genro da foragida da Justiça e líder de facção Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, foram alvos da Operação Showdown, deflagrada na manhã de hoje (5) pela Polícia Civil de Mato Grosso.
Além do casal, Paulo Felizardo, pai de Angélica, também foi preso preventivamente durante a operação. Os investigados são apontados como responsáveis por atividades ligadas ao tráfico de drogas na região de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso.
Segundo as investigações, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões em um período de um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada e que seriam provenientes do tráfico de drogas.
A líder do grupo, Angélica Saraiva de Sá, considerada de alta periculosidade, está foragida do sistema prisional desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
Receba as informações do ATUALMT através do WhatsApp:
Clique aqui para receber as notícias no seu WhatsApp.
Conforme a Polícia Civil, Kauany Beatriz e Guilherme Laureth ostentam uma vida extremamente luxuosa, com compras de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais. A jovem possui um perfil no Instagram com mais de 40 mil seguidores, onde compartilha detalhes da sua rotina e de suas aquisições.
De acordo com a investigação, o grupo utilizava diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada em diferentes ramos, incluindo calçados, beleza e roupas multimarcas. Também era utilizado o recurso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, cujos valores posteriormente eram apresentados como ganhos legítimos.
Outro braço do esquema envolveria a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. As investigações apontam que Paulo Felizardo seria o responsável por gerenciar a atividade, além de administrar um bar e um prostíbulo próximo ao município de Nova Bandeirantes.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e são cumpridas nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão, além do sequestro de veículos e imóveis, bloqueio de contas bancárias e suspensão de empresas utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro.



