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O avanço da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em Mato Grosso ganhou um novo e preocupante capítulo nesta sexta-feira (16). A confirmação de um foco da doença em uma pequena propriedade rural no município de Acorizal, a apenas 62 quilômetros de Cuiabá, colocou o estado diante do segundo caso registrado em menos de 30 dias e reforçou o estado de emergência zoossanitária.
O diagnóstico foi confirmado por um laboratório federal em Campinas (SP) e desencadeou uma resposta imediata das autoridades sanitárias. O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) montou uma verdadeira operação de contenção para impedir que o vírus avance das criações de subsistência para o parque avícola comercial, um dos pilares do agronegócio estadual.
Em Acorizal, o protocolo adotado é de tolerância zero. Cerca de 30 servidores do Indea, com apoio da Polícia Militar, instalaram uma base de operação permanente na propriedade afetada, com monitoramento 24 horas. Todas as aves do local serão submetidas ao abate sanitário, seguido de incineração e de um rigoroso processo de desinfecção do solo e das instalações.
Além disso, equipes técnicas iniciaram uma varredura em propriedades rurais num raio de até 10 quilômetros, monitorando qualquer indício de mortalidade anormal em aves domésticas ou silvestres. O objetivo é garantir que o vírus não tenha se disseminado para áreas vizinhas.
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O caso também evidenciou a importância da vigilância participativa. O foco só foi identificado porque o criador, ao perceber mortes atípicas entre as aves, acionou imediatamente as autoridades, sem tentar tratar os animais por conta própria. Segundo especialistas, essa atitude rápida pode ter evitado um cenário de grandes proporções.
Se a doença alcançar granjas comerciais, Mato Grosso pode sofrer embargos sanitários imediatos, com impactos diretos nas exportações e na economia do estado. Por isso, a estratégia atual é considerada uma corrida contra o tempo para conter o avanço do vírus.

O Indea reforça que não há risco para a população quanto ao consumo de carne de frango ou ovos, desde que devidamente cozidos, já que a transmissão da gripe aviária não ocorre por meio da alimentação. A preocupação, neste momento, é exclusivamente sanitária e econômica.
A batalha agora se concentra em isolar completamente o foco em Acorizal e impedir que a Influenza Aviária encontre novos hospedeiros. A eficácia dessa barreira sanitária será decisiva para definir os próximos capítulos da crise no estado



