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Após prisão do jovem de 18 anos, tenente-coronel Cláudia afirma que a vítima está protegida e recebe acompanhamento da Patrulha Maria da Penha.
Uma mulher de 36 anos escapou por pouco de ser morta pelo próprio filho, na madrugada desta quinta-feira (18), em Santa Rita do Trivelato, em um caso tratado como tentativa de feminicídio. O suspeito, de 18 anos, foi preso pela Polícia Militar após jogar álcool sobre a mãe, espalhar combustível pela casa e tentar atear fogo no imóvel.
O caso foi atendido pelo Núcleo da Polícia Militar de Santa Rita do Trivelato, que integra o 26º Batalhão da Polícia Militar de Nova Mutum, vinculado ao 14º Comando Regional. Vizinhos acionaram a PM por volta das 0h30, após ouvirem gritos de socorro e verem a vítima correndo pela rua em estado de pânico. Um morador acolheu a mulher até a chegada das viaturas.
Segundo relato da vítima aos policiais, o filho iniciou uma discussão logo que ela chegou em casa e passou a ameaçá-la de morte. Durante o surto, ele teria despejado cerca de cinco litros de etanol nas roupas da mãe e pelos cômodos da residência, afirmando que iria incendiá-la. O jovem ainda tentou acender um isqueiro, mas não conseguiu.
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A mulher conseguiu fugir levando apenas o telefone celular. Ainda conforme o depoimento, o suspeito arremessou uma faca em sua direção, mas não a atingiu. Um outro filho tentou intervir, mas o agressor fugiu em seguida.
Em diligências, os policiais retornaram ao imóvel e encontraram o suspeito escondido em um dos quartos. No local, foi constatado forte odor de combustível e apreendida uma camiseta suja de etanol. A namorada do jovem também foi localizada e encaminhada à delegacia. O rapaz recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado por tentativa de homicídio.
A comandante do 26º BPM, tenente-coronel Cláudia, afirmou que a vítima está fora de perigo e recebe acompanhamento especializado.
“A mãe está bem. Apesar da tentativa, ele não obteve êxito. A Patrulha Maria da Penha já está acompanhando essa vítima, fazendo o acolhimento necessário. A Polícia Militar está totalmente mobilizada para essa causa tão importante, que é a defesa das mulheres. Confie na Polícia Militar”, destacou a comandante.

Ainda segundo a vítima, o filho havia se mudado para sua casa há cerca de um mês, após sair de Várzea Grande, não colaborava com as despesas e apresentava comportamento agressivo. Ela também relatou que o jovem estaria sendo ameaçado por facções criminosas.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



