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Chefe do tráfico é preso e diz ter sido estuprado por policiais

Hiper Noticias

Um jovem de 22 anos, suspeito de liderar o tráfico ilícito de drogas no município de Denise (210 km de Cuiabá), denunciou que foi estuprado por policiais militares durante a prisão dele nesta sexta-feira (22). Segundo apurado pela imprensa local, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) teria confirmado a presença de fissura anal, edemas e fragmentos de madeira no corpo do detido.

Os policiais relataram que ao perceber a chegada das viaturas, o indivíduo tentou fugir a pé, mas foi rapidamente interceptado. Durante a revista pessoal obrigatória efetuada na calçada, localizaram três pinos de cocaína, cinco porções de maconha e R$10 em espécie.

No momento em que recebeu a voz de prisão, o homem teria reagido de forma violenta e resistido fisicamente à abordagem, tornando necessário o uso “moderado” de força para contê-lo e algemá-lo. Após ser imobilizado, o próprio detido teria confessado às autoridades que guardava o restante do carregamento ilícito escondido no interior de seu quarto, franqueando o acesso à residência.

Foram realizadas buscas minuciosas realizadas pelas equipes no quarto do suspeito, localizaram e apreenderam mais porções de substâncias entorpecentes, totalizando 35 pinos de cocaína e 20 porções de maconha recolhidos em toda a ação. No cômodo, também foram apreendidos uma balança de precisão e um aparelho celular que, conforme a própria confissão do infrator, era utilizado de forma direta para gerenciar a venda do tráfico na cidade. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Barra do Bugres.

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Ainda segundo apurado pela imprensa local, na delegacia, o jovem apresentou uma versão contrária. Ele teria denunciado ao advogado que foi violentado pelos PMs com um cabo de vassoura. As lesões confirmariam a agressão. A defesa do jovem argumentou que ele não possui antecedentes criminais e morava no imóvel com a esposa e filhos pequenos. Quando foi encontrado, estava desesperado e chorando compulsivamente.

Questionada sobre o ocorrido, a Polícia Civil confirmou a denúncia feita sobre agressões físicas supostamente praticadas pelos policiais militares responsáveis pela condução do suspeito. Conforme procedimento padrão aplicado a todos os conduzidos apresentados à Polícia Civil, foi requisitado exame de corpo de delito para apuração das alegações.

No entanto, em razão da denúncia envolver policiais militares no exercício da função, o termo de declarações e demais documentos relacionados aos fatos foram encaminhados ao Comando local da Polícia Militar, para conhecimento e adoção das providências cabíveis.

A prisão ocorreu durante o desenvolvimento da Operação CGFRON – Brasil Contra o Crime Organizado, deflagrada logo após a equipe de inteligência mapear que uma residência local funcionava como ponto central de armazenamento e comercialização de entorpecentes na cidade.

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