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Delegado: Cozinheira foi morta com facada no ombro em região de garimpo na Ponte Sararé

Repórter MT

Regiane Oliveira Lima, de 38 anos, encontrada morta no dia 11 de janeiro deste ano em uma região de garimpo na Ponte Sararé, em Pontes e Lacerda (a 444 km de Cuiabá), foi assassinada com uma facada no ombro. A informação foi confirmada ao site, pelo delegado titular da delegacia do município, Uendel Jesus. Ele ainda revelou que o principal suspeito do crime segue foragido.

Tratado inicialmente como homicídio, o caso agora é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. A reclassificação refletiu nos dados do Observatório Caliandra, plataforma do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) que monitora os casos de feminicídio no Estado.

Nesta semana, mesmo sem registros recentes de novos crimes, o número de vítimas saltou de 17 para 18. Segundo o Ministério Público, a mudança ocorreu porque somente neste mês a morte de Regiane passou a ser oficialmente tipificada como feminicídio.

Em entrevista à reportagem, o delegado detalhou o andamento das investigações, mas ponderou que ainda existem lacunas a serem esclarecidas, principalmente porque o principal suspeito, que manteve relacionamento com a vítima, continua foragido.

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Ele desferiu um golpe de faca. Foi um instrumento cortante próximo ao ombro que levou ela a óbito. Ele fugiu do garimpo, e aí pela relação que ele tinha mantido com ela ou teve a gente entendeu que se tratava de feminicídio”, disse.

Regiane trabalhava como cozinheira em um garimpo da região, e o feminicida também atuava no local. Ela teria sido atacada enquanto estava na companhia de outro homem, que também foi alvo da agressão, mas conseguiu fugir.

O delegado informou que, a partir de agora, o inquérito será encaminhado para a delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade (a 522 km de Cuiabá), que dará continuidade às apurações.

“O procedimento está sendo encaminhado para Vila Bela para dar quantidade às investigações, mas ele vai ser indiciado pelo feminicídio, e possivelmente mais algumas diligências serão feitas, tentativas de localização dele, basicamente é isso por hora”, finalizou.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/

Em casos de emergência ou flagrante, a orientação é procurar ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme previsto na Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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