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Enteada confirma que foi ameaçada de morte por servidor do Liceu Cuiabano, diz delegado

Repórter MT

A enteada de Valdivino Almeida Fidelis, servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano morto durante intervenção da Polícia Militar na segunda-feira (11), manteve em depoimento à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) a versão de que foi ameaçada de morte e mantida refém dentro da residência da família, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá.

Ao site, o delegado Bruno Abreu afirmou que o depoimento da jovem foi “longo” e “emotivo”, mas evitou detalhar o conteúdo das declarações por conta do andamento das investigações.

Questionado pela reportagem se a enteada confirmou que estava sendo mantida em cárcere privado, o delegado respondeu que sim. “Sim. Com ameaças de morte caso a polícia fosse chamada. Ela estava com muito medo de morrer”, disse.

E diferente da versão narrada no boletim da Polícia Militar, a enteada declarou que em nenhum momento Vadivino apontou a arma para ela. “Segunda a vítima, em nenhum momento. Ele apenas dizia ‘se chamar a polícia, eu vou te matar’, mas ele sempre estava ao telefone com a ex, mas sem apontar arma para ninguém”.

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Conforme o boletim de ocorrência, Valdivino estava armado dentro da residência quando equipes da Polícia Militar foram acionadas. Policiais do Raio, com apoio do Bope e da Rotam, realizaram o cerco ao imóvel.

Durante o adentramento tático, os militares relataram ter encontrado o servidor apontando uma arma de fogo para a cabeça da enteada.

Em seguida, o homem abriu a porta dos fundos da casa e se deparou com os policiais. Conforme o boletim de ocorrência, Valdivino ignorou as ordens para se render e apontou o revólver em direção aos militares, que reagiram.

O servidor foi atingido e morreu ainda no local. A enteada foi resgatada sem ferimentos graves aparentes.

Antes da intervenção policial, a jovem chegou a gravar um vídeo mostrando Valdivino armado e emocionalmente abalado. Nas imagens, ele dizia que “iria morrer” e fazia acusações contra a esposa relacionadas ao fim do casamento.

A DHPP segue investigando as circunstâncias da ocorrência e da ação policial.

Além da enteada, os policiais envolvidos e possíveis testemunhas também devem ser ouvidos.

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