
Repórter MT
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade do empresário Gabriel Junior Tacca, preso preventivamente desde setembro do ano passado. Ele é acusado de mandar matar Ivan Michel Bonotto, por estar se envolvendo com a esposa dele, a médica Iara de Mello.
A decisão foi assinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik e publicada nessa quinta-feira (7).
A defesa tentou reverter a prisão em Brasília após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já ter negado o pedido. Os advogados alegaram que a Justiça aceitou a denúncia sem apresentar fundamentação suficiente para a decisão.
Os defensores também questionaram provas extraídas de celulares e câmeras de segurança. Segundo eles, os arquivos digitais podem ter sido comprometidos porque não teriam sido adotados todos os procedimentos necessários para garantir a integridade das imagens e dos dados durante a investigação.
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No recurso apresentado ao STJ, a defesa pediu a suspensão do processo até o julgamento final do habeas corpus. Também solicitou a retirada das provas digitais consideradas irregulares. Como alternativa, requereu a soltura de Gabriel ou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Ao analisar o caso, o ministro afirmou que, neste momento inicial, não identificou irregularidades evidentes que justificassem a soltura imediata do empresário. Segundo ele, ainda é necessária uma análise mais aprofundada dos argumentos apresentados pela defesa antes de uma decisão definitiva.

O magistrado também informou que vai aguardar manifestações do TJMT, da primeira instância e do Ministério Público Federal antes de julgar o mérito do pedido.
Com isso, Gabriel Junior Tacca continuará preso enquanto o recurso segue em análise no STJ.



