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Na COP15, Brasil fortalece conectividade ecológica para proteger espécies migratórias no Pantanal e nos oceanos

A programação do Espaço Brasil, na Zona Azul da COP15 evidenciou, nesta terça-feira (24/3), que a conservação de espécies migratórias exige uma integração profunda entre a gestão técnica e a sociedade. Os debates reforçaram que ecossistemas como os manguezais amazônicos e o Pantanal estão conectados por rotas biológicas que demandam governança multinível e comunicação eficiente para garantir resultados na ponta.

O diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Thiago Belote Silva, ressaltou que a estratégia de conectar unidades de conservação (UCs) exige superar o distanciamento causado pelo excesso de tecnicismo. “Ainda precisamos amadurecer muito nas formas de se comunicar com os diferentes setores da sociedade, sobretudo aqueles que estão lá na ponta e são diretamente afetados. Nossa comunicação é fundamental para aproximar em vez de afastar”, defendeu o diretor.

No painel “Do manguezal ao Pantanal: a importância das zonas úmidas para espécies migratórias e o papel da cooperação para a conservação”, Belote e especialistas discutiram como áreas alagadas funcionam como vias essenciais para a fauna. A viabilidade desses corredores foi reforçada pelo anúncio feito no domingo (22/3) sobre a ampliação de UCs no Pantanal.

Para a analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Patrícia Serafini, a medida é uma vitória para a conectividade. “Essa ampliação permite que a conexão entre as áreas que as espécies migratórias precisam seja mantida. É uma demanda antiga da sociedade que traz benefícios não só para os animais, mas para o equilíbrio da região e para o Pantanal como um todo”, afirmou.

A conservação marinha também esteve no centro da agenda do Espaço Brasil com o debate sobre elasmobrânquios (tubarões e raias). O painel destacou a urgência de uma gestão integrada no Atlântico Sul, especialmente para espécies como o tubarão-azul (Prionace glauca), que demandam normas rigorosas de comércio sob os marcos da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens em Perigo de Extinção (CITES, na sigla em inglês) e Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês).

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A diretora de Biodiversidade e Florestas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Lívia Martins, enfatizou que o Brasil não pode atuar de forma isolada. “A colaboração técnica e científica com os países vizinhos é fundamental para proteger áreas de criação e reprodução. Isso demonstra o posicionamento firme do Brasil na proteção das espécies marinhas”, pontuou.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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