
Repórter MT
O juiz da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, Bruno D’Oliveira Marques, mandou citar Rodrigo Garcia da Paz por edital, o que significa que a Justiça não está conseguindo encontrá-lo em nenhum endereço. Rodrigo é acusado de envolvimento em um esquema que causou desvio de R$ 6,8 milhões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da empresa de fachada Objetiva Comércio de Produtos e Informática, entre os anos de 2013 e 2015.
“Compulsando os autos, verifico que a citação do requerido Rodrigo Garcia da Paz não restou regularmente efetivada nos autos. (…) Assim sendo, defiro o pedido, determinando a citação por edital do requerido Rodrigo Garcia da Paz”, diz trecho da decisão proferida no último dia 10.
Com isso, a citação por edital deve ocorrer no prazo de 30 dias, com publicação no Diário da Justiça Eletrônico. Após a citação, se o acusado não se apresentar, a Justiça irá nomear um defensor público para que apresente resposta à acusação, representando Rodrigo Garcia da Paz.
De acordo com denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Rodrigo é acusado de integrar um esquema criminoso que causou prejuízo de R$ 6.897.700,00 na ALMT e teve como principal empresa envolvida a Objetiva Comércio de Produtos de Informática, da qual ele era sócio.
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A empresa foi vencedora de dois lotes de um pregão na AL para registro de preços de materiais de escritório, informática e outros. A Objetiva faturou mais de R$ 14 milhões, mas gastou apenas R$ 429.962,70 em notas fiscais de entrada para aquisição de produtos. A empresa não produzia nenhum dos itens das notas fiscais e precisava comprá-los para entrega.
Na época, comandavam a AL os ex-deputados José Riva e Mauro Savi, que também foram denunciados no esquema, acusados de garantir o pagamento de propina, assinando ordens de fornecimento e notas de empenho para produtos que não eram entregues

Riva, em colaboração premiada, detalhou os desvios.
Também foram denunciados pelo MP a ex-servidora Célia de Almeida Pestana, que, de acordo com a denúncia, atestava o recebimento de produtos que não eram entregues; e os sócios da Objetiva Comércio, Augusto César Menezes e Silva, Edilson Rafael da Silva, Michele dos Santos Cruz e Carlos Roberto dos Santos, além de Rodrigo Garcia da Paz



