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Pesquisadores descobrem nova espécie de antúrio no Espírito Santo

Pesquisadores descobriram uma nova espécie de antúrio, planta comumente usada na jardinagem e decoração por ser exuberante e ter flores resistentes. A espécie, que foi coletada no município de Linhares (ES), cresce sobre as rochas, recebeu o nome de antúrio-das-pedras (Anthurium petraeum) e foi descrita em um artigo científico publicado recentemente na revista internacional de botânica Phytotaxa.

A descoberta foi feita por estudiosos do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); da Universidade Federal do Espírito Santo; da Universidade de São Paulo; e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

Segundo o pesquisador e biólogo do INMA que participou da descoberta, Ricardo Ribeiro, a expedição inicial tinha por objetivo localizar e mapear, fora de unidades de conservação, plantas ameaçadas de extinção. Até o momento, a nova espécie é considerada endêmica do Espírito Santo, com registros nos municípios de Linhares e Marilândia.

“Nós coletamos exemplares de plantas e de animais, além de informações sobre clima, para montar um banco de dados. Mesmo com poucos registros, nós já suspeitávamos que a nova espécie poderia estar ameaçada de extinção por estar em fragmentos muito pequenos de floresta. Agora, nós só precisamos oficializar isso”, explica o botânico.

A antúrio-das-pedras tem folhas grandes e firmes, com a base no formato de coração. Com a lâmina da folha com mais de 20 nervuras laterais visíveis, a espádice, ou seja, sua flor, é longa e de um vermelho vivo brilhante antes de abrir totalmente. Depois da floração, a estrutura fica marrom-avermelhada.

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“O antúrio-das-pedras é diferente do Anthurium sagrilloanum e do Anthurium xanthophylloides na cor da inflorescência e nas características vegetativas da folha. Vegetativamente o sagrilloanum tem nervuras proeminentes mais claras do que a lâmina foliar, enquanto em petraeum as nervuras são menos contrastantes em relação à lâmina foliar. No caso do xanthophylloides, a planta tem um caule que alcança mais de um metro e meio de comprimento e folhas triangulares, e o petraeum é uma planta menor”, finaliza o especialista.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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