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Duas sirenes foram acionadas nesta sexta-feira (23) de forma indevida na Usina Hidrelétrica de Colíder/MT, localizada no Rio Teles Pires. O comunicado foi divulgado pela Axia, ex-Eletrobras, responsável pela barragem desde maio do ano passado. Alguns moradores chegaram a deixar suas casas e, de acordo com a empresa, eles já foram orientados a retornarem com tranquilidade. Após o acionamento, a companhia disse que abriu apuração para esclarecer o ocorrido.
A empresa disse ainda que não houve qualquer situação de perigo. O susto ocorre no momento em que a usina vem reforçando as medidas de segurança desde que o Ministério Público do estado (MP-MT) apontou inúmeras falhas estruturais no sistema de drenagem.
O MP chegou a recomendar a desativação da barragem, caso não tenha outra alternativa. A usina está sob nível de “alerta” desde agosto do ano passado, de acordo com investigação do MP.
Quatro entidades civis denunciaram à Organização das Nações Unidas (ONU) o risco de rompimento da barragem. Desde então, a empresa que administra a usina disse que segue um cronogroma com várias fases para reforçar a segurança do local.
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A denúncia foi protocolada no departamento de Direitos Humanos à Água Potável e Saneamento da ONU.
No documento, as entidades destacam que o Rio Teles Pires é um dos mais impactados por hidrelétricas na Amazônia.
A Usina
Localizada no Rio Teles Pires, a usina tem potência de 300 megawhatts e reservatório de 168,2 km² de área total e 94 km de comprimento.
Em operação desde 2019, ela abrange os municípios de Cláudia, Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte. No estado, há 142 usinas hidrelétricas em operação, entre pequenas, médias e grandes; e suas barragens.
Responsável pela construção da Usina de Colíder entre 2011 e 2019, a Copel Geração e Transmissão transferiu a gestão para a Eletrobras, em maio deste ano.
Na ocasião, a Copel deu como contrapartida a usina e um pagamento de R$ 196,6 milhões após ajustes previstos no contrato, como o recebimento de dividendos de Mata de Santa Genebra Transmissão (MSG).

Já a Eletrobras, na troca de ativos, cedeu a MSG e a Usina de Mauá. Conforme mostra a imagem abaixo. Contudo, a Usina de Colíder representa 0,5% do ativo total da Eletrobras, segundo comunicado ao mercado financeiro.



