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Justiça da Itália anula extradição de Carla Zambelli e ex-deputada é solta

Repórter MT

A Justiça da Itália anulou hoje (22) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil. Em uma reviravolta jurídica, a Suprema Corte de Cassações, que é a última instância do Judiciário italiano, revogou a sentença anterior da Corte de Apelações que autorizava o envio da política ao território brasileiro.

Com a decisão, a Corte máxima ordenou a libertação imediata de Zambelli, que cumpria pena desde 29 de julho de 2025 em uma ala feminina superlotada em um presídio nos arredores de Roma. Pouco depois da soltura, a defesa divulgou um vídeo nas redes sociais onde a ex-deputada aparece livre ao lado de seus advogados, os italianos Alessandro Sammarco e Pieremilio Sammarco.

Erro em processo do CNJ garantiu a liberdade

A decisão que colocou a ex-parlamentar na rua tranca a extradição referente ao processo em que ela foi condenada por articular a invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A defesa informou que o tribunal superior identificou erros técnicos na sentença da instância anterior. No Brasil, o irmão da ex-deputada, o deputado estadual Bruno Zambelli (PL), declarou que a família recebeu a notícia como um “milagre” e prepara viagem para a Itália para encontrá-la.

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Apesar da soltura, a situação da brasileira na Europa ainda não está totalmente resolvida. Há um segundo processo de extradição tramitando de forma separada nos tribunais italianos, este baseado na condenação de Zambelli por porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo, crime cometido na véspera das eleições de 2022 em São Paulo. O Supremo Tribunal Federal (STF) unificou os pedidos, mas a Justiça italiana optou por julgar as acusações de forma isolada, e esta segunda matéria segue sem data de julgamento.

Caso a Justiça italiana mude de posição no segundo processo ou no julgamento de recursos, a palavra final sobre o futuro da brasileira dependerá do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Pela legislação local, após o encerramento das etapas judiciais, o chefe da pasta tem até 45 dias para dar o parecer político definitivo, podendo validar ou vetar a extradição para o Brasil.

O procedimento entre os dois países é regulado por um tratado bilateral de reciprocidade assinado em 1993, que obriga juridicamente o Brasil e a Itália a entregarem cidadãos condenados ou procurados pela Justiça de suas respectivas nações de origem.

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