
Repórter MT
O prefeito de São Félix do Araguaia (a 1.014 km de Cuiabá), Acácio Alves Souza (Republicanos), e os comparsas dele, Wallison Alves dos Santos e Juliano Cesar Alves Esteves, foram indiciados por extorsão qualificada e associação criminosa armada por agredirem e ameaçarem de morte quatro moradores da zona rural do município de Luciara (a 1.080 km de Cuiabá), em Mato Grosso. O objetivo do grupo, de acordo com a Polícia Civil, era tomar as terras das vítimas, visando vantagem econômica para o prefeito.
Consta no inquérito que os moradores chegaram a ser sequestrados e sofreram lesões graves. Um deles perdeu um dente. Outro teve a casa atingida por tiros.
De acordo com o documento, assinado pelo delegado Daniel Antônio de Moura Neto, os crimes aconteceram no dia 13 de abril do ano passado. Um grupo de 10 criminosos fortemente armados sequestrou e agrediu as quatro vítimas. Elas conseguiram fugir em meio à vegetação e denunciaram o caso à polícia.
Durante a apuração do caso, Acácio e Juliano chegaram a ter armas de fogo, munições e aparelhos celulares apreendidos. Nos interrogatórios, o prefeito ficou em silêncio. Wallison e Juliano negaram envolvimento nos crimes. As investigações, no entanto, apontaram um robusto conjunto de provas sobre os crimes.
Receba as informações do ATUALMT através do WhatsApp:
Clique aqui para receber as notícias no seu WhatsApp.
Com a conclusão do inquérito, o prefeito foi apontado como mentor intelectual e executor dos crimes. Consta no documento que ele não apenas arquitetou o plano visando interesse econômico, mas também esteve presente no local dos fatos, abordando e contendo as vítimas, além de participar das agressões físicas.
Wallison foi apontado como líder das agressões, sendo descrito pelas vítimas como o agressor mais violento. Ele apresentava lesões nas mãos que comprovaram, segundo o inquérito, a participação no crime.
Já Juliano foi apontado como participante do sequestro e das ameaças contra as vítimas, fornecendo suporte logístico e armas para o crime.

O delegado Daniel Antônio de Moura Neto destacou a reiteração criminosa e a estabilidade da associação armada na região.
O inquérito foi enviado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que deverá decidir se oferece denúncia contra o prefeito e os comparsas.



