
Gazeta Digital
Após passar por depoimento na Delegacia de Estelionato, em Cuiabá, nesta quarta-feira (6), Jackson Pinto da Silva, 38, afirmou que matou a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, após conflitos familiares. Ele ainda passa por audiência de custódia nessa tarde, segundo apurado pelo site. Ao mesmo tempo em que assume autoria do crime, ele afirma que está arrependido.
Em entrevista à imprensa, ele alegou que vinha sendo afastado da família e do próprio filho, o que teria motivado o crime. “Ninguém faz nada de uma hora para outra… vem de tempo. Ela proibiu eu ver meu filho, me afastou da minha família”, disse.
Segundo a Polícia Civil, vítima e autor mantinham um relacionamento há cerca de 11 anos, mas se separaram neste período e oficializaram a união em 2024. Questionado sobre o assassinato, Jackson confirmou que perdeu o controle. “Com o tempo, eu perdi a cabeça e fiz besteira.”
Ao ser perguntado sobre o método utilizado, ele evitou detalhes, mas não negou a ação. Segundo a investigação, a vítima foi morta por asfixia com abraçadeiras plásticas.
Durante a entrevista, o suspeito também demonstrou arrependimento. “Lógico que eu estou arrependido. Lógico.”
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Ele ainda pediu desculpas à família. “Sinto muito, gente.”
O caso ganhou grande repercussão após a descoberta de que o próprio autor teria contratado uma empresa para cavar o buraco onde enterrou o corpo da esposa, no quintal da residência.
Relembre
De acordo com as investigações, Nilza foi assassinada na segunda-feira (4), por estrangulamento com abraçadeiras de nylon, conhecidas como “enforca-gato”. Após o crime, o suspeito tentou despistar as autoridades ao registrar o desaparecimento da vítima e alegar que estava sendo extorquido por supostos sequestradores.
A farsa, no entanto, foi desmontada durante o depoimento conduzido pela delegada Eliane Moraes. Ao identificar contradições no relato, pressionou o suspeito, que acabou confessando o feminicídio e indicando o local onde o corpo estava enterrado.

O caso segue em investigação.



