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Braço financeiro de facção é alvo de operação e tem contas bloqueadas

Repórter MT

Foi deflagrada hoje (28), a segunda fase da Operação Western, com o objetivo de desarticular o fornecimento e o fluxo financeiro de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda. Ao todo, são cumpridas sete ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão e bloqueios de contas bancárias.

De acordo com a corporação, três mandados de busca e apreensão e quatro ordens de bloqueio de contas estão sendo executados na capital. O bloqueio financeiro pode chegar a R$ 50 mil por conta, com a finalidade de atingir recursos obtidos por meio da atividade ilícita. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

A operação é um desdobramento da primeira fase, realizada em junho de 2025, quando duas pessoas foram presas em flagrante e houve apreensão de drogas, dinheiro e materiais relacionados ao tráfico. As investigações indicaram que, mesmo após as prisões, o grupo manteve as atividades, evidenciando uma estrutura organizada com divisão de funções entre fornecedores, intermediadores e operadores financeiros.

Entre os alvos desta etapa está o principal fornecedor de drogas, responsável por abastecer o grupo, além de suspeitos que atuariam na movimentação de valores por meio de transferências bancárias, especialmente via Pix, para ocultar a origem ilícita dos recursos.

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Segundo o delegado responsável pelo caso, André Rigonato, o grupo operava de forma coordenada no chamado sistema de rateio de drogas, que envolve aquisição, fracionamento e distribuição dos entorpecentes. “A segunda fase tem como foco aprofundar as investigações, coletar novas provas e descapitalizar o grupo criminoso por meio do bloqueio de ativos financeiros”, afirmou.

A ação faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso.

As atividades também integram a Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi), que articula ações das polícias civis em todo o país no combate ao crime organizado

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