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Alta nas passagens aéreas reflete cenário global e pressões do setor, aponta Anac

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O preço médio das passagens aéreas no Brasil chegou a R$ 707,16 em março de 2026, alta de 17,8% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Apesar do avanço expressivo na comparação anual, o valor representa estabilidade frente a março de 2024, com variação de apenas 0,9%.

O custo por quilômetro voado, conhecido como yield, também registrou aumento relevante. O indicador atingiu R$ 0,5549, crescimento de 19,4% na comparação com março de 2025. Em relação a dois anos antes, no entanto, houve recuo de 2,5%, sinalizando oscilações no comportamento tarifário do setor.

A elevação dos preços ocorre mesmo diante da queda no valor do querosene de aviação (QAV), um dos principais custos das companhias aéreas. Em março, o litro do combustível foi comercializado a R$ 3,60, redução de 13,7% em relação a 2025 e de 17,7% frente a 2024.

De acordo com a Anac, a variação das tarifas está dentro do padrão histórico da aviação e a tendência de longo prazo ainda é de queda real nos preços, movimento observado desde 2023. O órgão atribui parte da pressão recente ao cenário internacional, marcado por conflitos que impactam a cadeia global do transporte aéreo.

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A agência informou ainda que acompanha o comportamento do mercado em articulação com a Casa Civil, os ministérios da Fazenda e de Portos e Aeroportos, além da Agência Nacional do Petróleo (ANP), com o objetivo de monitorar custos e garantir equilíbrio no setor.

Os dados também revelam a distribuição das tarifas praticadas no período. Em março, 45,4% dos assentos foram vendidos por menos de R$ 500, indicando forte presença de passagens promocionais. Por outro lado, 8,2% dos bilhetes custaram mais de R$ 1.500, evidenciando a disparidade de preços conforme rota, antecedência de compra e demanda.

O cenário reforça o impacto de fatores externos e operacionais sobre o custo das viagens aéreas, mesmo em um contexto de redução de insumos estratégicos como o combustível.

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