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A violência não pode ser tratada de forma seletiva.
Quando a gravidade de um crime passa a ser medida pelo gênero, pela condição social ou por qualquer outro fator externo, a sociedade corre o risco de banalizar aquilo que deveria ser absoluto: o valor da vida humana.
Casos de agressão dentro do ambiente familiar exigem apuração rigorosa e responsabilidade na análise dos fatos. Independentemente de quem seja a vítima ou o agressor, o princípio deve ser sempre o mesmo: violência é violência.
E quando esse princípio começa a ser relativizado, abre-se espaço para um cenário perigoso, no qual a indignação deixa de ser universal e passa a depender de narrativas.
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É justamente nesse ponto que a sociedade precisa despertar: nenhum crime contra a vida pode ser tratado com dois pesos e duas medidas.
A Polícia Militar atendeu, na noite deste domingo (8), uma ocorrência de esfaqueamento em uma granja localizada a cerca de 25 quilômetros de Nova Mutum/MT, no sentido de São José do Rio Claro, pela rodovia MT-249.
De acordo com informações da corporação, a equipe foi acionada via 190 após a denúncia de que um homem havia sido ferido com uma facada durante uma discussão entre o casal.
Quando os policiais chegaram ao local, foram informados de que equipes da 5ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (5ª CIBM) de Nova Mutum/MT já haviam realizado os primeiros atendimentos e encaminhado a vítima para uma unidade hospitalar do município.
Conforme o relatório de atendimento dos bombeiros, ao chegarem no local os socorristas encontraram a vítima, um homem de 25 anos, consciente e orientado, porém visivelmente embriagado. Ele confirmou que havia ingerido bebida alcoólica durante o dia. Durante a avaliação, os militares constataram que o homem apresentava duas perfurações provocadas por arma branca, sendo uma na região do queixo e outra no tórax, ambas com sangramento contido.
Ainda segundo o atendimento pré-hospitalar, foi realizado curativo com três pontos na região do tórax com orientação médica, além da instalação de acesso venoso para reposição de aproximadamente 500 ml de soro fisiológico (SF 0,9%). No momento do atendimento, a vítima apresentava saturação de 94%, pressão arterial de 130 por 80 mmHg e frequência cardíaca de 132 batimentos por minuto. Durante todo o deslocamento até o hospital, foi administrado oxigênio.
Após regulação médica, a vítima foi encaminhada ao Hospital Hilda Strenger Ribeiro.
Em relato aos militares, a mulher apontada como suspeita afirmou que, desde por volta do meio-dia, estava ingerindo bebida alcoólica na casa de uma amiga. Ao retornar para a residência, segundo ela, o marido teria se recusado a permitir sua entrada.
Ainda conforme a versão apresentada à polícia, durante o desentendimento houve empurrões. A mulher relatou que bateu a cabeça e passou a ser agredida enquanto segurava no colo o filho do casal, uma criança de aproximadamente três anos.
Diante da situação, ela afirmou ter pegado uma faca de mesa e desferido um golpe que atingiu o peito do companheiro.
A vítima foi encaminhada ao Hospital Hilda Strenger Ribeiro, porém não resistiu aos ferimentos. O homem foi identificado como Jonathan Alves Faria, de 25 anos. Conforme informações médicas, ele chegou à unidade hospitalar com ferimento grave na região do tórax e não resistiu durante o atendimento de emergência.
O corpo passou por exame de necropsia e, posteriormente, foi encaminhado a uma funerária local. A família avalia se o sepultamento ocorrerá em Nova Mutum ou se o corpo será levado para o estado de origem da vítima, o Maranhão.

Após o ocorrido, a mulher foi conduzida à Polícia Civil, onde o caso foi registrado. As circunstâncias da agressão e a dinâmica dos fatos serão apuradas pela investigação.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a situação jurídica da suspeita após a morte do companheiro.



