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A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã entra no quinto dia nesta quarta-feira (4/3), após um fim de semana marcado por intensificação das hostilidades e ataques estratégicos.
Na terça-feira (3/3), forças israelenses ampliaram a ofensiva com bombardeios direcionados a estruturas centrais do regime iraniano. Entre os alvos atingidos estão o edifício da Assembleia dos Peritos, na cidade de Qom, a Usina de Enriquecimento de Combustível de Natanz e um complexo ligado à liderança política em Teerã.
A Assembleia dos Peritos é o órgão responsável por escolher o líder supremo do país. Segundo fontes do governo israelense, os 88 aiatolás que integram a instituição estariam reunidos no momento do ataque. Até o momento, não há confirmação oficial sobre mortos ou feridos entre os membros.
Programa nuclear no centro da ofensiva
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Os ataques começaram no sábado (28/2), quando Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra alvos iranianos. Assim como em confrontos anteriores, o programa nuclear do Irã foi apontado como justificativa para a ação militar.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que estruturas na entrada da usina nuclear de Natanz sofreram danos parciais. A avaliação foi feita com base em imagens de satélite.
De acordo com informações divulgadas por autoridades norte-americanas, cerca de 100 caças israelenses teriam lançado mais de 250 bombas sobre instalações estratégicas do regime iraniano.
Morte do líder supremo
No sábado, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que estava no poder desde 1989, morreu em decorrência dos ataques, segundo comunicado oficial. A morte provocou uma rápida reorganização interna.
Para assumir interinamente o comando do país, foi nomeado o aiatolá Alireza Arafi. Ele divide o controle provisório com o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.
Conforme o artigo 111 da Constituição iraniana, quando o líder supremo morre, um conselho de transição assume o poder até que a Assembleia dos Peritos escolha oficialmente um sucessor.
Estratégia considerada “ousada”
O cientista político Leandro Gambiati classificou a estratégia israelense como ousada, ao mirar diretamente o núcleo do poder iraniano.
Segundo ele, diferentemente de ações anteriores mais pontuais, a atual ofensiva busca impedir a reorganização política e militar do regime dos aiatolás.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os ataques devem continuar até que a capacidade militar iraniana seja neutralizada.
A escalada do conflito aumenta a tensão no Oriente Médio e mantém a comunidade internacional em alerta diante do risco de ampliação da guerra.



