
Terra MT Digital
Uma tragédia brutal chocou a pequena vila de Kadłub, no interior do estado de Opole, na Polônia, entre a noite de 25 e a madrugada de 26 de fevereiro de 2026. Um adolescente de 17 anos assassinou o padrasto, de 38 anos, e a bisavó, de 87, dentro da própria residência da família, enquanto ambos dormiam.
Segundo as autoridades polonesas, o jovem utilizou principalmente uma machadinha e um martelo para cometer os crimes. As vítimas sofreram dezenas de ferimentos graves, profundos e considerados de extrema crueldade pela perícia. Os ataques aconteceram durante o sono, sem qualquer chance de defesa.
Após os assassinatos, o adolescente gravou vídeos e publicou o conteúdo na internet. Em uma das gravações, aparece treinando golpes com a machadinha na garagem. Em outro vídeo, com cerca de dois minutos, ele se apresenta de forma fria e diz: “Bom dia, sou um assassino familiar, matei duas pessoas na minha casa”. No mesmo registro, tenta justificar o crime alegando estresse, pressão para trabalhar e estudar, conflitos familiares e o que chamou de “entorpecimento” da sociedade. Em trechos das gravações, ele ainda aparece lambendo sangue de uma das ferramentas utilizadas.
Os vídeos foram encontrados por uma moradora do condado de Starachowice, que denunciou imediatamente o conteúdo à polícia. O Departamento Central de Combate à Cibercriminalidade rastreou o endereço IP, confirmou a autenticidade das imagens e localizou o imóvel em Kadłub. No interior da residência, os policiais encontraram os dois corpos com múltiplos ferimentos.
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O adolescente fugiu após o crime e se escondeu na região do condado de Krapkowice, às margens do rio Oder, onde improvisou um abrigo com lona plástica. Ele foi preso no dia 26 de fevereiro, por volta das 13h, sem oferecer resistência. Próximo ao local da captura, investigadores localizaram três ferramentas possivelmente usadas nos assassinatos, incluindo a machadinha e o martelo.
No dia seguinte, 27 de fevereiro, o jovem foi formalmente acusado de dois homicídios qualificados com extrema crueldade, conforme o artigo 148 § 2 do Código Penal polonês. Apesar de ter 17 anos, a promotoria decidiu processá-lo como adulto. Ele confessou os crimes e prestou depoimento detalhado descrevendo como executou os ataques. A pena prevista pode variar de 15 a 30 anos de prisão.
A investigação segue em andamento, com análise de provas digitais, laudos periciais e exames de autópsia que confirmaram o alto grau de violência empregado. A comunidade local permanece em choque. Vizinhos relataram que a família vivia de forma isolada e que o adolescente era quieto, reservado e passava a maior parte do tempo no computador.

O caso provocou debates na Polônia sobre o impacto da internet na saúde mental de adolescentes, a propagação de conteúdos violentos e a importância da denúncia rápida de material suspeito nas redes.
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