
Repórter MT
A Justiça manteve a prisão preventiva do servidor municipal Rodrigo Nascimento Castro, de 38 anos, durante audiência de custódia realizada nessa quarta-feira (25), na 1ª Vara Criminal de Sorriso (a 398 km de Cuiabá), em Mato Grosso. Ele foi preso na tarde de terça-feira (24), em Sorriso, acusado de integrar uma facção e de participar do assassinato de Euler Ramon Bastos dos Santos, ocorrido em dezembro de 2025.
A decisão é do juiz Rafael Deprá Panichella, que homologou o cumprimento do mandado de prisão e considerou que permanecem válidos os fundamentos da preventiva, especialmente a gravidade concreta do crime, o risco à ordem pública (periculum libertatis) e os indícios de autoria e materialidade (fumus commissi delicti). A defesa havia pedido liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares, o que foi negado.
Segundo as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, Rodrigo teria atuado como motorista do grupo criminoso no dia do homicídio. Ele teria transportado o executor, Lucas da Silva de Jesus, e uma adolescente até o local onde a vítima trabalhava, além de planejar estrategicamente onde estacionar o veículo para evitar câmeras de segurança e facilitar a fuga após os disparos.
Anteriormente, ao decretar a prisão preventiva, o magistrado afirmou que medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica ou o recolhimento domiciliar, seriam “insuficientes e inadequadas” diante da frieza e do grau de organização da ação criminosa. Rodrigo responde pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa armada e corrupção de menores.
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No Portal da Transparência, consta que o investigado ocupa cargo comissionado na Prefeitura de Sorriso, onde está lotado na Secretaria Municipal de Saúde, com salário bruto de R$ 20.009,09 no mês de janeiro deste ano. Além da participação no homicídio, ele também é acusado de tentar obstruir a Justiça, ao indicar uma mulher inocente como envolvida no crime para proteger a adolescente.
Em nota, a Prefeitura informou que determinou o afastamento preventivo imediato do servidor e a abertura de procedimento administrativo disciplinar. O comparsa Lucas da Silva de Jesus já está preso, e ambos permanecem à disposição do Judiciário.



