
Repórter MT
A mãe do jovem de 18 anos identificado como Willyan Junior Rodrigues da Silva, entrou em luta corporal com criminosos e escapou por pouco de ser assassinada durante a execução do filho, que ocorreu na noite do domingo (1º), em um quarto de pensão, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, os bandidos chegaram a pedir autorização a líderes da facção, por videochamada, para matar a mulher, mas o pedido foi negado.
“Antes de efetuar o disparo na mãe, eles efetuaram uma ligação perguntando se era pra matar, se tinha que matar a mãe também. Mas aí um dos rapazes falou ‘ela vai ser poupada, porque é mãe’. Isso foi decidido por videochamada. A mãe tomou umas coronhadas, está bastante machucada e ela ia ser morta, mas quem mandou fazer isso aqui poupou a mãe”, disse o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O delegado explicou que a mãe chegou a entrar em luta corporal com os executores do filho, o que teria motivado os criminosos a cogitarem matá-la.
“Exatamente. Por isso, um deles queria matar ela. Aí fizeram uma chamada de vídeo e, nessa chamada, ela foi poupada”.
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O crime
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 22h para atender a uma denúncia de desentendimento seguido de disparos de arma de fogo.
Conforme relato da mãe, três bandidos encapuzados e armados invadiram o quarto onde o filho estava hospedado com a intenção de levá-lo. Ela tentou impedir a ação e acabou sendo agredida, assim como o jovem.
Ainda conforme o relato, durante a invasão, um dos criminosos fez uma ligação por videochamada para uma pessoa não identificada, questionando se deveria matar os dois. A resposta teria sido para executar apenas o jovem.
Após a ligação, os criminosos efetuaram disparos contra a vítima e fugiram. Uma equipe de resgate foi acionada e o óbito foi confirmado no local.
A mãe informou ainda que o filho vinha sendo ameaçado há cerca de um ano por integrantes de uma facção.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o caso foi encaminhado à DHPP, que investiga a motivação e a autoria do homicídio.
Veja vídeo



