
Repórter MT
Fabrício Campana Peres foi identificado como o principal alvo da Operação CNPJ na Cela, deflagrada hoje (3) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT), para desarticular um esquema de fraude fiscal no setor de grãos. Segundo a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), ele já havia sido preso por estelionato, foi solto e continuava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, mas o equipamento foi retirado no mês passado.
Fabrício era quem cooptava os CPFs de laranjas para abrir as empresas de fachada e viabilizar o esquema.
Durante occumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam cerca de R$ 27 mil em espécie na casa de Fabrício. Apesar de ser o principal alvo da operação, a polícia não pediu nova prisão dele porque, se isso fosse feito, o inquérito precisaria ser concluído em 10 dias a contar do dia da prisão e as investigações ainda estão longe de acabar.
De acordo com a Defaz, Fabrício é apontado como peça central no esquema de sonegação fiscal que utilizava empresas de fachada para simular operações de comercialização de grãos. Uma dessas empresas tinha como endereço registrado a penitenciária de Rondonópolis.
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Ao todo, a Operação CNPJ na Cela cumpre 50 ordens judiciais, sendo nove mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, 21 ordens de suspensão de atividades econômicas ou financeiras de empresas, além de medidas como afastamento de sigilo de dados telemáticos e suspensão de registro profissional de contabilidade. Os mandados são cumpridos em Rondonópolis, Várzea Grande e dentro da penitenciária de Rondonópolis.

As investigações apontam que o grupo utilizava dados de terceiros, muitas vezes pessoas humildes ou com vínculos com o sistema prisional, para constituir empresas sem estrutura física ou capacidade econômica real. As diligências realizadas pela polícia constataram endereços inexistentes ou incompatíveis com as atividades declaradas.
A operação integra a operação Inter Partes, da Polícia Civil, dentro do programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso, e contou com apoio da Polícia Civil de Rondonópolis e da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).



