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A Justiça decretou a prisão preventiva de um idoso de 60 anos acusado de sequestrar a enteada de 13 anos, em Cuiabá. O crime ocorreu em novembro do ano passado. Informações apontam que o suspeito nutria um sentimento não correspondido pela adolescente e queria “dar um susto” nela por suposta desobediência. Segundo a Polícia Civil, o idoso e um comparsa de 33 anos foram presos na segunda-feira (21).
Os dois tiveram a prisão preventiva determinada a partir das investigações da Deddica e poderão ser responsabilizados pelos crimes de sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável. O ex-padrasto também responderá por denunciação caluniosa, pois chegou a registrar boletim de ocorrência alegando ter sido vítima.
A investigação começou no dia 10 de novembro, quando o próprio suspeito procurou a Polícia para relatar um falso sequestro. Em sua versão, ele teria buscado a enteada na escola e sido abordado por um homem encapuzado que o obrigou a dirigir até um motel próximo. No local, o suposto padrasto teria permanecido dentro do veículo enquanto outros homens levaram a adolescente para um quarto, onde ocorreram os abusos. A partir das informações fornecidas, os investigadores reuniram provas que demonstraram que o ex-padrasto havia planejado o crime e contratado um terceiro para auxiliá-lo.
Conforme apurado, o idoso conheceu o comparsa através de um site de relacionamentos e ofereceu R$ 1 mil pela participação na simulação do sequestro. Também foi identificado que, antes do crime, ele comprou vendas, algemas e balaclavas utilizadas na ação.
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Durante o interrogatório, o ex-padrasto afirmou que a intenção era apenas assustar a enteada, que estaria “muito desobediente”. O comparsa deu a mesma versão, dizendo que o plano inicial seria apenas circular pela cidade e depois liberar a menina, mas acabaram indo ao motel, onde ela foi vendada e sofreu os abusos.

“No motel ela acabou sendo abusada sexualmente, houve atos libidinosos. Acreditamos que o autor tenha sido o padrasto, mas não podemos afirmar 100% porque ele nega. O outro envolvido diz que ele passou a mão na vítima”, declarou o delegado César Ferreira ao SBT Comunidade.
Na audiência de custódia, o idoso alegou problemas mentais para tentar receber atendimento fora da prisão, mas teve a prisão preventiva mantida pela Justiça. Também foi determinado acompanhamento psicológico para a mãe e para a adolescente vítima. “Segundo a versão dele, a adolescente vinha apresentando problemas de comportamento e más companhias na escola, e a ideia seria simular um roubo com restrição de liberdade para assustá-la e, em tese, se colocar como um ‘protetor’”, completou.



