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Os protestos no Irã já deixaram mais de 500 mortos, segundo dados divulgados neste domingo (11) por um grupo internacional de direitos humanos. Diante da escalada de violência, o governo iraniano ameaçou atacar bases militares dos Estados Unidos caso o então presidente americano, Donald Trump, cumpra a promessa de intervir em apoio aos manifestantes.A onda de protestos é considerada a maior desde 2022 e ocorre em meio ao desgaste dos líderes religiosos que comandam a República Islâmica desde 1979. Trump afirmou repetidas vezes que os Estados Unidos podem agir caso o regime use força excessiva contra a população.
De acordo com informações atualizadas pelo HRANA, grupo de direitos humanos sediado nos EUA, ao menos 490 manifestantes e 48 agentes das forças de segurança foram mortos nas duas últimas semanas, além de mais de 10.600 prisões. Os números são coletados por ativistas dentro e fora do Irã. O governo iraniano não divulgou dados oficiais, e a agência Reuters não conseguiu verificar as estimativas de forma independente.
O jornal Wall Street Journal informou que Trump seria apresentado a diferentes opções de ação nesta terça-feira (13), incluindo possíveis ataques militares, operações cibernéticas, ampliação de sanções e auxílio online a grupos opositores.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou Washington e afirmou que bases americanas e Israel seriam “alvos legítimos” em caso de agressão.
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Os protestos começaram em 28 de dezembro motivados pela inflação e rapidamente evoluíram para críticas diretas ao regime. Autoridades acusam os EUA e Israel de estimularem a instabilidade e convocaram uma manifestação nacional para condenar o que chamaram de “ações terroristas lideradas pelos Estados Unidos e Israel”.
O fluxo de informações no país foi prejudicado após o regime impor um bloqueio à internet. Ainda assim, vídeos difundidos nas redes sociais mostram milhares de pessoas marchando em várias cidades, com registros de confrontos, incêndios e explosões. A Reuters confirmou a autenticidade de diversas imagens.
A TV estatal exibiu corpos no Instituto Médico Legal de Teerã e afirmou que as vítimas eram resultado de ataques de “terroristas armados”. Israel colocou suas forças em alerta máximo diante da possibilidade de uma intervenção americana.
O governo iraniano classificou os manifestantes como “terroristas” e afirmou que mesquitas, bancos e prédios públicos foram atacados. O presidente Masoud Pezeshkian pediu que famílias impedissem jovens de se juntar aos atos e afirmou que o governo está disposto a negociar demandas econômicas.
Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que a queda do regime é improvável, mas que ele poderá sair enfraquecido. As funerárias estatais transmitiram cortejos para membros da segurança mortos nos protestos.

Trump afirmou nas redes sociais que “o Irã está vislumbrando a liberdade” e que os EUA estão “prontos para ajudar”. Líderes opositores iranianos no exterior também incentivaram a continuidade das manifestações.
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