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Crise não deve afetar preço dos combustíveis no Estado

Gazeta Digital

Preços dos combustíveis em Mato Grosso e em todo o Brasil não terão grandes alterações no curto prazo, mesmo após a invasão militar norte-americana na Venezuela no último fim de semana, que culminou na prisão do ditador Nicolás Maduro.

 

Apesar da Venezuela deter a maior reserva de petróleo do mundo, especialistas avaliam que o país não tem, neste momento, capacidade operacional para provocar impactos imediatos nos valores cobrados nas bombas dos postos locais. A expectativa do mercado é que, com a mudança de regime, o petróleo venezuelano tenha as sanções econômicas retiradas e volte gradualmente ao mercado global, o que pode ampliar a oferta no médio e longo prazo.

 

O economista Vivaldo Lopes explica que o episódio já gerou reflexos pontuais no mercado internacional, como a queda no preço do barril do petróleo e a valorização das ações de empresas petroleiras dos Estados Unidos, que devem liderar a exploração do óleo venezuelano. Segundo o especialista, esses movimentos são típicos de momentos de reorganização geopolítica do setor energético, mas ainda não se traduzem em redução de momento para o consumidor no estado.

 

O problema é que a Venezuela tem uma reserva gigantesca, mas uma capacidade de produção e refino muito baixa. O país produzia mais de 3 milhões de barris por dia no início dos anos 2000 e hoje está em torno de 700 mil barris diários, afirma Lopes.

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De acordo com o economista, mesmo em um cenário favorável, a recuperação levará tempo, o que pode desencadear uma corrida global por novas áreas de produção. Essa disputa tende a se intensificar nas Guianas e também na própria produção da Petrobras, o que pode aumentar a oferta regional e, mais à frente, pressionar os preços nas refinarias que abastecem as distribuidoras, completa.

 

Estudos internacionais indicam, no entanto, que a retomada da indústria petrolífera venezuelana exigirá investimentos elevados. Relatórios de consultorias especializadas apontam que apenas na Faixa do Orinoco seriam necessários entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões ao longo de uma década para adicionar cerca de 500 mil barris por dia à produção, além de reformas profundas na gestão, infraestrutura e segurança jurídica do setor.

 

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