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A ordem do Supremo Tribunal Federal para que o ex-presidente Jair Bolsonaro inicie o cumprimento da pena de 27 anos reacendeu movimentos de sua base mais fiel. Nas redes sociais, apoiadores passaram a defender manifestações nacionais, e a possibilidade de uma paralisação de caminhoneiros já mobiliza grupos organizados. Perfis alinhados ao ex-presidente, incluindo uma página no Instagram com mais de 600 mil seguidores ligada ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), divulgaram chamadas para atos a partir de domingo (30). As publicações sugerem que motoristas de carga podem aderir a uma greve caso o cenário político permaneça inalterado.
O ambiente remete ao pós-eleições de 2022, quando bloqueios em rodovias ocorreram em vários estados antes de serem desmontados por decisões judiciais.
A movimentação cresce no mesmo momento em que o debate sobre o Projeto de Lei da Anistia avança nos bastidores do Congresso. A proposta busca beneficiar investigados e condenados por atos classificados como antidemocráticos, entre eles apoiadores de Bolsonaro.

A ordem de execução da pena, determinada na terça-feira (25), fortaleceu os protestos. Bolsonaro, já preso preventivamente desde o dia 22, cumpre o início da condenação na Superintendência da Polícia Federal. Sua defesa afirma que a decisão tem motivação política.
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Com o acirramento do clima, aliados avaliam que novos atos podem se intensificar e que a possibilidade de uma paralisação de caminhoneiros volta ao centro das discussões entre apoiadores do ex-presidente.



