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“Aloprado” do PT é preso suspeito de estuprar a sobrinha da ex

Midia News

O empresário Valdebran Padilha, que ficou nacionalmente conhecido em 2006 pelo “Escândalo dos Aloprados do PT”, foi preso na quarta-feira (22) suspeito de estuprar a sobrinha de 12 anos, e a babá do filho, de 16, em Cuiabá.

A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), como parte da Operação Acalento, que combate crimes de violência contra crianças e adolescentes em todo o País.

Ele foi encaminhado para a Polinter, onde passou a noite. Uma audiência de custódia está marcada para esta tarde.

A tia da vítima procurou a delegacia para denunciar o ex companheiro. Segundo ela, o pai da menina autorizou o empresário a buscá-la na escola no dia 31 de maio deste ano. No trajeto ele teria ido até sua casa, onde cometeu os abusos.

Nas oitivas, foram apontados outros momentos em que a família percebeu que o empresário aliciava a menor e criava momentos para ficar próximo a ela. Ele também teria estreitado amizade com o pai da vítima para sair e manter maior contato com ela.

Durante as investigações, também foi apontada outra situação em que o suspeito teria abusado de uma adolescente, de 16 anos, contratada como babá do seu filho, na época em que ainda era casado.

O delegado Clayton Queiroz Moura representou pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça.

O escândalo

O empresário foi preso durante a campanha eleitoral de 2006 com US$ 109.800 e R$ 758 mil, dinheiro proveniente da negociação de um dossiê que poderia comprometer políticos tucanose e benficiar o PT. À época ele era filiado à sigla no Estado.

Antes do caso ele havia sido tesoureiro da campanha do petista Alexandre César à Prefeitura de Cuiabá em 2004. Após o escândalo, petistas da alta cúpula chegaram a anunciar a expulsão de Valdebran.

Em 2010, Valdebran foi preso novamente, na Operação Hygeia, da Polícia Federal, acusado de fraudes na Funasa.

A origem do dinheiro para a compra do dossiê foi delatada executivo Luiz Eduardo Soares, que atuou no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

O setor foi classificado pela Lava Jato como um departamento de propinas da construtora.

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Parte do processo correu na Vara Criminal de Mato Grosso. Isso porque, conforme denúncia, o dossiê foi oferecido por Luiz Antônio Trevisan e Darci José Vedoin, proprietários da empresa Planam, com sede em Cuiabá, acusada de chefiar o superfaturamento da compra de ambulâncias no caso conhecido como “Máfia das Sanguessugas”.  

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