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“Rasgaram minhas partes íntimas”, diz jovem que acusa suposta violência obstétrica no HRS

Agitos Mutum

Uma adolescente, de 17 anos, registrou boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil de Sinop, município onde reside, para denunciar que foi vítima de violência obstétrica durante o parto, no último dia 6 de junho, no Hospital Regional de Sorriso (HRS). Em razão disso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) instaurou sindicância para apurar o caso. 

Segundo a jovem, ela deu seguidas entradas na unidade de saúde em dois dias diferentes com fortes contrações e mesmo assim recebeu alta da equipe médica. No dia 5 de junho, à noite, ela foi ao HRS com dilatação de 2/3 centímetros e contrações constatadas por aparelho, mas foi liberada às 21h, e retornou às 23h30min, sem direito a acompanhante, e com a bolsa estourada, segundo ela. 

A jovem disse, ainda, que esperou até às 5h do dia 6. “As enfermeiras ficavam passando pelo corredor soltando piadinhas, dizendo que na hora de fazer estava bom e que eu teria que ficar quieta para não incomodar outras pessoas. Quando eu não estava aguentando de dor, peguei na mão de uma enfermeira, que disse que não tinha nada a ver com a minha dor”. 

Para a polícia, a mulher disse que só foi levada à sala de parto após constatarem que o coração da criança estava com batidas fracas. “O parto foi forçado e o acompanhamento não era adequado. Rasgaram minhas partes intimas e fiquei toda roxa”, relatou a jovem. 

Outro lado 

De acordo com a SES-MT, a sindicância é necessária tendo em vista que, embora haja a denúncia junto à imprensa, não houve qualquer formalização da denúncia junto à Secretaria de Saúde ou mesmo no âmbito do Hospital Regional. 

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“Contudo, diante do relato da paciente nas redes sociais, a SES-MT apurará a demanda e continuará priorizando a otimização e humanização da assistência em saúde para todos os cidadãos de Mato Grosso. O caso será apurado de acordo com os trâmites legais, de modo a respeitar o direito de manifestação também dos profissionais e prezar pelo princípio da ampla defesa, com responsabilidade e respeito a todos”, acrescentou a Secretaria. 

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