Mato Grosso, quinta, 28 de outubro de 2021

Jornalista é solta menos de 3 horas após ser presa pela PM na Praça Popular

Repórter MT

A nova prisão da jornalista Nildes de Souza, 37 anos, na noite desta quarta-feira (13) durou menos de três horas. Ela foi liberada da central de Flagrantes, deu entrevista na rua, em frente à Central de Flagrantes e já flagrada circulando pelas ruas da Capital.

O site tentou contato com a Polícia Civil, mas até a publicação desta reportagem não foi informado o que motivou a soltura.

Nildes tinha sido detida em flagrante por policiais militares no mesmo bar da Praça Popular, onde toda atacou um policial militar com um copo de cerveja, por descumprir ordem judicial e com a tornozeleira eletrônica desligada.

De acordo com a Polícia Militar (PM), Nildes foi reconhecida e denunciada. Uma guarnição se deslocou ao estabelecimento e flagrou a acusada consumindo bebidas alcoólicas. Foi realizada a abordagem, quando uma PM se aproximou, informou que ela (Nildes) estava descumprindo ordem judicial e por esse motivo seria ‘conduzida’ à delegacia.  

Nildes se levantou e nesse momento foi verificado que a tornozeleira estava desligada. A acusada foi encaminhada à Central de Flagrantes, onde foi ouvida pelo delegado de plantão, autuada em flagrante por desobediência a decisão judicial sob perda ou suspensão de direito e colocada à disposição da Justiça.  

Entenda o caso  

Nildes foi presa, pela primeira vez, na madrugada de terça-feira (12), após jogar cerveja no rosto de um policial militar num bar localizado na Praça Popular, região nobre de Cuiabá.  

Durante o fato, além de agredir fisicamente o militar com um copo de cerveja, ela ainda xingou e se apresentou como filha de um policial federal.

A história e vídeos do fato viralizaram nas redes sociais, viraram memes e figurinhas, rendendo o título de ‘loira da federal’ à acusada.  

As imagens mostram o momento em que o militar aparece conversando com ela, quando, em dado momento, a mulher joga cerveja no rosto dele.   Em seguida, o policial pula a grade do estabelecimento e corre atrás dela. Outros militares entram no local e também são agredidos por ela.   Ainda conforme as imagens, a agressora ameaça os militares.

“Seus policiais de merda. Meu pai é policial federal e vocês vão ver”, dispara.

Porém, é imobilizada e presa.

Conforme as primeiras informações sobra a acusada, ela seria formada em jornalismo e tem 22 boletins de ocorrência registrados contra ela pelos mais variados motivos, entre eles ameaça, lesão corporal, perturbação e injúria. Além disso, constam outros delitos como preservação de direito, atrito verbal, constrangimento ilegal e vias de fato. 

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