Mato Grosso, quinta, 22 de abril de 2021

Filha acusa hospital de intubar pai sem autorização da família e dificultar transferência

Hospital São Judas Tadeu nega as afirmações de Akemi Vaz e diz que durante a permanência do paciente na unidade não houve reclamação formal ou Ouvidoria.

Enfermeira registrou boletim de ocorrência contra hospital

Uma reportagem do programa Olho Vivo na Cidade, da TV Cidade Verde, trouxe nova denúncia contra de negligência contra o Hospital São Judas Tadeu. Akemi Vaz revelou que seu pai foi intubado por decisão da unidade médica sem que família fosse avisada da decisão.

Esse tipo de decisão, de acordo com conselhos da Ética Médica, só pode ser tomada após autorização expressa do paciente ou seus familiares.

A nova denúncia ocorre após a técnica de enfermagem Amanda Delmondes Benício também afirmar, em entrevista ao vivo, que está sendo ameaçada de morte, após ter feito uma denúncia de negligência contra o Hospital São Judas Tadeu, e citado o caso do major Thiago Martins.

Ao , o hospital rebateu a técnica e disse que desde seu desligamento não teve nenhum contato com a mesma. 

Sobre o outro caso de negligência, Akemi conta que seu pai Toshio, de 63 anos, teve piora no local, era mal atendimento e a família teve dificuldade para acessar informações sobre ele, e transferi-lo. A filha denuncia que ele foi intubado sem que a família foi avisada da situação.

Segundo o São Judas Tadeu, o paciente deu entrada no dia 24 de março, com um grande comprometimento pulmonar, evoluindo para uma piora no estado geral, necessitando de intubação.

”Foi ofertado todo o suporte intensivo necessário com cuidados exaustivos do Corpo Clínico”, afirma a unidade. 

Em nota, o hospital afirma que foi surpreendido, no dia 31 de março, por volta de meia noite,  por familiares do paciente exigindo sua remoção imediata, mesmo sem obedecer aos protocolos gerais de regulação e transferência. 

“O paciente saiu do hospital (evasão hospitalar) intubado, sedado, porém, com sinais vitais estáveis. Durante todo a permanência do paciente na unidade hospitalar não houve reclamação formal ou Ouvidoria por parte da família”, diz trecho da nota.

O caso 

Amanda denunciou à Polícia Civil, na manhã dessa segunda-feira (05), que o Hospital São Judas Tadeu teria realizado dezenas de procedimentos médicos de forma errada que culminaram na morte de pacientes com covid, entre elas a do Major da Polícia Militar, Thiago Martins.

A profissional, que foi demitida da unidade, registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Ela acusa o hospital de desligar o oxigênio e matar doentes. Todas as denúncias foram negadas pelo São Judas Tadeu.

“Tenho print, tenho fotos e já liguei para o Coren. São erros médicos, tenho conversas no meu celular [provas]. Eles fizeram semi UTI para segurar os pacientes”, afirmou.

O Comando Geral da Polícia Militar (PM) acabou consequentemente oficiando o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e o Ministério Público Estadual (MPE) para que apurem a denúncia da técnica de enfermagem, sobre a internação do Major Thiago Martins de Souza, no Hospital São Judas Tadeu.

O CRM-MT abriu investigação contra o Hospital São Judas Tadeu para apurar a denúncia da técnica de enfermagem, na terça-feira (6), e o caso corre em sigilo.

O Hospital nega todas as acusações.

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