Mato Grosso, domingo, 27 de setembro de 2020

“Maníaco do carro vermelho” volta a espancar travestis em VG

Suspeito é baixo, moreno e gordo

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Folha Max

O “maníaco do carro vermelho” voltou a atacar em Várzea Grande. As vítimas são transexuais, que fazem programas na Cidade Industrial.

Segundo a denúncia, o rapaz anda num Pálio vermelho e aborda as transexuais interessado em programa. Em seguida, elas são levadas para um local onde, supostamente, seria realizado o programa, mas acaba lhes agredindo.

No último fim de semana, a vítima foi uma transexual que fica num ponto de prostituição na Avenida Júlio Campos. Ele a levou para os fundos de uma fábrica abandonada, onde um outro homem lhe aguardava. “Eu estava no local e esse cara me chamou para fazer meu trabalho. Passamos na distribuidora, pegamos cerveja e fomos para o local. Chegando lá, apareceu outro cara já querendo me explorar e esse indivíduo que me pegou no ponto já veio me enforcando, me jogou no chão e começou a me bater”, disse a profissional do sexo.

A transexual disse que pediu para que a dupla não lhe matasse e parasse com as agressões. “Me mandaram calar a boca e começaram a me enforcar. Pegaram o meu celular, pediram a senha. Eu disse que poderiam levar tudo, mas não me matassem”, continuou.

Segundo a vítima, o suspeito é baixo, moreno e gordo. A vítima ficou abandonada no local onde sofreu as agressões e, depois, procurou a polícia. Ela registrou um boletim de ocorrência.

OUTROS CASOS

Essa não é a primeira vez que transexuais denunciam que estão sendo agredidas por um homem num carro vermelho. No início do mês, uma outra relatou ter sofrido fraturas no rosto após sofrer uma “sessão tortura”.

No dia do crime, segundo a vítima, o homem teria contratado um “programa”. Em determinado momento, ele distraiu a travesti dizendo que alguém estava se aproximando. Quando ela se abaixou para verificar, foi atingida por uma barra de ferro de aproximadamente 50 cm na região da nuca.

“Fiquei desacordada por um tempo e quando voltei ele continuava a me agredir, batendo na minha face. Juntei forças e consegui sair gritando, pedindo socorro, até que uma amiga veio me ajudar”, relatou.

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