Mato Grosso, 15 de julho de 2020

Mulher obrigava criança a se prostituir e vender drogas em MT

Policia Civil e Militar em ação conjunta.jpg

A Polícia Civil de Confresa (1.160 km a nordeste de Cuiabá) prendeu em flagrante, na quarta-feira (29.07), uma mulher que estava mantendo em cárcere privado uma criança de 11 anos. A menor havia desaparecido no município de Porto Alegre do Norte e era obrigada pela suspeita a se prostituir e atuar com o comércio de entorpecentes.

As investigações iniciaram quando a mãe da vítima registrou o boletim de ocorrência do desaparecimento, no domingo (26.07), relatando que a filha havia fugido de casa, localizada no bairro São Geraldo em Porto Alegre do Norte.

Segundo as informações, a menina saiu na sexta-feira (24), após uma discussão com a sua mãe e não deu mais notícias. No domingo, em um momento em que a mãe saiu de casa procurando a filha pela região, a menor retornou e buscou algumas mudas de roupas e novamente desapareceu.

Na quarta-feira (29), a Polícia Civil recebeu informações dos próprios familiares da vítima que a menor estava em cárcere privado em uma residência no bairro Jockey Clube, no município de Confresa, sendo obrigada a atuar com a venda de entorpecentes.

Diante das informações, a equipe da Polícia Civil de Confresa foi até o local onde foi constatada a veracidade das informações. Em entrevista com a vítima, ela relatou que a suspeita a obrigou a entrar em um veículo e a trouxe para Confresa onde mediante a ameaças a mantinha em cárcere privado.

Na cidade, a menina era explorada sexualmente sendo obrigada a manter conjunção carnal com homens, condicionada a recebimento de valores com os quais a suspeita adquiria entorpecentes para venda.  Além de se prostituir, a vítima também era obrigada a vender a droga adquirida pela traficante, que a ameaçava de morte caso não cumprisse as suas ordens.

Diante das evidências, a suspeita foi conduzida a Delegacia de Confresa, onde após ser interrogada pelo delegado Allan Vitor Sousa da Mata, foi autuada em flagrante por sequestro e cárcere privado, exploração sexual infantil e tráfico de drogas, além de falsa identidade, uma vez que se apresentou com nome aos policiais.

Segundo o delegado, a suspeita possui passagens criminais anteriores, sendo presa por furto em 2019 e estava em liberdade provisória. “Diante da gravidade dos crimes cometidos de ter submetido criança a se explorar sexualmente, aliado ao tráfico de drogas e ao sequestro foi representado pela conversão da prisão em flagrante da suspeita em preventiva”, disse o delegado. Folha Max

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