Mato Grosso, 17 de janeiro de 2020
   

Falso pai de santo obriga adolescentes ficarem peladas para se livrarem de feitiço

Tarado telefona para vítimas e diz que foi realizado um ritual de morte contra elas e, em seguida, pede para tomarem banho de sol grosso em vídeochamada.

O caso é investigado pela Deddica.

Um suposto pai de santo assediou sexualmente e enganou duas adolescentes de 15 anos, na semana passada, em Cuiabá. O homem entrou em contato com as vítimas afirmando que uma pessoa realizou rituais contras as elas e suas famílias em um terreiro.

Em seguida, ele orientou que as meninas ficassem nuas durante chamada de vídeo e tomasse um banho de sal grosso.

A denúncia foi registrada na última quarta-feira (15) numa Delegacia de Polícia Civil da Capital, que confirmou o caso.

Conforme o relato, as famílias descobriram que ambas tinham sido vítimas da mesma pessoa em um encontro na igreja, nesta semana.

Uma das garotas recebeu a ligação no último sábado (11), em que o agressor afirmava que pessoas fizeram trabalhos para que o cabelo da adolescente caísse, ficasse paralitica e que sua mãe morresse. Além disso, ele declarou ainda que a pessoa responsável pelo ritual era da família da vítima.

Aterrorizada, a menor correu para casa da sua vizinha e pediu ajuda para tomar o banho de sal grosso. A mãe da menina achou a atitude suspeita e foi atrás dela e a encontrou pelada tomando o banho de sal grosso. Tudo era registrado pela adolescente por meio de uma vídeochamada feita com o criminoso. Ao ver a mãe, ela desligou o celular.

Já a segunda vítima, não acreditou no charlatão, que proferiu ameaças contra ela. A adolescente o xingou e desligou o telefone.

As meninas negam conhecer o agressor.

A semana passou e um grupo de amigos começou a comentar sobre o ocorrido na igreja. Assim os pais das garotas descobriram que as filhas tinham sido vítimas do mesmo criminoso.

Diante disso, a mãe de uma delas foi até a delegacia e registrou um boletim de ocorrência.

O caso é investigado Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).

*Com informações do site Gazeta Digital e RepórterMT

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